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Segunda etapa da renovação fica para 11 de maio

A reunião do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realizada na tarde de hoje (terça-feira, 20) encerrou-se sem que fossem definidas as listas tríplices que seguirão para apreciação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolher três novos conselheiros. Os atuais conselheiros iniciaram os debates sobre as indicações feitas por entidades da sociedade civil em processo de consulta pública. Não houve tempo, entretanto, para que as discussões se encerrassem. O Conselho marcou para o dia 11 de maio uma reunião extraordinária para dar conta desta segunda etapa da eleição dos novos membros.

A consulta pública resultou na indicação de 46 nomes, tendo tido a participação de 65 organizações. A partir destas indicações, os conselheiros montarão listas tríplices para cada uma das três vagas em aberto. A escolha final dos novos membros do Conselho Curador será feita pelo presidente da República.

O Conselho Curador, composto por 22 membros – sendo 15 representantes da sociedade, 4 do governo federal, 1 do Senado, 1 da Câmara dos Deputados e 1 dos trabalhadores da EBC -, é o órgão responsável pelo cumprimento dos princípios e objetivos da empresa, criada para ser catalisadora da constituição de um Sistema Público de Comunicação.

Em sua primeira gestão, todos os 15 representantes da sociedade no CC foram indicados pelo presidente da República. Em dezembro, expiraram os mandatos de oito dos representantes da sociedade no conselho. Destes, cinco expressaram o desejo de seguirem como conselheiros e sua recondução foi avalizada pelas assessorias jurídicas da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, órgão ao qual a EBC está ligada. Abriu-se, então, o processo de consulta para as três vagas remanescentes. A consulta pública para a renovação está prevista na lei que criou a EBC.

Veja a lista dos candidatos a uma vaga no Conselho Curador da EBC, com o respectivo número de indicações recebidas:

(15) Ana Maria da Conceição Veloso
(12) Francisco Pereira da Silva
(12) Takashi Tome
(10) Jacira Silva
(8) Regina Lúcia Alves de Lima
(7) Celso Augusto Schroder
(7) Nilza Iraci Silva
(7) Renata Vicentini Mielli
(7) Sérgio Murillo de Andrade
(4) Rosane Mara Bertotti
(3) Antonio Sérgio Pires Miletto
(3) Elias Mingoni
(3) José Eduardo de Oliveira
(3) Lara Valentina Pozzobon da Costa
(3) Renato Ribeiro da Silva
(3) Roseli Goffman
(2) Antônio Carlos Fontoura
(2) Caio Plessmann de Castro
(2) Carlos Alberto Almeida
(2) Ícaro Martins
(2) José Joffily
(2) Newton Guimarães Cannito
(2) Valci Regina Mousquer Zucoloto
(1) Ana Maria Mendes do Bonfim
(1) Alba Regina Souza Liberato de Mattos
(1) Alexandre Machado de Sá
(1) Celso Antunes Horta
(1) Danilo Rothberg
(1) Edilson Soares da Silva
(1) Francisco Cláudio Correa Meyer Santana
(1) Geraldo Golçalves Guerra Junior
(1) Jorge Luiz Saes Moreno
(1) Laércio Rodrigues da Silva
(1) José Lourenço Pechtoll
(1) Julio Cesar Campos Silva
(1) Lilian Romão
(1) Márcio Alexandre da Silva Pinto
(1) Maria Luiza da Costa
(1) Mário Augusto Jakobskind
(1) Ney Hugo Jacinto Silva
(1) Rafael Rolim Rodrigues
(1) Rosana Grinberg
(1) Tania Anaya
(1) Tássio Pereira Lopes
(1) Regina de Assis
(1) Valmir José de Pontes Silva
(1) Vicente de Paulo Pereira Lima

Globo tira do ar campanha considerada pró-Serra

A Rede Globo decidiu retirar do ar uma campanha de comemoração aos 45 anos da emissora, depois que vários internautas afirmaram que o jingle teria uma mensagem subliminar pró-Serra. O vídeo também ganhou críticas de Marcelo Branco, coordenador da campanha de Dilma nas mídias sociais.

A campanha, lançada ontem (19/04), mostra atores, apresentadores e jornalistas da Globo falando sobre a emissora. Em um determinado momento os participantes afirmam: "Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais". Segundo internautas, a frase fazia alusão ao lema da campanha de Serra, definida como “O Brasil pode mais". Além disso, no final do vídeo, aparece o número 45, o mesmo do PSDB.

O secretário de Comunicação do PT, André Vargas, escreveu em seu blog que o lema do tucano havia inspirado a emissora.

Em nota oficial, a Globo defende que o vídeo foi feito bem antes de Serra e Dilma lançarem suas pré-candidaturas. “O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo, que começou a ser veiculado ontem à noite, foi criado – comprovadamente – em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas, muito menos slogans eleitorais”.

A emissora negou qualquer mensagem subliminar na campanha e afirmou que preferiu tirar o vídeo do ar para não ser acusada de tendenciosa. “… a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação da campanha na televisão”, afirmou.

Após a repercussão, Marcelo Branco escreveu em seu Twitter que sua crítica foi apenas uma opinião pessoal. “Sobre o #jingledaglobo: meu RT e comentários foram de caráter pessoal. Eu não falo em nome da Dilma e nem da coordenação”.

Governo muda regra para publicidade oficial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar sem vetos o novo projeto de lei que regulamenta a publicidade oficial no país. De autoria do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), o PL 197/2009 foi aprovado no Senado no mês passado e a expectativa é que seja sancionado até segunda.

Elaboradas após a revelação do escândalo do mensalão, em 2005, as novas regras prometem moralizar os contratos firmados entre agências de propaganda e a administração pública. Naquele ano, a Folha revelou que as agências publicitárias de Marcos Valério serviam de fachada para repassar dinheiro para parlamentares e para superfaturar contratos.

A administração pública é o maior anunciante do país. Em um encontro fechado com agências de publicidade no Rio há duas semanas, presenciado pela Folha, o secretário-executivo da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), Ottoni Fernandes Jr., declarou que o total de gastos das esferas federal, estadual e municipal foi de R$ 2,5 bilhões no ano passado.

As estatais gastaram, segundo Fernandes Jr., R$ 1,2 bilhão. Os números oficiais dos gastos públicos com publicidade em 2009 devem ser divulgados nesta semana pela Secom.

Uma vez sancionado o projeto, as regras deverão ser adotadas inclusive em licitações em andamento e contratos vigentes. Há quem diga que, se já estivesse em vigor e fosse bem aplicada, a nova lei poderia ter evitado possíveis fraudes em recente licitação da Petrobras.

O concurso foi anulado quando o resultado dos vencedores vazou para a internet antes que o nome das agências, mantido sob sigilo, fosse revelado à comissão julgadora.

O projeto de lei estabelece que as licitações de contratos de publicidade devem obrigatoriamente respeitar a Lei de Licitações (8.666/93), adotando-se os critérios "melhor técnica" ou "técnica e preço".

"Em tese a [lei] 8.666 deveria ser usada para propaganda, mas muitos Estados e municípios não usam", diz o secretário-executivo da Secom.

Comissão

Outra inovação inclui a exigência de que as propostas das agências sejam feitas por uma comissão técnica integrada por profissionais do mercado de publicidade sem vínculos com o órgão contratante.

Para Fernandes Jr., o novo projeto vai sacramentar práticas que já vinham sendo adotadas pela Secom desde 2007.

A elaboração do projeto contou com a colaboração da própria Secom, do TCU (Tribunal de Contas da União) e de entidades do setor de propaganda. Por isso, segundo Fernandes Jr., o projeto deve ser aprovado por Lula na íntegra.

Atendendo às manifestações do TCU, o projeto proíbe ainda a inclusão, nos contratos de publicidade, de serviços adicionais, como a realização de eventos, assessoria de imprensa e relações públicas.

"O projeto consagra a questão de que a propaganda tem uma especificidade e a escolha tem que ser feita com base em melhor técnica ou melhor técnica e preço", diz o presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade, Luiz Lara. "Não cabe um simples pregão de preço. É preciso privilegiar a estratégia de mídia e não mídia da agência."

Uma vez sancionada, a lei deve encerrar uma disputa judicial da Secom com o TCU, que, após o mensalão, emitiu um acórdão considerando ilegal a prática de incentivo entre agências e veículos de comunicação, conhecida como BV ou bônus por volume.

A prática do BV só existe no Brasil e é objeto de polêmica também entre agências brasileiras e estrangeiras. No exterior, diferentemente do que ocorre no Brasil, as empresas que realizam a compra de mídia atuam de forma independente das agências. Mas, aqui, o BV é a principal fonte de receita para as agências de publicidade no setor privado. Para o TCU, esses incentivos deveriam ser repassados ao anunciante.

Plano Nacional de Banda Larga sozinho é incoerente, afirma procurador do MPF/SP

O procurador da República, Márcio Schusterschitz, tem se notabilizado pela sua atuação no setor de telecomunicações. É dele, por exemplo, a recomendação de que a Anatel obrigue as operadoras a darem a opção do cliente não receber mensagens não solicitadas via SMS, norma que entra em vigor em 1º de maio. A mais nova investida do procurador é contra o contrato de fidelidade. Para ele, os contratos devem poder ser rescindidos em caso do não cumprimento dos preceitos do código de defesa do consumidor, como falha no serviço, perda da renda do consumidor etc. Schusterschitz fez uma recomendação à Anatel para que essas regras fossem alteradas. Como a agência não acatou a recomendação, o procurador foi buscar na Justiça a possibilidade do consumidor rescindir o contrato sem pagamento de multa.

Serviço público

Em entrevista exclusiva a este noticiário, Márcio Schusterschitz critica o atual modelo de telecomunicações que, segundo ele, sequer foi implementado, e afirma que o Plano Nacional de Banda Larga é incoerente. Para ele, a banda larga deve ser considerada um serviço público, dada a importânica que o serviço tem hoje para os cidadãos, para o País e para a sociedade.

"É incoerente você ter até hoje só a telefonia fixa como serviço público. Se você quer a universalização da banda larga, você já teria que ter uma discussão sobre a ‘publicização’ desse serviço. Não é que a gente desiste dos modelos, a gente não leva a sério os modelos que nós mesmos criamos. Antes de ser a favor ou contrário, parece que esse problema surge do nada e com soluções que brotam. E a gente está criando um Frankenstein. Telecomunicações hoje é um Frankenstein", declara o procurador.

Privatização

O procurador acredita que um plano de banda larga não pode vir descasado de um novo desenho das telecomunicações. Para ele, o País erra ao não implementar o desenho proposto na privatização que seria sustentado por três pilares: universalização, competição e eficiência. Nenhum deles, na visão de Schusterschitz, foi implementado. E erra, de novo, ao propor um Plano Nacional de Banda Larga sem ajustes no modelo pós privatização, como por exemplo tornar a banda larga um serviço público, a promoção de uma reforma na Anatel etc. "Eu acho que nós temos que refazer o desenho. E para refazer o desenho, a primeria coisa que temos que reconhecer é que o desenho passado sequer foi implementado. O mérito que a gente tem hoje do modelo de privatização é numérico. Hoje nós temos mais telefones. Esse é o único mérito", analisa ele.

Anatel

A Anatel, na visão do procurador, tornou-se uma agência que não reflete os anseios da sociedade e do mercado. Mais uma vez ele defende uma mudança profunda na organização da agência. A estrutura da Anatel, em que cada serviço é tratado em uma superintendência, para ele é anacrônica. "Não dá mais para discutir telefonia em uma sala, banda larga em outra e TV por assinatura em uma terceira sala". Em relação à proposta de que as reuniões do conselho diretor sejam abertas, Schusterschitz pergunta. "A Anatel faz parte de uma ordem medieval ou é um órgão de uma república do século 21"?

Para participar do PNBL, concessionárias terão que desistir de ação na Justiça

Se quiserem ser parceiras no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), as concessionárias terão que desistir da ação, apresentada este mês à 6ª Vara da Justiça, contra a resolução 539 da Anatel, que regulamenta o PGMU, fruto da troca metas dos Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs) construção do backhaul. Este vai ser um dos pontos da ser discutido na mesa de negociações do PNBL com as operadoras, segundo fontes do governo. Nessa ação, as concessionárias questionam o fato de a agência querer tarifar a venda de capacidade (links) do backhaul, alegando que se trata de serviço privado.

Para o governo, o controle dos preços no atacado (venda de links para terceiros) e o compartilhamento de redes são medidas essenciais para garantir o sucesso do PNBL, que deverá ter suas diretrizes gerais aprovadas em reunião entre o presidente Lula e os ministros das áreas envolvidas nesta ou na próxima semana.

Telebrás vai ser o veículo

A importância da tarifação do backhaul construído dentro do PGMU é que o governo pretende utilizá-lo como parte da rede estatal de banda larga. Formada por 31 km de fibras ópticas (16 mil km recuperados na Justiça da Eletronet e os demais da Eletronorte, Furnas, Chesf e Petrobras), a rede estatal, que deverá ser mesmo operada pela Telebrás, não vai mais construir todo o backhaul necessária para levar a transmissão até às cidades. Vai usar o backhaul já construído dentro do PGMU e do que será feito futuramente por metas de universalização.

O governo pretende que a capacidade do backhaul, próprio ou das concessionárias submetidas ao PGMU, tenha um preço justo que permita a competição na ponta. Além da concessionária local, que tem ponto de presença de internet na cidade, o objetivo é que outros provedores também possam ofertar o serviço de banda larga, comprando capacidade. E para que esse movimento ocorra, o objetivo, anunciou o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, é vender o Megabit a R$ 230,00, bem abaixo do praticado hoje pelo mercado (a maioria dos provedores paga entre R$ 800,00 e R$ 1.600,00 por 2 Mbps).