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Azeredo volta a relatar o PL dos crimes cibernéticos

Lúcia Berbert – Portal TeleSíntese

 

O polêmico projeto de lei que tipifica os crimes na internet (PL 84/99) será relatado na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) da Câmara pelo deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor do substitutivo aprovado no Senado. E já avisou que proporá apenas uma alteração: a exclusão da expressão “outros dispositivos de comunicação” no acesso não autorizado dos dados. Segundo o parlamentar a matéria é alvo de protesto por desconhecimento. “Minha intenção é garantir uma internet segura”, disse.

Até 2009, a ideia era sepultar o projeto, em função das pesadas críticas. Os deputados Júlio Semeghini (PSDB-SP) e Paulo Teixeira (PT-SP), na época, estudavam uma forma de evitar prejuízos ao uso da rede, mas encontraram dificuldades porque a matéria tramitava simultaneamente na CCT, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e na Comissão de Segurança Pública (CSP). Além disso, a alteração permitida no texto nessa nova fase se resume a exclusão.

A obrigatoriedade de guarda dos logs de acesso por três anos pelos provedores, disse Azeredo, será mantida. Mas garante que essa prática não afeta a privacidade dos usuários. A expectativa do deputado tucano é de entregar seu relatório no menor tempo possível, já que tem domínio do assunto.

O coordenador da bancada do PT na CCT, deputado Emiliano José (BA) disse que a orientação do partido é rejeitar o projeto.

Chile conclui regulamentação sobre neutralidade de rede

Redação – Teletime

O governo chileno regulamentou a Lei de Neutralidade de Internet, onde estão as regras para os limites de qualidade dos serviços prestados. Segundo o La Nación de Santiago, os provedores estão obrigados a seguir determinadas regras sem comprometer o serviço dos clientes. Entre as regras estão a proibição de interferir ou bloquear o direito dos usuários a utilizar ou oferecer conteúdos e serviços. Também não pode haver priorização de conteúdos. A regulamentação também veda que sejam prejudicadas qualidade de serviços por meio de medidas de gestão de tráfego; os usuários também não podem ser impedidos de conectar qualquer tipo de dispositivo à rede IP; e, por fim, os provedores deverão entregar de forma fidedigna todos os serviços oferecidos.

 

Para Ancine, PLC 116 deve ser aprovado até o meio do ano

Fernando Lauterjung – TelaViva News

O PLC 116, que abre o mercado de TV a cabo para as operadoras de telecomunicações e cria regras para o conteúdo nacional, deve ser aprovado no Senado até o meio do ano. Esta é a expectativa de Manoel Rangel, presidente da Ancine. Segundo ele, o projeto de lei tem "90% de consenso". "Há um grande acordo construído. O projeto está em condições de ser votado", diz Rangel. No entanto, lembra o presidente da Ancine, ainda há agentes econômicos trabalhando pela não aprovação do projeto.

Para a Ancine, o projeto reforçará a demanda por conteúdos audiovisuais brasileiros, por conta das cotas de conteúdo e de canais brasileiros estabelecidas e da criação dos mecanismos de fomento. Em nível internacional, explica Rangel, isso gerará escala para a criação de empresas distribuição do conteúdo brasileiro.

Manoel Rangel falou nesta terça, 22, no Encontro Tele.Síntese, em São Paulo.

 

Conselheiro não quer unbundling para redes de alta capacidade

Lia Ribeiro Dias – Telesíntese

Para estimular os investimentos em redes de alta capacidade e aumentar a velocidade de transmissão de dados da infraestrutura de telecomunicações do país, o conselheiro João Rezende, da Anatel, estuda a possibilidade de exigir a abertura de redes para terceiros apenas para as redes antigas, de cobre. O unbundling, ou outra forma de abertura de rede, não seria exigido para as redes de fibra óptica de alta capacidade pelo período de oito anos, como forma de proteção ao investimento feito.

A informação foi antecipada pelo conselheiro em sua palestra no 25º Encontro Tele.Síntese, realizado hoje em São Paulo pela Momento Editorial. Ele também informou que o edital da licitação da faixa de 2,5 GHz deverá estar concluído em julho, após realização de consulta pública, e que ela deverá acontecer em agosto deste ano. Disse ainda que já haveria seis empresas interessadas no leilão, que deverá selecionar quatro vencedores.

Defesa do Consumidor discutirá Plano Nacional de Banda Larga

Redação – Câmara dos Deputados

A Comissão de Defesa do Consumidor realizará audiência pública para discutir o Plano Nacional de Banda Larga do Ministério das Comunicações. A reunião, prevista para o dia 13 de abril, às 14h30, foi proposta pelo deputado Weliton Prado (PT-MG), com o objetivo de conhecer a proposta do governo federal para reduzir o preço dos serviços de internet rápida no País, ampliando em 400% o acesso da população ao serviço até 2014.

Em seu requerimento, o deputado apresentou dados da Organização das Nações Unidas (ONU) segundo os quais o brasileiro compromete cerca de 9,6% de sua renda para ter acesso à internet, enquanto em países como a Dinamarca e o México os gastos com esse tipo de serviço variam de 0,7% a 5,3% da renda, apenas.

"É preciso que o governo federal apresente alternativas para diminuir os valores, impedindo que os consumidores paguem preços abusivos pelos serviços rápidos de internet. É necessário também reduzir a carga tributária incidente sobre os serviços", afirma o deputado.

Para a audiência, deverão ser convidados representantes do Ministério das Comunicações; do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec); do Ministério da Ciência e Tecnologia; e da Telecomunicações Brasileiras S.A (Telebrás).