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Videoconferência discute Conferência Nacional de Comunicação

Nesta sexta-feira (23/11), a partir das 10h, uma videoconferência nacional discutirá os preparativos para a I Conferência Nacional de Comunicação. O objetivo é informar e mobilizar organizações da sociedade e do poder público para constituir coordenações estaduais. A videoconferência será transmitida pelo sistema Interlegis para todas as Assembléias Legislativas do país.

Na videoconferência, a coordenação do movimento pró-Conferência de Comunicação apresentará uma proposta com etapas municipal e estadual, até culminar na etapa nacional, em meados de 2008. Logo após os presentes em todas as salas das Assembléias Legislativas poderão intervir com considerações e propostas.

Os interessados em participar devem estabelecer contato com as Comissões de Direitos Humanos das assembléias legislativas de seus estados. A atividade só não será realizada nos estados do Pará e Maranhão, onde as respectivas assembléias legislativas informaram que estão com os equipamentos quebrados.

Ampliar a mobilização

Desenvolvido por entidades da sociedade civil (ver composição da Comissão Nacional de Mobilização a seguir), o movimento pela I Conferência Nacional de Comunicação já tem pronunciamentos favoráveis do ministro das Comunicações, Hélio Costa, do ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, e do ministro Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República. Também conta com expressivo apoio parlamentar no Congresso Nacional, particularmente das Comissões de Direitos Humanos e Minorias e a de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, da Câmara dos Deputados, já aprovaram em plenário suas participações no processo.

Para os coordenadores do movimento, é preciso, agora, fortalecer a constituição de comitês estaduais pela Conferência Nacional de Comunicação. “Nada vem de mão beijada, sem um forte movimento nos estados e municípios esta possibilidade de avançar no debate sobre políticas públicas e novo marco legal para as comunicações pode não acontecer, ou pior, ser hegemonizada pelos inimigos da democratização da comunicação”, considera o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. Por isso, completa Murillo, além da FENAJ que estará presente na videoconferência em Brasília, os Sindicatos de Jornalistas estão “intimados” a comparecerem no evento nas assembléias legislativas de seus estados.

Composição da Comissão de Mobilização pela I Conferência Nacional de Comunicações
1) OAB – Ordem dos Advogados do Brasil
2) FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
3) FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
4) CUT – Central Única dos Trabalhadores
5) CFP – Conselho Federal de Psicologia
6) ABCCOM – Associação Brasileira de Canais Comunitários
7) CDHM – Comissão de Direitos Humanos e Minorias
8) Subcomissão de TV e Radiodifusão da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática
9) INTERVOZES – Coletivo Brasil de Comunicação Social
10) FITERT – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e Televisão
11) LAPCOM-UnB – Laboratório de Pesquisa em Comunicação – UnB
12) ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária
13) Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão – Ministério Público Federal
14) AMARC-Brasil – Associação Mundial das Rádios Comunitárias
15) ENECOS – Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
16) MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
17) ARPUB – Associação das Rádios Públicas do Brasil
18) Campanha quem financia a baixaria é contra a cidadania
19) MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos

CPI das teles terá uma solução final nesta quarta-feira

Se depender do deputado Neucimar Fraga (PR/ES), a CPI das telecomunicações será desarquivada. O parlamentar é o relator do recurso nº 65, que pede o desarquivamento da comissão e, na próxima quarta-feira, dia 21, o recurso será apreciado pelos membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.  

Fraga é favorável pela criação da CPI e no seu parecer ele concorda com os argumentos do seu colega de partido e autor do requerimento e também da CPI, deputado Wellington Fagundes (PR-MT). Fagundes entrou com recurso contra decisão da presidência da Câmara, que arquivou em junho deste ano o pedido de instituição de Comissão Parlamentar de Inquérito, alegando questão regimental. A CPI iria investigar todos os contratos firmados entre a Anatel e as empresas outorgatárias dos serviços públicos na área de telefonia móvel e fixa, no período de 1997 a 2007.   

Segundo a secretaria geral da Mesa da Câmara, a CPI foi arquivada porque dos 171 deputados que assinaram o pedido de abertura da comissão, um deles não exercia o mandato, fazendo com que o quórum mínimo exigido para a instalação da CPI não fosse cumprido. No entanto, o relator do recurso contrapôs e argumentou que o ato para a criação da CPI foi alcançado, já que naquele momento havia número suficiente de parlamentares que estavam exercendo adequadamente o mandato.   

Em seu parecer, Fraga também argumentou que todos os parlamentares que assinaram o requerimento foram procurados e os mesmos atestaram formalmente que apoiavam a CPI, fato que  segundo ele, é uma manifestação categórica que não pode ser desconsiderada.   

Na surdina, empresas colhem dados sobre a vida dos internautas

Você pode até não dizer seu nome nem seu endereço, mas a internet guarda inúmeros dados sobre você –seja por um cadastro criado em uma rede social, como Orkut ou MySpace, ou pela aceitação de termos de segurança de um site que você nem mesmo leu.

O comportamento dos usuários e as atitudes de empresas põem a privacidade em questão. De um lado, internautas que consideram a interação benéfica se registram em redes sociais, colocam fotos no Flickr e vídeos no YouTube.

De outro, empresas montam bancos de dados baseados nos hábitos de navegação e nas informações que o usuário disponibiliza na rede, mesmo que ele nem sempre tenha a dimensão do quanto está se expondo.

No meio do caminho, pesquisadores e sociólogos questionam as implicações da privacidade on-line, e setores da sociedade se mobilizam para preservar os usuários.

"As pessoas dizem que estimam a privacidade, mas isso fica no plano abstrato", avalia Lee Rainer, diretor do Pew Internet & American Life Project, que desenvolve trabalhos sobre o impacto da internet na sociedade. "Muitos estão completamente dispostos a divulgar coisas como seu endereço de e-mail e até número de telefone em troca de algo de valor."

A necessidade de "existir on-line" é um reflexo da sociedade do espetáculo, dos 15 minutos de fama pregados pelo artista plástico Andy Warhol (1928-87), na opinião de Walter Lima Júnior, pós-doutor em tecnologia e comunicação.

"As pessoas querem mostrar que têm amigos, que são legais. Nunca vi ninguém ter 400 amigos na vida real', aponta. Essa tentativa de 'ser alguém, mesmo que só virtual", revela como a percepção sobre a comunicação digital ainda é muito recente e carece de discussões.

"O ser humano leva um tempo para entender novos mecanismos. Mas já existe um movimento de pessoas se retraindo, retirando informações como telefone e moradia de sites como o Orkut", afirma.

Rastreamento

Para o sociólogo Sérgio Amadeu, defensor do software livre e da inclusão digital, o conceito de privacidade está sob ataque. "Empresas querem rastrear os internautas visando obter dados sobre seus hábitos de consumo. Trata-se de uma invasão absurda no direito das pessoas de resguardar seus dados."

O desafio é aprender a gerenciar a visibilidade desses dados, afirma José Murilo Junior, do Global Voices Online. "Deve caber ao usuário definir os diferentes níveis de acesso às suas informações, e cabe aos serviços evoluir no sentido de prover essa funcionalidade de forma transparente."

Senado aprova projeto de lei sobre meios comunitários

El 14 de noviembre el Senado uruguayo aprobó, por mayoría, un proyecto de ley que reconoce y obliga al Estado a promover y garantizar la existencia de medios de radio y TV comunitarios. La propuesta, que había sido aprobada por la Cámara de Diputados en mayo de 2007, contó con los votos de los legisladores del gobierno y se constituye en una de las mejores legislaciones en materia de libertad de expresión y medios comunitarios de América Latina.

El texto reconoce a la radiodifusión comunitaria como un tercer sector en la radiodifusión, complementario a los medios comerciales y estatales, estableciendo una reserva de espectro de un tercio de las frecuencias disponibles en AM, FM y TV abierta, para garantizar una mayor diversidad en la propiedad de medios de comunicación.

Por primera vez en la legislación uruguaya se incluyen procedimientos transparentes y no discrecionales para el otorgamiento de frecuencias, asegurando la igualdad de oportunidades en el acceso a través de concursos abiertos y públicos, y la realización de audiencias públicas para la concesión y renovación de los permisos.

Otro aspecto a destacar es la creación de un organismo asesor con participación ciudadana que controlará el desempeño estatal y brindar mayores garantías a todas las personas en los procedimientos de otorgamiento de frecuencias, que muchas veces han sido utilizado como mecanismos de censura indirecta por los gobiernos.

El Consejo Honorario Asesor de Radiodifusión Comunitaria estará integrado por representantes de algunos ministerios, de los propios medios comunitarios, universidades públicas y privadas y organizaciones de defensa de la libertad de expresión.

El proyecto habilita a las organizaciones sociales tener tanto radios como televisoras. A diferencia de otras legislaciones que imponen barreras a la libertad de expresión al establecer limitaciones previas y arbitrarias de potencia o cobertura de las emisoras comunitarias como los casos de Chile y Brasil, expresamente señala que “en ningún caso se entenderá que el servicio de radiodifusión comunitaria implica necesariamente un servicio de cobertura geográfica restringida. Dicha área estará definida por su finalidad pública y social y (…) dependerá de la disponibilidad y planes de uso del espectro y la propuesta comunicacional de la emisora”.

Los medios comunitarios tendrán derecho a contar con recursos económicos para "asegurar su sustentabilidad económica, independencia y desarrollo" a cuyos efectos "podrán obtener recursos, entre otras fuentes, de donaciones, aportes solidarios, auspicios, patrocinios y publicidad".

AMARC y otras organizaciones internacionales de libertad de expresión como Artículo 19 y Reporteros sin Fronteras han destacado esta ley como un referente para la región. "La nueva legislación uruguaya sobre radios y televisiones comunitarias debería inspirar al continente americano" dijo RSF en un comunicado firmado por Benoît Hervieu, mientras que Agnés Callamard, directora ejecutiva de Art.19, afirmaba que "esta ley, una vez aprobada y aplicada, constituirá un precedente crucial para América Latina, un modelo que debe ser emulado por los otros países en la región”.

Los senadores realizaron algunas mejoras al texto original que, aunque no modifican los contenidos principales del proyecto, hacen que deba volver a ser nuevamente considerada por los diputados. Fuentes oficiales aseguraron que la ley será aprobada antes de fin de año.

Gazeta transforma TV digital em shopping

A TV Gazeta inaugura depois de amanhã suas transmissões digitais experimentais na Grande São Paulo. A emissora, diferentemente das grandes redes, não irá apostar na transmissão em alta definição. Usará seu canal digital para vender pela própria TV. Inicialmente, oferecerá 4.000 produtos.

Mantenedora da TV Gazeta, a Fundação Cásper Líbero criou uma nova unidade de negócios, a Link Interativa, com a missão de criar aplicativos de interatividade e de transformar a TV em um shopping center. O carro-chefe do projeto será o BestShop TV, unidade de televendas, que ocupará o horário nobre a partir de janeiro.

Com a TV digital, o telespectador que estiver vendo o BestShop poderá comprar produtos anunciados sem sair da frente do televisor, desde que esteja pré-cadastrado. Ao clicar no botão de interatividade do controle remoto, seu televisor abrirá páginas de internet, e a compra se dará como em um site de vendas. A imagem do programa ocupará uma janela.

Já o "TV Culinária", de Palmirinha Onofre, abrirá janelas para receitas e para a venda de produtos de seu cenário.
Nos merchandisings, a Gazeta exibirá um ícone que, acionado, encaminhará o telespectador para o site do anunciante. Em anúncios convencionais, a Gazeta oferecerá um dispositivo pelo qual o telespectador poderá pedir o envio de mais informações, via e-mail ou SMS.