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Conselho de Comunicação Social passa semestre sem atividades

O Congresso Nacional entra em recesso esta semana. E o Conselho de Comunicação Social, pela primeira vez desde que foi instalado, não trabalhou durante um período de atividade legislativa. Desde dezembro do ano passado, quando venceram os mandatos dos conselheiros, a Presidência do Congresso Nacional (função que cabe ao presidente do Senado, Renan Calheiros) não encaminhou novos nomes para compor o conselho, e nada indica que isso será feito.

Vários setores descontentes com a atual composição do CCS chegaram inclusive a se movimentar para verificar a possibilidade de serem incluídos no conselho, como o setor de TV paga e telefonia, mas isso dependeria de mudança de lei. O setor de radiodifusão, que não tem problemas de representação no CCS, chegou a encaminhar em dezembro seus nomes para a mesa do Senado, mas também não teve seus pedidos atendidos. E a perspectiva é que mesmo no segundo semestre o CCS continue não sendo uma prioridade.

Não existe, na legislação que sustenta o CCS, nada que obrigue o conselho a ter sua composição renovada, mas é uma atribuição óbvia da presidência do Senado. A ausência do Conselho de Comunicação Social pode ser especialmente prejudicial para qualquer discussão acerca da revisão do marco regulatório de TV por assinatura, já que a Lei do Cabo determina que a regulamentação referente ao serviço seja submetida ao conselho. No final da década de 90, antes do CCS ser efetivamente instalado, normas e regulamentos referentes ao setor de cabo foram editadas sem passar pelo conselho, o que suscitou debates jurídicos sobre a legalidade de tais medidas.

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Jornalistas franceses se manifestam contra alterações no código de trabalho

Sindicatos de jornalistas na França começam a se movimentar contra um conjunto de alterações no código de trabalho da profissão, que podem, segundo o que afirmam os sindicatos, ter conseqüências negativas para os direitos dos jornalistas. 

As referidas emendas à lei devem ficar prontas e entrar em vigor até janeiro de 2008 e visam simplificar “sem perda de direitos” o texto do código de trabalho, um princípio que não foi respeitado, no entender de várias associações sindicais do país.

Uma das mudanças discutidas refere-se à questão das demissões. Os sindicatos afirmam que os novos textos são omissos em relação ao direito do funcionário de receber um mês de salário por cada ano de trabalho e também não falam, como acontecia no atual Estatuto, da obrigatoriedade de constituir uma comissão arbitral para avaliar casos em que a relação de trabalho entre jornalista e entidade empregadora tenha mais de 15 anos.

“Percebe-se que há uma vontade por parte dos empregadores de tirar as relações de trabalho do ambiente legal. Há um nivelamento por baixo e ataques muito claros ao Estatuto. A nossa profissão está em risco”, afirmou Nathalie Boisson, membro do conselho nacional do USJ-CFDT, um dos quatro sindicatos que se reuniu recentemente com o Ministério do Trabalho para discutir as mudanças. As informações são site Jornalistas Online.

FCC prepara oferta de redes abertas em leilão

A FCC (Federal Communications Commission) está recolhendo contribuições para as normas do edital do leilão das sobras de freqüências antes usadas pelas redes de TV norte-americanas e agora disponíveis para as telecomunicações. São as freqüências que deixarão de ser usadas no dia 17 de fevereiro de 2008, quando haverá o switch off das transmissões analógicas de TV nos Estados Unidos.

O leilão está previsto para janeiro de 2008 e deve render aos cofres da FCC de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões. A questão de como vender essas faixas é hoje o centro dos debates entre diferentes perfis de empresas. A batalha envolve companhias de software e start ups contra teles, congressistas republicanos versus democratas, e operadoras de telefonia contra empresas de cabo. Para complicar as coisas, a polícia e outras organizações de segurança querem reservar uma porção do espectro para uma grande rede pública nacional.

O FCC também quer reservar um terço da freqüência disponível para a chamada "rede aberta", que permitiria o uso de qualquer dispositivo móvel ou serviço, independente da operadora ou provedores. A idéia é considerada bem-vinda por empresas como o Google, Yahoo, Skype e Intel, e execrada pelas operadoras como Verizon Wireless e AT&T. A entidade está ouvindo todas as partes interessadas e finaliza o edital no final deste mês.

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Tarifa de minutos excedentes será corrigida só em outubro

O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg,teve papel decisivo para a solução do impasse sobre o reajuste tarifário da telefonia fixa, que deveria ter sido autorizado pela agência no dia 11 de julho, mas que só deverá ser publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira, 16, para ser cobrado pelas concessionárias a partir do dia 18 de julho.

Com a manifestação do Procon pelo adiamento para setembro do reajuste tarifário, para evitar que essa correção contaminasse a avaliação do usuário sobre o impacto da migração do pulso para minuto, e o apoio desse adiamento por alguns dirigentes da agência, as concessionárias partiram em busca de uma alternativa, já que a ausência da correção tarifária neste mês provocaria um impacto muito grande em seus caixas e em seus balanços.

As empresas propuseram, então, que, à exceção dos minutos excedentes, os demais itens da cesta tarifária (assinatura, habilitação e ficha telefônica) tivessem reajuste ainda em julho e, em contrapartida, elas dariam um desconto promocional no valor dos minutos excedentes durante os 15 dias de julho e no mês de agosto. Com isso, entendiam as operadoras, o usuário iria receber a primeira conta telefônica em minutos sem a contaminação do reajuste, contemplando-se o pleito do Procon. Mas Sardenberg pediu mais. E acabou levando. O desconto será mantido também para as ligações feitas durante todo o mês de setembro.

Assim, os usuários da Oi/Telemar só passarão a assimilar a correção de 1,8%, e os da Brasil Telecom e da Telefônica, de 2,1%, nas ligações que extrapolarem a franquia de 200 ou 400 minutos (a depender do plano que escolheram), a partir de 1º outubro. Nas duas contas de telefone que receberem, será registrada a tarifa cheia, deduzido o desconto referente a esse reajuste. Os demais itens da cesta já chegam, na próxima conta, com o reajuste incorporado.

É bom lembrar que os usuários não terão, este ano, o susto de verem o valor da assinatura subir mais do que a inflação (o IST foi de 2,91%) porque as empresas também abriram mão, sensatamente, de aplicar o fator de excursão de até 5% previsto no contrato de concessão. O reajuste será flat para todos os itens da cesta.

Fixo/móvel

O valor da correção da tarifa fixo/móvel impediu que o reajuste fosse aprovado por circuito deliberativo da Anatel ontem, dia 11, já que esse instrumento decisório só pode ocorrer se houver unanimidade dos conselheiros e Plinio de Aguiar ainda resistia ao pleito das empresas.

Nessas duas últimas semanas de negociação, as concessionárias acabaram desistindo do reajuste de até 4% nas tarifas da ligação fixo/móvel (que está sem correção há 27 meses, período no qual a inflação do setor ficou em 5,5%), e aceitaram um índice de produtividade bem maior. Assim, chegaram aos valores de correção de 2,88% para a tarifa da Telemar/ Oi; de 3,29% para a da Brasil Telecom e de 3,42% para a da Telefônica. Mas Aguiar queria que pelo menos o reajuste da Telefônica se equiparasse ao da BrT. Hoje, a empresa paulista deverá estar formalizando o pleito de correção de 3,42%, para que todas as tarifas possam ser aprovadas por circuito deliberativo e publicadas no Diário Oficial de segunda-feira. A correção das tarifas de longa distância deverá ocorrer somente no dia 18.

Mesmo com a redução do reajuste das tarifas de público, ficará mantido o acordo firmado entre as fixas e móveis no que se refere ao repasse para a VU-M. As fixas irão repassar para as móveis 68,5% do valor da tarifa fixo/móvel que será paga pelo usuário para a remuneração dessas redes. Esse percentual, conforme o acordo, também incidirá no reajuste do próximo ano, acabando com uma disputa que se arrastava há mais de dois anos.

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Para BNDES, animação é setor estratégico

Os produtores de animação podem contar com as linhas de financiamento do BNDES e esperar novas ações nessa área. A chefe do Departamento de Economia da Cultura do banco, Luciane Gorgulho, afirmou nesta quinta-feira, dia 12, durante painel do Anima Fórum, que a animação é considerada um setor estratégico para o BNDES. Entre os fatores que fazem o banco colocar o seu foco na técnica, está o potencial de receitas de licenciamento, vida útil longa, capacidade de viajar, utilização de mão-de-obra especializada, reconhecimento internacional, grande volume de produção e oferta abundante.

Co-produção internacional

Como já adiantou este noticiário, entre as possíveis ações a serem implantadas pelo banco, está a possibilidade de associação dos instrumentos de crédito (como o Procult) a um financiamento não-reembolsável (uma produção poderia financiar, por exemplo R$ 1 milhão pelo Procult e R$ 500 mil a R$ 1 milhão não-reembolsável). Em um primeiro momento, esse modelo serviria para financiar apenas projetos com acordos de co-produção internacionais firmados. “Nossa missão é patrocinar obras que sejam vistas”, diz Luciane. “Não faz sentido financiar uma obra para que ela fique na prateleira.

Para ter acesso a essa linha, os projetos devem ser co-produções internacionais, ter orçamento superior a R$ 1 milhão e ter garantia de exibição por uma TV brasileira – é desejável ainda que tenha a exibição de uma TV internacional.

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