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Para Ancine, acordos estabelecidos na tramitação do PLC 116 não serão quebrados

Fernando Lauterjung – Tela Viva News

O presidente da Ancine, Manoel Rangel, descarta a possibilidade de movimentações entre os setores que compõem o mercado de TV por assinatura para neutralizar os pontos polêmicos que estão no PLC 116, que cria o novo marco legal para o serviço e que teve seu texto aprovado no Congresso Nacional. "Tenho convicção de que todos os envolvidos na construção do projeto, e que abriram mão de alguns pontos e preceitos, agiram de boa fé", diz o presidente da agência reguladora. Ele lembra que a negociação do projeto, que levou mais de quatro anos, foi complexa e envolveu lideranças do governo e da oposição, bem como teve participação de um conjunto de representantes do setor. "Pelo menos 30 parlamentares se dedicaram profundamente na análise e na viabilização do projeto", diz.

Para ele, o marco regulatório traz diversos efeitos positivos ao setor e à sociedade ao permitir uma rápida expansão do serviço de TV por assinatura não apenas por uma operadora, o que deve estimular a competição, com redução de preços e melhoria na qualidade dos serviços prestados. Além disso, traz competição na programação de TV por assinatura, viabilizando a entrada de novas empresas. O projeto possibilita ainda o aumento da produção de conteúdo brasileiro e dá possibilidade de veiculação deste conteúdo. "Por fim, o PLC 116 vai dinamizar a expansão da banda larga no Brasil, e isso é o mais importante. A banda larga é o futuro da comunicação", destaca.

 

Conselho Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro retorna à pauta

Redação – Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

Enquanto leva o plano do Conselho Estadual de Comunicação a fóruns de debate, o deputado Paulo Ramos (PDT), autor do Projeto de Lei 3.323/10, que institui o conselho, pretende colocar a matéria também no expediente do plenário da Assembleia Legislativa (Alerj), para entrar em pauta de votação, já que não há muito espaço para discussão nos microfones do parlamento, segundo o próprio deputado. Assim, o pedetista aponta que até o final de agosto o texto do Conselho Estadual de Comunicação deva estar prestes a ser votado.

“Temos que colocar o projeto na pauta, nem que seja para discutir o assunto, mesmo que no pouco espaço”, expõe Ramos. Ele assume ter enfrentado dificuldades na tentativa de apoio parlamentar ao projeto. “Alguns acham que é censura. Mas não é. É controle social”, explica ele, voltando a bater na tecla que elucida um dos grandes equívocos quando se debate o tema.

A finalidade do conselho é garantir que todos os setores ligados ao assunto possam discutir a comunicação no Rio de Janeiro, evitando concentração. O objetivo do órgão, entre outras tarefas, é o de acompanhar as políticas de Comunicação Social no estado e o de receber e encaminhar denúncias sobre abusos nos veículos. Fiscalizar as verbas publicitárias para que sejam obedecidos critérios técnicos de audiência e garantia da diversidade e pluralidade também é uma das funções do conselho.

Paulo Ramos completa que o Conselho de Comunicação deve fiscalizar os donos das grandes empresas do setor e não submeter os jornalistas à censura. O órgão também vai ser levado às frentes parlamentares pertinentes para que os deputados debatam o assunto. O presidente da Comissão de Cultura da Alerj, Robson Leite (PT), também já se disse favorável à criação do conselho durante o lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão.

TV Cultura pode se desfazer de teatro e biblioteca para conter gastos

Redação – Portal Imprensa

Depois de realizar diversas demissões e reestruturar a programação da emissora a fim de conter gastos, a Fundação Padre Anchieta pretende "enxugar" mais o orçamento e desfazer-se da biblioteca da TV Cultura e do teatro Franco Zampari, onde o programa "Viola, Minha Viola" é gravado.

Segundo a coluna "Outro Canal", da Folha de S.Paulo, a emissora doou o acervo de 11 mil títulos da biblioteca para escolas estaduais e estuda desativar o local. Já o teatro seria cedido à Universidade de São Paulo para uso fixo.

A assessoria da TV Cultura afirmou à coluna que não pretende ceder o teatro, mas confirmou a doação dos livros da biblioteca.

Setor se prepara para regulamentação do novo marco legal

Fernando Lauterjung – Tela Viva News

Após a aprovação no Congresso do novo marco legal do setor de TV por assinatura, a disputa em torno das regras continua em outras instâncias. Neste momento, mudam não apenas os campos das batalhas, mas também as alianças. A expectativa de fontes do setor é de que durante a fase de regulamentação da futura lei, operadores e programadores, nacionais e estrangeiros, voltem a trabalhar lado a lado. Esta regulamentação, caso não haja vetos no texto enviado para sanção presidencial, acontecerá na Ancine e na Anatel.

O campo judicial não é descartado para dar continuidade à disputa pelo fim de pontos polêmicos do projeto, como a criação de cotas de conteúdo, o papel das agências reguladoras e as regras que limitam a participação de empresas radiodifusoras na operação de TV paga. Vale destacar, é viável derrubar um único parágrafo de uma lei judicialmente, sem afetar o restante do texto.

DEM vai questionar novas regras da TV paga no STF

Lúcia Berbert – Tele Síntese

Depois de sancionado, o PLC 116/2010, que unifica as regras da TV por assinatura, será questionado no Supremo Tribunal Federal (STF). É o que promete o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que considera a política de cotas de produção nacional e as novas atribuições dadas à Ancine, incluídas na proposta aprovada, inconstitucionais.

“A obrigação de cotas nacionais fere 100% o direito do consumidor, que perde a liberdade de comprar o que quer”, disse o senador. Ele também acha que o serviço vai ficar mais caro. "Quem vai pagar pelas produções de fundo de quintal é o usuário", disse o senador, se referindo a cota de produção indenpendente.

Já as novas atribuições previstas para a Ancine, de fiscalizar a aplicação da política de cotas e de credenciar as empresas,considera como um “monstrengo”. Segundo Torres, um projeto de autoria de parlamentares não pode mudar atribuições de órgãos do executivo.

A mesma posição foi defendida pelos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Marcelo Crivela (PRB-RJ). Para Crivela, o projeto trará prejuízos para os radiodifusores.