ABPTA retoma campanha contra PL 29

Reproduzido da PAY TV

A Associação Brasileira de Programadores de Televisão por Assinatura (ABPTA) retomou nesta semana a campanha publicitária contra o PL 29/2007, que pretende organizar o setor de TV paga no Brasil e iniciar um programa de fomento do audivisual nacional. Na peça publicitária, um apresentador fala da criação das cotas de conteúdo nacional no projeto e que a iniciativa retirará o "poder de escolha" dos assinantes. Diz ainda que, se aprovado, canais internacionais terão que veicular programas nacionais e que outros canais podem acabar sendo retirados dos pacotes comercializados atualmente.

A campanha é conhecida dos assinantes de TV paga. Há dois anos, a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) deu início à empreitada de combate às cotas, também com uma campanha publicitária veiculada pelas TVs pagas. Na época, a iniciativa foi bastante criticada pelos produtores de conteúdos – maiores benefíciários da política de cotas – e por alguns deputados que defendem a criação da política de fomento. A ABTA acabou tirando a propaganda do ar, mas manteve ativo um site com informações contra as cotas e por onde os assinantes podem enviar mensagens aos deputados pedindo o retirada do fomento de texto do projeto de lei.

Este site é citado na propaganda da ABPTA (www.liberdadenatv.com.br), o que sugere que há uma relação entre as duas campanhas, embora as peças publicitárias sejam visualmente diferentes.

(Mariana Mazza)

Costa diz que Congresso deve discutir execsso de uso religioso na TV

Reproduzido de Tela Viva News

[Título Original: Para Hélio Costa, Congresso deveria discutir excessos em uso religioso das emissoras de TV]

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, comentou a questão do proselitismo religioso nas emissoras de TV brasileiras durante entrevista ao programa Roda Viva, que vai ao ar nesta segunda, dia 7. Segundo Hélio Costa, esta é uma questão complicada porque nem sempre é possível caracterizar a programação religiosa dentro do espaço publicitário que cada canal pode explorar. "Quando é publicidade, o limite é claro, é 25% do tempo de programação no máximo". Costa sugeriu que o assunto seja tratado pelo Congresso, tal a sua complexidade. "Nos EUA aconteceu o mesmo problema, e o Congresso foi obrigado a dar uma solução. A TV é um meio importante inclusive para a programação religiosa, mas não pode ser exclusivamente isso", disse Hélio Costa. O ministro considera que esta é uma questão importante a ser discutida durante a Conferência Nacional de Comunicação. "Eu espero que seja possível construir uma proposta inteligente na Confecom", disse.

(Da Redação)

Minc e TV Brasil lançam editais para produção audiovisual

Reproduzido da Tela Viva News

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, e a Empresa Brasil de Comunicação lançam no dia 9 de dezembro três editais voltados para a produção de conteúdo audiovisual, dos programas Curta Criança, Documentário Brasília 50 anos e Longa Doc. A cerimônia de lançamento acontece no Rio de Janeiro.

O Curta Criança seleciona 13 projetos, que receberão prêmio de R$ 70 mil e prazo de 240 dias para realização. O Brasília 50 anos é voltado para a seleção de um projeto de documentário de longa-metragem sobre o cinquentenário da capital federal. O prêmio é de R$ 400 mil.

Há ainda um edital para a seleção de cinco projetos de longa metragem, o Longa Doc, que receberão prêmio no valor de R$ 600 mil cada. O prazo para produção será de 300 dias.

(Da Redação)

Novas mídias levam audiência da TV aberta para baixo

Em novembro, a média de TVs ligadas durante o horário nobre (18h às 24h), na Grande São Paulo, caiu 56%, um recorde negativo. Somente em dezembro de 2002 e 2007 o índice foi pior.

De acordo com o blog do Daniel Castro, o total de TVs ligadas no mês passado caiu quatro pontos, em comparação ao mesmo período de 2008 (60%). Mais dois pontos seriam equivalentes à audiência do SBT.

O Ibope avaliou as possibilidades para o desinteresse pela TV aberta, que vão da programação, o crescimento da internet, o fácil acesso ao DVD e os dias quentes. A conclusão é que a TV não perde apenas para o botão de "off" dos aparelhos, já que o Instituto atribui a queda aos chamados outros canais, nos quais se incluem (DVDs, videocassete, videogame e PC).

Na visão do superintendente Comercial da Rede TV!, Antônio Rosa Neto, o problema é outro. Ele considera a queda uma tendência “irreversível e inexorável”, um movimento que, sobretudo, reflete a evolução da sociedade brasileira. “O elemento atividade faz com que as pessoas não tenham mais tanto tempo para ficar não só em frente à TV, mas no consumo de outras mídias. Essa é uma constatação óbvia até", diz.

O número de TVs ligadas caiu 66% na média anual em 2000, no horário nobre, para 59% em 2009. Até 21 de novembro, a queda chegou a sete pontos (mais dois chegariam a audiência da Record).

O DVD é uma das mídias que mais rouba telespectadores da TV, especialmente da Globo e do SBT. Em 2001, o total de televisores sintonizados em "outros aparelhos"no horário nobre era de 0,6%. Neste ano, já chegou a 3,8%, maior do que a audiência da Band, quarta maior rede aberta. As TVs sintonizadas em "outros canais", em 2001, foi de 3%, mas neste ano já subiu para 5%.

Além de perder sete pontos com os aparelhos desligados, as redes abertas também perderam dois pontos para os "outros canais" e mais três para outros aparelhos. A soma de pontos perdidos (12), é equivalente a praticamente metade da audiência, no horário nobre (26), da Globo na Grande São Paulo durante o mês de novembro.

Costa fala de banda larga, Confecom e Call Center no Roda Viva

O Plano Nacional de Banda Larga deve aumentar a competição para reduzir o custo desse serviço  no país que, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, é um dos mais caros do mundo, se não for o mais caro. Disse, porém, que o governo não tem a pretensão de competir com as operadoras no acesso. “O governo não quer fazer a última milha, até por que ela poderá ser cem ou até mil milhas”, disse o ministro, que ontem participou do programa Roda Viva, da TV Cultura.

Hélio Costa disse que, para oferecer banda larga às comunidades onde não há interesse econômico das operadoras, o governo deve acionar as pequenas empresas e provedores de internet. De acordo com ele, a proposta elaborada pelo seu ministério, que inclui a participação das teles na massificação da banda larga, é apenas uma contribuição, sem intenção de ser "o dono" do plano. Em sua opinião, o momento é de se fazer um acordo no Confaz (Conselho de Política Fazendária) para reduzir o ICMS incidente sobre os serviços de telecomunicações, que ultrapassa 40% em alguns estados e assim reduzir o preço do acesso à internet. Ele também defende a redução da tarifa da interconexão, como forma de baratear as tarifas da telefonia móvel.

Confecom

Durante o programa, o ministro Hélio Costa apresentou as expectativas do governo com a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, marcada para os dias 14, 15, 16 e 17 deste mês, em Brasília. “A idéia é estabelecer um amplo debate sobre o marco regulatório do setor para influir na atuação do Congresso Nacional”, disse. Mas duvida que as mudanças possam ocorrer ainda no atual governo. “Será muito difícil mexer em marco regulatório em um ano de eleição”, admite.

Costa disse que o governo não defenderá o controle social dos meios de comunicação na Confecom e também não acredita que esse tema será aprovado, em função da representação do evento. “Para aprovar qualquer tema, um segmento terá que conversar com outro para obter a maioria dos votos no plenário”, disse.

Call centers

Sobre as reclamações contra os serviços de telefonia, Costa disse que pretende buscar o entendimento entre operadoras, Ministério da Justiça e órgãos de proteção de defesa dos consumidores sobre a questão dos call centers. Ele acredita que em nenhum lugar do mundo seja possível resolver qualquer questão em um minuto, como determina o Decreto que regulamento os call centers dos serviços regulados. “Quando descumpre este limite, as operadoras recebem multas milionárias”, reclama.

Para Costa, o número de reclamações contra as operadoras, registradas em 12 meses, chegou a 16 mil, quantidade insignificante diante da base de assinantes que, segundo ele, é superior a 210 milhões de pessoas. Além disso, ressalta que as empresas mantêm mais de 100 mil funcionários nos seus call centers e que a impossibilidade de resolução imediata dos problemas se dá em função da sobrecarga do serviço.