{"id":27600,"date":"2013-11-12T13:22:24","date_gmt":"2013-11-12T13:22:24","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27600"},"modified":"2013-11-12T13:22:24","modified_gmt":"2013-11-12T13:22:24","slug":"entidades-mapeiam-amigos-do-marco-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27600","title":{"rendered":"Entidades mapeiam \u201camigos\u201d do Marco Civil"},"content":{"rendered":"<p>Mais uma vez, pode ir &agrave; vota&ccedil;&atilde;o esta semana, na C&acirc;mara dos Deputados, o projeto do Marco Civil da Internet. Entidades da sociedade civil se mobilizam para mapear os &ldquo;amigos da democracia&rdquo; e os &ldquo;amigos das corpora&ccedil;&otilde;es&rdquo;, mas h&aacute; avalia&ccedil;&otilde;es diferentes por parte dos envolvidos sobre se a vota&ccedil;&atilde;o aconteceria mesmo nestas ter&ccedil;a e quarta (12 e 13\/11) ou se seria adiada novamente, para o dia 19. A proposta encontra-se parada na C&acirc;mara devido &agrave;s articula&ccedil;&otilde;es que as empresas de telecomunica&ccedil;&atilde;o conseguiram estabelecer junto a parlamentares, comandados pelo l&iacute;der do PMDB, Eduardo Cunha (PMDB\/RJ). Embora tramite em regime de urg&ecirc;ncia, a press&atilde;o das teles fez com que a decis&atilde;o tenha sido adiada por mais uma semana, trancando a pauta da Casa at&eacute; o momento.<\/p>\n<p>A reda&ccedil;&atilde;o final apresentada pelo relator, Alessandro Molon (PT\/RJ), sofreu grande resist&ecirc;ncia das teles nos &uacute;ltimos dias. Embora o setor tenha se revelado isolado no debate, sendo abandonado por radiodifusores, por exemplo, conseguiu, ainda assim, mobilizar uma bancada com bastante peso pol&iacute;tico dentro do Congresso.<\/p>\n<p>Enquanto a vota&ccedil;&atilde;o segue adiada, entidades defensoras do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e da liberdade de express&atilde;o se mobilizam para fazer frente ao interesse das teles de suprimir o princ&iacute;pio da neutralidade de rede do projeto do Marco Civil da internet. Esta semana foi lan&ccedil;ada uma campanha que <a href=\"http:\/\/marcocivil.org.br\/noticias\/de-qual-lado-estao-os-deputados-democracia-x-corporacoes\/\">mapeia os parlamentares<\/a> , separando os &ldquo;amigos do Marco Civil&rdquo; dos &ldquo;inimigos da internet&rdquo;,&nbsp; possibilitando que a sociedade se informe sobre o posicionamento de seus representantes no Congresso e fa&ccedil;a as devidas cobran&ccedil;as. <\/p>\n<p>Fl&aacute;via Lef&egrave;vre, advogada da Proteste, associa&ccedil;&atilde;o de defesa de consumidores, considera que a maioria dos parlamentares s&atilde;o &ldquo;pr&oacute;-neutralidade&rdquo; e que &ldquo;o fato de um pol&iacute;tico ser influente n&atilde;o significa que o que ele pensa ser&aacute; imposto aos demais&rdquo;. Ela destaca a import&acirc;ncia de se alimentar esse sentimento a favor da neutralidade de rede existente no interior de v&aacute;rios partidos, inclusive do pr&oacute;prio PMDB. Isto ficou evidente na fala do deputado Jo&atilde;o Arruda (PMDB\/PR) durante a reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Geral, realizada na &uacute;ltima quarta feira (6\/11), na qual o parlamentar afirmou que &quot;a internet que queremos n&atilde;o &eacute; um produto de mercado. &Eacute; uma ferramenta importante para o desenvolvimento do pa&iacute;s&quot;.<\/p>\n<p>Pedro Ekman, um dos coordenadores do Intervozes, coletivo que que tem participado das mobiliza&ccedil;&otilde;es em prol do Marco Civil, alerta para o fato de que &ldquo;Eduardo Cunha amea&ccedil;a apresentar um outro texto estruturado em fun&ccedil;&atilde;o das prioridades das teles, ignorando toda a participa&ccedil;&atilde;o popular que produziu o texto relatado por Molon&rdquo;. A fala de Ekman durante a reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Geral acabou por tirar Eduardo Cunha do s&eacute;rio, fazendo com que ele amea&ccedil;asse at&eacute; mesmo processar o coletivo Intervozes. Sem medo, o ativista reafirma o que disse: &ldquo;o voto vai ser aberto e vamos cobrar nas ruas e nas urnas os deputados que votarem contra o projeto da sociedade para a internet&rdquo;.<br \/>&nbsp;<br \/>Al&eacute;m da campanha, nesta ter&ccedil;a (12\/11) acontecer&aacute; um twita&ccedil;o em defesa do Marco Civil, &agrave;s 15h, assim como uma coletiva de imprensa, &agrave;s 17h30, convocada pela Comiss&atilde;o de Cultura da C&acirc;mara, com&nbsp; deputados que defendem o projeto. A atividade pode ser acompanhada por meio do site: <a href=\"http:\/\/edemocracia.camara.gov.br\/web\/eventosinterativos\/bate-papo\/-\/bate-papo\/sala\/20203\">http:\/\/edemocracia.camara.gov.br\/web\/eventosinterativos\/bate-papo\/-\/bate-papo\/sala\/20203<\/a> <\/p>\n<p><strong>A &uacute;ltima vers&atilde;o do relat&oacute;rio<\/strong><br \/>O texto final do projeto de Marco Civil da internet apresentado pelo relator Alessandro Molon n&atilde;o agradou as teles, mas contemplou o debate que vem sendo realizado abertamente pela sociedade civil nos &uacute;ltimos anos. O principal ponto de diverg&ecirc;ncia para as empresas de telecomunica&ccedil;&atilde;o tem sido a incompatibilidade entre o princ&iacute;pio da neutralidade de rede e os lucros advindos do interesse de se impor &ldquo;ped&aacute;gios&rdquo; na forma como o servi&ccedil;o de internet funciona hoje no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Neste aspecto, o relat&oacute;rio apresentado no &uacute;ltimo dia 5\/11 n&atilde;o trouxe modifica&ccedil;&otilde;es significativas &ndash; e foi isso o que desagradou as operadoras de telecom. O artigo 9o do texto prev&ecirc; que n&atilde;o pode haver prioridade, degrada&ccedil;&atilde;o ou bloqueio do tr&aacute;fego de dados e, para as exce&ccedil;&otilde;es, determina que par&acirc;metros importantes devem ser observados, como a oferta de servi&ccedil;os em condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o discriminat&oacute;rias.<\/p>\n<p>J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o aos direitos autorais, um ponto importante foi alterado na nova vers&atilde;o, permitindo que o Marco Civil n&atilde;o funcione como um instrumento de censura. O texto determina que sites que publicam conte&uacute;dos de terceiros n&atilde;o ser&atilde;o responsabilizados por esses materiais, somente se desobedecerem uma ordem judicial determinando a retirada do conte&uacute;do em quest&atilde;o. No texto anterior, havia uma exce&ccedil;&atilde;o a esta regra geral para conte&uacute;dos que violassem os direitos autorais. Na pr&aacute;tica, essa exce&ccedil;&atilde;o permitiria &agrave; ind&uacute;stria do direito autoral impor aos provedores de conte&uacute;do a retirada de materiais por meios extrajudiciais, com s&eacute;rios riscos para o exerc&iacute;cio da liberdade de express&atilde;o na rede. Na &uacute;ltima vers&atilde;o do texto, a exce&ccedil;&atilde;o &eacute; mantida, mas uma nova reda&ccedil;&atilde;o reafirma o direito constitucional &agrave; liberdade de express&atilde;o e remete a defini&ccedil;&atilde;o de como a quest&atilde;o deve ser tratada na internet para uma lei espec&iacute;fica &ndash; no caso, a Reforma da Lei de Direitos Autorais. Esta nova reda&ccedil;&atilde;o atendeu ao pleito da sociedade civil e pacificou de alguma forma a disputa entre usu&aacute;rios e radiodifusores que produzem conte&uacute;do pra internet. <\/p>\n<p>Sobre a privacidade, foi reafirmada a necessidade de consentimento livre, expresso e informado do usu&aacute;rio para o fornecimento de seus dados a terceiros e o dever de exclus&atilde;o definitiva dos dados pessoais fornecidos &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de Internet, se assim requerido pelo internauta. O texto tamb&eacute;m ampliou os mecanismos de prote&ccedil;&atilde;o da privacidade do cidad&atilde;o. Entre as novidades, a nova reda&ccedil;&atilde;o defende a inviolabilidade e o sigilo de comunica&ccedil;&otilde;es privadas armazenadas, salvo por ordem judicial; e anula as cl&aacute;usulas que violem o direito &agrave; privacidade e n&atilde;o ofere&ccedil;am ao contratante a ado&ccedil;&atilde;o do foro brasileiro para a solu&ccedil;&atilde;o de controv&eacute;rsia de servi&ccedil;os prestados no Brasil.<\/p>\n<p>Para o armazenamento de dados de brasileiros no pa&iacute;s, abdicou-se da obriga&ccedil;&atilde;o, mas se conferiu &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica o poder de requisitar tais informa&ccedil;&otilde;es, de acordo com o porte do provedor que os armazena.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto pode ser votado nesta semana. Ativistas do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o consideram haver sentimento &ldquo;pr&oacute;-neutralidade&rdquo; na C&acirc;mara<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1783],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27600"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27600"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27600\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27600"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27600"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27600"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}