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Forum SBTVD questiona subsídio oficial para massificar TV Digital

Luiz Queiroz – Convergência Digital

O Forum SBTVD questiona a necessidade de subsídio oficial para massificar a TV Digital no Brasil. O presidente da entidade, Roberto Franco, lembra que a TV analógica, hoje, com 97% de penetração, cresceu sem qualquer tipo de subsídio formal. "Há países adotando esse modelo, mas aqui não sei se é necessário efetivamente", salienta. Executivo reconhece, no entanto, que o conversor será um elemento crucial para a transição analógica/digital.

O presidente do Fórum, Roberto Franco, se encontrou nesta quarta-feira, 09/02, com o ministro das comunicações, Paulo Bernardo. Após o encontro, Franco disse, em entrevista à imprensa, que a questão do Ginga não foi posta à mesa – apesar de nota oficial do ministro dizer que o governo espera uma proposta oficial da indústria para o uso do middleware de interatividade nos conversores embutidos nas TVs (leia matéria).

Franco observou ainda com relação ao Ginga que há muita impaciência e ansiedade para massificar o seu uso. "Fizemos um trabalho sem igual. O Ginga é o único software reconhecido mundialmente. Temos um produto que funciona. Há soluções no mercado. Mas tudo tem o seu tempo", frisou.

 

Governo ainda não definiu quem vai fazer a Rede Nacional de TV Pública Digital Terrestre

O governo ainda não decidiu como vai construir o operador que vai viabilizar a Rede Nacional de TV Pública Digital Terrestre (RNTPD). A ideia inicial era a realização de uma Parceria Público-Privada (PPP) para que uma empresa ou consórcio viabilizasse a infraestrutura da rede em um contrato de 20 anos. Esse projeto começou a tomar corpo no começo de 2010 e estava estimado em R$ 2,98 bilhões (Rede única levará canais públicos para a TV aberta)

Mais tarde, com a concretização do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o governo começou a trabalhar com a ideia de deixar a construção e organização da rede para a Telebrás, o que diminuiria bastante os custos do projeto. Porém, essa possibilidade ainda não está confirmada e a volta do modelo inicial, via PPP, não está descartada.

O diretor de Serviços da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), José Roberto Garcez, explica que o governo está tentando compatibilizar a Rede Digital com o PNBL, mas está encontrando algumas dificuldades técnicas. Uma delas é que as torres para a internet banda larga são menores do que as TVs precisariam. Outro desafio é fazer com que a rede de fibra vá até os altos dos morros, onde precisam ser instaladas as torres de televisão. “No primeiro trimestre devemos concluir esses estudos”, garante Garcez.

A Rede Nacional de TV Pública Digital Terrestre é um projeto que vai permitir a otimização da transmissão dos sinais das televisões do campo público nacionais, como TV Senado, TV Câmara, TV Justiça e Canal NBR (do Executivo), e emissoras locais, como TVs educativas, comunitárias e legislativas. Com a digitalização, elas passarão para a TV aberta e não em canal fechado como são atualmente.

Banda larga a menos de R$ 30 só depende dos Estados

Redação – AD News

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) deve colocar no mercado o serviço de internet rápida ao custo final de R$ 35. Mas, de acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o valor pode cair para menos de R$ 30. Basta vontade dos Estados.

Para que os cidadãos tenham acesso à banda larga mais barata, os governos precisam abrir mão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), informou o G1. As declarações de Bernardo foram feitas na manhã desta sexta-feira (4) durante o Programa Bom Dia Ministro, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido pela NBR TV.

Além de tentar baratear o PNBL, o ministro disse que o governo pretende trabalhar na infraestrutura da banda: "Nós precisamos discutir o grande avanço que é fazer linhas de cabos de fibra ótica por todo o Brasil, além dos que já existem, para termos condições de nos equiparar com grandes países avançados em internet. É nisso que estamos trabalhando."

O preço de outro produto foi destacado no programa, o do tablet. "O governo está fazendo uma revisão de sua política industrial, inclusive das condições tributárias. Quer dizer, se você pode dar isenção para equipamentos, está na hora de fazer isso", afirmou Bernardo. Ele se reunirá ainda hoje com a Associação Brasileira da Industrial Eletroeletrônica (Abinee) para falar sobre uma possível redução no preço dos aparelhos, assim como aconteceu no governo Lula com desktops e notebooks.

Ancine cria regra para registro de agentes econômicos do setor audiovisual

Fernando Lauterjung – TelaViva News

A Ancine publicou nesta sexta, 4, no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa (IN) 91, de 1º de dezembro de 2010, que regulamenta o registro de agente econômico na agência. A norma se baseia no Artigo 22 da MP 2.228/01, que torna obrigatório o registro das empresas de produção, distribuição, exibição de obras cinematográficas e videofonográficas nacionais ou estrangeiras na Ancine. Na nova IN a agência amplia a obrigatoriedade também às empresas que atuam na programação e no empacotamento de obras cinematográficas e videofonográficas.

Outra novidade é que a norma traz definições que antes constavam apenas na Portaria 342, de 2009, definindo os conceitos de agente econômico, bem como das diversas atividades econômicas do setor audiovisuais.

Pela norma todas as empresas que atuam na produção, distribuição, programação, empacotamento e exibição de obras cinematográficas e videofonográficas deverão ser registradas na Ancine. A agência passa a exigir que os agentes econômicos informem também as suas controladas, controladoras e coligadas, sendo que a agência poderá "apurar a preponderância nas deliberações sociais, no caso de pessoa jurídica controlada, ou a influência significativa, no caso de pessoa jurídica coligada".

Aqueles que já têm registro na Ancine deverão revalidar seus registros a fim de se adequarem à nova regra. O registro deverá ser feito a cada cinco anos e a IN entra em vigor em 120 dias. O prazo para o registro é de 365 dias.

 

Investimento publicitário cresceu 19% em 2010

Redação – TelaViva News

 

O Ibope divulgou nesta quinta-feira, 3, o ranking do investimento publicitário no Brasil em 2010, que chegou a R$ 76,256 bilhões, um crescimento de 19% em relação a 2009 (quando foi de R$ 64,003 bilhões). Vale destacar que nesta pesquisa não são considerados descontos ou negociações praticadas entre veículos, anunciantes e agências de propaganda. Espaços cedidos gratuitamente são valorados nos mesmos critérios por serem considerados espaços ocupados.

O meio com maior fatia continua sendo a televisão aberta, com 53% de participação no bolo publicitário, o que representou R$ 40,213 bilhões em 2010.

Os segmentos de jornais e revistas tiveram queda na participação, enquanto a Internet cresceu, e teve, em 2010, R$ 3,16 bilhões de investimento publicitário, e 4% de participação.

A TV por assinatura manteve a participação de 8% no bolo, e registrou R$ 6,330 bilhões em faturamento publicitário no ano passado.

O levantamento do Ibope Monitor considerou nove meios: TV aberta (37 mercados), revista, jornal, rádio, outdoor, TV por assinatura, cinema, Internet e mobiliário urbano.