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Itamaraty divulga nota sobre o Comitê Provisório da Agenda para o Desenvolvimento

Leia abaixo a nota de imprensa do Ministério das Relações Exteriores sobre o desfecho das discussões de junho, do PCDA da OMPI, relativo à Agenda do Desenvolvimento:

Nota nº 288 – 18/06/2007

"Realizou-se, de 11 a 15 de junho de 2007, na Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em Genebra, a IV sessão do Comitê Provisório da “Agenda para o Desenvolvimento” (IV CPAD). O IV CPAD concluiu a fase de identificação de ações concretas para incorporar a dimensão do desenvolvimento aos trabalhos da OMPI, tendo sido aprovadas 45 recomendações de ação que serão encaminhadas, para confirmação no mais alto nível, à Assembléia-Geral da Organização (Genebra, 24 de setembro a 3 de outubro de 2007).

As recomendações aprovadas refletem, em sua maioria, as propostas apresentadas pelo grupo de países em desenvolvimento coordenado por Brasil e Argentina, composto por África do Sul, Bolívia, Cuba, Egito, Equador, Irã, Peru, Quênia, República Dominicana, Serra Leoa, Tanzânia, Uruguai e Venezuela – o grupo de países “Amigos do desenvolvimento”.

O conjunto de recomendações aprovadas permitirá a países em desenvolvimento (i) resguardar as flexibilidades de interesse público existentes no sistema internacional de propriedade intelectual; (ii) receber assistência para a implementação de tais flexibilidades; (iii) equilibrar eventuais compromissos em negociação na OMPI com temas relacionados ao interesse público; (iv) submeter atividades normativas a debate sobre custos e benefícios; (v) promover avaliação do impacto das atividades da OMPI sobre o desenvolvimento; (vi) garantir maior participação da sociedade civil nas atividades da OMPI.

A fim de garantir a plena implementação dos resultados da “Agenda para o desenvolvimento”, acordou-se estabelecer o Comitê sobre Desenvolvimento e Propriedade Intelectual, com mandato para monitorar o cumprimento das recomendações de ação aprovadas, em coordenação com os demais órgãos da OMPI, o que garante que a preocupação com o desenvolvimento deverá permear todo o trabalho da Organização.

A “Agenda para o desenvolvimento” é fruto da preocupação de países em desenvolvimento com o desequilíbrio verificado nas negociações internacionais em matéria de propriedade intelectual. Nesse contexto, a iniciativa consagra, na OMPI, preocupação já manifestada por países em desenvolvimento em outras organizações internacionais (OMC, OMS e UNESCO, por exemplo) quanto aos riscos de considerar a propriedade intelectual como um fim em si mesmo e não como um instrumento para o desenvolvimento e a inovação.

Resultado de quase três anos de discussões, as 45 recomendações de ação aprovadas pelo CPAD assinalam o reconhecimento dos membros da OMPI de que a proteção à propriedade intelectual deve ser feita de maneira equilibrada e em respeito aos diferentes níveis de desenvolvimento dos países, sob pena de perpetuarem-se assimetrias no acesso ao conhecimento e ao desenvolvimento tecnológico.

Como proponente da “Agenda para o desenvolvimento”, o Governo brasileiro considera positivos os resultados alcançados e estará empenhado em vê-los aprovados na Assembléia-Geral e, em seguida, refletidos em todas as atividades da OMPI."

 

Para Anatel, não há espaço para TVs públicas sem mudar Decreto 5.820

Brasília – A única forma de garantir espaço para todas as emissoras no sistema digital de televisão – inclusive os canais públicos – é mudar o decreto presidencial de junho de 2006, avalia o superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ara Apkar Minassian.

O decreto que implanta a TV Digital no Brasil deverá ser revisto pela Casa Civil em até três meses, estima Minassian. “Alguém vai ter que adequar o decreto”, diz.

Segundo o superintendente, “não temos espaço” no espectro para a criação de canais públicos na transmissão digital em São Paulo. Caso o processo de transformação do modo analógico para o digital se iniciasse hoje, “eles estariam de fora”, diz. Minassian esteve hoje (26) em um debate sobre o impacto da digitalização dos serviços de radiodifusão nos processos de outorga e renovação de emissoras de rádio e televisão na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.

Além dos canais públicos, três da oito retransmissoras que não possuem geradoras no estado de São Paulo também teriam que ficar de fora. Ele explica que, durante o processo de migração – previsto para terminar apenas em 2016 -, cada canal vai ocupar o espaço de dois canais, um já existente (analógico) e o outro que estará sendo criado (digital).

O decreto que vai regular esse processo fala na criação de quatro canais públicos (do Executivo, cultural, educativo e da cidadania), além de dois canais para o legislativo (Câmara e Senado). Duplicados, somariam 12 canais. O decreto cria ainda três canais públicos para retransmissão, num total de 15 novos canais.

A Anatel propõe que o governo federal una todos esses canais em um único, mas seria preciso alterar o Decreto 5.820. “A solução que buscamos junto ao governo é 'eu vou ter um canal digital para colocar os quatro'. Mas o Decreto diz claramente 'quatro canais digitais de seis Megahertz'. Lá está bem claro. Alguém tem que definir saídas”, diz Minassian. Ele conta que o assunto está sendo debatido pela Casa Civil, ministério das Comunicações e Secretaria de Comunicação Social (Secom)”.

Outra alternativa seria a diferenciação entre emissoras geradoras e retransmissoras. Pelo Decreto todas, igualmente, terão direito a um canal digital. O superintendente da Anatel diz que se houvesse uma priorização das geradoras, os canais públicos poderiam ocupar o espaço de retransmissoras.

“Se o governo chegar e disser para nós, 'olha, esquece as retransmissoras e dá atenção às geradoras, é possível alocar. Agora, isso é uma decisão porque o decreto nivela as duas. Alguém vai ter que tomar essa decisão e não é a Agência”.


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Audiência no Senado sobre convergência digital tem baixa participação

A primeira audiência pública do Senado sobre convergência digital e o projeto de lei 280/2007 do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), realizada nesta terça-feira (26/6), teve a participação de apenas uma entidade. A única representante do segmento a estar presente foi a Rede Global Info, associação de provedores de internet. O projeto de lei do senador envolve a regulamentação da produção, programação e provimento de conteúdos em qualquer meio eletrônico.

A associação reforçou a importância da normatização do relacionamento entre as classes, e diante da abordagem do Senado sobre um projeto de lei para a convergência apontou a relevância da criação de regras para nortear o relacionamento entre as operadoras de telefonia fixa, provedores e produtores de conteúdo.

Para o presidente da Rede Global Info, Jorge de La Rocque, cada elemento deve seguir em sua área de atuação de maior experiência. “Não imagino uma operadora narrando uma partida de futebol, nem uma TV instalando uma linha telefônica”, comparou. O executivo sustentou que “provedor de conteúdo é início, tele é meio e provedor de acesso é fim”.

A entidade Global Infodestacou a importância de garantia do espaço, a criação de conteúdo nacional de qualidade e sua devida distribuição aos brasileiros, em todo o país. Também estiveram presentes na apresentação, representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (ABRAFIX) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

“Enxergamos uma grande parceria nacional para que isso seja viabilizado, mas o projeto de lei terá que deixar muito claro qual o papel de cada um”, completouLa Rocque.

A Entidade disponibilizou sua expertise para apoiar a causa no que compete aos provedores de conteúdo, contando com o governo, através de suas agências reguladoras para supervisão do processo. “Colocamos nossa experiência de mais de dez anos e a palavra de quem trouxe Internet para o assinante final no Brasil à disposição desta casa”, declarou La Rocque.

O Senado ainda vai promover outras duas audiências públicas sobre a pauta com outros representantes dos setores envolvidos.

 Active Image publicação autorizada.

Sky questiona compra da TVA pela Telefônica

A operadora de TV por assinatura Sky pediu à Anatel a suspensão da audiência em que a agência vai decidir se aprova ou não a compra da TVA pela Telefônica. A audiência está marcada para esta quarta-feira (27/6). De acordo com a Sky, falta um estudo detalhado sobre o impacto que a aquisição poderá gerar na concorrência.

A compra também está sendo questionada no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que espera o posicionamento da Anatel para tomar alguma decisão. A validade da aquisição já foi discutida pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), que não conseguiu anular a operação.

A Sky argumenta que pode ser prejudicada porque a Telefônica vai concentrar o mercado de TV por assinatura, tanto por MMDS (serviço de TV por assinatura sem fio) quanto por satélite e cabo. “Não se pode aceitar o artifício contratual de que a Telefônica está a adquirir apenas 19% das ações da TVA e assim não estaria configurada assunção do controle por parte da Telefônica”, argumenta a Sky.

“No mundo desenvolvido, a regra quanto à convergência em telecomunicações é: concorrência entre redes, só se beneficiar o usuários. Em muitos países,as operadoras incumbentes de telefonia fixa são proibidas de adquirir participações em redes de TV a cabo em suas áreas de operação. Em países onde tais restrições não se aplicam, transações que envolvam a concentração de redes redundantes são submetidas a uma análise extensiva de seus impactos competitivos e são, ou totalmente proibidas, ou sujeitas a condições para prevenir impactos concorrenciais negativos”, completa.

“Não é possível, nem recomendável, à Anatel decidir sobre a anuência prévia sem que antes o estudo sobre o impacto concorrencial sejajuntado aos autos do processo administrativo”, conclui a defesa da empresa.

A Telefônica de São Paulo fechou acordo para compra de parte do capital da TVA, uma das principais operadoras de TV por assinatura do país, em outubro do ano passado. O valor do negócio não foi divulgado.

A operação envolve todos os serviços de MMDS nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. O objetivo é permitir que os clientes de ambas as empresas tenham acesso à oferta de serviço de TV por assinatura, telefonia e internet rápida, o chamado triple play .

Sistema europeu começa a ser testado em julho pela UnB

Brasília – Teste para mudança da freqüência de rádio de analógico para digital deve ser feito com exclusividade na Universidade de Brasília (UnB) no mês de julho. Hoje (26) professores da UnB, técnicos da empresa de comunicação da Radiobrás e do Ministério das Comunicações reuniram-se para debater sobre o teste de transmissão da freqüência AM no rádio. O sistema escolhido para a realização dos testes na Radiobrás foi o DRM – Digital Radio Mondiale – que possui transmissão para radiofusão em ondas médias e curtas. Ou seja, freqüencias abaixo de 30 megahertz (MHz).

Segundo a chefe do departamento de rádio da Radiobrás, Sofia Hammoe, o teste pretende observar as vantagens e desvantagens do DRM para que se possa estabelecer uma concorrência mais justa entre outros sistemas. "A quantidade de rádios em funcionamento vai depender muito do padrão escolhido para convergência tecnológica do rádio. Mas é preciso ter em mente que as rádios comunitárias, por exemplo, também precisam ter espaço", disse.

Para ela, existem alguns padrões tecnológicos que dão preferência aos setores comerciais. "É preciso democratizar o sistema, pois há, atualmente, uma emissora de rádio que ocupa um espaço onde poderia ter quatro".

Na avaliação do professor de telecomunicações da UnB, Lúcio Martins, há dois sistemas que podem ser implantados aqui no Brasil: o DRM e o Iboc (In Band on Chanel), também conhecido como HD Rádio. "Ainda estamos em discussão para saber qual será o melhor modelo para utilizar no rádio, da mesma maneira que foi feito com o da TV [quando o Brasil optou pelo padrão japonês para transmissão dos programas]".

De acordo com ele, muitas emissoras de rádio já optaram pelo sistema Iboc, pois ele já está disponível há mais tempo no mercado, inclusive no uso dos aparelhos de som. Há cerca de uma semana, o ministro das Comunicações Hélio Costa informou que pretende definir o padrão para a transmissão de rádio digital até setembo de 2008. Alguns empresários radiofusores já têm preferência pelo padrão Iboc, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

"Tenho conhecimento de pelo menos umas 15 emissoras comerciais que, filiadas à Abert que já fazem uso do padrão Iboc sem ter o conhecimento de outros padrões", disse o professor da UnB. "Ninguém [empresas de radiofusão] quis optar por testes com o outro sistema. E nós achamos importante para poder estabelecer um comparativo entre os dois sistemas".

A freqüência de ondas médias é uma radiofusão para coberturas regionais e locais. Já a freqüência de ondas curtas é mais abrangente, podendo chegar até transmissões no exterior.

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