{"id":27536,"date":"2013-08-30T13:13:27","date_gmt":"2013-08-30T13:13:27","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27536"},"modified":"2013-08-30T13:13:27","modified_gmt":"2013-08-30T13:13:27","slug":"indigenas-quilombolas-e-assentados-excluidos-do-mapa-das-outorgas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27536","title":{"rendered":"Ind\u00edgenas, quilombolas e assentados exclu\u00eddos do mapa das outorgas"},"content":{"rendered":"<p>O semin&aacute;rio &ldquo;R&aacute;dios Comunit&aacute;rias Para Todos os Povos&rdquo;, realizado pela Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias (AMARC Brasil), em parceria com a Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA), promoveu a discuss&atilde;o sobre o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, comunidades tradicionais e em &aacute;reas rurais do pa&iacute;s, no dia 29 de agosto, na cidade de Bel&eacute;m.&nbsp; O evento re&uacute;ne poder p&uacute;blico e sociedade civil para refletir sobre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em comunica&ccedil;&atilde;o para esses grupos, com foco na radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p>A pesquisadora da Universidade Federal do Par&aacute; Rosane Steinbrenner considera que &ldquo;quando a discuss&atilde;o de democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o se volta para esses povos, n&oacute;s estamos lidando com a situa&ccedil;&atilde;o mais aguda&rdquo;. A professora explicou aos presentes no evento que a discuss&atilde;o lida com a constru&ccedil;&atilde;o da identidade vinculada a um territ&oacute;rio, o que desafia a propriedade privada dos grandes propriet&aacute;rios de terra.&nbsp; &ldquo;As popula&ccedil;&otilde;es locais permanecem exclu&iacute;das da possibilidade de serem protagonistas do pr&oacute;prio destino&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>O defensor p&uacute;blico federal Cl&aacute;udio Luiz dos Santos afirmou que tem observado que se costuma &ldquo;pesar a m&atilde;o&rdquo; contra as r&aacute;dios comunit&aacute;rias.&nbsp; Ele considera, por&eacute;m, que &ldquo;h&aacute; uma luz no fim do t&uacute;nel&rdquo; para esse setor, pois alguns tribunais tratam a quest&atilde;o por meio do &ldquo;princ&iacute;pio da insignific&acirc;ncia&rdquo;, evitando penalizar as emissoras que funcionam sem autoriza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Alcione Carolina, coordenadora-geral de Cultura e Comunica&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Pol&iacute;ticas Culturais do Minist&eacute;rio da Cultura, considera ser &ldquo;evidente como a diversidade cultural n&atilde;o est&aacute; representada nas grandes m&iacute;dias, na TV e no r&aacute;dio&rdquo;. Segundo ela, a meta 45 do Plano Nacional de Cultura visa lidar diretamente com o tema tratado pelo evento, pois tem por objetivo garantir que 450 grupos, comunidades ou coletivos em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade social sejam beneficiados com a&ccedil;&otilde;es de &ldquo;comunica&ccedil;&atilde;o para a cultura&rdquo;.<\/p>\n<p>Num diagn&oacute;stico pr&eacute;vio realizado pela AMARC Brasil foram identificadas diversas inadequa&ccedil;&otilde;es e aus&ecirc;ncias legais no que se refere &agrave; garantia do direito humano &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. A Lei da Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria (9.612\/98) teria sido criada h&aacute; 15 anos, a partir de um conceito de comunidade apenas territorial e urbana n&atilde;o dando conta das particularidades de comunidades &eacute;tnicas, de interesses ou em &aacute;reas rurais isoladas, mantendo a mesma burocracia no processo de outorga e a restri&ccedil;&atilde;o de pot&ecirc;ncia (25 Watts). Ta&iacute;s Ladeira, coordenadora do Programa de Legisla&ccedil;&atilde;o da AMARC Brasil, falando sobre o caso da Amaz&ocirc;nia, destacou que &ldquo;essa baixa pot&ecirc;ncia tem nos impedido de exercer nosso direito&rdquo;.<\/p>\n<p>Existem atualmente mais de 4.800 r&aacute;dios comunit&aacute;rias com funcionamento autorizado pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. Dentre essas, apenas uma aparece sediada em Terra Ind&iacute;gena, duas em assentamentos rurais, 32 com sede em zonas rurais e nenhuma em comunidade quilombola. Isso n&atilde;o significa que n&atilde;o existam experi&ecirc;ncias de r&aacute;dio entre esses grupos &ndash; o MST, por exemplo, possui tradi&ccedil;&atilde;o no uso do r&aacute;dio para organiza&ccedil;&atilde;o social e pol&iacute;tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semin&aacute;rio discute direito a comunica&ccedil;&atilde;o para todos os povos.&nbsp; Autoriza&ccedil;&otilde;es de r&aacute;dio para grupos &eacute;tnicos e na zona rural&nbsp;praticamente inexiste<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[139],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27536"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27536"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27536\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}