Arquivo da categoria: Curtas

Campanha da UNESCO promove igualdade de gênero na mídia

Reproduzido do site da Unesco Brasil

As Mulheres Fazem a Notícia, campanha mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em defesa da igualdade de gênero na imprensa, será lançada pelo nono ano consecutivo no próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Destinada a conscientizar os dirigentes de mídia sobre a capacidade profissional das mulheres jornalistas e a aumentar suas possibilidades de desenvolvimento profissional, a campanha de 2009, denominada “Políticas de Igualdade de Gênero nas Organizações de Mídia”, enfatiza a importância da implementação de medidas nos veículos de comunicação que previnam a discriminação.

Para celebrar a campanha este ano, a UNESCO se uniu à Federação Internacional dos Jornalistas na produção do livro Atingindo o Equilíbrio – Igualdade de Gênero no Jornalismo, um guia sobre como abordar alguns dos principais problemas enfrentados pelas periodistas em diferentes partes do mundo. Na página da campanha [veja aqui ], um espaço destinado a relatos de experiências convida homens e mulheres, associações profissionais e uniões de jornalistas a trocar informações sobre medidas bem-sucedidas de defesa, desenvolvimento e implementação de políticas que assegurem igualdade às mulheres jornalistas.

Os conteúdos postados no fórum deverão abordar subtemas como equidade salarial, oportunidades de promoção e atuação em áreas de conflito. Os comentários poderão ser submetidos até o dia 15 de abril.

Cristina Kirchner anuncia reforma na Lei de Radiodifusão argentina

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou o envio ao Congresso de um projeto de reforma da Lei de Radiodifusão daquele país. A declaração foi dada na abertura das sessões ordinárias do Legislativo, no último domingo (1). “É uma velha dívida da democracia”, disse.
No discurso, Cristina voltou a criticar a imprensa. “A manipulação da informação faz muito mal à Argentina e aos cidadãos que têm o direito de se informar”.

Kirchner destacou a importância de adequar a legislação às demandas e aos desafios da democracia. A atual Lei de Radiodifusão foi aprovada em 1980, durante a ditadura militar. "A Lei atual tem um componente antidemocrático na sua constituição", disse.

A presidente também ressaltou a necessidade de atualizar o marco regulatórion das comunicações à luz das novas tecnologias e da convergência tecnológica. "Se a este salto tecnológico não dotamos nosso país de um marco jurídico, pode resultar contraditório e não permitir o acesso de todos os cidadãos a todas as vozes e a todos os pensamentos", acrescentou.

Com informações do Comunique-se e do JornadaOnline

Deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO) é eleito presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia

Editado a partir de nota da Agência Câmara.
Título original: "Ciência e Tecnologia elege deputado Eduardo Gomes"

O deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO) foi eleito há pouco presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, em substituição ao deputado Walter Pinheiro (PT-BA). Também foram eleitas as deputadas Raquel Teixeira para a 1ª Vice-Presidência (PSDB-GO); Cida Diogo (PT-RJ) para a 2ª Vice; e Luiza Erundina (PSB-SP) para a 3ª Vice.

O deputado afirmou que uma das prioridades da comissão será convencer o governo a não cortar investimentos na área por conta da crise financeira mundial. "Vamos trabalhar para convencer o governo que os investimentos em ciência e tecnologia são um instrumento que ajuda a sair da crise e devem ser preservados". Eduardo Gomes também destacou a necessidade de os integrantes da comissão participarem das conferências regionais preparatórias para a Conferência Nacional de Comunicação, prevista para dezembro.

Eduardo Gomes, 42 anos, está em seu segundo mandato. É servidor público e empresário. Foi vereador de Palmas, capital de Tocantins, por duas vezes, de 1997 até 2003, quando se elegeu para a Câmara dos Deputados.

MEC abre consulta pública sobre diretrizes dos cursos de jornalismo

A Comissão de Especialistas criada pelo Ministério da Educação para revistar as diretrizes curriculares dos cursos de jornalismo abriu consulta para receber opiniões da sociedade sobre o tema. Com os trabalhos iniciados em fevereiro, a Comissão tem até agosto deste ano para concluir seu relatório com sugestões de novas diretrizes.

Os interessados têm até o dia 30 de março para apresentar contribuições, que deverão ser enviadas ao endereço consulta.jornalismo@mec.gov.br. A Comissão delimitou o escopo das considerações em dois assuntos principais: o perfil desejável do profissional do jornalismo e as principais competências a serem adquiridas durante a graduação.

Além da consulta, haverá audiências públicas nas cidades do Rio de Janeiro (20 de março), Recife (18 de maio) e de São Paulo (24 de abril). Para a primeira, serão convidados intelectuais e pesquisadores da área; para a segunda, entidades de classe e associações de empresas de mídia; e, para a terceira, ONGs e movimentos sociais.

Governo proíbe multiprogramação na TV digital

Reproduzido da coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo

O governo federal editou ontem norma que proíbe as redes comerciais e as emissoras públicas estaduais de emitirem multiprogramação em suas frequências digitais. Isso impede que um canal digital seja dividido em quatro, sem perda de qualidade dos sinais, uma das vantagens da nova tecnologia.

O ato, assinado pelo ministro Hélio Costa (Comunicações), atende a interesses das grandes redes privadas, que não querem a concorrência de novos canais. Mas prejudica grupos como o Abril, que pretendia transmitir os canais Fiz e Ideal, hoje só na TV paga, nas frequências abertas da MTV.

A norma 001/2009 também impede que a TV Cultura leve adiante projeto de uma universidade virtual paulista. O documento estabelece que "a multiprogramação somente poderá ser realizada nos canais […] consignados a órgãos e entidades integrantes dos poderes da União". Ou seja, apenas TV Brasil, TV Senado, TV Câmara e TV Justiça poderão se dividir em quatro canais -a TV Senado, por exemplo, poderá transmitir simultaneamente sessões de comissões e do plenário.

Marcelo Bechara, consultor jurídico do Ministério das Comunicações, afirma que a norma visa impedir a locação de canais digitais para televendas e igrejas. "Tem gente que não é séria. Com a TV digital, iria transmitir a programação dela em um canal e alugar os outros três", justifica.