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Abert vai ao STF contra proibição a sátiras na Lei Eleitoral

Reproduzido do Portal Imprensa

[Título original: Entidade move ação contra lei que proíbe sátiras políticas durante eleições]

Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) ajuizou ação do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (25), questionando a legislação eleitoral que veta a veiculação de sátiras e abordagens humorísticas contra políticos nos três meses que antecedem as eleições.

A entidade argumenta na ação que a lei tem "efeito silenciador" e obriga as emissoras a evitar a divulgação de temas polêmicos para que não sejam enquadradas na legislação.

"Esses dispositivos inviabilizam a veiculação de sátiras, charges e programas humorísticos envolvendo questões ou personagens políticos durante o período eleitoral. As liberdades de manifestação do pensamento, da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação constituem garantias tão caras à democracia quanto o próprio sufrágio", afirma a entidade, segundo informações do portal G1.

Ao relator da ação no STF, ministro Carlos Ayres Britto, a Abert pediu a concessão de liminar capaz de interromper os efeitos da lei. No entendimento da Associação, as normas questionadas impedem "o amplo exercício da liberdade de expressão". (Redação)

Comitê de Inclusão Digital participará da elaboração de editais em telecom

Reproduzido do TeleTime News

A Anatel deixará de decidir sozinha os critérios para a venda de licenças de serviços em telecomunicações. O Comitê Gestor dos Programas de Inclusão Digital (CGPID) pretende orientar a agência reguladora a definir os modelos de leilão no setor, ampliando o uso de métodos alternativos e mais modernos de venda de licenças. O assunto foi tema de plenária nesta quarta-feira, 25, no Fórum Brasil Conectado, evento que congrega os diversos segmentos envolvidos na construção do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Segundo Gabriel Laender, assessor da presidência e membro do CGPID, a intenção final do governo é implantar o modelo popularizado nos Estados Unidos conhecido como "concurso de beleza" (beauty contest), modalidade em que vence o concorrente que oferecer mais vantagens à sociedade, como maiores investimentos em determinado período, ampliação ou melhoria de serviços, entre outros.

No último leilão realizado pela Anatel, o do 3G, em 2007, a agência inovou ao incluir contrapartidas de expansão da rede de telefonia móvel em troca de uma redução do preço mínimo das licenças. A iniciativa rende elogios até hoje à agência por parte de membros do governo, mas o plano agora é ser ainda mais ambicioso. Nos "concursos de beleza", o preço da licença realmente deixa de ser o alvo da administração pública para a escolha dos vencedores. O edital ideal nesse modelo sequer teria uma remuneração financeira pela outorga, com a administração trocando plenamente a arrecadação por projetos de investimento e ampliação dos serviços.

No caso brasileiro, por conta da legislação em vigor, uma remuneração mínima deve continuar sendo exigida. Mas nada impede que, em um projeto futuro de edital, o governo venha a cobrar apenas o preço público de remuneração do custo administrativo, hoje fixado em R$ 9 mil. Os membros do CGPID, no entanto, não fizeram projeções de quanto o custo pode ser reduzido nesses editais futuros.

Apesar de o alvo final ser o modelo alternativo com as contrapartidas em lugar de laces elevados, iniciativas mais progressivas podem ser experimentadas desde já, em editais que estão em elaboração pela Anatel como o da Banda H, 450 MHz e 3,5 GHz. Com a participação do CGPID na construção desses editais a partir de agora, novas contrapartidas podem ser estabelecidas inclusive articuladas com outras áreas de interesse da sociedade que não apenas as telecomunicações como saúde e educação. "A Anatel não estará mais sozinha nessa área", concluiu Gabriel Laender. (Mariana Mazza)

TV Cultura recua e mantém ‘Manos e Minas’ na grade

Reproduzido do Comunique-se

 

A TV Cultura anunciou nesta terça-feira (24/08) que o programa “Manos e Minas”, que foi exibido pela última vez no dia 14/08, voltará a ser transmitido. A decisão de excluir a atração tinha sido divulgada pelo presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

 

A direção da emissora, por meio da assessoria de imprensa, informou que a única certeza é que o programa vai voltar ao ar depois de passar por uma reformulação. A TV Cultura afirma que ainda não foi definida a data de reestréia, nem se o apresentador continuará sendo o rapper Max B.O.

 

"O Manos e Minas voltará à grade depois de passar por um processo de repaginação, aumentando o interesse em função de novas atrações", diz a nota da emissora.

 

A emissora ainda afirmou que a nova gestão da TV Cultura tem o objetivo de oferecer "diversidade cultural da melhor qualidade possível" aos telespectadores.

Erenice diz que país terá novo pacto de telecomunicações

Reproduzido do Tele.Síntese

A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, disse nesta terça-feira (24), durante a abertura da 2ª reunião do Fórum Brasil Conectado, que o governo construirá um novo pacto para as telecomunicações brasileiras, visando à inclusão de milhares de brasileiros das classes de menores rendas, que hoje se tornaram o maior ativo do mercado consumidor, e também a realizações de eventos mundiais como a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016. “O Plano Nacional de banda Larga começará com a modesta velocidade de 512 Kbps, mas esperamos, a partir dele, uma revolução, porque o brasileiro vai querer mais e temos que nos preparar para isso”, afirmou.

Erenice esclareceu que a revisão do marco legal das telecomunicações está sendo tratada de forma independente ao PNBL e que o Fórum Brasil Conectado deve criar as bases para a implantação das ações do plano. Ela citou que os debates não devem tratar apenas da inclusão digital, mas também da expansão para a superbanda larga, que precisa começar a ser planejada. E reafirmou a determinação do governo em levar diretamente o serviço de conexão à internet por meio da Telebrás aos locais ainda não atendidos.

Para a ministra, o PNBL é baseado em pilares como investimentos em redes de telecomunicações para superar gargalos; na busca da eficiência, como a utilização das obras públicas de infraestrutura para ampliar a rede de fibras óticas; e na inovação e conteúdo, permitindo que os benefícios trazidos pelo acesso à internet sejam apropriados pela população.

Para os debates da 2ª reunião do Fórum Brasil Conectado foram inscritos 190 participantes da sociedade civil e governo, nas 11 sessões plenárias que acontecerão até quinta-feira (26). Foram apresentadas 196 propostas. (Lúcia Berbert)

Especialista aponta relação entre crescimento do PIB e banda larga

Reproduzido do TeleTime News

 

Raul Katz, consultor e pesquisador da Universidade de Columbia, em Nova York, desenvolveu uma metodologia pela qual estima um ganho de 0,08% no PIB para cada 10% de aumento da penetração da banda larga. Com base nisso, ele estima que se a penetração da banda larga no Brasil for a 75% até 2015, isso gerará um aumento de 2,90% no PIB, o que equivaleria a US$ 90 bilhões. O Banco Mundial projeta um crescimento do PIB de 1,38% para cada 10 pontos percentuais a mais na penetração da banda larga. Katz falou durante o Painel Telebrasil, que acontece nesta quinta, 19, no Guarujá/SP.

Para Katz, o custo de modernização das linhas no Brasil seria de US$ 2,5 bilhões, mais US$ 2,5 bilhões para a instalação dos serviços e mais um tanto indefinido de cobrir áreas sem serviço. Para ele, a melhor maneira de criar o ambiente para estes investimentos é retirar os obstáculos para a atuação de empresas privadas. "Não recomendo o uso de um operador público, pois ele é mais lento e tem mais dificuldade". Katz diz que o Estado pode ser um indutor se agregar suas demandas e oferecê-las ao mercado, reduzir impostos, promover subsídios e possibilitar direitos de passagem. (Redação)