Arquivo da categoria: Curtas

Comissão de Defesa do Consumidor recebe Hélio Costa para debater TV por assinatura e TV digital

A Comissão de Defesa do Consumidor promove, na quarta-feira (7), audiência pública para debater os serviços prestados pelas operadoras de canais de TV por assinatura e a venda do equipamento para conversão da TV digital. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, foi convidado para a reunião, solicitada pelos deputados Ivan Valente (Psol-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).

De acordo com Ivan Valente, houve crescimento de 267% das denúncias efetuadas à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre o setor, entre janeiro de 2006 e abril de 2007. Nesse período, as denúncias passaram de 491 para 1.800. O deputado afirma que os consumidores também têm apresentado queixas sobre a venda casada dos pacotes que unificam a utilização de TV, internet e telefone; a contratação de pacotes fechados e a impossibilidade de alteração; a falta de condições técnicas de prestação dos serviços contratados; e a falta de atendimento ao consumidor quando este tenta fazer alguma reclamação.

O deputado Júlio Delgado, por sua vez, quer esclarecimentos do ministro sobre a venda do equipamento para conversão da TV digital. Segundo o parlamentar, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, estima que o conversor – equipamento básico que vai receber o sinal digital e enviá-lo para a TV analógica hoje existente – deverá custar R$ 700, ou mais, para o consumidor.

A audiência ocorrerá às 14h30, no plenário 8.

Hackers atacam portal do Observatório da Imprensa

Um dos principais parceiros do Observatório do Direito à Comunicação, o Observatório da Imprensa sofreu um atentado na madrugada de sábado (3/11). A home page do OI, a página de índice e praticamente todas as páginas internas foram hackeadas. Na home, os nomes das rubricas foram alterados e no lugar delas aparecia a "assinatura" HACKED BY HIVA DIGITAL SECURITY TEAM.

Para mudar as páginas do Observatório, os hackers driblaram o firewall do provedor iG, em cujos servidores está hospedado o site. Segundo a equipe do OI, ainda não é possível dizer quem realizou o ataque ao Observatório da Imprensa.

Em função do ataque, o OI ficou fora do ar durante a tarde e parte da noite de sábado, enquanto os técnico do iG trabalhavam na recuperação do conteúdo original e corrigiam a ação dos hackers.

Leia a seguir o comentário do Editor Responsável do OI, Alberto Dines, sobre o episódio: 

Coquetel Molotov de advertência

O atentado dos hackers ao Observatório da Imprensa foi uma advertência. Equivale a um coquetel Molotov, ou uma "bomba caseira" que se joga em uma redação. Os delinqüentes avisavam que têm condições de acessar o site clandestinamente e causar estragos maiores.

São do ramo, profissionais, conhecem bem nossa navegação. Escondidos sob a assinatura de um grupo supostamente iraniano, dificilmente serão identificados. Aproveitaram o feriadão, mas foram prontamente descobertos.

No passado, empastelavam-se os jornais que incomodavam. Ou tentava-se liquidar os jornalistas inconvenientes. Agora o terrorismo é "limpo", sem sangue, igualmente perverso.

Este Observatório da Imprensa avisa que não se intimidará. Já enfrentamos linchamentos, boicotes, listas negras. Saberemos lidar com as ameaças da canalha virtual.

Núcleo Piratininga realiza debates sobre comunicação no Rio de Janeiro

Melhorar a comunicação dos trabalhadores para que eles construam um mundo com justiça e sem exclusão é a visão defendida pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). O curso desse ano (de 21 a 25 de novembro, no RJ) explora a comunicação e suas nuances. O evento, assim como diversas outras manifestações que ocorrem paralelamente, será um espaço de percepção de uma comunicação alternativa.

No dia 21, serão feitas oficinas opcionais de Práticas de Comunicação e nos demais dias serão abordados temas como: A comunicação no mundo e no Brasil; A nova Pauta e seus desafios; e Possibilidades da nossa comunicação. Paralelamente ao evento está prevista uma exposição de fotos sobre o Movimento Operário, organizada pela professora Maria Ciavatta da Universidade Federal Fluminense (UFF); a apresentação do livro Sobre Entrevista, de Stela Guedes, e uma Ciranda.

Para acessar a agenda completa e demais informações sobre inscrição e localização, clique aqui.

TV pública vai ensinar a ver o mundo de maneira razoável, diz Delfim Netto

Convidado para fazer parte do conselho da TV pública que está sendo criada pelo governo, Delfim Netto não considera que a TV pode virar um braço publicitário de Lula, informa a colunista Mônica Bergamo na edição da Folha de S.Paulo de hoje. "Na verdade, o que se vai tentar fazer é uma espécie de BBC de Londres, uma TV educativa no sentido mais amplo do termo, que aborde desde arte até a matemática. As tentativas feitas pelas TVs educativas já existentes não têm persistência. A TV pública vai ensinar a ver o mundo de maneira razoável. Uma TV como essa pode ser intrigante, instigante. Pode ter uma independência que a TV comercial não pode", disse Delfim à coluna.

Ainda de acordo com o economista, a rede pública criada por Lula não estará isenta de propaganda subliminar, assim como acontece com outras emissoras comerciais, como a TV Globo. "É óbvio que tem sempre mensagens implícitas, propaganda subliminar. Algum resíduo desses vai restar na TV Pública. Mas os conselheiros escolhidos [além de Delfim, personalidades como Cláudio Lembo, Wanderley Guilherme dos Santos e Boni] formam um grande ninho de encrenqueiros. De modo que a vida deles [governo] não vai ser tão fácil. Mas é preciso ver primeiro se a TV vai ter sucesso, audiência. A receita você só sabe se presta depois de comer".

As informações são da Folha Online.

Projeto que libera distribuição de jornais é aprovado pela Câmara de SP

Sancionada recentemente pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a lei que limita a distribuição de jornais gratuitos nas ruas da cidade terá seu texto alterado, segundo votação realizada pela Câmara de Vereadores, na última quarta-feira (31).

Inicialmente, o projeto sancionado por Kassab proibia a distribuição de folhetos, panfletos e jornais gratuitos ou qualquer tipo de material impresso com mensagens publicitárias nas ruas, exceto os que tivessem 80% de seu conteúdo formado por "material jornalístico".

Contestada por alguns vereadores, a lei foi revista por Kassab. A distribuição de jornais em cruzamentos, desde que os veículos sejam registrados na Associação Nacional dos Jornais (ANJ), foi permitida e o projeto, já modificado, aprovado pela Câmara.