Arquivo da categoria: Curtas

Anatel adia consulta pública do Regulamento de TV a Cabo

Samuel Possebon – PAY-TV

A Anatel decidiu nesta quarta, dia 13, por circuito deliberativo, prorrogar por mais 10 dias a consulta pública sobre o novo Regulamento de TV a Cabo. Originalmente, o prazo final para contribuições era dia 17. Com o adiamento, passa a ser dia 27. A mudança atendeu a um pedido das entidades de defesa do consumidor que queriam mais tempo para analisar a proposta.

Enquanto isso, a agência analisa o cenário político, já que o PLC 116/2010, que estava para ser votado, acabou ficando para agosto. Segundo fontes ouvidas por este noticiário, no segundo semestre a agência precisará decidir se leva adiante a mudança na regulamentação proposta mesmo sem a mudança no marco legal e assume o risco das discussões judiciais, que inevitavelmente surgirão, ou se aguarda pela conclusão dos trabalhos no Congresso. Nesta quarta, 13, o senador Romero Jucá (PMDB/AP), líder do governo, confirmou que será inviável a votação do PLC 116 ainda em julho e disse acreditar que ele possa ser retomado em agosto.

Corte anula proposta da FCC de afrouxar regras

Redação – Observatório da Imprensa

Uma corte federal na Filadélfia anulou uma proposta de 2007 da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, sigla em inglês) para afrouxar restrições sobre propriedade cruzada de jornais e emissoras na mesma cidade, noticiam Bill Carter [The New York Times, 7/7/11] e Cecilia Kang [Washington Post, 7/7/11]. A corte afirmou que a FCC não deu tempo suficiente para aviso oficial e comentários públicos sobre as novas regras, como a lei requer. A anulação não deve ter um efeito imediato e apenas enviou a questão de volta à FCC, que já tinha como obrigação reavaliar as regras de propriedade.

Em declaração, o conselheiro geral do órgão, Austin Schlick, não mencionou a determinação e, em vez disso, citou a aprovação, pela corte, de outras regras para propriedade, alegando que a decisão “reafirma a autoridade da FCC de promover competição, regionalidade e diversidade no mercado moderno”.

Novo mercado

As regras originais são dos anos 70, quando a FCC decidiu que um único proprietário não deveria ter jornal ou emissora em um mesmo mercado. A ideia era que múltiplos proprietários trariam mais diversidade de vozes nos meios de comunicação. Desde então, a indústria jornalística passou por uma mudança massiva. Jornais e emissoras competem agora com aplicativos de smartphones e agregadores de notícias. Grupos em defesa do interesse público, que criticam a posição da FCC, argumentam que, até mesmo com mais opções para acessar a informação, permitir uma pequena concentração de empresas para criar conteúdo limita o número de vozes e opiniões do discurso público.

Corie Wright, conselheiro do Free Press, um grupo que defende a ideia de uma internet aberta, disse que a determinação da corte foi uma vitória para o interesse público. “A decisão concluiu que a competição midiática – e não mais concentração – fornecerá a americanos notícias locais e informações das quais eles precisam”. Andrew Jay Schwartzman, presidente do Media Acess Project, uma organização sem fins lucrativos que defende acesso universal aos meios de comunicação, reconheceu que a determinação fez pouco mais do que “levar a questão de volta à FCC”, que irá incluí-la na reavaliação das regras que a comissão é obrigada a fazer a cada quatro anos. Segundo ele, o maior impacto seria no mercado radiofônico, onde esforços por algumas empresas para ampliar os limites de propriedade – atualmente até oito estações em uma única cidade – foram rejeitados.

MiniCom publica extratos das adesões das teles ao PNBL

Redação – Tele Síntese

O Ministério das Comunicações publicou, na edição desta terça-feira (12) do Diário Oficial da União, os extratos dos termos de compromisso assinado com as concessionárias de telefonia fixa de adesão aos objetivos do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), “de ampliar ofertas a preços acessíveis de serviços de conexão à internet no varejo, visando à inclusão digital, e de acesso a infraestrutura para conexão à internet no atacado”. A vigência dos documentos vai até 31 de dezembro de 2016.

As teles ficam obrigadas a ofertar acesso à banda larga, fixa ou móvel, de 1 Mbps por, no máximo, R$ 35 com impostos, começando em 90 dias. As ofertas terão que atingir 100% dos municípios brasileiros até o final do período. Já as ofertas de link no atacado deverão custar 30% menos do que os preços praticados hoje pelas concessionárias.

Assinaram os termos de compromisso a Sercomtel, CTBC, Oi e Telefônica, junto com a Vivo.

Votação do PLC 116 deve ficar para agosto, diz Walter Pinheiro

Redação – Pay-TV

A votação do PLC 116/2010 no Plenário do Senado deve ficar para agosto. O relator do projeto, senador Walter Pinheiro (PT/BA), publicou em seu Twitter nesta sexta, 8, que a votação deve acontecer na primeira semana do mês, alegando que na próxima semana a casa deve se dedicar às medidas provisórias e à Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O parecer para votação mantém, na íntegra, o texto vindo da Câmara dos Deputados. Na última quarta, o presidente do senado José Sarney (PMDB/AM) adiou a votação para o dia 12 por conta das medidas provisórias, mas os comentários entre parlamentares do governo eram de que a manifestação dos radiodifusores insatisfeito com o projeto estaria pesando.

Vivo vai fazer oferta nacional de banda larga de 1 Mbps a R$ 29,90

Lia Ribeiro Dias – Tele Síntese

A mesma oferta que a Telefônica fez para o PNBL para a sua área de concessão, o estado de São Paulo, vai ser estendida a todo o país e vai valer mesmo para os estados que não dão isenção de ICMS para a banda larga popular. De acordo com fontes da empresa, a campanha vai ser lançada nos próximos dias em todo o país.

A oferta da Vivo de 1 Mbps a R$ 29,90 por mês, com os mesmos limites de download e upload previstos na sua proposta de adesão ao PNBL, não será uma campanha promocional, mas um serviço de seu portfólio. “O valor só será reajustado anualmente, se for o caso”, informa a fonte. Os limites fixados na oferta são franquia mensal de 150 Mb de download e 128 kbps de upload