Arquivo da categoria: Notícias

MinC discutiu com o segmento, nesta sexta-feira (25), os programas para o setor

O Ministério da Cultura (MinC) reuniu-se com representantes do segmento da Cultura Digital, nesta sexta-feira, dia 25 de março, na sede da  Fundação Nacional de Artes (Funarte), em São Paulo. O encontro teve como objetivo abrir o diálogo com o setor quanto às ações do MinC desenvolvidas nos últimos anos e debater os projetos e programas a serem implementados  no âmbito do Plano Plurianual (PPA) e do Plano Nacional de Cultura(PNC) .

“Este momento é muito importante, porque estamos finalizando o planejamento das ações de 2011, adaptando essas ações à nossa realidade orçamentária e iniciando a elaboração do PPA, para os próximos quatro anos,  e do PNC, que agora é lei e vale por dez anos”, afirmou o secretário Executivo do MinC, Vitor Ortiz, na abertura do encontro. ” A política digital do MinC vive um novo momento de institucionalização. Vamos criar a coordenadoria de cultura digital, cuja implantação já está em curso. E vamos trabalhar, também com foco na Educação e Articulação Institucional”, anunciou. Ele destacou ainda a ação transversal do Ministério da Cultura para colaborar na implementação do Plano Nacional da Banda Larga.

O coordenador de Política Digital da Secretaria de Política Cultural do MinC, José Murilo Junior, falou, na abertura  da reunião, das ações desenvolvidas pelo Ministério da Cultura dentro do eixo da Cultura Digital e tendo como base os cinco pontos debatidos no Fórum Permanente de Cultura Digital (online): Memória Digital, Arte Digital, Comunicação, Economia e Infraestrutura.

O secretário de Políticas Culturais do MinC,  Sérgio Mamberti, lembrou que a questão da cultura digital já vendo sendo discutida há anos, no âmbito do MinC e das organizações da sociedade civil que integram o segmento. “Estamos bem adiantados e somos considerados protagonistas por outros países nas nossas propostas para o setor”, observou Mamberti.

Os representantes do segmento, que lotaram o auditório da Funarte em São Paulo, foram receptivos às propostas do MinC e fizeram questionamentos  sobre a reforma da Lei de Direitos Autorais (LDA), além das políticas para o setor.  Eles  manifestaram  preocupação com uma possível perda de foco na proteção do direito dos realizadores, o que, na opinão dos representantes presentes no encontro, poderia  favorecer a ação dos intermediários na produção cultural, como produtoras, gravadoras e entidades de arrecadação.

“A base para  a implantação do PNC será em forma de rede social, possibilitando o acompanhamento online desta atividade. A previsão é de continuidade das políticas digitais do MinC desenvolvidas nos últimos quatro anos e também devemos dar início ao processo de construção do Plano Setorial de Cultura Digital”, assegurou o coordenador de Política Digital do MinC, José Murilo Junior.

Sobre a Lei de Direitos Autorais,  Sérgio Mamberti, disse que o MinC esta totalmente comprometido com o reinício dos debates sobre o tema. “A reformulação da lei”, comentou o secretário de Políticas Culturais , “é essencial para a proteção da diversidade cultural do país e o debate ocorre na esfera da Organização Mundial do Comércio (OMC)”,  afirmou.

Mudanças na Lei Rouanet beneficiariam o circo, diz coordenador da Funarte

Em seu atual modelo, a Lei Rouanet raramente beneficia um circo itinerante ou grupo circense. A afirmação é do responsável pela Coordenação de Circo da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Marcos Teixeira, e reforça as atuais críticas feitas à lei de estímulo à produção artística criada em 1991.

Procurado pela Agência Brasil para comentar, por telefone, algumas das críticas e reivindicações feitas por artistas e representantes da classe circense, Teixeira defendeu que as mudanças na lei propostas pelo Ministério da Cultura, ao qual a Funarte é vinculada, mudaria a “lógica perversa” pela qual as empresas que decidem investir em cultura em troca de isenção de impostos priorizam os espetáculos ou iniciativas aprovadas pelo Ministério da Cultura que lhes dê maior retorno publicitário.

“O circo vive exclusivamente de sua bilheteria. Raramente ele consegue algum patrocínio e ele não se utiliza da Lei Rouanet. É necessário vender o almoço para comprar o jantar. Se não há espetáculo, não há dinheiro sequer para deixar uma cidade e seguir viagem”, declarou Teixeira, garantindo que a Funarte tem aumentado ano a ano os recursos destinados à produção, fortalecimento, capacitação e valorização das atividades circenses.

Teixeira mencionou, por exemplo, o auxílio aos circos que, em 2008, foram prejudicados pelas fortes chuvas que alagaram o estado de Santa Catarina. E as oficinas que desde 2009 já capacitaram mais de 350 profissionais de todo o país. Realizadas em uma capital de cada uma das cinco regiões brasileiras, as oficinas já abordaram aspectos como elaboração de projetos, planejamento estratégico, legislação, segurança, direção cênica, expressão corporal, figurino e iluminação.

Além disso, Teixeira garante que, desde 2007, a Funarte já distribuiu, por meio de editais públicos, mais de 150 lonas novas a circos de todo o país. E, para ele, os valores disponibilizados por meio de editais não são pequenos. Citando como exemplo o Prêmio Carequinha, um dos mais importantes do segmento, cada contemplado na categoria de circo itinerante de pequeno porte, com capacidade de até 600 pessoas, recebe R$ 25 mil. O médio, até mil lugares, R$ 40 mil. Mesmo valor entregue ao beneficiado na categoria grande porte, com capacidade para receber mais de mil pessoas.

“Isso é um estímulo, uma ajuda para que o circo possa comprar sua lona. Não significa que temos que pagar por ela. Precisamos levar em consideração quem nós de fato vamos beneficiar, pois a realidade é que a maioria dos circos brasileiros é de pequeno e médio porte”.

Quanto às críticas de que falta uma política nacional para o setor, Teixeira concorda em partes. Diz que as atividades de estímulo à cargo da Funarte beneficiam grupos de todo o país, mas reconheceu que não há leis federais que estabeleçam, por exemplo, a obrigatoriedade da realização de editais anuais ou que tratem da questão da aposentadoria. “Não há, por exemplo, uma lei que garanta a aplicação de recursos. Nem que trate da questão da aposentadoria, que é um problema sério. Mas isso extrapola o universo circense. Isso atinge as manifestações artísticas em geral”.

O coordenador também garantiu que embora caiba às prefeituras oferecer condições atraentes para os circos, a Funarte tem uma campanha nacional para sensibilizar os prefeitos para que eles resguardem terrenos adequados onde um circo possa se instalar. “Mostramos que o circo é uma atividade cultural. Muitos prefeitos acham que o circo chega a sua cidade para levar o dinheiro embora. Nosso papel é demonstrar que o circo é uma atividade cultural que traz benefícios à população, que tem o direito de recebê-la”.

Espírito Santo testa rede de fibras de 10 Gbps

O estado do Espírito Santo começa na próxima segunda-feira, 28/3, os testes para a implantação da Rede Metro.ES/Metrovix – rede de fibras óticas que vai interligar 100 pontos de acesso de instituições do governo estadual em Vitória.

A previsão é de que a Metro.ES/Metrovix, orçada em R$ 9,77 milhões, estará em pleno funcionamento até o fim de junho, caso os resultados dos estudos forem positivos. A expectativa é de que essa rede garanta velocidades de 1 a 10 gigabits por segundo.

E como já caminham acordos entre a Telebrás e o governo do Espírito Santo, a ideia é que essa rede também seja aproveitada para o cumprimento de metas do Plano Nacional de Banda Larga.

Na segunda-feira serão testadas a ligação dos equipamentos IP (essenciais para a comunicação entre os pontos de conexão da Rede) e o alinhamento óptico (relacionado com o tráfego de dados).

O objetivo é avaliar o funcionamento do anel primário da rede que abrange a sede das secretarias de Educação, Fazenda, Segurança Pública e Saúde, além do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest) e das diversas repartições estaduais situadas no edifício Fábio Ruschi, no centro da Capital.

Comissão pode debater marco civil para a internet

O marco regulatório da internet pode ser debatido pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A legislação para o setor abrangerá direitos e deveres de cidadãos, empresas e governo em relação às suas ações na rede . Nesta quarta-feira (30) a CCT vota requerimento do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) pedindo a realização de audiência pública para discutir o conteúdo e a forma de encaminhamento da proposta de marco civil regulatório da internet que está sendo elaborada pelo governo federal.

Como convidados para tratar do tema, Eduardo Braga sugere representantes do Ministério da Justiça; da Agência Nacional de Cinema; da Agência Nacional de Telecomunicações; da Concessionária de Radiodifusão de Sons e Imagens; da Associação de Provedores de Serviços de Internet; e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Banda larga

Na mesma reunião será votado também requerimento solicitando audiência pública para debater a situação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e as deficiências de atendimento na transmissão de dados via internet, com ênfase na Região Norte.

O PNBL já começou a ser discutido na CCT na quarta-feira (16) deste mês, quando o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo apresentou detalhes sobre a proposta do governo federal para a disponibilização de serviços de internet rápida em todo o país.

Para discutir o assunto, os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Ângela Portela (PT-RR), propõem sejam convidados o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cesar Alvarez; o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Mota Sardenberg; o presidente da empresa Oi, Luiz Eduardo Falco e o presidente da Telebrás, Rogério Santanna dos Santos.

Saiba quais mudanças foram incorporadas no anteprojeto de reforma da lei

O Ministério da Cultura finalmente tornou público, no dia 22/03, o texto da reforma da Lei dos Direitos Autorais que, de acordo com o site do Ministério, foi entregue à Casa Civil em 23 de dezembro de 2010. Desde o ano passado, a sociedade civil tem feito pressão para ver o texto que seria resultado do processo que durou por quase toda a gestão Gil/Juca e teve seu ápice propositivo com a consulta pública hospedada no site do Ministério , finalizada em agosto de 2010. Contudo, desde que a Ministra Ana de Hollanda assumiu o cargo, deu sinais que iria abandonar a reforma , principalmente ao afastar Marcos Souza da gestão da Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI), principal coordenador desse processo de revisão da lei.

Conforme o site do Ministério, o  texto foi devolvido ao MinC para análise da atual gestão, o que é ainda mais preocupante para os defensores dessa importante reforma, que temem que a simpatia da Ministra pelos argumentos Escritório Central de Arrecadação (ECAD), entidade contrária à reforma, contamine os rumos desse processo. A proximidade da Ministra com Hildebrando Pontes, advogado do ECAD, e outras atitudes controversas, como a retirada das licenças Creative Commons do site do MinC tem trazido Ana de Hollanda para o foco das polêmicas, e há quem diga que esse texto teria vindo à tona como uma tentativa de apaziguar os humores.

No estado atual, a título de análise preliminar, pode-se dizer que o texto já apresenta alguns retrocessos no que diz respeito às limitações para fins educacionais, de pesquisa e acesso à obras esgotadas. Mas o ponto que chamou mais atenção foi a implementação do mecanismo de notificação para remoção de conteúdos. Esse mecanismo já havia sido alvo de debate público, fora do âmbito do direito autoral, durante o processo de constituição do Marco Civil da Internet e foi fortemente rechaçado pela sociedade. Considerações em massa consideraram esse mecanismo uma forma de censura e, frente a esse posicionamento, optou-se por uma nova redação, prevendo que a remoção de conteúdos tidos como ilegais deveria ser arbitrada pelo judiciário, caso a caso, e não por meio de decisões no âmbito privado.

O Ministério prometeu divulgar um cronograma com as etapas para rever a proposta de reforma. É preciso ficar de olho e acompanhar de perto as mudanças para que os avanços da gestão do governo Lula não sejam perdidas. Para facilitar a visualização do que mudou entre o texto colocado em consulta pública e o texto que voltou da Casa Civil para o MinC, fizemos um quadro comparativo entre os artigos dos dois textos, que foram alinhados por semelhança temática. As mudanças trazidas pelo texto mais recente estão destacadas em vermelho. Para acessar o quadro comparativo clique aqui. Agora, a demanda da sociedade civil é pelo relatório do MinC que explica o motivo das mudanças.