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Hélio Costa quer aliança com DEM na disputa municipal em Minas Gerais

Irritado com a já conhecida aliança entre o PSDB e o PT em Minas Gerais para a disputa das próximas eleições municipais, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), está disposto a formar uma frente de oposição com o DEM e outros partidos. As negociações entre o governador tucano Aécio Neves e o atual prefeito da capital mineira, o petista Fernando Pimentel, atrapalham os planos do ministro lançar-se candidato à Prefeitura de BH com o apoio do Planalto.

Segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo, na empreitada contra tucanos e petistas, Costa tem o apoio do vice-presidente, José Alencar (PRB), que também mostra-se incomodado com as “conversas de cúpula”. O ministro já teria aberto diálogo com o DEM, em encontro informal com o deputado ACM Neto.

Mercado de TV por assinatura cresceu 13% em 2007

A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) e o Sindicato das Empresas de TV por Assinatura (Seta) anunciam nesta terça, 18, os resultados do Levantamento Setorial – Operadoras do ano de 2007. A base total de assinantes de TV paga cresceu, segndo as entidades, 13% em relação a 2006, chegando a 5,3 milhões de residências. Os usuários de internet em alta velocidade somaram 1,8 milhão, número 47% maior que o registrado em 2006.

O crescimento da base de assinantes, tanto de TV por assinatura quanto de banda larga, impulsionou o faturamento bruto do setor, que foi de R$ 6,7 bilhões em 2007, ou 22% superior ao acumulado em 2006. O número de empregos diretos gerados no período, que foi de 13,8 mil, também apresentou alta de 26% em relação ao ano anterior. O levantamento é realizado trimestralmente desde 2002 e conta com a participação de 20 grupos econômicos que representam operadoras de TV por assinatura.

As informações são da TELA VIVA News.

Conselho Consultivo da Anatel analisa Plano de Metas de Universalização (PGMU) no dia 27

Da TeleSíntese

O Conselho Consultivo da Anatel, na reunião extraordinária de hoje, iniciou a análise da proposta do novo Plano de Metas de Universalização (PGMU) a ser cumprido pelas concessionárias de telefonia fixa. Esse plano de metas irá substituir o antigo plano, aprovado em 2005, que estabelecia a instalação de postos telefônicos, pela construção das infovias de banda larga (backhaul) em todo o território brasileiro. A  relatora da matéria é a representante dos usuários, Flávia Lefevre, e seu parecer deverá ser apresentado no próximo dia 27, em outra reunião extraordinária do conselho. 


No entendimento da Anatel, a manifestação do conselho consultivo deverá ser encaminhada diretamente ao Ministério das Comunicações, já que a agência entende que não cabe mais ao conselho diretor opinar sobre esta matéria, tendo em vista que o Ministério das Comunicações, como formulador de políticas públicas, é quem deve dar a palavra final sobre as novas metas a serem estabelecidas. 

Pelo acordo fechado entre governo e operadoras, ao invés de PSTs (Postos de Serviços de Telefonia), as empresas investirão em blackhauls para 3.400 cidades brasileiras, onde poderão oferecer, além de telefonia, também a banda larga. Para o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, a troca de metas do PGMU facilitará o acesso de milhares de  usuários à internet, em locais onde ainda não há esse serviço.

Hoje foram empossados cinco novos integrantes do Conselho Consultivo: Igor Villas Boas (representante do Poder Executivo), Amadeu de Paula (representante do Senado), José Zunga (representante da sociedade), Israel Bayma (representante da Câmara) e Ricardo Sanches (representante das prestadoras de serviços de telecom), indicados pelo presidente da República. Com os novos nomes, o conselho passou a ter nove integrantes, porém falta a indicação de outros três. Ronaldo Sardenberg disse que pretende completar o colegiado até abril. Mas a sugestão dos nomes é encaminhada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao presidente Lula. 

Play TV é incluída como ré em Ação Civil Pública contra ‘supermercados eletrônicos’

A Play TV, emissora paulistana cuja concessão pertence ao Grupo Bandeirantes, é a mais nova ré da Ação Civil Pública movida contra emissoras da Capital paulista que abusam do limite máximo de 25% de publicidade permitido por lei. A ação, movida pelas entidades que compõe a Campanha por Democracia e Transparência nas Concessões de Rádio e TV, foi protocolada na Justiça Federal em 5 de outubro de 2007, e tinha como alvo inicial as emissoras Mix TV, Shop Tour e RBI, todos elas com programações baseadas em “info-comerciais”. O pedido de inclusão da Play TV no pólo passivo da ação foi feito pelas organizações após a constatação que a emissora possui mais de 10 horas de programação publicitária. 

Na ação, as organizações solicitam a imediata adequação das emissoras ao que determina a Constituição Federal e o Código Brasileiro de Telecomunicações, legislação que rege o setor de radiodifusão no país. Caso não o façam, as organizações pedem a cassação das concessões das emissoras em função do não cumprimento dos requisitos para a exploração do serviço.

De acordo com as organizações, a legislação brasileira é clara ao afirmar que o limite de publicidade para as emissoras de televisão é de 25% do tempo de programação. Apesar disso, dizem as entidades, estas emissoras veiculam exclusivamente (ou quase exclusivamente) programas cuja intenção é vender produtos, desobedecendo também o artigo 221 da Constituição Federal, que determina que a programação das emissoras deve ter finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, promovendo a cultura nacional e regional. 

A ação foi distribuída para a 20ª vara com o número 2007.61.00.028088-0. Para ler a íntegra da Ação Civil Pública, clique aqui.  

Projeto Um Computador por Aluno: será que agora sai?

Mais um capítulo na novela do projeto Um Computador por Aluno (UCA), que se arrasta desde 2005 e quer distribuir notebooks para os alunos da rede pública. O próximo edital de compra pelo governo federal deve sair 'em breve', diz o secretário de Educação à Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielshowsky, sem especificar a data. Mas de acordo com o assessor da Presidência José Luiz de Aquino, deve sair a tempo de distribuir os micros nas escolas 'até o segundo semestre.'

No fim de 2007, o governo fez o primeiro pregão para a compra de 150 mil laptops que seriam distribuídos em 300 escolas espalhadas pelo Brasil. Os principais concorrentes eram o XO, da ONG One Laptop Per Child (OLPC), e o Classmate, da Intel. O problema foi o preço. A máquina da OLPC, anunciada a US$ 100, foi oferecida por US$ 386. Já a Positivo, que representa, ao lado da CCE, o Classmate no Brasil, ganhou o pregão ao cobrar US$ 361. 'Mas o preço foi além do que poderíamos pagar e cancelamos o pregão', diz Aquino.

Agora o governo faz ajustes na licitação. 'Vamos incluir isenção de impostos, que não estava claro, e revisar questões de garantia e obrigatoriedade de entrega, o que aumentou o preço. Mas manteremos a quantidade de 150 mil micros', diz Bielshowsky.

As informações são de Rodrigo Martins, do Estado de S. Paulo.