Arquivo da categoria: Curtas

Governo quer que provedor de internet guarde dados por um ano

Redação – Folha de S. Paulo

O governo é a favor do prazo de um ano para que provedores de conexão à internet retenham os registros de conexão do usuário, mas pode propor um período menor para ter margem de negociação com o Congresso.

Esse é um dos pontos mais polêmicos do "Marco Civil da Internet", projeto de lei que deve ser enviado ao Legislativo já na semana que vem.

Elaborado pelo Ministério da Justiça, o projeto estabelece apenas as regras civis para a internet, deixando a fixação de infrações e punições para projetos futuros, entre eles o texto que ficou conhecido como "Lei Azeredo".

O projeto de lei que tipifica crimes cibernéticos, porém, é alvo de críticas de grande parte dos especialistas.

Em audiência na Câmara dos Deputados no mês passado os principais problemas apontados foram, além do período em que os provedores de acesso precisam guardar os registros dos usuários que utilizam sua rede, a previsão de penas excessivamente duras para delitos simples e a criação de tipos penais considerados muito amplos.

Anatel estuda modelo de operadoras virtuais para banda larga

Samuel Possebon – Tele Time News

Uma das novidades que deve surgir no novo Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), que deve voltar à pauta do conselho diretor da Anatel desta semana para ser aprovado para consulta pública, é a possibilidade de revenda da capacidade das redes de SCM. Seria uma espécie de modalidade de operadoras virtuais de banda larga, como existe no serviço móvel. Essa possibilidade era apenas citada rapidamente no voto da conselheira Emília Ribeiro, relatora da matéria, que apresentou seu voto na semana passada.

Mas o tema deve ser aprofundado no texto final que será votado pela agência esta semana. Em outras palavras, a Anatel quer que os operadores de SCM com redes banda larga abram a possibilidade de que outras operadoras revendam serviços em cima das redes existentes, como o modelo de MVNO na telefonia móvel.

 

TV a cabo quer ser parceira do governo no PNBL

Georgia Jordan – Tele Síntese

As empresas de TV a cabo representam 30% do mercado total de banda larga no Brasil, apesar da cobertura limitada. As operadoras fecharam o primeiro semestre de 2011 com um total de 3,9 milhões de assinantes para seus serviços de internet, segundo a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA). Já as provedoras de telefonia fixa detém 9,3 milhões de assinantes de banda larga.

O presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, prevê, no entanto, que isso deve mudar com a abertura do mercado pelo governo. “Talvez tenhamos a desconcentração e pulverização com as pequenas operadoras em mercados onde antes não havia demanda”, afirmou Annenberg em evento nesta segunda-feira (1o). Ele disse ainda que as empresas já estão investindo em infraestrutura visando a convergência de seus serviços de televisão com a internet banda larga, fazendo a troca dos cabos coaxiar por fibras ópticas, especialmente tendo em vista a implementação do Plano Nacional de Banda Larga. “A TV a cabo sem dúvida será um dos principais parceiros (do governo)”, disse.

Sky terá que pagar R$ 9,5 mi para oferecer banda larga em Brasília

Redação – Telesíntese

A Anatel fixou em R$ 9,5 milhões o valor da autorização para que a TV Filme Brasília, do grupo Sky, use radiofrequências na faixa de 2,5 GHz para exploração do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). Com essa autorização, a empresa poderá ofertar serviço de acesso à internet em Brasília.

A empresa ainda terá que pagar mais R$ 5,6 milhões pelo direito do uso da radiofrequência pelo Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS), valor referente à prorrogação da autorização, assinada em 2009. O preço foi calculado pela Anatel considerando, na obtenção do Valor Presente Líquido (VPL), o uso das redes da prestadora do MMDS para o provimento de Serviço de Valor Adicionado (SVA).

O valor da autorização de SCM associada à faixa de 2,5 GHz foi publicado na edição desta segunda-feira (1º) do Diário Oficial da União.

Teles estão apreensivas com rigor das metas de qualidade da banda larga

Samuel Possebon – Tele Time News

Frase de um executivo experiente do setor de telecomunicações: "A reação que está se desenhando entre as operadoras diante das obrigações de qualidade é muito maior do que foi quando o governo recriou a Telebrás". A frase expressa um clima de forte desconforto entre as operadoras com o fato de o governo ter usado o decreto do PGMU para impor prazos para o regulamento de qualidade na banda larga e, sobretudo, pelas informações de que as exigências serão duras. Nesse sentido, a leitura que está sendo passada pelos técnicos da agência às empresas é que obrigações como a de garantias de 80% da velocidade nominal nos serviços de SCM, como a que está na proposta técnica a que este noticiário teve acesso, são parte de um conjunto de imposições do Poder Executivo. Na leitura dos empresários, exigências duras como as propostas pelos técnicos (a pedido do governo) vão gerar um novo foco de estresse entre empresas (dessa vez, não só as concessionárias) e o regulador. Na próxima reunião, o conselho diretor da Anatel discutirá justamente o Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia, juntamente com o novo regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia que saiu de pauta esta semana.

Os dois textos ainda irão à consulta pública. Mas a data final para a aprovação está estabelecida em decreto: 31 de outubro. Serão mais três meses de muita polêmica.

No caso do regulamento de qualidade, a conselheira Emília Ribeiro, relatora da matéria, já sinalizou que recomendará outro critério em lugar do utilizado pela área técnica. Ela quer que a Anatel se oriente pelas recomendações do Comitê Gestor da Internet, que tem um parâmetro definido junto com o Inmetro e que é usado hoje pela Telebrás. Mas não se sabe como será o resultado final da votação, considerando que o conselho só poderá deliberar por unanimidade, já que um dos conselheiros está em férias (João Rezende) e são necessários pelo menos três votos para a aprovação das matérias.