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Estudo analisa tratamento da mídia sobre as questões de gêneros no Brasil

Carla Festucci – Observaório do Direito à Comunicação

Mesmo representando quase a metade da população economicamente ativa no Brasil, as mulheres ainda enfrentam problemas como dupla jornada de trabalho e salários que representam apenas 70% do que os homens recebem. Essas questões, no entanto, são pouco noticiadas pela mídia brasileira, que prefere tratar de assuntos como trajetórias profissionais bem-sucedidas e outros pontos mais genéricos do mercado de trabalho.

Foi essa a conclusão a que chegou o estudo “Análise da Cobertura da Imprensa sobre Mulheres e Trabalho”, realizado pela ANDI – Comunicação e Direitos, em parceria com o Instituto Patrícia Galvão, e desenvolvido com o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero (uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal). Foram considerados 450 textos, ao longo de 2010, a partir da cobertura de 16 jornais de todas as regiões brasileiras.

Para apresentar os resultados dessa análise, juntamente com os de outras três pesquisas inéditas, será realizado, no dia 03 de outubro (segunda-feira), o Seminário “Imprensa e Agenda de Direitos das Mulheres – uma análise das tendências da cobertura jornalística”, no Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, em Brasília. O evento é aberto e as inscrições devem ser feitas pela internet .

O resumo executivo do estudo está disponível para download nos sites da ANDI, do Instituto Patrícia Galvão e do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero.

TV aberta deve ter papel importante nos serviços OTT

Fernando Lauterjung – PAY-TV

Em um painel durante o IBC, que acontece até o dia 13 de setembro, em Amsterdã, ficou claro que os broadcasters devem ter um papel de destaque nos serviços over-the-top (OTT).

Segundo Helge Hoibraaden, CEO da Vimond Media Solutions, provedora de plataforma e know how para empresas que querem levar seus conteúdos à Internet, os canais de TV já têm a audiência, o que os coloca em uma posição estratégica. Para Paul Torplee, diretor da Twofour Digital, também uma empresa que oferece soluções para canais e marcas levarem seus conteúdos às plataformas conectadas, o bom posicionamento dos broadcasters nos serviços OTT não está garantido. Segundo ele, o número de plataformas e dispositivos de distribuição ainda está crescendo, formando um ecossistema complexo. "Para estar bem posicionado, é preciso ter em mente que o seu conteúdo precisa estar em um grande número de plataformas, não apenas em um serviço ou nos nos equipamentos de um fabricante", diz Torplee.

Amir Eliat, da Tvinci, empresa que presta serviço para operadoras de telecom e TV por assinatura interessadas em prestar serviço OTT, concorda que é preciso ter um cuidado especial com a distribuição. "O conteúdo é rei, e a distribuição é a rainha", brincou o executivo.

Para Leslie MacKenzie, da locadora virtual britânica Lovefilm, o mercado de serviços OTT deve se consolidar no futuro, sobrando espaço apenas para os players de grande porte (como Amazon, Netflix, Google etc.) e os broadcasters, que têm um conteúdo valioso o suficiente para sustentar um serviço. "Os pequenos devem ser sufocados", diz.

Idec lança campanha para garantir o aparelho celular como bem essencial ao consumidor

Redação – Tele Time News

Enquanto a indústria de aparelhos celular encabeça uma briga judicial para fugir da obrigatoriedade de trocar imediatamente o aparelho em casos de defeito, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) resolveu pôr na rua a campanha "Celular é produto essencial".

Segundo o órgão, a iniciativa é motivada pelo interesse me promover o debate público sobre o suposto “direito do consumidor”. Hoje o assunto está em discussão na Justiça Federal por conta de uma representação da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) contra a norma do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) que prevê também o ressarcimento do valor pago no aparelho, caso o cliente não opte pela troca.

À espera de uma decisão nos tribunais, as duas entidades discutirão no próximo dia 12 uma conciliação para a disputa. “Por este  motivo o Idec lança a campanha para pressionar as empresas para que reconheçam a essencialidade do celular, por meio da mobilização do consumidor”, diz a entidade em nota.

Data final para sanção do PLC 116 é dia 12, diz Casa Civil

Samuel Possebon – Tele Time News

A data limite para a sanção presidencial ao PLC 116, que cria novas regras ao mercado de TV por assinatura, é dia 12 de setembro, segunda-feira da próxima semana, informa a Casa Civil. É que apesar de o projeto ter chegado ao Planalto no dia 22 para a sanção, o prazo de 15 dias conta apenas dias úteis. Por isso, até o momento, não houve nenhuma manifestação sobre a aprovação final do projeto. Ainda existem debates dentro da presidência sobre a possibilidade de vetos, mas o mais provável é que ele seja publicado como veio do Congresso.

Base de PCs é desafio para que meta do PNBL seja cumprida, diz pesquisador do Ipea

Samuel Possebon – TeleTime News

 

Uma análise feita pelo pesquisador Rodrigo Abdalla Filgueiras de Sousa, do IPEA, aponta algumas dificuldades que, na opinião do pesquisador, deverão se colocar para que governo cumpra a meta de ter até 2014 35 milhões de domicílios conectados no Plano Nacional de Banda Larga. O estudo, publicado na revista Radar, edição 15, lançada nesta segunda, dia 5, mostra que a maior parte do crescimento da banda larga se dará na classe C, mas que o ritmo de expansão da base de computadores deve diminuir, de modo que não se deve esperar, em 2014, uma taxa de penetração de PCs superior a 50%. Soma-se a isso aos baixos índices de uso de computadores em zonas rurais, e o resultado é que existe uma defasagem entre a meta do governo 35 milhões de domicílios conectados) e as projeções do potencial do mercado potencial do PNBL (30 milhões). "Sem enfrentar essas pendências e até mesmo considerando que haja aumento gradual na procura pelo serviço devido à forte rede de inovação, dificilmente o PNBL ultrapassará a barreira de 30 milhões de domicílios atendidos em 2014", diz o pesquisador.

Cezar Alvarez, secretário executivo do Ministério das Comunicações, reconhece que esse é um gargalo a ser vencido, mas destaca que o governo está tomando iniciativas de desoneração de equipamentos e buscando políticas de expansão do PNBL para áreas rurais que devem compensar  esses efeitos. Para o pesquisador do IPEA, o governo já está limitado em relação aos recursos de desoneração de que poderia lançar mão, já que a isenção de PIS e Cofins já foi dada, e agora seria necessário buscar junto aos governos estaduais uma forma de aliviar a carga tributária sobre terminais de acesso. Ele sugere também que plataformas como celulares, que tiveram grande sucesso como forma de acesso à Internet em outros países, e também a TV aberta, devam ser buscadas no Brasil como canais de levar a banda larga à população.

Além disso, para o IPEA, a capacitação da população para uso da banda larga e o uso de ferramentas de subsídios cruzados podem ajudar a minimizar os problemas que o PNBL terá em função da base nacional de computadores instalados.