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Relatório aponta importância da Educomunicação nas escolas

http://www.moc.org.br/noticias_exibir.php?mostrar=90

Como parte da proposta de democratizar a comunicação, o MOC desenvolve desde 2005 ações de educomunicação nas escolas do campo. Dentro dessa proposta, os educadores são estimulados a trabalharem a produção de mídias educativas como programas de rádio e boletins, estimulando a participação ativa de crianças e adolescentes nos processos de construção desses meios. Ao mesmo tempo, os educadores promovem debates e a reflexão crítica dos conteúdos veiculados na grande mídia.

Em 2006, o MOC aceitou um desafio: Incluir a educomunicação no dia-a-dia escolar de 10 escolas com metodologia do campo. As escolas foram selecionadas pelos coordenadores municipais do projeto Conhecer, Analisar e Transformar a realidade do campo (CAT) dos municípios de Conceição do Coité, Retirolândia e Valente, sendo que os próprios municípios foram os responsáveis pelas escolhas das escolas, turmas e professores.

Para obter resultados positivos, o Programa de Comunicação do MOC realizou oficinas de produção de programas nas 10 escolas, oficinas de capacitação de educadores em educomunicação nas mídias rádio e jornal e produziu, em parceria com a Agência Mandacaru, o Jornal Giramundo que serve de instrumento pedagógico e ajuda a fazer uma leitura da realidade.

Em seu relatório final sobre as ações de educomunicação, Paulo Marcos, técnico do programa de comunicação, aponta que houve avanços nos municípios trabalhados. Em Valente por exemplo, as escolas estão produzindo jornal mural e boletins e fazendo a distribuição nas demais escolas. Além disso, houve a gravação do programa Encontro na Sala que teve a participação das famílias dos estudantes.

Na comunidade de Lagoa Grande, no município de Retirolândia, os alunos foram além das gravações do Encontro na Sala e com muita criatividade improvisaram uma caixa de som, um microfone e um aparelho de cd e fizeram uma rádio. Todos os dias durante o intervalo eles apresentam o programa. Os professores de Lagoa Grande informaram que a educomunicação despertou nos estudantes o gosto pela comunicação e que os alunos estão mais atentos aos programas jornalísticos e sempre levam questões veiculadas na mídia para a sala de aula.

Já no município de Conceição do Coité, além do interesse pela leitura, os alunos passaram a valorizar mais as rádios da região, fazendo com que seus pais também escutem os programas.

Mesmo com algumas dificuldades, os professores percebem a importância de continuar realizando esse trabalho. Através da educomunicação do campo, os alunos e também os professores tiveram um aumento na auto-estima. Paulo Marcos diz ser gratificante perceber o quanto os alunos estão íntimos do rádio e quem sabe, em alguns anos, possamos ter novos comunicadores na região.

No dia 08 de novembro, foi realizado no município de Conceição do Coité uma avaliação das ações realizadas durante o ano. Nessa reunião, os participantes sugeriram que o MOC realize um seminário sobre o assunto e que as prefeituras locais pensem na possibilidade de ampliar o projeto.

 

 

Projetos nas escolas publicaram mais de 1,5 milhão de exemplares em 2006

http://www.comcultura.org.br/oktiva.net/1382/nota/29941

Utilizando jornais alternativos como suporte pedagógico e ferramenta de mobilização em campanhas pela saúde sexual de crianças e adolescentes e contra a desertificação do semi-árido, os projetos de comunicação na escola coordenados pela organização não-governamental Comunicação e Cultura viabilizaram em 2006 a publicação de 1.584.629[*] exemplares de jornais escolares e estudantis em quatro estados brasileiros (CE, PE, BA e PA). O peso maior é no Ceará, onde circulam aproximadamente 91,5% desta tiragem.

Para lidar de forma diferente com crianças e com adolescentes, a atuação é desenvolvida por meio de dois projetos. O mais amplo deles, o Primeiras Letras, é responsável por 89,90% da tiragem total e trabalha com o Ensino Fundamental. Nele, é o professor quem coordena a preparação do jornal na escola, com conteúdo produzido pelos alunos. Já no Clube do Jornal, os adolescentes do Ensino Médio protagonizam a publicação das edições.

No Ceará, o Clube do Jornal é desenvolvido em 32 municípios atendendo 102 escolas públicas, com previsão de ampliação para 200 escolas. Já o Primeiras Letras está em 880 escolas públicas em 104 municípios cearenses. A saúde sexual é o tema do concurso do Primeiras Letras em 2006, mobilizando todos os professores e alunos envolvidos no projeto a pensarem a questão e produzirem conteúdo sobre ela.

Outra conquista do Primeiras Letras este ano foi o lançamento do Portal do Jornal Escolar (www.jornalescolar.org.br), onde o projeto congrega a comunidade da Rede Jornal Escola, formada por professores, estudantes, gestores públicos e pelas ONGs que disseminam o Primeiras Letras em mais de 1.000 escolas nos estados do Ceará, Pará, Pernambuco e Bahia. Esta é uma iniciativa sem fins lucrativos, que conta com o apoio da UNESCO e UNDIME – União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.

Para publicar jornais escolares e estudantis pelo Primeiras Letras, as escolas podem fechar convênio com as instituições disseminadoras (o Comunicação e Cultura, no caso do Ceará) através da secretaria municipal de educação ou através de uma parceria direta com a ONG. Municípios distantes de Fortaleza podem ter capacitação à distância pela Internet, através do Portal do Jornal Escolar.

Além de sala de aula virtual, com acompanhamento pessoal, também serão lançados em janeiro no portal os tutoriais de utilização das versões mais recentes de programas para editoração, como PageMaker, OpenOffice, Publisher e Corel Draw, especialmente desenvolvidos pela ONG para o público nas escolas.

[*] Levantamento de 1.331.560 exemplares entre janeiro e novembro, somado à projeção de 253.069 em dezembro. 

Projovem discute juventude e comunicação

http://www.revistaviracao.com.br/pilulas/blog.php#texto,17_01_2007,cmdh

Cerca de 250 jovens se reuniram na última sexta-feira, em Vitória, no Espírito Santo, para discutir Juventude e Comunicação. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Inclusão de Jovens promovido pelo Governo Federal em conjunto com as prefeituras municipais. A Vira esteve por lá!

O Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) foi implantado em fevereiro de 2005 em Vitória, no Espírito Santo, sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República, por intermédio da Secretaria Nacional de Juventude, em parceria com o Ministério da Educação, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Desenvolvido para jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social, o Programa oferece a chance de voltar a estudar e de aprender uma profissão. Durante doze meses eles têm aulas de língua inglesa e informática básica. Além disso, recebem qualificação profissional adequada às oportunidades de trabalho no município. Nesse período eles também participam do planejamento e execução de ações comunitárias de interesse público. Para participar é necessário ter entre 18 e 24 anos, ter cursado a 4ª série e não ter completado a 8ª série do Ensino Fundamental, não ter vínculo empregatício e morar na capital. Os alunos recebem um incentivo mensal de R$ 100,00, desde que freqüentem 75% das aulas e das atividades previstas. Ao fim do curso, após serem submetidos a uma avaliação nacional, os jovens recebem certificados de conclusão do Ensino Fundamental e de formação profissional inicial.

Na última sexta-feira (02/02), rolou o Dia Temático, uma das principais ações da Revista Estação Juventude que, entre outras coisas, promove a formação de educadores e jovens em todo o país. Eles participam de ações coletivas nas quais podem ampliar o seu universo cultural, além de construir habilidades de gestão, liderança e mobilização social. O evento reuniu cerca de 250 jovens nas dependências da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos da capital. O tema escolhido para ser discutido foi: Juventude e Comunicação. Foram oferecidas gratuitamente oficinas diversas, palestras e apresentações culturais que abordaram o tema.

O ProJovem é implementado em conjunto com as prefeituras municipais. O Governo Federal é responsável pelo pagamento do incentivo aos alunos e pelo salário dos professores, assistentes sociais, orientadores, educadores profissionais e gestores; pela produção e distribuição do material didático; pela merenda e pela aquisição do equipamento multimídia, computadores e impressoras para os laboratórios de informática. A prefeitura fica responsável pela oferta do espaço físico, acervo para as bibliotecas, instalação de equipamentos e contratação de pessoal.

Secretaria Nacional de Juventude/Coordenação Nacional do ProJovem
Telefone: 61 3411-3550
E-mail: projovem@planalto.gov.br
Site: www.projovem.gov.br

Venezuela chega a acordo para comprar empresa de telefonia

REUTERS CARACAS – O governo venezuelano assinará na segunda-feira um memorando de entendimentos com a empresa norte-americana Verizon para comprar os 28,5 por cento de participação que detém na empresa venezuelana de telecomunicações CANTV, disse um autoridade.O acordo, que faz parte dos planos de nacionalizar empresas-chave do presidentevenezuelano, Hugo Chávez, vem depois de o governo venezuelano anunciar, na semana passada, um outro entendimento para comprar 82,14 por cento de participação que a elétrica norte-americana AES tem na Electricidade de Caracas .

Mãe-de-santo pede aumento de indenização contra Abril

O Superior Tribunal de Justiça vai julgar o pedido de aumento de indenização de Silvia Egydio, conhecida como 'Mãe Silvia', contra a Editora Abril. A decisão foi tomada pela 4ª Turma do STJ, no julgamento de um Agravo de Instrumento ajuizada pela defesa da mãe-de-santo.

De acordo com o processo, a revista Web , publicada pela editora, publicou a foto de Mãe Silvia em uma reportagem que se referia a outra mãe-de-santo, a 'Mãe Del Obaluaiê'. Silva entrou com ação de indenização por danos morais, por utilização indevida de fotografia e ofensa à reputação. Alegou que a reportagem foi pejorativa. A defesa ainda destacou a importância dela no cenário nacional — Mãe Silvia coordena desde 1982 o maior terreiro de candomblé da América Latina.

A Abril se defendeu afirmando que a revista realmente publicou a foto errada. A Mãe Del Abaluaiê chegou a entrar em contato com aredação da revista, agradeceu a notícia e pediu a publicação de uma errata destacando o equívoco da foto.

A solicitação foi prontamente atendida. Por isso, a reportagem não poderia ser classificada como pejorativa, já que 'não se extraiu do texto nenhuma ofensa a sua pessoa ou à respeitabilidade do seu trabalho no candomblé, bem como, representante ferrenha na luta por todas as causas de interesse da raça negra'.

Andamento A primeira instância negou o pedido. A mãe-de-santo apelou. O Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu parte do pedido e condenoua Editora Abril ao pagamento de indenização por danos morais no valor de 10 salários mínimos.

Como o valor fixado foi menor do que o solicitado, a segunda instância entendeu haver sucumbência recíproca (quando fica para cada parte o pagamento de suas custas no processo). Mesmo com o reconhecimento do direito à indenização, Sylvia Egydio entrou com Recurso Especial, para aumentar o valor da reparação e se livrar da sucumbência recíproca.

O TJ paulista não autorizou a subida do recurso. Por isso foi ajuizado Agravo de Instrumento no STJ.