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TVA não sairá da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura

A TVA não sairá da ABTA, associação que representa as operadoras de TV por assinatura e que entrou com uma ação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a operação de compra da TVA pela Telefônica. 'O que estamos tentando, desde novembro, é restabelecer a legitimidade da associação', explica a diretora superintendente da TVA, Leila Loria.

A executiva diz que a empresa do Grupo Abril é sócia-fundadora da ABTA e, por isto, decidiu continuar na entidade. Com outros associados insatisfeitos, ela procura agora recuperar sua governança e estatuto, diz. A TVA entrou na Justiça e conseguiu uma liminar para que a entidade pare de se manifestar publicamente sobre a incorporação pela Telefônica.

Na ação, a TVA argumenta que a ABTA não representa mais os interesses dos associados e deixou de atuar em sua defesa. Leila destaca que há jurisprudência e que a entidade perdeu sua legitimidade como associação. 'Qualquer operador pode questionar no Cade', diz a executiva, citando como exemplos possíveis a Net e a Sky. 'Mas não a associação', reclama ela.

Em sua opinião, se o negócio entre Telefônica e TVA não for aprovado, será enfraquecido um potencial concorrente para a Telmex no mercado. A TVA está tentando mudar o estatuto da entidade, a forma como as decisões são tomadas e até em relação à composição da atual diretoria da entidade. Mas Leila acredita que o passo inicial não é este, e sim a forma de gestão.

Loria também mostra preocupação com o Seta (Sindicato Nacional das Empresas de Televisão por Assinatura). 'Não queremos que o Seta perca sua característica, como ocorreu com a ABTA, disse a executiva. Desde a obtenção da liminar, não houve nenhuma reunião na ABTA.

A próxima reunião de conselho ainda não está marcada, mas nesta terça-feira, 24, haverá uma assembléia formal, só para aprovação de contas. Pela liminar, a entidade não poderá se manifestar publicamente sobre a transação. Ainda tramita na Justiça uma ação ordinária contra a ABTA.

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Programa Mídias na Educação deve ser ampliado no 2º semestre

Profissionais de tecnologia da informação e coordenadores pedagógicos de escolas públicas estão reunidos nesta segunda e terça-feira (23 e 24/4), em Brasília, para discutir sobre o uso da televisão, vídeo, rádio, informática e impressos em sala de aula. Ao final do encontro, eles apresentarão sugestões de aperfeiçoamentoao programa Mídias na Educação, criado pelo Ministério da Educação para capacitar profissionais a usar tecnologias da informação e da comunicação no ensino.

A diretora do Departamento de Produção e Capacitação em Programa de Educação a Distância do MEC, Leila Lopes deMedeiros, afirma que a idéia é romper com a forma tradicional de ensino, em que só professor ensina e o aluno observa o que é dito de forma passiva. 'A partir da exibição do programa é que se abre um tanto de atividades. Há uma co-autoria como estratégia de aprendizagem. Professor e aluno trocam de posição o tempo inteiro. É isso que dá a dinâmica ao processo. O aluno não fica lá escutando o professor. Ele tem a dizer, o professor também têm a dizer e os dois têm de pesquisar muito.'

Segundo a diretora, atualmente, 10 mil professores de todo o país estão participando da capacitação e cerca de 30 instituições de ensino superior contribuem com soluções de tecnologia para o programa. A capacitação está dividida em três níveis de certificação constituindo ciclos de estudo: o ciclo básico, de extensão, com 120 horas de duração; o intermediário, de aperfeiçoamento, com 180 horas; e o avançado, de especialização, com 360 horas.

Para o segundo semestre está em estudo uma nova versão do programa, com a previsão de que até mais 15 mil profissionais da educação sejam capacitados. O secretário de Educação Superior, Ronaldo Motta, diz que o objetivo é ampliar, gradualmente, o número de profissionais capacitados pelo programa. 'Idealmente podemos chegar a casa de milhões. Acredito que na educação pública básica brasileira não há nenhum professor que possa ser dispensado da oportunidade de ter acesso a umconjunto de elementos como esse.'

Em 2005, foi implementada a versão piloto, on-line, do Mídias na Educação para 1,2 mil potenciais multiplicadores e tutores de todos os estados brasileiros. No ano passado, entrou no ar a versão on-line do ciclo básico, com certificação em extensão, para 10 mil profissionais de educação básica do sistema público em todo o país.

Com informações da Agência Brasil.

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Para europeus do DVB-T, resta pouco mercado para o ISDTV

Análise numérica a ser considerada, feita por um grande defensor do padrão europeu de TV digital (DVB), acerca do otimismo que o Fórum do ISDTV mostrou durante a última NAB em relação ao potencial de exportação do chamado sistema nipo-brasileiro: "as avaliações sobre TV digital indicam que o mercado ainda aberto para padrões de 6 MHz e 60 Hz corresponde a aproximadamente 3% da cobertura da população mundial.

O mercado ainda aberto em países com 7 MHz e 8 MHz de largura de banda é maior (aproximadamente 15% da população), mas esse mercado o ISDTV não tem como disputar, já que é tecnicamente incompatível com o mesmo.

Assim sendo, o ISDTV, que conta com 2,8% de mercado mundial (porcentagem da população brasileira em relação à população mundial) poderia, se vencesse todas as disputas com o DVB-T e o ATSC (o que é altamente improvável), contar com 5,8% do mercado mundial. Em síntese, não há mais o que comemorar em termos de economias de escala, ou em última análise, de preços baixos para a população brasileira. Do jeito que está parece até desperdício de tempo tentar exportar, pois não vai acrescentar muita coisa, ao menos para o consumidor brasileiro".

Não é assim, evidentemente, que pensa o Fórum do ISDTV, mas as próprias empresas brasileiras sabem que a exportação, pelo menos nesse momento, não é a prioridade número um, até pelo volume de trabalho para colocar o padrão brasileiro "na rua". Também há quem diga que, mais importante do que a escala comercial, o que o Brasil busca é um bom posicionamento geopolítico em relação a uma tecnologia nova, e o ISDTV se prestará muito a isso.

Vale lembrar que quem disse que o Brasil tinha chances de explorar o mercado internacional de padrões para TV digital foi Peter MacAvock, diretor executivo do DVB Project, em entrevista a este noticiário na semana passada. Pode ter sido, obviamente, apenas uma declaração gentil.

 

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Livro desvenda caminhos da produção na comunicação digital

Cada vez mais, na sociedade que vai se digitalizando, surgem ferramentas do tipo You Tube e Wikipedia, que permitem a distribuição e o compartilhamento de informação e produção cultural. O fenômeno Commons chega para revolucionar os conceitos da produção capitalista. Para tratar das questões técnicas e jurídicas relacionadas a esta nova realidade, o livro “Comunicação digital e a construção dos  commons: redes virais, espectro aberto e as novas possibilidades de regulação” aborda a idéia de ampliação da liberdade, da criatividade e da democracia.

O fenômeno Commons tem sido fundamental nas muitas batalhas pela democratização das comunicações. Como o próprio nome sugere, commons significa aquilo que é comum a todos, um espaço em que as coisas são públicas, uma comunidade em que a produção intelectual é compartilhada. Seu efeito atinge o capitalismo informacional em todas as suas manifestações e contradições, revolucionando a produção simbólica da humanidade.

O livro reúne os autores Gustavo Gindre, João Brant, Kevin Werbach, Sérgio Amadeu da Silveira e Yochai Benkler, em textos fundamentais para quem quer entender melhor os impactos que os commons representam na distribuição e no compartilhamento de informação e produção cultural, com exemplos como a Wikipedia, o YouTube e o licenciamento flexível de obras de arte, músicas e livros denominado Creative Commons.

Yochai Benkler, professor titular na Escola de Direito de Yale, por exemplo, discorre sobre a economia política dos commons e as leis que regulam a produção e troca de informação no espaço virtual. Como ele bem resume, “estamos participando de um período de mudanças profundas, em que a produção colaborativa evolui para a constituição de uma verdadeira economia das redes de informação”.

O também estadunidense Kevin Werbach, professor titular na Universidade da Pennsylvania, por sua vez, explora em seu texto as questões legais e econômicas relacionadas às tecnologias da informação e da comunicação, defendendo a necessidade de superarmos o modo arcaico de distribuição de freqüências radioelétricas, que persiste desde o início do século XX e que é determinante para a democratização das comunicações.

O artigo de Sérgio Amadeu da Silveira trata de assunto central para as idéias defendidas no livro: a descentralização e desconcentração do poder comunicacional, também defendendo a construção de uma infraestrutura comum e democrática de telecomunicações.

João Brant e Gustavo Gindre, ambos integrantes do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, escrevem, respectivamente, sobre as mudanças que as políticas do espectro podem trazer para a diversidade dos conteúdos e sobre a regulação das comunicações em um cenário de convergência de mídias. Em suma, esse é um livro que, ao tratar das questões técnicas e jurídicas relacionadas ao commons, aborda fundamentalmente da idéia de ampliação da liberdade, da criatividade e da democracia.

Sobre os autores

Yochai Benkler é professor titular de direito na Escola de Direito de Yale; Sérgio Amadeu da Silveira é doutor em ciência política pela USP e professor titular de comunicação na Faculdade Cásper Líbero; Kevin Werbach é professor titular da Universidade da Pennsylvania; João Brant é mestre em regulação e políticas públicas de mídia e comunicação pela London School of Economics and Political Science; Gustavo Gindre é mestre em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 O livro pode ser adiquirido no site Fundação Perseu Abramo, editora da publicação:
http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/index.php?storytopic=68

 

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Número de brasileiros conectados atinge 16,3 milhões em março

O número de internautas residenciais ativos no mês de março, no Brasil, atingiu a inédita marca de 16,3 milhões, o que representa um aumento de 15,6% sobre fevereiro, seguindo dados do IBOPE//NetRatings, divulgados nesta sexta-feira (20/04).

O mês de março registra tradicionalmente um aumento nos usuários por ser mais longo que fevereiro, que além dos 28 dias tem o intervalo do Carnaval, mas o aumento do número de internautas também foi influenciado pelo crescimento o número de pessoas que possuem pelo menos um computador com acesso em casa.

Segundo o IBOPE//NetRatings, 25 milhões de brasileiros têm acesso a computador nos seus domicílios e – contra 22,1 milhões em 2006 – e 32,9 milhões têm acesso em qualquer ambiente, incluindo casa, trabalho, escolas, universidades e outros locais.

Para Alexandre Magalhães, coordenador de análise do IBOPE Inteligência, a queda contínua do preço dos computadores e do acesso e a expansão do crédito para as camadas mais populares são fatores decisivos para o aumento do número de pessoas conectadas.

O Brasil continua a liderar em tempo médio de navegação residencial por internauta, com 20h54min, um acréscimo de 1h47min – ou 9,4% – sobre fevereiro e 7,8% sobre março de 2006. A França (19h56min), os Estados Unidos (19h08min), o Japão (18h34min) e a Alemanha (17h53min) aparecem em seguida, no ranking que mede a navegação residencial em dez países.

Em março de 2007, a categoria Viagens e Turismo apresentou o maior crescimento (36,4%), recebendo a visita de mais de 4 milhões de usuários residenciais ou cerca de 25% do total de internautas ativos residenciais do período.

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