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Serviço chega a 18,2% de domicílios; DTH tem 49,8% da base

Redação – Tela Viva News

A base de assinantes de TV paga cresceu 11,3% nos cinco primeiros meses de 2011, segundo balanço divulgado pela Anatel. No mês de maio, o setor recebeu 216,2 mil novos assinantes, totalizando uma base de 10,9 milhões de domicílios, o que significa 18,2% dos lares brasileiros. Considerando-se o número médio de 3,3 pessoas por domicílio (divulgado pelo IBGE), os serviços de TV por assinatura alcançaram mais de 35,9 milhões de brasileiros até o final do mês de maio.

No mês de abril, vale lembrar, a plataforma de distribuição por satélite ultrapassou o cabo em número de assinantes. No mês de maio, a base do DTH não chegou à metade dos clientes de TV paga por menos de um ponto percentual. A plataforma tem um market share de 49,8%, enquanto o cabo fica com 47,6% e o MMDS 2,6%.

A região Sudeste apresenta penetração bem acima da média nacional, com a TV paga presente, até o final de maio, em 26,8% dos domicílios. Na região Sul a penetração é de 17,6%; no Centro-Oeste o serviço chega a 14,7% dos lares; no Norte chega a 9,3% e no Nordeste a 7,4%.

 

AI-5 Digital: Deputado do PT propõe audiência pública

André Vieira para o Observatório do Direito à Comunicação

O deputado federal Emiliano José (PT-BA) propôs hoje (28/06) a realização de uma audiência pública para debater o substitutivo ao projeto de lei n.84/1999, que tipifica crimes cometidos por meio de sistema eletrônico, o AI-5 Digital.

O requerimento 57/2011 apresentado pelo deputado na Comissão de Ciência e Tecnologia sugere convidar os seguintes nomes para a audiência pública: Sergio Amadeu da Silveira (CECS Universidade Federal do ABC – UFABC), Marcos Dantas (Escola de Comunicação da UFRJ), Pablo Ortellado (USP), Carlos Afonso (Comitê Gestor da Internet), Veridiana Alimonti (IDEC), Deni Getschko (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br), Carlos Afonso (FGV), Túlio Viana (UFMG), Rubén Delgado (Frente Nacional de Entidades e Empresas de Tecnologia da Informação).

O requerimento consta na lista de movimentações do referido projeto no portal da Câmara dos Deputados, mas ainda não aparece na versão eletrônica da pauta da reunião ordinária da Comissão que ocorre amanhã (29/06) e que deve votar o parecer favorável apresentado pelo relator dep. Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

12º Fisl: governo Tarso ouvirá hackers e acadêmicos

Redação – Portal Vermelho

A próxima edição do Governo Escuta — iniciativa pioneira criada pela gestão do governador Tarso Genro (RS) — acontecerá na próxima quarta-feira (29), às 14 horas, dentro da programação do 12º Fórum Internacional de Software Livre (Fisl). Tarso ouvirá especialistas do meio técnico e acadêmico para discutir ligações entre tecnologia e democracia.

Destacados representantes ligados de diferentes maneiras à questão do software livre no Brasil e no mundo são convidados a expor sua opinião sob o tema "Cultura Digital, Democracia e Governos no Século 21". O objetivo é ouvir indicações sobre políticas públicas que envolvam desenvolvimento tecnológico, participação, transparência e os novos desafios da cultura digital, procurando construir iniciativas de aproximação entre a sociedade e o Estado.

Estarão presentes Jon "Maddog" Hall, presidente-fundador da Linux Internacional; Omar Toral, gerente de Software e Serviços da Intel; Sérgio Amadeu da Silveira, doutor em Ciência Política e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC); e Alexandre Oliva, representante da Free Software Fundation LatinoAmerica.

O Fisl é o maior evento sobre tecnologias livres da América Latina e reúne cerca de 8 mil pessoas anualmente, entre programadores, ativistas e entusiastas do software e da cultura livre. Um software livre é um programa de computador que tem o seu código — a "receita" de como ele foi escrito — acessível a qualquer pessoa. Essa condição permite que qualquer interessado aprenda como foi feito — e tenha também liberdade para alterá-lo e distribuí-lo conforme necessidades específicas.

Até 2016, 236,2 milhões de residências terão TVs 3D no mundo

Redação – Tela Viva

O esforço dos fabricantes de integrar a tecnologia 3D em um número cada vez maior de TVs, principalmente nos modelos conectados e de LED, deve fazer com que a penetração de aparelhos com a capacidade de exibir conteúdos em 3D passe dos 0,2% registrados mundialmente em 2010, cerca de 2,9 milhões de residências, para 16,9% de penetração em 2016, totalizando 236,2 milhões de domicílios com TVs 3D.

Mas esse crescimento não deve ser acompanhado pelo consumo de conteúdos 3D, pelo menos não até que a tecnologia evolua o suficiente para promover uma experiência tridimensional mais próxima do natural, sem a necessidade de óculos. A análise é parte do estudo “Global 3D TV Forecast”, divulgado nesta terça, 21, pela Informa Telecoms & Media.

O relatório estima que dos 236,2 milhões de residências com TVs preparadas para exibir conteúdos 3D em 2016, apenas um terço, (78,5 milhões de domicílio) consumirão efetivamente esse tipo de conteúdo.

 

Anatel prorroga consulta pública do edital de de 3,5 GHz para 25 de julho

Redação – Tela Viva

A Anatel aceitou o pedido de prorrogação da consulta pública do edital de venda da faixa de 3,5 GHz feito pela Abert e adiou o final da consulta para o dia 25 de julho. Segundo a assessoria da agência, a decisão foi tomada na última terça, 21, por meio de circuito deliberativo à noite, quando não era mais possível que fosse publicada no Diário Oficial desta quarta, 22. Assim, a postergação deve ser publicada até sexta, 24.

Além da prorrogação da consulta, a Abert pede que a Anatel apresente estudos que comprovem que a utilização de sistemas de rádio banda larga na faixa de 3,5 GHz não afeta as trasmissões da banda C do satélite, usada por cerca de 20 milhões de domicílios com antenas parabólicas e pelas próprias emissoras de TV.

Segundo a entidade, o problema está na potência permitida aos sistemas de wireless broadband. Até 2005 a potência máxima que poderia ser utilizada na faixa de 3,5 GHz era de 2 Watts (W). Mas em 2010 a Anatel alterou esse limite para 4W até 5 anos e depois disso até 30W. Segundo radiodifusores, operadoras de satélite e fabricantes não existem filtros capazes de impedir a interferência e o desenvolvimento de novos produtos poderá ser muito custoso, especialmente para os usuários de antenas parabólicas. A Abert aposta que um estudo da UIT realizado no final do ano passado com as mesmas conclusões dos testes feitos pelos radiodifusores no Brasil seja capaz de sensibilizar a agência. Não se sabe se a Anatel de fato aceitará criar um grupo de trabalho para discutir o tema, como pede a Abert.