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Governo do Paraná pede convocação da Conferência Nacional de Comunicação

Após reunião com representantes de organizações sociais envolvidas com o processo de convocação da I Conferência Nacional de Comunicação, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), divulgou nota de apoio à conferência. Durante a reunião, realizada no início de dezembro, o governador também se comprometeu em apoiar a realização das etapas locais da conferência.

Veja a íntegra da nota divulgada pelo governo do Paraná:

“O Governo do Paraná junta sua voz às vozes de dezenas de entidades e de milhares de brasileiros que pedem ao Presidente Lula a convocação, ainda este ano, da Conferência Nacional de Comunicação.

É inegável que, nos últimos anos, o país viu avançar, ampliar e consolidar direitos de seus cidadãos. No entanto, é preciso ir mais longe nos exercícios da liberdade, na prática da democracia.

Dos tantos direitos que essa saudável e maravilhosa primavera brasileira cultiva e faz florescer, existe um direito que se põe no centro da nossa vida, tão vital quanto respirar: o direito à informação. Informar e ser informado. Sem a censura das conveniências políticas, dos interesses empresariais, do jogo do mercado, do corporativismo. Democratizar, universalizar os meios de comunicação, tornando-os irrestritamente acessíveis a todos.

Afinal, uma sociedade só pode ser chamada de democrática quando as diversas vozes, opiniões e culturas que a compõem têm espaço para se manifestar. Monopólio de informação e democracia são antagônicos e, mais dia menos, repelem-se.

A Conferência Nacional de Comunicação é o molde ideal para que essa discussão seja feita. Reunindo o Executivo, o Legislativo, o Judiciário, o Ministério Público, movimentos e entidades sociais, jornalistas e proprietários de veículos, acadêmicos, meios e sistemas de comunicação, a Conferência é uma instância representativa e legítima para que o Brasil defina diretrizes para um novo marco regulatório e proponha políticas públicas de comunicação.

Além de pedir ao Presidente Lula a convocação da Conferência, o Governo do Paraná, desde de agora, coloca-se à disposição das entidades que se mobilizam pela realização do encontro. Toda a nossa estrutura de comunicação, especialmente a Paraná Educativa, prestará o apoio possível à realização da Conferência e ao debate sobre o tema.

Vamos à Conferência. De uma vez por todos o país deve enfrentar e debater mais esse contencioso. Sem medo, sem censura. Não se busca o confronto. Queremos crescer, avançar, universalizar direitos.

Roberto Requião

Governador do Paraná”

Blogs podem ser usados com fins educativos, diz pesquisadora

O uso em sala de aula de blogs pode incentivar a produção de textos e contribui para exercitar nos estudantes o poder de argumentação, além de fazer com que os alunos leiam mais. Essa é a principal conclusão da dissertação de mestrado da pesquisadora Cláudia Rodrigues, apresentada no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A pesquisa teve o objetivo de estudar a viabilidade dos blogs nas aulas de língua portuguesa e no ambiente escolar. Segundo Cláudia, o estudo ressaltou a necessidade de os professores explorarem novas alternativas de produção de textos com os alunos. A pesquisa foi orientada pela professora Denise Bértoli Braga, do Departamento de Lingüística Aplicada do IEL, envolveu a produção de 20 blogs por cerca de 240 alunos.

Segundo ela, os blogs colocaram os alunos em contato com diversas opiniões, incluindo professores de outras disciplinas, que foram ouvidos como fontes dos textos publicados nos blogs. “O interesse pela leitura e escrita aumentou”, observou Cláudia. “A maior parte dos estudantes buscou ainda outras fontes de informação além do professor.”

A pesquisa sugere que os blogs podem ser utilizados pelos professores de diferentes formas. “Os blogs podem otimizar o trabalho do professor por ser um espaço para a argumentação, a leitura, o questionamento e a crítica”, disse. Além disso, a ferramenta incentiva a participação coletiva – o que é bastante valioso dentro da sala de aula.

*com informações da Agência Fapesp

Microsoft pede registro de PC pré-pago nos Estados Unidos

A Microsoft entrou com um pedido de registro de patente para o modelo pré-pago de desktops, nos Estados Unidos, reforçando sua idéia de implantar um modelo de venda de PCs no qual o usuário paga mensalmente pelo uso do software e da máquina.

De acordo com o documento apresentado na última semana ao Departamento de Marcas e Patentes dos Estados Unidos, o modelo chamado oficialmente de "Metered Pay-As-You-Go Computing Experience" deve medir o uso do software e o acesso a uma configuração específica de hardware com pagamentos mensais.

"O atual modelo de negócios de computação em hardware e software se baseia na aquisição de um computador com hardware e software que se adéquam à maior parte das aplicações que o usuário espera encontrar", diz a Microsoft no documento. "No entanto, um usuário pode comprar um chip de múltiplos núcleos com um montante significativo de memória e uma estrutura de vídeo avançada para aplicações de jogos que são usadas apenas aos fins de semana, enquanto suas atividades do dia-a-dia envolvem pouco mais do que um processador de texto e um browser."

O plano da Microsoft envolve o monitoramento da máquina do cliente para identificar uso de espaço de armazenamento em disco, núcleos de processamento e memória para então cobrar o usuário pelo consumo destes componentes em um determinado período.

"Um computador pode ter componentes de hardware e software medidos individualmente, que o usuário pode selecionar e ativar de acordo com suas necessidades no momento. Quando a necessidade é navegar, um nível mais baixo de performance deve ser usado e quando for jogar um game interagindo em rede, uma maior capacidade de performance deve estar disponível."

A chave para o novo conceito é o que a Microsoft chama de "módulo de segurança" embutido tanto no hardware como em forma de software, que é capaz de medir o uso do computador. "Para tornar este modelo bem-sucedido, um mecanismo deve existir para suportar um método altamente seguro de ajuste de performance com um sistema de medição que possa ser auditado e um esquema de pagamento que permita uma variedade de mecanismos pré e pós-pagos…" explica o documento da patente.

O "módulo de segurança" também seria capaz de bloquear o PC para um fornecedor específico, como um provedor de acesso à internet, da mesma forma como os celulares são bloqueados para uso por determinadas operadoras.

Os preços podem variar em uma taxa por hora, de acordo com os pacotes de software e hardware adquiridos pelo cliente. Um pacote do gênero "Office", por exemplo, pode custar um dólar por hora incluindo uso de processador de texto, planilha e acesso à internet com processadores de dois ou três núcleos e um nível médio de performance gráfica. Já um pacote do tipo "Gamer", com mais núcleos de processamento disponíveis e placa gráfica 3D poderia custar 1,25 dólar por hora.

"Tanto usuários como fornecedores podem se beneficiar deste novo modelo de negócios", argumenta a Microsoft . “O consumidor é capaz de migrar para um novo nível de performance conforme necessite com o tempo, enquanto o fornecedor pode gerar uma linha de negócios que vai oferecer, de fato, maior valor em relação ao modelo de venda única praticado atualmente."

* Traduzido e publicado por IDGNow.

Hélio Costa abandona projeto de rádio digital

A mudança de posição foi radical. Depois de ter defendido abertamente durante quase três anos e meio o padrão de rádio digital norte-americano (Iboc ou HD), apresentando-o como o único aceitável para o Brasil, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, acaba de retirar seu apoio àquela tecnologia, também preferida pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). O ministro reconhece agora o que todos os técnicos independentes vinham afirmando desde 2006: em todo o mundo, a tecnologia de rádio digital ainda tem muitos problemas que não permitem sua adoção no Brasil.

O recuo de Hélio Costa, embora tardio, é um fato positivo, pois seria muito pior se o País adotasse o padrão Iboc. O maior prejuízo ficaria com as 5 mil emissoras de rádio brasileiras, que seriam levadas a investir numa tecnologia que aindafunciona precariamente. O que mais estranhou os observadores nesse episódio foi a posição da Abert, ao defender apaixonadamente o padrão norte-americano, mesmo diante da comprovação de seus problemas. 

Marcha a ré 

Hélio Costa anunciou sua nova posição no domingo passado, em artigo no jornal O Estado de Minas (leia-o no site Caros Ouvintes), em resposta à jornalista e professora Nair Prata, que havia cobrado do ministro, no início de dezembro, o cumprimento de suas promessas quanto ao rádio digital. Entre as diversas opiniões citadas no artigo de Hélio Costa, uma das mais convincentes foi a de Sarah McBride, editora de tecnologia do Wall Street Journal.

Na realidade, o jornal norte-americano apenas confirmou a conclusão já conhecida havia muito tempo: depois de quase 5 anos de introdução nos Estados Unidos: a nova tecnologia digital não conta hoje sequer com 10% da adesão das emissoras. Para se ter idéia da baixa penetração do rádio digital nos Estados Unidos, basta lembrar que, do lado dos ouvintes, mesmo com preços subsidiados, apenas 0,15% da população norte-americana adquiriu seu receptor digital.

Problemas

Uma das características do padrão conhecido pelo nome de In Band on Channel (Iboc) ou HD Radio, criado pela empresa Ibiquity, é utilizar o mesmo canal de freqüência para transmitir um único programa, simultaneamente, tanto no modo analógico quanto no digital. A idéia é excelente, mas, até agora, o sistema não tem funcionado de forma satisfatória.

Nas transmissões em AM e FM, o padrão Iboc apresenta, entre outros, o problema do atraso (delay) de 8 segundos do sinal digital, em relação ao analógico. Como o alcance do sinal digital é menor do que o analógico, nos limites de sua propagação, a sintonia oscila entre um e outro, com grande desconforto para o ouvinte.

Embora pareça ser a grande saída, a idéia de usar o mesmo canal para transmissões analógicas e digitais, adotada pela empresa Ibiquity, não tem tido sucesso na prática. O fato indiscutível é que essa tecnologia ainda não está madura e apresenta diversos problemas sérios, como a impossibilidade de se utilizarem receptores portáteis – pois o consumo de energia é tão elevado que as baterias se descarregam em poucas horas.

Na Europa, outras tecnologias têm sido propostas em faixas de freqüências exclusivas para o rádio digital, o que, no entanto, obrigaria à troca de todos os receptores. Conclusão: ainda temos que esperar que o mundo desenvolva uma solução melhor para a digitalização do rádio.

Anúncios precoces

O ministro Hélio Costa, desde que tomou posse no Ministério das Comunicações, em julho de 2005, tem anunciado numerosos projetos puramente imaginários que nunca se concretizam ou que se revelam inviáveis. Na abertura do evento internacional Américas Telecom, em outubro de 2005, em Salvador (Bahia), ele anunciou que o Brasil já vivia "a era do rádio digital" (quando apenas algumas emissoras iniciavam os primeiros testes com o padrão norte-americano HD Radio ou Iboc).

Na mesma ocasião, anunciou ao auditório que a Grande São Paulo veria as imagens da Copa do Mundo de 2006 com imagens da TV digital, que só entrou no ar em 2 dezembro de 2007. Entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2005, afirmou categoricamente que o Ministério das Comunicações iria investir não apenas o montante de R$ 600 milhões anuais dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), bem como o saldo acumulado então superior a R$ 4 bilhões. Até hoje o Brasil não utilizou praticamente nada do Fust.

No ano de 2006, o ministro garantiu que o Japão havia concordado em instalar uma indústria de semicondutores (circuitos microeletrônicos) no Brasil, em contrapartida à escolha do padrão de TV digital nipo-brasileiro. Na verdade, o Japão jamais prometeu essa fábrica.

No caso do rádio digital Iboc, o ministro Hélio Costa chegou a sugerir que a indústria brasileira se associasse com a norte-americana Ibiquity, para produzir equipamentos no Brasil, com o eventual apoio do BNDES.

Veja as séries de reportagens e coberturas especiais publicadas em 2008

SÉRIE
20 anos da Constituição e o Capítulo V – Da Comunicação Social

COBERTURA ESPECIAL
Cobertura especial: Concessões de rádio e TV no Congresso

SÉRIE
O primeiro ano do SBTVD e a implantação da TV Digital no Brasil

SÉRIE
O 6 primeiros meses da Empresa Brasil de Comunicação

SÉRIE
Mudanças na Regulação de Telecomunicações e a fusão BrT-Oi