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Concessionárias ficam proibidas de anunciar seus planos de tarifas em minutos

A Anatel decidiu intervir com mão pesada nos planos alternativos de minutos oferecidos pelas concessionárias de telefonia fixa. Há alguns meses, a agência já tinha proibido que as empresas ofertassem, por seus call centeres, as diferentes opções. Agora, uma nova decisão torna a restrição ainda mais abrangente: as empresas estão proibidas de fazer qualquer tipo de publicidade sobre os seus novos planos tarifários, até que seja concluída a migração das tarifas de pulsos para minutos, migração esta que termina no dia 31 de julho.

A decisão foi comunicada hoje pela Superintendência de Serviços Públicos às empresas e, conforme o despacho, assinado por Gilberto Alves, atende ao pleito do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça. Na justificativa, a agência referenda os argumentos do DPDC de que a proibição de veiculação de qualquer publicidade  de planos alternativos tem o objetivo de possibilitar a “correta, adequada e clara informação ao consumidor acerca dos planos obrigatórios e da conversão da tarifação de pulso para minuto.”

Planos

Dois são os planos obrigatórios de tarifa criados pela Anatel: o plano básico e o Pasoo (Plano Alternativo de Oferta Obrigatória). Se o usuário não manifestar sua preferência, suas ligações passarão a ser tarifadas, automaticamente, conforme os valores do plano básico. Caso contrário, ele terá que pedir para migrar para o Pasoo. Em geral, recomenda-se que os usuários que fazem ligações locais/locais de curta duração mantenham-se no plano básico e aqueles que acessam internet por linha discada, migrem para o Pasoo.


Planos Alternativos

Além das tarifas estabelecidas pela Anatel, as concessionárias de telefonia fixa criaram diferentes pacotes tarifários – os planos alternativos – para oferecer a seus clientes, a exemplo do que ocorre hoje com a telefonia celular. E são esses os planos, todos autorizados pela própria Anatel, cuja  publicidade passa a ser proibida até o final de julho.

Uma medida no mínimo estranha, já que, a princípio, os planos alternativos são mais apropriados para clientes com perfis diferenciados de consumo. Se esses planos não são bons, a agência não deveria tê-los autorizado, o que parece um contra-senso, já que há muito tempo a Anatel reclamava não haver ofertas alternativas de tarifas para os clientes de telefonia fixa.  

É certo que o poderio comercial das concessionárias é muito grande. Mas se a preocupação da Anatel e do DPDC era evitar que o usuário deixasse de conhecer os planos de tarifas obrigatórios, o ideal seria que se formulasse uma  estratégia para a correta divulgação desses planos, o que até hoje não ocorreu.  

 

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Abranet pede adiamento de audiência sobre PL de crimes digitais

A Abranet (A Associação Brasileira dos Provedores Internet) pediu à CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) adiamento da audiência pública sobre o projeto de lei (PL) de crimes digitais, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). A entidade enviou uma carta aos senadores que compõe a comissão, solicitando a transferência da data da audiência, que seria realizada no próximo dia 20, para o dia 14 de agosto.

A audiência contará com a participação de especialistas que deverão dar mais informações do projeto aos senadores. Por enquanto, o único nome adiantado por Azeredo como provável participante foi o de Marcelo Bechara de Souza Robaika, consultor jurídico do Ministério das Comunicações e titular do Comitê Gestor da Internet.

O PL tem causado muita polêmica, e sofreu crítica de organizações sociais e setores envolvidos, por ter previsto um cadastro nacional de todos os internautas, (cláusula retirada), e por obrigar provedores a encaminhar denúncias às autoridades sobre possíveis condutas ilegais de seus usuários, além de estabelecer que autoridades poderiam realizar auditoria técnica em dados de usuários, com acesso não autorizado a informaçõesvirtuais.

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No Nordeste, apenas 8,5% das casas têm computador

O Brasil ainda tem muito caminho para trilhar, antes de vencer as barreiras da inclusão digital e chegar a todas as regiões do país. Para comprovar essa afirmativa, basta observar os resultados da segunda pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil (TIC) – 2006, realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIB).

A pesquisa mostrou que 54,3% dos brasileiros nunca usaram computador na vida e 66,7% nunca navegaram pela internet. A pesquisa também destacou que somente 19,6% dos lares nacionais possuem computador. Ao analisarmos os dados por área, o Nordeste é a região que tem o menor percentual de lares com PC, apenas 8,5%, e o Sul é a região com o maior número de residências com micros, 24,63%. As entrevistas foram realizadas presencialmente em 10.510 domicílios em todo o território nacional aplicadas a pessoas com mais de 10 anos. As amostras permitem a apresentação dos resultados por região, classe social, renda familiar, instrução, idade e sexo.

Esta segunda pesquisa foi realizada entre os meses de julho e agosto de 2006. Como na edição do ano anterior, a pesquisa mediu a penetração e uso da internet em domicílios, incluindo módulos como acesso às tecnologias da informação e da comunicação, uso do computador, e uso da internet, entre outros. Os dados da pesquisa estão disponibilizados na página do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação – Cetic (www.cetic.br). Este grupofaz parte do CGIB e é responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre a disponibilidade e uso da internet no Brasil, divulgando análises e informações periódicas sobre o desenvolvimento da rede no país.

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Conversores devem sair mais caros e não ficar prontos a tempo

A TV digital brasileira corre o risco de não ser inaugurada em 2 de dezembro, como querem as emissoras e o governo federal e está previsto até em decreto. As redes poderão até transmitir em sinal digital nessa data, mas é grande a possibilidade de não haver equipamento para o telespectador sintonizá-las.

A Eletros (associaçãodos fabricantes de produtos eletrônicos) diz que não 'tem como precisar a data' em que chegarão às lojas os primeiros set-top boxes, equipamento fundamental para a recepção digital. A entidade não confirma se isso será possível até dezembro. Argumenta a Eletros que a 'indústria ainda está desenvolvendo os protótipos dos set-top boxes, mas, para que sejam produzidos com qualidade, será necessária a realização de vários testes'.

A Folha apurou que os primeiros protótipos ainda estão longe do ideal. Outra barreira para a TV digital será o alto custo inicial. Os primeiros set-top boxes não custarão US$ 100, como afirmava o ministro Hélio Costa (Comunicações). Dificilmente custarão menos de R$ 800.

Além disso, os set-top boxes terão interatividade limitada, semelhante à que a TV paga já oferece (guia de programação e sinopses). Segundo a Eletros, 'levará algum tempo até o lançamento da interatividade plena', porque os aplicativos do middleware Ginga (algo como o Windows da TV paga brasileira) ainda não estão prontos.

Mais de 100 emissoras de têm outorgas vencidas em 2007

Brasília – Vencem em 2007 as outorgas de 28 emissoras de TVs e 153 canais de rádios, entre elas a Globo, Record, Bandeirantes e Cultura, de acordo com um levantamento do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

As concessões públicas são uma licença temporária concedida pelo governo para uma determinada empresa transmitir conteúdos por canais do espectro eletromagnético. No caso das televisões têm validade de 15 anos e para os rádios de 10 anos.

O professor da Universidade de São Paulo (USP) Laurindo Leal Filho alerta que a este momento deve ser dada uma grande publicidade para garantir a participação popular e a representação dos interesses da sociedade na renovação das concessões. “A sociedade deve ser chamada para se manifestar por meio de vários mecanismos que podem ser criados”, afirma. “A maioria da população só se informa pela televisão então tem o direito de cobrar qualidade e diversidade dos serviços”, acrescenta.

No entanto, no Brasil, o professor destaca que apesar das concessões de muitas TVs e rádios vencerem este ano, reuniões e debates sobre o conteúdo exibido pelas emissoras não devem ocorrer.“Não deveria ser assim, mas, infelizmente no Brasil não temos um processo de avaliação profunda mostrando como foram exercidas as concessões nos últimos anos. Elas são renovadas quase que automaticamente”.

O professor diz que seria importante regulamentar as leis, para garantir transparência ao processo e ajustes ao longo dos anos de concessão. Leal Filho explica que a concessão é um contrato entre o Estado – que regula o espectro eletromagnético por onde trafegam os canais – e uma empresa privada. “A mesma coisa que acontece com as linhas de ônibus”. No contrato, sugere, as empresas deveriam se comprometer com o tipo de público, programação e os horários para exibição dos programa, o que poderia oferecer parâmetros para fiscalização das concessões.

“Se durante o período não a empresa não cumpri-lo (o contrato), poderia ser advertida, suspensa ou até mesmo ter a concessão não renovada”, adverte. De acordo com o professor, nos Estados Unidos a população avalia o conteúdo das televisões por meios de audiências públicas e na Inglaterra as discussões com a sociedade antecedem a outorga dos canais.

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