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Proteste pede prorrogação de consultas do SCM a Anatel por 90 dias

Redação – Tele.Síntese

A Proteste solicitou à Anatel o adiamento por mais 90 dias dos prazos das consultas públicas sobre os regulamentos do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) e de metas de qualidade da banda larga fixa e o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que estão e previstas para acabar dia 8 de setembro. Na avaliação da associação os documentos envolvem temas complexos e aspectos técnicos e econômicos que demandam estudos profundos para que se possa participar e contribuir com consistência e efetividade, especialmente para as entidades de representação da sociedade.

Também foi solicitada a realização de reunião em São Paulo com as entidades representativas dos diversos agentes do mercado, abrindo-se oportunidade para o esclarecimento de conceitos, objetivos e dúvidas. Isso traria maior eficiência ao processo regulatório. A agência só prevê audiência pública em Brasília, no dia 23 deste mês, alegando falta de recursos.

Para a Proteste, a exigência de guarda de logs por três anos, prevista no regulamento de SCM, é igual a proposta no PL 84/99, que tipifica crimes digitais e que não foi aprovado até hoje por pressão de setores de movimentos sociais e especialistas na web, que consideram essa exigência uma invasão da privacidade. Já os provedores reclamam que a guarda por tanto tempo aumenta os custos das empresas.

Oposição discute PLC 116 antes de sessão plenária

Helton Posseti – Tele Time News

As respostas do Minicom aos questionamentos do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) sobre o PLC 116, que permite a entrada das concessionárias do STFC no mercado de TV a cabo e cria cotas de conteúdo nacional, chegaram ao gabinete do senador nesta segunda, 15. O requerimento, que pedia esclarecimentos ao Minicom sobre o projeto, impediu que o PLC 116 fosse votado na última quarta, 10.

O assunto foi recolocado na pauta de votação desta terça, 16, mas não se sabe até que ponto o senador ficará satisfeito com as respostas encaminhadas pelo Minicom. Portanto, ainda é incerto o comportamento da bancada oposicionista sobre o assunto. Em tese, um novo requerimento pode adiar novamente a votação. Às 13h, uma hora antes do início da sessão, entretanto, a bancada se reunirá para discutir, entre outros assuntos, o PLC 116.

Confira na homepage do site TELETIME as respostas do Minicom ao senador Alvaro Dias. De modo geral, o documento, assinado pelo secretário de telecomunicações, Maximiliano Martinhão, repete os argumentos já colocados pelo governo, mas ressalta que não se trata de um projeto com origem no poder executivo. O PLC 116 foi originalmente proposto pelo deputado Paulo Bornhausen e apensado aos PLs 70/2007, 332/2007 e 1908/2007.

De acordo com informações passadas pelo gabinete do senador Walter Pinheiro (PT/BA), relator da matéria no Plenário do Senado, a expectativa é que o projeto seja votado nesta terça, 16.

 

Educação digital deve ser tratada como prioridade no Brasil

Luiz Queiroz – Convergência Digital

Todos os programas de governo estão voltados para o uso dos meios eletrônicos e, sendo assim, o cidadão brasileiro precisa criar desde a escola, uma cultura de segurança da informação.

Essa é a avaliação do diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicação do Gabinete de Segurança Institucional da Prresidência da República, Raphael Mandarino. "Essa cultura tem de vir desde a escola primária", sustentou.

Do ponto de vista governo, Mandarino entende que os dados dos cidadãos devem ser resguardados levando-se em conta alguns princípíos básicos: Disponibilidade, integridade, confidencialidade e autenticidade.

Raphael Mandarino proferiu palestra "Segurança Cibernética – Oportunidades e Desafios na Administração Pública Federal" durante o Seginfo 2011, evento realizado na última sexta-feira, 12/08, no Rio de Janeiro.

Advogados não poderão participar de programas de TV

Redação – Comunique-se

Os programas televisivos que pensavam em contar com advogados, para tirarem as dúvidas dos telespectadores, terão que mudar de ideia, pois esses profissionais não podem mais participar deste estilo de atração. A decisão foi do Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de São Paulo (OAB-SP), que teve como base os artigos 32 e 33 do Código de Ética e Disciplina (CED) e os artigos 7° e 8° do Provimento da entidade.

Palpite inoportuno

Segundo o portal Consultor Jurídico, o Tribunal de Ética afirmou que a opinião de um advogado em uma atração de perguntas e respostas pode criar um desconforto entre os profissionais da área. “É evidente que o advogado acabará por se manifestar sobre caso concreto e muitas vezes sobre casos que se encontram sob patrocínio de outro profissional. Ademais, tal programa, de periodicidade semanal, constitui-se captação de clientela e concorrência desleal.”

Condecine preocupa prestadores de serviços de video-on-demand

Fernando Lauterjung – Tela Viva News

As operadoras de TV por assinatura e prestadores de serviços de distribuição de vídeo online começam a se articular para apresentar à Ancine um discurso uníssono quando a agência reguladora resolver cobrar a Condecine sobre os serviços de video-on-demand (VOD) e de locação virtual. A Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica está prevista na MP2.228/01. O movimento é encabeçado pela Net Serviços, que recentemente lançou o VOD Now.

A dúvida principal é em relação à adequação do serviço às regras estipuladas na Medida Provisória que criou a Ancine. No caso de vídeo doméstico, é cobrado um valor fixo para cada categoria de conteúdo, que pode ser distribuído em qualquer suporte. Para longas-metragens, por exemplo, é cobrado R$ 3 mil por títulos. O valor por episódio de obra seriada é de R$ 750.

A contribuição também incide sobre o pagamento a distribuidores no exterior de importâncias relativas ao rendimento decorrente da exploração de obras cinematográficas e videofonográficas a preço fixo. Neste caso a Condecine é de 11% sobre as remessas ao exterior.

A questão é em quais modelos de cobrança da contribuição se enquadra cada modelo de negócios possível na distribuição online de conteúdo, que pode ser transacional (quando o consumidor paga por conteúdo assistido) ou por assinatura.