{"id":27653,"date":"2014-02-05T12:41:29","date_gmt":"2014-02-05T12:41:29","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27653"},"modified":"2014-02-05T12:41:29","modified_gmt":"2014-02-05T12:41:29","slug":"telecomunicacao-lidera-ranking-de-reclamacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27653","title":{"rendered":"Telecomunica\u00e7\u00e3o lidera ranking de reclama\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es foi campe&atilde;o no n&uacute;mero de demandas em 2013, de acordo com a lista divulgada pela Funda&ccedil;&atilde;o Procon-SP no dia 3 de fevereiro. Com mais de 75 mil queixas, as teles ultrapassaram as institui&ccedil;&otilde;es financeiras, l&iacute;deres no ranking no ano anterior. Foram registradas no total mais de 487 mil reclama&ccedil;&otilde;es, sendo que as 30 primeiras empresas respondem por cerca de 50% dos casos.<\/p>\n<p>&Eacute; a segunda vez que a institui&ccedil;&atilde;o divulga o ranking, que tem por objetivo o monitoramento das pr&aacute;ticas de mercado com transpar&ecirc;ncia. Enquanto as institui&ccedil;&otilde;es financeiras lideraram o setor em 2012 com 74.987 reclama&ccedil;&otilde;es registradas, as teles atingiram em 2013 a marca de 75.401. Os maiores representantes do setor (Vivo-Telef&ocirc;nica, Claro, Tim, Net, Oi e Sky) se encontram entre as 10 primeiras empresas com maior n&uacute;mero de demandas geradas e a Vivo-Telef&ocirc;nica lidera a lista.<\/p>\n<p>Entre os assuntos com maior n&uacute;mero de queixas nas telecomunica&ccedil;&otilde;es se encontram a telefonia fixa, a telefonia comunit&aacute;ria, a telefonia celular e a TV por assinatura. No caso da telefonia fixa, especificamente, que por lei deve ser prestada em regime p&uacute;blico, fica evidente o descaso das empresas com os princ&iacute;pios que devem atender de universaliza&ccedil;&atilde;o e continuidade do servi&ccedil;o, assim como a inoper&acirc;ncia na fiscaliza&ccedil;&atilde;o por parte do poder p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Como exemplo, pode-se tomar o que diz a assessoria de imprensa do Procon-SP: &ldquo;vale ressaltar que o Grupo Vivo Telefonica, apesar de registrar o mais alto &iacute;ndice de solu&ccedil;&atilde;o, ainda traz consumidores ao Procon-SP com problemas b&aacute;sicos, especialmente na opera&ccedil;&atilde;o de telefonia fixa, como demora para realizar reparos ou atender pedidos de transfer&ecirc;ncia de linha. A perman&ecirc;ncia de problemas dessa natureza preocupa, apontando para a necessidade de melhorias urgentes nas pr&aacute;ticas comerciais do setor, sobretudo no tocante &agrave; clareza da oferta de planos e de modelos de contrata&ccedil;&atilde;o (&quot;pacotes&quot; ou &quot;combos&quot;) e ao claro subdimensionamento das estruturas de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os b&aacute;sicos, como os de reparos ou instala&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p>Para a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), pode-se considerar que em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual da telefonia fixa &ldquo;se observa uma estagna&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, quando analisado como um produto independente&rdquo;. A ag&ecirc;ncia afirma tamb&eacute;m que &ldquo;quando estabeleceu a presta&ccedil;&atilde;o em regime p&uacute;blico, o legislador entendeu que, ainda que venha a ser deficit&aacute;ria, a telefonia fixa &eacute; de tal forma essencial que o Estado se compromete a prestar ele pr&oacute;prio o servi&ccedil;o, caso alternativa vi&aacute;vel n&atilde;o se apresente&rdquo;.<\/p>\n<p>De acordo com o que disse a diretora de atendimento do Procon-SP, Selma do Amaral, ao jornal &ldquo;O Globo&rdquo; sobre o retrocesso no servi&ccedil;o de telefonia fixa,&nbsp; &ldquo;as empresas pararam de investir e isso &eacute; muito grave, pois trata-se de uma concess&atilde;o de um servi&ccedil;o p&uacute;blico e tem ficado cada vez mais dif&iacute;cil conseguir o conserto de uma linha, a transfer&ecirc;ncia &eacute; um verdadeiro retrocesso. Fora isso, n&atilde;o houve melhora nos demais servi&ccedil;os&rdquo;.<\/p>\n<p>A advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Veridiana Alimonti considera sintom&aacute;tico que essas informa&ccedil;&otilde;es sobre a insatisfa&ccedil;&atilde;o com a qualidade dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&atilde;o surjam no exato momento em que a Anatel encerrou sua consulta p&uacute;blica sobre a revis&atilde;o dos contratos de concess&otilde;es para o per&iacute;odo 2016-2020 e do Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU).<\/p>\n<p>Segundo Alimonti, &ldquo;&eacute; expl&iacute;cito para quem acompanha o setor o interesse da Anatel de relegar a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o ao mercado&rdquo;. A advogada considera que o documento da ag&ecirc;ncia que introduz a consulta p&uacute;blica sobre a revis&atilde;o dos contratos deixa claro esse interesse e que isso pode ter um impacto negativo na luta dos grupos que defendem a garantia das metas de universaliza&ccedil;&atilde;o, a continuidade dos servi&ccedil;os e o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m na estrutura&ccedil;&atilde;o do modelo de explora&ccedil;&atilde;o da banda larga no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Outro problema apontado pela representante do Idec diz respeito ao fato de que o mal servi&ccedil;o e os problemas com atendimento das empresas privadas de telecomunica&ccedil;&atilde;o geram &ocirc;nus para o Estado. &ldquo;N&atilde;o precisava terem chegado at&eacute; o Procon, s&atilde;o problemas de atendimento nas empresas. O poder p&uacute;blico tem que lidar com seus recursos para resolver problemas que s&atilde;o da empresa&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com mais de 75 mil demandas geradas, empresas de telecomunica&ccedil;&atilde;o lideram ranking de reclama&ccedil;&otilde;es. Entidades de defesa do consumidor v&ecirc;em descaso com as metas de qualidade e investimento.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[912],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27653"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27653\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}