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Brasileiro é o que mais gosta de mensagem por celular, diz Ericsson.

Pesquisa realizada pela Ericsson, com 14 mil usuários de telefonia móvel em todo o mundo, aponta que o brasileiro é o que mais gostaria de usar os serviços de mensagem instantânea no celular. Conforme a pesquisa, 51% dos usuários ou potenciais usuários de celular no Brasil querem usar mais esse serviço, ou querem passar a usá-lo. Em segundo lugar, ficaram empatados os clientes da Suécia, China, Espanha e México, com 46% de interesse por esse serviço. Os brasileiros lideram também no interesse em se filiar a comunidades da internet, com 43%. Em segundo lugar estão os japoneses, com 32%.

A Ericsson, fornecedora sueca de equipamentos para telecomunicações, depois de suas aquisições do ano passado – quando comprou a empresa de transmissão Marconi; a Entrisphere, que fornece infra-estrutura óptica; a Redback, de roteadores; e a Tandeberg, de IPTV – está se reposicionando no mercado mundial e brasileiro, de maneira a ser reconhecida não apenas como uma forte marca de telefonia móvel, mas como um provedor de serviços de banda larga. Segundo Rogério Loripe, vice-presidente de redes, os usuários querem conveniência,
interatividade e segurança. E é nesse mundo que a Ericsson pretende estar.

Conforme Jesper Rhode, vice-presidente de multimídia da empresa, embora o tráfego de dados do mundo convergente continue a se concentrar na rede fixa (em 2013, conforme as projeções da empresa, a rede fixa estará carregando quatro mais petabyts de tráfego do que a rede móvel), a mobilidade continuará a gerar importantes receitas para as operadoras.

Segundo o executivo, atualmente 70% da música digital é baixada pelos aparelhos móveis. Em 2005, a receita mundial com a música móvel chegou a US$ 4,5 bilhões e as projeções da empresa indicam que, em 2010, ela alcançará US$ 12,8 bilhões. 

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Concurso do MEC e do PNUD seleciona 80 softwares educativos

Um concurso do MEC (Ministério de Educação) e do PNUD vai selecionar 80 softwares educativos que ofereçam ferramentas para completar o conteúdo didático do ensino fundamental, médio, profissionalizante e especial. Os projetos podem ser desenvolvidos por estudantes de graduação e pós-graduação, professores do ensino fundamental, médio e técnico e dos Núcleos de Tecnologia Educacional. Cada programa premiado vai receber R$ 5 mil.

O concurso é uma iniciativa da Rived (Rede Interativa Virtual de Educação a Distância), ligada à Secretaria de Educação à Distância, do MEC. O objetivo, segundo o edital do prêmio, é “estimular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes, associando o potencial da informática às abordagens pedagógicas”. O edital incentiva a criação de programas multimídia interativos na forma de animação ou simulação que “se beneficiam de atributos do computador que não estão disponíveis em nenhuma outra mídia”.

Os projetos voltados para o ensino fundamental vão centrar-se nas seguintes áreas: Ciências, História do Brasil, Geografia do Brasil, Língua Portuguesa, Matemática e Artes. Para o ensino médio, os softwares poderão incluir estas três últimas disciplinas e ainda Literatura, Química, Física, Biologia, e Geografia e História gerais.

Os interessados devem enviar seus projetos, até 31 de agosto, para o MEC. O resultado sai em 25 de setembro. É necessário que os projetos venham acompanhados de um guia do professor, para auxiliar a utilização.

Os projetos premiados vão estar disponíveis no site da Rived, junto com os selecionados nas duas edições anteriores. “É importante que seja possível acessar o conteúdo pela internet, sem a necessidade de instalar o programana máquina. Isso garante que, independente da tecnologia das escolas, todos possam utilizar o material”, afirma Carmem Prata, coordenadora da Rived. “Temos 150 projetos publicados no site. Em um ano e meio, contabilizamos cerca de 300 mil downloads e visualizações”.

Para ampliar ouso dos softwares, a Rived está preparando CDs com os projetos, que serão distribuídos em escolas e secretarias de Educação até o fim do ano. Além disso, os computadores distribuídos pelo programa Próinfo Rural já têm os projetos instalados. Os programas são utilizados em escolas de todas as regiões do Brasil. “Também temos acessos de outros países, principalmente Cabo Verde e Portugal”, afirma Carmem.

Esta é a terceira edição do concurso. Na primeira, realizada em 2005, sete projetos foram premiados com R$ 3 mil. Eles foram desenvolvidos por duplas de estudantes de graduação em Informática, Ciências da Computação, Física, Química e Matemática. A segunda edição, de 2006, ampliou a participação para estudantes de outras áreas da graduação, pós-graduação e professores. Foram premiados 50 projetos, com R$ 4 mil para cada um.

Direito autoral para fulltrack desperta polêmica

Diferentemente dos ringtones – cuja cessão de direitos autorais para reprodução nos dispositivos móveis já foi negociada com as editoras musicais – só agora os integradores começam a procurar essas editoras para estabelecerem um covênio para a fixação do valor do direito autoral para o fulltrack. Marcos Jucá, diretor da Associação Brasileira de Editoras Reunidas (Aber), explica que as operadoras que já comercializam as músicas não necessariamente incorrem na quebra de direitos autorais porque há acordos específicos.

No entanto, só agora é que o mercado começa a se mobilizar para a assinatura desse convênio que vai estabelecer o percentual de receita a ser recolhido pelas editoras musicais. 'É muito difícil estabelecer um valor que todos fiquem satisfeitos', disse durante o 6º Tela Viva Móvel que acontecenesta terça, 15, e quarta, 16, em São Paulo. Esse assunto começa a entrar na pauta das editoras agora, uma vez que a receita dos direitos autorais de ringtones vem caindo a cada ano. Em 2003 foram computados 22 milhões de ringtones baixados, em 2004 foram 62 milhões e em 2005, 75 milhões. 'Esse foi o ano de ouro para a gente', afirma Jucá.

Em 2006, no entanto, o número de ringtones baixados caiu para 60 milhões, o que se traduz em menos dinheiro para as editoras musicais. Essa queda, na oipinião de Jucá, acontece porque os truetones e as músicas em formato MP3 cada vez mais disponíveis no celular 'tiraram a graça' do ringtone.Para Bernardo Carvalho, da Nokia, channel manager do Forum Nokia Americas, o mercado está caminhando para um modelo onde não haverá proteção do conteúdo, como hoje acontece pelo Digital Right Management (DRM ), por exemplo. 'Quando o download de música legal for mais fácil que o ilegal, certamente as pessoas vão optar por comprar o conteúdo legal', disse ele.

 

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Governo do Pará anula convênio com afiliada da Globo

O Diário Oficial do Estado do Pará da última terça-feira (15) publicou portaria que torna nulo o convênio firmado entre a Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa) e a TV Liberal, afiliada da Rede Globo no estado. Com a anulação do convênio, a Funtelpa vai retomar suas torres da TV Liberal. 

Pelo acordo, a TV Liberal poderia utilizar 78 canais da Funtelpa para retransmitir a programação da Rede Globo em cidades do Pará. A emissora estatal ainda tinha de pagar, mensalmente, a manutenção de serviços para a TV Liberal. O valor da última fatura – de janeiro -, corrigido pelo IGP, era pouco mais de R$ 461.000,00. Por recomendação da Procuradoria Geral do Estado o pagamento foi suspenso no começo do ano como medida cautelar do interesse público, o que se torna agora definitivo.

Segundo a diretoria financeira da estatal, o valor pago à TV Liberal, durante a vigência do convênio, foi um pouco mais de 35 milhões de reais, sem correção monetária. A presidente do órgão, Regina Lima, acatou as sugestões do relatório da Comissão de Processo Administrativo instituída na Fundação para investigar o caso, após defesa dos interessados.

A portaria determina também que seja instaurado processo administrativo contra os ex-gestores da Funtelpa Francisco Cezar Nunes da Silva, que assinou o convênio em setembro de 1997; José Nélio Palheta e Ney Emil da Conceição Messias, que renovaram o acordo.

Também vai ser instaurado processo administrativo contra a TV Liberal para apurar responsabilidades. E a Funtelpa passa da condição de ré para autora na Ação Popular, que tramita na 21ª Vara Cível da capital, como forma de ressarcir o Estado dos atos lesivos praticados. 

Irregularidades – Segundo apurou a comissão, o convênio fere a lei de licitação (Lei 8.666/93) quando se verificam "cláusulas que remetem à seara contratual, e nas quais se descortina a execução de um contrato de prestação de serviços remunerados, já que, por força do mesmo, a Funtelpa passou a realizar despesas com pagamento de publicidade e veiculações do governo estadual".

Em outras palavras, o convênio é nulo porque foi firmado entre uma empresa governamental e uma empresa privada, retornando a esta resultados lucrativos, o que não é possível pois, num convênio os interesses têm de ser convergentes e não deve haver cláusulas de pagamento, como havia no acordo com a TV Liberal: "No caso de não pagamento pela Funtelpa do valor previsto na cláusula segunda, a TV Liberal, independente de qualquer aviso prévio ou de notificação, poderá descontinuar o serviço Libsat, e considerar rescindido o convênio", apontava o convênio declarado nulo. 

Para ter acesso ao relatório que declarou o convênio nulo, clique aqui.


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Caixa Econômica aposta em inclusão bancária pela televisão

A Diretoria de Tecnologia da Caixa Econômica Federal realizou nesta quarta-feira, 16, em Brasília, um seminário com a participação de diversos membros representantes das diversas áreas do Fórum do Sistema Brasileiro de TV digital Terrestre.

De acordo com Clarice Copetti, vice-presidente de tecnologia da instituição,a TV digital será um dos grandes canais de relacionamento do banco em futuro muito próximo.

Assim como a utilização das agências lotéricas como correspondentes bancários permitiu à CEF aumentar sua presença em todo o território nacional, a utilização dos recursos de interatividade da TV digital vai ser essencial para a Caixa aprimorar o atendimento aos usuários dos grandes fundos e sistemas administrados pela empresa: FGTS, PIS/PASEP e Bolsa Família, além dos milhões dos correntistas e poupadores. Participaram rerpesentantes das emissoras de televisão, da área acadêmica, da área de software, da indústria de receptores e do governo federal. Um grande número de funcionários da Caixa lotaram o auditório durante as palestras na parte da manhã.

Na parte da tarde o seminário continuou com a realização de algumas oficinas de trabalho.

Set top Box e a interatividade A grande discussão, que aparentemente não agradou os funcionários da Caixa presentes ao seminário, referiu-se à possibilidade concreta de interatividade dos primeiros set top boxes que serão produzidos (e vendidos no Brasil) a partir de dezembro próximo.Com nenhuma ou quase nenhuma interatividade e ainda sem que esteja resolvida a questão da interatividade plena ou do canal de retorno (mesmo considerando a possibilidade de transmissão para os celulares) a TV digital não terá muita utilidade para a Caixa como elemento de inclusão bancária.

Um dos participantes chegou a propor a André Barbosa, assessor especial da Casa Civil, que o governo federal concedesse um canal digital para que a CEF fizesse radiodifusão aberta no país. A justificativa para o atraso na implantação até mesmo da interatividade local refere-se às especificações do Ginga “que são muito recentes”.

Um outro detalhe para que a TV digital funcione como elemento de inclusão bancária refere-se à certificação, que exigirá a inserção de um equipamento específico para isso junto ao set top box. É mais custo que deverá ser suportado pelo usuário. Na verdade, parece uma coisa meio surrealista pensar que um beneficiário do Bolsa Família tenha possibilidade de aportar algum tipo de recurso para obter um decodificador habilitado para lhe prestar algum tipo de serviço relacionado ao benefício.

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