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Governo não renova concessão da RCTV e emissora sai do ar

O governo venezuelano não renovou a concessão da emissora privada Radio Caracas Televisión (RCTV), que venceu neste domingo (27). Desde a meia-noite, o canal 2 da tevê aberta do país saiu do ar e foi ocupado pela estatal Televisora Venezolana Social (TVes).

A decisão de não renovar a concessão confirma a expectativa criada desde que Chávez ameaçou fazê-lo, desencadeando intenso debate e manifestações favoráveis e contrárias. A empresa é conhecida por fazer oposição ao governo de Hugo Chávez, tendo participado ativamente na última tentativa de golpe de Estado contra o presidente venezuelano.

Segundo o governo, entretanto, Chávez não está tirando uma emissora do ar, mas simplesmente exercendo o direito de não renovar uma concessão. Em meio à polêmica, o presidente venezuelano anunciou a renovação da licença de quatro outras emissoras, entre elas a privada Venevisión, principal concorrente da RCTV. As outras são duas regionais (Televisora Andina e Amavisión) e a estatal Venezolana de Televisión (VTV). 

Também no domingo venceram as licenças destas cinco emissoras, de acordo com o decreto 1577 de 27 de maio de 1987, que outorgava permissão de exploração dester canais por um prazo de 20 anos. Venevisión e RCTV têm a maior receita publicitária, tanto estatal como privada, atingindo 71% do total, segundo dados oficiais fornecidos pelo Ministério para o Poder Popular para as Telecomunicações e a Informática.

A RCTV é o canal de tevê com maior quantidade de infrações e suspensões de transmissão entre 1976 e 1989, todas realizadas por governos anteriores à administração Chávez. Em 1976, durante a gestão de Carlos Andrés Pérez, ficou fora do ar por três dias por difundir notícias consideradas falsas e tendenciosas. Em outra oportunidade, o então presidente Luis Herra Campis a fechou por 36 horas por programação 'sensacionalista'. O mesmo presidente, em 1981, repetiu a atitude por 24 horas, por transmissão de cenas tidas como pornográficas.

Durante a gestão de Chávez, a RCTV também sofreu punições. Entre junho e dezembro de 2006, por exemplo, recebeu 652 sanções, contra 469 da Televen, 394 da, Globovisión (canal informativo privado) e 181 da Venevisión. A Venezolana de Televisión também não escapou: sofreu 178 punições. Foi o período que antecedeu a reeleição de Chávez para um mandato de seis anos.

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Procurador Geral pede inquérito contra Hélio Costa

O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, solicitou ao Supremo Tribunal Federal a instauração de inquérito criminal contra o ministro das Comunicações, Hélio Costa. O objetivo é apurar a responsabilidade do ministro na celebração de um acordo feito entre a Telebrás — empresa subordinada ao Ministério das Comunicações — e a VT UM Produções e Empreendimentos, empresa de um amigo de Hélio Costa.

De acordo com inquérito, o acordo envolveu R$ 254 milhões. O pedido do MPF foi embasado em uma reportagem da revista Istoé, de 2 de agosto de 2006 que publicou com destaque na capa: “Exclusivo $ 254 Milhões sob suspeita: Antes de esgotar os recursos jurídicos, Telebrás faz acordo que deixa milionário amigo do ministro Helio Costa, das Comunicações”.

No ano passado, o MPF já havia solicitado ao STF um pedido de Diligências contra Hélio Costa, mas o Supremo não acolheu a solicitação. Ricardo Lewandowski, relator, considerou que o procedimento não era adequado porque não havia sequer a abertura de um inquérito para a apuração dos fatos.

Agora, o chefe do Ministério Público Federal, além de solicitar ao ministro-relator a instauração de Inquérito, pediu também a baixa dos autos ao Departamento de Polícia Federal para cumprimento de diligências.

De acordo com o MPF, se os fatos noticiados pela Istoé forem verdadeiro, o crime está configurado no artigo 321 do Código Penal (“patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário dá pena de detenção de um a três meses, ou multa”).

O parecer do procurador-geral também foi assinado pela subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques. A notícia crime protocolada no Supremo pelo também advogado José Bezerra de Souza foi assinada pelo advogado Luiz Nogueira, do escritório Luiz Nogueira Advogados Asssociados.

Leia o parecer Nº 8434/CS

Petição nº 3799 – DF

Requerente: José Bezerra de Souza

Requeridos: Hélio Calixto da Costa / Jorge da Motta e Silva

Relator: Ministro Ricardo Lewandowski

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, em atenção aos despachos de fls. 146 e 263, vem expor e requerer o que segue.

2. De acordo com a notícia-crime apresentada por JOSÉ BEZERRA DE SOUZA, a edição de 2 de agosto de 2006 da revista ISTO É trouxe reportagem exclusiva sobre os supostos bastidores de um acordo milionário firmado entre a Telebrás, empresa subordinada ao Ministério das Comunicações, e a VT Um Produções, de propriedade do empresário carioca UAJDI MOREIRA, apresentado pela publicação como o melhor amigo de HÉLIO COSTA, o titular da pasta (fls. 02/23).

3. Consta de representação que, com o aval do ministro, UAJDI MOREIRA começou a receber R$ 254.000,000,00 (duzentos e cinqüenta e quatro milhões de reais) da Telebrás em razão de um processo que movia contra ela desde 1998. a reportagem de capa, com o título R$ 254 milhões sob suspeita”, mostra que o acordo foi fechado antes mesmo de se esgotarem todas as possibilidades de recurso na Justiça (fls. 29).

4. Sustenta o requerente, ainda, que o Ministro HÉLIO COSTA foi alertado pelo próprio presidente da Telebrás Jorge de Motta e Silva para que acionasse a Advocacia Geral da União para recorrer da sentença, em benefício do patrimônio Público, mas não o fez (fls. 05/06).

5. No intuito de melhor investigar os fatos noticiados, que, se verdadeiros, podem configurar, em tese, o crime do art. 321 do Código Penal, requereu o Ministério Público Federal a realização das diligências de fls. 78.

6. Todavia Vossa Excelência indeferiu o pedido considerando que não foi solicitada a abertura de inquérito, não sendo possível, assim, a determinação do cumprimento das diligências.

7. Isto posto, requer o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, neste momento, a instauração de Inquérito originário perante essa Corte, reautuando-se o feito, bem como a baixa dos autos ao Departamento de Polícia Federal para a execução das diligências, que deverão ser executadas no prazo de 60 (sessenta) dias:

a) que o Ministro das Comunicações HÉLIO COSTA seja ouvido, a convite;

b) oitiva de UAJDI MENEZES MOREIRA, proprietário da empresa VT UM PRODUÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA;

c) oitiva de JORGE DA MOTTA E SILVA, Presidente da Telebrás;

d) oitiva de TITO CARDOSO, Secretário-Executivo do Ministério das Comunicações;

e) requisição ao Juízo Federal da 11ª Vara Cível, Seção Judiciária do Distrito Federal, de cópia integral dos autos do Processo nº 1998.01.1.026625-7.

Brasília, 22 de maio de 2007

Cláudia Sampaio Marques
Subprocuradora-Geral da República

Antonio Fernando Barros e Silva de Souza
Procurador-Geral da República

Convergência deve considerar desequilíbrios, diz Aguiar

Para o presidente da Anatel, Plínio de Aguiar Júnior, o fortíssimo desequilíbrio econômico entre as operadoras de telecom e de radiodifusão (na proporção de dez para um) deve ser avaliado quando se considerar as regras ou o modelo para o desenvolvimento da convergência no Brasil. Ou seja, a questão deve ser resolvida legalmente antes que um lado atropele o outro. Plínio avalia, porém, que a presença política do radiodifusor e dos produtores audiovisuais na realidade brasileira, e a sua capacidade de influência política, já serve de contrapeso a esta grande disparidade econômica.

Orientação para a mudança

Na opinião de Plínio Aguiar, manifestadas em entrevista a este noticiário e à edição 100 da Revista Teletime, que circula em junho, as mudanças mais significativas no modelo atual devem ser feitas na regulamentação do setor de audiovisual. 'Não há grandes coisas para mudar na Lei Geralde Telecomunicações, que pode ser apenas adaptada para funcionar em um novo ambiente'. Para ele, as modificações devem ser feitas no Código Brasileiro de Telecomunicações. 'Há uns quinze anos a França fez algumas mudanças na área de comunicações que foram denominadas 'lei do audiovisual'.

As preocupações seguiram duas linhas: de conteúdo e de distribuição do conteúdo. Na primeira o Estado se preocupa com a identidade cultural, geração de empregos, capacidade para exportar conteúdos (que o Brasil também tem). São políticas complexas, relacionadas à cultura, educação, criação de empregos, tecnologia e não apenas com telecomunicações propriamente ditas. Observe-se ainda que a regulação de conteúdo é uma fronteira muito tênue e é preciso muito respeito e cuidadado em sua execução', completou Aguiar.

Distribuição

Já no que se refere às telecomunicações e à distribuição do conteúdo, na opinião de Plínio Aguiar, a infra-estrutura de cobre e a infra-estrutura móvel já existentem e as futuras bandas de WiMax não darão conta da necessidade de banda larga no mercado brasileiro. Para reforçar sua posição ele usa os argumentos de um estudo recente do governo da Inglaterra sobre as necessidades de banda larga para aquele país. Aguiar considera que será necessário um novo planejamento para realmente oferecer banda larga de maneira universalizada para toda a população. Esta banda larga 'de verdade' é que será a grande revolução na distribuição de conteúdo, diz ele.

Active Image publicação autorizada.

Helio Costa é investigado no STF por mandar Telebrás pagar R$ 254 milhões a amigo

Se fosse um simples cidadão, Helio Costa estaria sendo investigado numa delegacia de polícia. Como é ministro com foro privilegiado, será investigado pelo Supremo. Foi o que determinou a subprocuradora-geral da República, Claudia Sampaio Marques, com um APROVO bem grande do procurador-geral da República,Antonio Fernando Barros e Silva de Souza.

Isso é o princípio do fim de um processo por ações clamorosas e escandalosas do ministro Helio Costa, COM GRANDES DANOS FINANCEIROS para a União.

Apesar de estar com data de 7 de março, essa determinação da Procuradoria Geral da República só chegou anteontem às mãos do ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski. Este é o relator, no Supremo, da ação popular movida contra o ministro das Comunicações por José Bezerra de Souza, tendo como advogado Luiz Nogueira.

O processo andou muito lentamente, a NOTÍCIA-CRIME contra o ministro vem de 2006, e seus dados e afirmações são INDISCUTÍVEIS e IRREFUTÁVEIS. Começou com o ministro acusado de ter patrocinado um acordo entre a Telebrás (subordinada ao próprio ministério de Helio Costa) e a VT Um Produções, propriedade do empresário Uadji Moreira, tido e havido como O MELHOR AMIGO DE HELIO COSTA e jamais desmentido por ele ou pelo amigo.

Teor da representação: com aval do ministro, o senhor Uadji Moreira começou a receber 254 milhões da Telebrás (estatal) por causa de um processo que movia contra essa empresa a partir de1998.

Os dados são impressionantes. 1 – A ação era contra a Telebrás e a Embratel. (Também estatal).

2 – O valor pedido como indenização era de 1 BILHÃO DE REAIS.

3 – A Embratel fez acordo com O MAIOR AMIGO de Helio Costa. Como a ação contra as duas empresas era de 1 bilhão, e a ação tendo a Telebrás como ré ficou no valor de 500 milhões, a conclusão lógica é que tenha havido acordo Embratel-Uadji Moreira.

4 – Mas a Embratel, mesmo nos autos do processo, se recusa a informar quanto pagou para terminar o processo contra ela.

5 – Consta da representação que, COM O AVAL DO MINISTRO HELIO COSTA, foi feito o acordo de 254 milhões entre a Telebrás e o senhor Uadji Moreira.

6 – No processo, a afirmação: 'O presidente da Telebrás, Jorge de Motta e Silva, ALERTOU o ministro que NÃO PODIA ORDENAR O PAGAMENTO. EXISTIAM AINDA MUITOS RECURSOS DA DEFESA.

7 – O ministro recusou a RECOMENDAÇÃO LEGÍTIMA do presidente da Telebrás e avalisou o 'acordo'.

8 – Além de não ter acionado a AGU (Advocacia Geral da União), ainda desprezou vários recursos cabíveis.

9 – Poderia ter interposto embargos de execução, havia o recurso de reduzir o montante em dezenas de vezes o valor pago, além de ter o direito de uma AÇÃO RESCISÓRIA.

10 – O ministro Helio Costa, no dia seguinte da HOMOLOGAÇÃO do ACORDO entre a Telebrás e seu maior amigo Uadji Moreira, viajou com ele para Miami, onde assistiram a um show. Ficaram vários dias lá.

11 – A ação popular e a notícia-crime foram distribuídas ao ministro Lewandowski em 14 de novembro de 2006 e logo no dia 16 (48 horas apenas) ele pediu a MANIFESTAÇÃO DA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA. Esta ficou com o processo meses, e só então enviou-o de volta ao ministro. Mas o relator no Supremo, Ricardo Lewandowski, devolveu o processo, declarando que a manifestação era INADEQUADA.

12 – Revelei então que a Procuradoria Geral iria refazer sua manifestação, pois é inacreditável que envie ao Supremo manifestação INADEQUADA. Datado de 3 de março, chegou ao Supremo anteontem.

13 – Agora Helio Costa será investigado e terá que depor no inquérito que será aberto no mais alto tribunal do País. 14 – A Polícia Federal será chamada ainvestigar os fatos da notícia-crime.

A razão da 'dívida'. O dono da VT Um processou a Telebrás em 1998 porque a estatal rompeu um contrato assinado em 1994 com a empresa, que operava o serviço 0900.

PS – Não usei nenhuma vez a palavra DENUNCIADO. Isso será feito INAPELAVELMENTE pelo Supremo. O fato é ESCANDALOSO DEMAIS.

PS 2 – Embora eu considere que a cumplicidade e a participação do ministro Helio Costa se ENQUADREM PERFEITAMENTE NA OPERAÇÃO NAVALHA.

PS 3 – No dia em que os brasileiros puderem ler o laudo do perito CONTRATADO PELA VT UM, e aceito pela Justiça, a vontade geral é deixar o Brasil. Mas o ministro continuará prestigiado.

Consumidores estão desinformados sobre a mudança de pulsos para minutos

O Mutirão da Telefonia, realizado pelos Procons em todo o país nesta quinta-feira (24), constatou que há uma grande desinformação dos consumidores sobre a mudança de pulso para minutos na cobrança das contas telefônicas.

Segundo o diretor do Departamento de Defesa e Proteção do Consumidor (DPDC), Ricardo Morishita, numa avaliação preliminar feita com as entidades de defesa, houve uma procura maior dos consumidores por orientação sobre a mudança no sistema do que esclarecimento de dúvidas, o que demonstra a falta de informação sobre a mudança no sistematelefônico brasileiro. Os novos planos estarão vigorando plenamente a partir do dia 31 de julho.

'O consumidor tem direito a essas informações', afirma Morishita ressaltando que caso fique constatada a falta de informação, será necessário intensificar a campanha de esclarecimento. O diretor do DPDC disse ainda que os consumidores devem procurar as empresas de telefonia para obter informações sobre as mudanças e esclarecer dúvidas.

Ricardo Morishita disse que o Mutirão dos Procons alcançou um resultado bastante positivo, apesar da falta de informação sobre a mudança. Segundo ele, na região Norte as entidades de defesa do consumidor deram prioridade às entrevistas para os meios de comunicação e colocaram técnicos especializados no assunto para atendimento exclusivo sobre a mudança.

Outros Procons adotaram outras estratégias, como os de Goiás e Uberlândia, que editaram cartilhas de esclarecimento e fizeram atendimento nas ruas. No Nordeste houve panfletagem dos técnicos numa abordagem direta dos consumidores. No Rio de Janeiro foi feita uma mesa redonda com advogados especialistas em defesa do consumidor para esclarecer dúvidas. No Rio Grande do Sul foi realizada uma entrevista coletiva para a imprensa com representantes do Procon estadual e da operadora que atende ao estado.

De acordo com Morishita, a campanha dos Procons para esclarecer aos consumidores a mudança na telefonia deverá prosseguir ese intensificar, principalmente quando estiver mais próxima da data limite para o fim da contagem por pulso.