{"id":29696,"date":"2016-08-31T12:57:45","date_gmt":"2016-08-31T12:57:45","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=29696"},"modified":"2017-03-22T12:59:31","modified_gmt":"2017-03-22T12:59:31","slug":"a-fala-de-dilma-a-votacao-do-impeachment-e-o-mundo-paralelo-da-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=29696","title":{"rendered":"A fala de Dilma, a vota\u00e7\u00e3o do impeachment e o mundo paralelo da m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p><em>Os \u00faltimos dias do julgamento da Presidenta no Senado foram marcados, novamente, por um discurso legitimador da derrubada de Dilma pelos grandes meios<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Por Bia Barbosa*<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O impeachment foi aprovado e a <a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/senado-aprova-impeachment-e-afasta-dilma-definitivamente\" target=\"_blank\">presidenta Dilma Rousseff foi definitivamente afastada<\/a>. Ao longo dos \u00faltimos meses, analisamos por diversas vezes o papel que os maiores meios de comunica\u00e7\u00e3o desempenharam na <a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/intervozes\/os-editoriais-e-a-construcao-de-legitimidade-do-golpe\" target=\"_blank\">legitima\u00e7\u00e3o deste impedimento<\/a>, na desconstru\u00e7\u00e3o e nega\u00e7\u00e3o dos argumentos da defesa de Dilma e na forma\u00e7\u00e3o de uma parcela da opini\u00e3o p\u00fablica contra o governo legitimamente eleito nas urnas.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas 48 horas, tal postura n\u00e3o se alterou, consolidando uma linha editorial que j\u00e1 rendeu livros e certamente ser\u00e1 objeto de muitas pesquisas no futuro. Uma vez mais na hist\u00f3ria brasileira, a urg\u00eancia da <a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/intervozes\/democratizacao-da-comunicacao-o-que-aprender-com-nossos-vizinhos-5893.html\" target=\"_blank\">democratiza\u00e7\u00e3o dos meios<\/a>, de diversidade e pluralidade midi\u00e1tica se confirmou, sem as quais nossa democracia seguir\u00e1 em permanente risco. Explicamos por qu\u00ea.<\/p>\n<p><strong>A censura ao depoimento de Dilma<\/strong><\/p>\n<p>Diferentemente do que ocorreu quando da admissibilidade do impeachment na C\u00e2mara dos Deputados, a reta final da vota\u00e7\u00e3o no Senado, incluindo o depoimento inicial da presidenta, n\u00e3o foi transmitida ao vivo pela TV aberta. N\u00e3o se suspendeu a transmiss\u00e3o de novelas, cultos nem mesmo de programas de entretenimento.<\/p>\n<p>Enquanto Dilma fazia seu discurso, a <a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/intervozes\/operacao-aletheia-e-a-nova-aula-global-de-manipulacao-midiatica\" target=\"_blank\">principal emissora do pa\u00eds<\/a> considerou mais relevante ensinar dotes culin\u00e1rios \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. A transpar\u00eancia ao debate exporia as fragilidades da acusa\u00e7\u00e3o, explicitaria e confirmaria a essencialidade do julgamento pol\u00edtico, \u201cpelo conjunto da obra\u201d \u2013 e n\u00e3o jur\u00eddico \u2013 pelos senadores.<\/p>\n<p>Assim, a imensa maioria do povo brasileiro, que n\u00e3o tem acesso \u00e0 TV por assinatura, n\u00e3o teve seu direito de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o garantido para que pudesse, livremente, formar sua opini\u00e3o sobre o interrogat\u00f3rio de Dilma. Teve que se contentar com a sele\u00e7\u00e3o discricion\u00e1ria e com a narrativa editada pelos meios daquilo que havia ocorrido ao longo de 14 horas no dia 29 de agosto.<\/p>\n<p>Nem mesmo a <em>TV Brasil<\/em>, emissora p\u00fablica de comunica\u00e7\u00e3o, retransmitiu a \u00edntegra das discuss\u00f5es. O princ\u00edpio constitucional que rege o funcionamento das concess\u00f5es p\u00fablicas de r\u00e1dio e TV foi, assim, tamb\u00e9m uma vez mais, violado.<\/p>\n<p><strong>A edi\u00e7\u00e3o da reta final dos debates no Senado<\/strong><\/p>\n<p>O depoimento de Dilma foi considerado firme e consistente por dezenas de juristas, advogados, jornalistas. Nos corredores do Congresso, cresceu o receio por parte da oposi\u00e7\u00e3o de que a fala da presidenta aumentasse as chances da defesa conseguir votos contra o impedimento. Coube ent\u00e3o, \u00e0 imprensa, refor\u00e7ar a tese dos opositores de Dilma de que ela n\u00e3o havia \u201crespondido aos questionamentos\u201d da acusa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No <em>Jornal Nacional<\/em> da noite do dia 29, os trechos escolhidos para \u201cresumir\u201d o dia foram os pouqu\u00edssimos em que a depoente foi menos clara e objetiva em suas respostas. A jornalista Zileide Silva, ao vivo do plen\u00e1rio, refor\u00e7ou que a presidente n\u00e3o havia acrescentado nada de novo nem respondido \u00e0s perguntas.<\/p>\n<p>Na GloboNews, Renata LoPrete chegou a afirmar que \u201cos senadores perguntam ma\u00e7\u00e3 e ela responde banana\u201d, \u201cmartelando a tese do golpe\u201d. Chegou-se a comparar a presidenta Dilma com Rolando Lero, personagem humor\u00edstico que inventava respostas quando questionado por um professor. O esc\u00e1rnio n\u00e3o teve limites.<\/p>\n<p>A capa do jornal <em>O Estado de S.Paulo<\/em>, do dia 30, mostra uma presidenta derrotada sob a manchete \u201cJu\u00edzo final\u201d, quando a imagem que todos os que acompanharam as 14 horas de depoimento foram de uma presidente convicta de sua posi\u00e7\u00e3o e de seus atos. As imagens se repetiram em <em>O Globo<\/em>.<\/p>\n<dl class=\"image-right captioned\">\n<dt><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/intervozes\/a-fala-de-dilma-a-votacao-do-impeachment-e-o-mundo-paralelo-da-midia\/capa-estadao\" rel=\"lightbox\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" lazyloaded\" title=\"Capa Estadao\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/intervozes\/a-fala-de-dilma-a-votacao-do-impeachment-e-o-mundo-paralelo-da-midia\/capa-estadao\/@@images\/5f5d4055-9f6f-4241-b085-b8d18bd08955.jpeg\" alt=\"Capa Estadao\" width=\"227\" height=\"400\" data-src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/intervozes\/a-fala-de-dilma-a-votacao-do-impeachment-e-o-mundo-paralelo-da-midia\/capa-estadao\/@@images\/5f5d4055-9f6f-4241-b085-b8d18bd08955.jpeg\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"image-caption\">Jornal O Estado de S.Paulo, 30\/08\/16: foto contradiz depoimento de Dilma e refor\u00e7a derrota da Presidenta.<\/dd>\n<\/dl>\n<p>In\u00fameros comentaristas preferiram destacar que &#8220;o discurso de Dilma foi apenas um registro hist\u00f3rico para o document\u00e1rio&#8221; sobre o impeachment que est\u00e1 sendo gravado, desqualificando os argumentos da defesa e a import\u00e2ncia das respostas da presidenta para o julgamento ainda em curso.<\/p>\n<p><strong>O jogo do fato consumado<\/strong><\/p>\n<p>A maior parte da imprensa n\u00e3o apenas comprou o discurso da acusa\u00e7\u00e3o e de partidos como o PSDB de que a Constitui\u00e7\u00e3o foi desrespeitada nos atos do governo Dilma. Num contexto em que um n\u00famero de senadores ainda suficiente para evitar o impeachment n\u00e3o havia declarado sua posi\u00e7\u00e3o final, os comentaristas dos canais por assinatura seguiram jogando \u00e1gua num dos lados do moinho, afirmando que o impedimento estava definido e chegando a fazer chacota da busca, pela defesa, da mudan\u00e7a de voto de alguns parlamentares.<\/p>\n<p>\u201cEste j\u00e1 ganhou um cargo, n\u00e3o tem mais perigo de mudar de lado\u201d, afirmou um apresentador da mesma GloboNews. Na emissora, Gerson Camarotti ressaltou que o processo n\u00e3o teria revers\u00e3o. Num contexto em que muitos senadores, independentemente do m\u00e9rito, querem votar com o lado \u201cvencedor\u201d da disputa, o discurso midi\u00e1tico de que o jogo est\u00e1 definido contribui, sim, para a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o desses votos.<\/p>\n<p><strong>A agenda econ\u00f4mica no meio do julgamento<\/strong><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o da crise e dos indicadores econ\u00f4micos atuais na sustenta\u00e7\u00e3o dos argumentos dos senadores pr\u00f3-impeachment foi constante, mesmo que tais quest\u00f5es n\u00e3o sejam provas para comprovar a acusa\u00e7\u00e3o de crime de responsabilidade por parte da presidenta Dilma. No Parlamento, a ret\u00f3rica cabe. Mas a imprensa tamb\u00e9m ajudou para isso.<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos dias, toda a cobertura do julgamento foi permeada por mat\u00e9rias e coment\u00e1rios de jornalistas que, por um lado, destacaram os problemas econ\u00f4micos do pa\u00eds desde 2014 e as perspectivas de melhora na economia numa gest\u00e3o Michel Temer.<\/p>\n<p>No canal por assinatura do principal grupo de comunica\u00e7\u00e3o, a express\u00e3o \u201cmundo paralelo\u201d foi usada \u00e0 exaust\u00e3o para caracterizar as respostas de Dilma aos questionamentos dos senadores. \u201cA percep\u00e7\u00e3o dela sobre causas e consequ\u00eancias \u00e9 invertida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maioria dos analistas\u201d, afirmou Dony De Nuccio. \u201cDilma n\u00e3o fez o dever de casa. Todos os economistas j\u00e1 alertavam e acabou levando a isso. \u00c9 uma realidade paralela\u201d, completou Camarotti.<\/p>\n<p>No <em>Bom Dia Brasil<\/em>, Alexandre Garcia chegou a repetir os argumentos de Jana\u00edna Paschoal e afirmar que \u00e9 a elite econ\u00f4mica que est\u00e1 defendendo o governo Dilma, citando a senadora Katia Abreu e o presidente da CNI. Nenhum analista econ\u00f4mico com vis\u00e3o diversa foi convidado a opinar sobre o tema.<\/p>\n<p><strong>A criminaliza\u00e7\u00e3o permanente<\/strong><\/p>\n<p>Como n\u00e3o foi poss\u00edvel invisibilizar os in\u00fameros <a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/intervozes\/os-atos-pro-democracia-e-a-narrativa-do-golpe-na-grande-midia\" target=\"_blank\">protestos e atos em defesa da democracia<\/a> que seguiram ocupando as ruas nos \u00faltimos dois dias \u2013 ao contr\u00e1rio das manifesta\u00e7\u00f5es pr\u00f3-impeachment, que desapareceram \u2013, os principais canais de TV optaram por mostrar os atos que resultaram em \u201cconfronto\u201d com as for\u00e7as de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O destaque foi para as manifesta\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Paulo, fortemente reprimidas pela Pol\u00edcia Militar do governo Alckmin e que geraram imagens \u201cde viol\u00eancia\u201d nas ruas. As dezenas de outros atos pelo pa\u00eds receberam flashes quase instant\u00e2neos, pois teriam sido \u201cbem menores que as anteriores\u201d.<\/p>\n<p>O notici\u00e1rio, assim, ratificou sua tese criminalizadora dos movimentos sociais, tratados sempre com \u201cbaderneiros e arruaceiros\u201d, como definiu o senador Aloysio Nunes em seu discurso no dia 30.<\/p>\n<p>A cereja criminalizadora veio com o encadeamento, sempre presente, da not\u00edcia sobre a suspens\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o de imposto do Instituto Lula pela Receita Federal, refor\u00e7ando o clima de indigna\u00e7\u00e3o contra o Partido dos Trabalhadores e a tese do impeachment como mecanismo de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 um crime continuado\u201d, sentenciou Merval Pereira.<\/p>\n<p>Nenhuma refer\u00eancia \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es contra Eduardo Cunha, iniciador do processo de impeachment, e contra Michel Temer, seu direto benefici\u00e1rio, foram constatadas.<\/p>\n<p><strong>L\u00e1 fora, outro jornalismo<\/strong><\/p>\n<p>Esta semana, os editoriais do <em>Le Monde<\/em> (Fran\u00e7a) e <em>The Guardian<\/em> (Inglaterra) foram expl\u00edcitos ao denunciar a farsa vivenciada no Brasil. No <em>El Pa\u00eds<\/em> (Espanha), foram diversos os artigos explicando o por que da acusa\u00e7\u00e3o de golpe. Nesta quarta, o <em>The New York Times<\/em> (Estados Unidos) cravou: \u201cO impeachment mudar\u00e1 o governo e n\u00e3o a pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n<p>A imprensa internacional, como fez ao longo dos \u00faltimos meses, seguiu mostrando fatos e opini\u00f5es diferentes, silenciadas na m\u00eddia brasileira. Nenhum m\u00e9rito nisso. Trata-se de \u00e9tica jornal\u00edstica, algo que passou longe da cobertura do impeachment.<\/p>\n<p>Chegamos ao final deste processo hist\u00f3rico com in\u00fameras consequ\u00eancias e danos \u00e0 nossa democracia. Os retrocessos ser\u00e3o muitos, inclusive no campo das comunica\u00e7\u00f5es, para a continuidade de um sistema p\u00fablico de m\u00eddia, para a exist\u00eancia dos meios populares e comunit\u00e1rios, para a gest\u00e3o com base no interesse p\u00fablico dos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, internet e radiodifus\u00e3o.<\/p>\n<p>Na parte que nos cabe deste debate, seguiremos defendendo mais diversidade e pluralidade, mais liberdade de express\u00e3o. Enquanto ela n\u00e3o for para todos, novos e tristes epis\u00f3dios como este poder\u00e3o se repetir, com o apoio tamb\u00e9m daqueles \u2013 incluindo a grande m\u00eddia \u2013 que, definitivamente, escolheram um lado para estar.<\/p>\n<p><em>* Bia Barbosa \u00e9 jornalista, integrante da coordena\u00e7\u00e3o do Intervozes e secret\u00e1ria geral do F\u00f3rum Nacional pela Democratiza\u00e7\u00e3o da Comunica\u00e7\u00e3o. Colaboraram Ram\u00eania Vieira, Raquel Dantas, Ana Cl\u00e1udia Mieke, M\u00f4nica Mour\u00e3o e Eduardo Amorim, todos jornalistas e integrantes do Intervozes.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os \u00faltimos dias do julgamento da Presidenta no Senado foram marcados, novamente, por um discurso legitimador da derrubada de Dilma pelos grandes meios Por Bia Barbosa* O impeachment foi aprovado e a presidenta Dilma Rousseff foi definitivamente afastada. 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