{"id":27453,"date":"2013-05-20T16:51:58","date_gmt":"2013-05-20T16:51:58","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27453"},"modified":"2014-09-07T03:03:07","modified_gmt":"2014-09-07T03:03:07","slug":"movimento-lanca-processo-de-construcao-da-carta-mundial-de-midia-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27453","title":{"rendered":"Movimento lan\u00e7a processo de constru\u00e7\u00e3o da Carta Mundial de M\u00eddia Livre"},"content":{"rendered":"<p>Foi lan&ccedil;ado este semana, em &acirc;mbito internacional, o processo de constru&ccedil;&atilde;o da Carta Mundial de M&iacute;dia Livre. A iniciativa, aprovada durante a terceira edi&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum Mundial de M&iacute;dia Livre (FMML) &ndash; realizado na Tun&iacute;sia em mar&ccedil;o, como parte das atividades do F&oacute;rum Social Mundial 2013 &ndash;, pretende reunir os mais diferentes atores do setor em torno de princ&iacute;pios e direitos fundamentais para o exerc&iacute;cio da comunica&ccedil;&atilde;o livre nos diferentes pa&iacute;ses. O objetivo &eacute; construir um documento referencial para o conjunto dos ve&iacute;culos e ativistas deste campo, que permita avaliar, ao longo do tempo e em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade de outras na&ccedil;&otilde;es, o cen&aacute;rio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. A Carta ser&aacute; assim uma plataforma estrat&eacute;gica para a atua&ccedil;&atilde;o conjunta dos movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es que lutam pela democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia em todo o mundo.<\/p>\n<p>&laquo;Desde de 2009, quando aconteceu o primeiro F&oacute;rum Mundial de M&iacute;dia Livre, em Bel&eacute;m, o movimento de comunica&ccedil;&atilde;o cresceu internacionalmente. A constru&ccedil;&atilde;o desta Carta ser&aacute; um momento de reunir e articular o conjunto dos atores e militantes da m&iacute;dia livre nos mais diferentes pa&iacute;ses e debater os desafios para garantir a liberdade de express&atilde;o&raquo;, avalia Marion Bachelet, do E-joussour, portal da sociedade civil do Maghreb-Machrek (norte da &Aacute;frica e Oriente M&eacute;dio). Para Mohamed Leghtas, tamb&eacute;m do E-joussour, a Carta deve ser um instrumento de mobiliza&ccedil;&atilde;o do movimento, e o F&oacute;rum Mundial de M&iacute;dia Livre pode passar a ser o espa&ccedil;o de reuni&atilde;o daqueles que aderirem a esta Carta.<\/p>\n<p>O desafio n&atilde;o &eacute; pequeno. A pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o de &laquo;m&iacute;dia livre&raquo; engloba uma enorme multiplicidade de meios, de r&aacute;dios e TVs comunit&aacute;rias e associativas a blogs, sites e jornais alternativos, podendo passar inclusive pela m&iacute;dia p&uacute;blica. A m&iacute;dia livre inclui ainda os jornalistas, comunicadores,&nbsp; educomunicadores, blogueiros, produtores de v&iacute;deo e desenvolvedores de tecnologias livres comprometidos com a constru&ccedil;&atilde;o de alternativas aos modelos de comunica&ccedil;&atilde;o monopolizados ou controlados pelo poder econ&ocirc;mico. <\/p>\n<p>&laquo;O que todos tem em comum &eacute; o trabalho pela transforma&ccedil;&atilde;o e pela justi&ccedil;a social&raquo;, explica a senegalesa Diana Senghor, do Instituto Panos da &Aacute;frica Ocidental. &laquo;Mas como h&aacute; um grande n&uacute;mero de iniciativas que n&atilde;o se conhecem, a Carta Mundial da M&iacute;dia Livre pode ser um instrumento para articular geograficamente diferentes tipos de m&iacute;dia em diferentes estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o&raquo;, acredita.<\/p>\n<p>Por fim, o documento tamb&eacute;m pode contribuir para que os movimentos sociais e populares que participam do processo do F&oacute;rum Social Mundial compreendam que a luta por uma m&iacute;dia livre tamb&eacute;m &eacute; um desafio central na luta por outra globaliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o apenas como um instrumento de comunica&ccedil;&atilde;o mas como um direito em si.<\/p>\n<p><strong>Tor&oacute; de princ&iacute;pios<\/strong><\/p>\n<p>Para dar um pontap&eacute; na constru&ccedil;&atilde;o da Carta Mundial de M&iacute;dia Livre, o III FMML promoveu uma atividade em Tunes, na qual os participantes levantaram as primeiras ideias dos princ&iacute;pios fundamentais e direitos a reivindicar que devem constar do documento. Um deles &eacute; o reconhecimento da comunica&ccedil;&atilde;o como um direito e da informa&ccedil;&atilde;o plural como base para a forma&ccedil;&atilde;o de sociedades efetivamente democr&aacute;ticas e de uma opini&atilde;o p&uacute;blica cr&iacute;tica e independente. Neste sentido, outro direito a se reivindicar na Carta &eacute; a afirma&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais como produtores de informa&ccedil;&atilde;o essenciais para ampliar diversidade das mensagens que circulam no seio da sociedade civil. <\/p>\n<p>A import&acirc;ncia de uma regula&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica para coibir a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade dos meios e do desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o com participa&ccedil;&atilde;o popular tamb&eacute;m foi lembrada no debate. Assim como o aspecto estrat&eacute;gico do acesso universal &agrave;s novas tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o como a internet, que, num cen&aacute;rio de converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica, deve permanecer livre de interesses exclusivamente econ&ocirc;micos. Da mesma forma, reafirmaram a necessidade de constru&ccedil;&atilde;o de um modelo econ&ocirc;mico para a m&iacute;dia livre independente das for&ccedil;as do mercado, que n&atilde;o seja dominado pela ditadura da audi&ecirc;ncia e da publicidade.<\/p>\n<p>Diante da amea&ccedil;a de autoridades pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas e da repress&atilde;o por parte de governos autorit&aacute;rios, os participantes do FMML destacaram ainda a necessidade de garantia de prote&ccedil;&atilde;o aos jornalistas, blogueiros e comunicadores populares no exerc&iacute;cio de suas atividades. E refor&ccedil;aram a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o para a m&iacute;dia e da descoloniza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento. <\/p>\n<p>&laquo;Ser&aacute; um documento amplo e ao mesmo tempo objetivo, no qual trabalharemos ao longo deste ano e que ser&aacute; validado na pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum Mundial de M&iacute;dia Livre, em 2014&raquo;, conta&nbsp; Danielle Moreau, presidente da ONG francesa Ritimo. Para elaborar a primeira vers&atilde;o da Carta, ser&aacute; formado um grupo de trabalho internacional, que contar&aacute; com a participa&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es brasileiras Intervozes e Ciranda. Em agosto, a primeira vers&atilde;o do documento ser&aacute; colocada, em cinco idiomas, em consulta p&uacute;blica na internet, para receber contribui&ccedil;&otilde;es de adendos, modifica&ccedil;&otilde;es e exclus&otilde;es no texto. <\/p>\n<p>No final do ano, uma nova vers&atilde;o ser&aacute; disponibilizada para coleta de ades&otilde;es iniciais, visando seu lan&ccedil;amento no primeiro semestre de 2014. A pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o do FMML deve, al&eacute;m de lan&ccedil;ar a Carta, discutir estrat&eacute;gias para a apropria&ccedil;&atilde;o do documento pelos movimentos sociais e atores da m&iacute;dia livre e sua utiliza&ccedil;&atilde;o em prol da defesa do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o nos diferentes pa&iacute;ses, junto &agrave; sociedade civil e aos &oacute;rg&atilde;os governamentais e multilaterais, como a relatoria especial das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a liberdade de express&atilde;o.<\/p>\n<p>Leia tamb&eacute;m: <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=27452\">III F&oacute;rum Mundial de M&iacute;dia Livre divulga Declara&ccedil;&atilde;o final de Tunes <\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento aprovado no III F&oacute;rum Mundial de M&iacute;dia Livre pretende reunir os mais diferentes atores do setor em torno de princ&iacute;pios fundamentais para o exerc&iacute;cio do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e da liberdade de express&atilde;o nos diferentes pa&iacute;ses.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1767],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27453"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27453"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27453\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28318,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27453\/revisions\/28318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}