{"id":27389,"date":"2013-03-05T16:11:41","date_gmt":"2013-03-05T16:11:41","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27389"},"modified":"2013-03-05T16:11:41","modified_gmt":"2013-03-05T16:11:41","slug":"psol-e-pt-defendem-discussao-publica-do-marco-regulatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27389","title":{"rendered":"PSOL e PT defendem discuss\u00e3o p\u00fablica do marco regulat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>Ap&oacute;s a m&aacute; repercuss&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o do diretor-executivo do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, Cezar Alvarez, sobre a quest&atilde;o do novo marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido dos Trabalhadores (PT) se manifestaram na semana passada exigindo urg&ecirc;ncia no avan&ccedil;o da democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil. As afirma&ccedil;&otilde;es feitas nos documentos dos partidos refor&ccedil;am o ponto de vista expresso na nota p&uacute;blica lan&ccedil;ada pelo F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), no qual se critica a postura do governo de n&atilde;o discutir a regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor e se conclama &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o popular.<br \/>&nbsp;<br \/>Tanto a nota p&uacute;blica do setorial de comunica&ccedil;&atilde;o e cultura do PSOL quanto a resolu&ccedil;&atilde;o do diret&oacute;rio nacional do PT destacam a mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade em torno da campanha &ldquo;Para expressar a liberdade&rdquo;, coordenada pelo FNDC, que reivindica um novo marco regulat&oacute;rio e prop&otilde;e atualmente a elabora&ccedil;&atilde;o de um projeto de lei de iniciativa popular para o setor. <\/p>\n<p>A declara&ccedil;&atilde;o de Alvarez suscitou tamb&eacute;m imediatamente rea&ccedil;&otilde;es individuais de deputados federais. Para Luiza Erundina (PSB-SP), &ldquo;os governos Lula e Dilma pouco avan&ccedil;aram na democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil&quot; e &ldquo;a legisla&ccedil;&atilde;o precisa ser atualizada para garantir a democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios, assegurar a liberdade de express&atilde;o &ndash; o que &eacute; diferente da liberdade de empresa &ndash; e a elimina&ccedil;&atilde;o de monop&oacute;lios e oligop&oacute;lios&rdquo;. Segundo Jorge Bittar (PT-RJ), a atualiza&ccedil;&atilde;o da lei &eacute; necess&aacute;ria principalmente para rever as regras para as concess&otilde;es de radiodifus&atilde;o, sobretudo diante da chegada da TV digital e da converg&ecirc;ncia de m&iacute;dias. Ivan Valente afirma que &quot;de maneira previs&iacute;vel, Dilma segue com sua pol&iacute;tica de acomoda&ccedil;&atilde;o de interesses, segue ignorando as resolu&ccedil;&otilde;es aprovadas na 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o realizada em 2009&quot;.<br \/>&nbsp;<br \/>Segue abaixo as declara&ccedil;&otilde;es dos partidos.<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;<br \/><strong>A democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode esperar pelo projeto de poder do PT<\/strong><br \/><em>Nota p&uacute;blica do Setorial de Comunica&ccedil;&atilde;o e Cultura do PSOL<\/em><br \/>&nbsp;<br \/>No dia 20 de fevereiro, o secret&aacute;rio-executivo do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, Cezar Alvarez, fez uma declara&ccedil;&atilde;o diante de uma plateia de cerca de 400 representantes das grandes empresas do setor no pa&iacute;s com a qual reafirmou o que se torna cada vez mais evidente: a falta de compromisso do Governo Federal com qualquer avan&ccedil;o relevante no sentido da democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o.<br \/>&nbsp;<br \/>Colocando interesses eleitoreiros como prioridade, preocupado em apaziguar os &acirc;nimos das elites conservadoras do pa&iacute;s e, ao mesmo tempo, garantindo privil&eacute;gios comerciais aos &ldquo;donos da m&iacute;dia&rdquo;, o representante do governo defendeu ser imposs&iacute;vel colocar um novo marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es em discuss&atilde;o de forma ampla em um ano pr&eacute;-eleitoral<br \/>&nbsp;<br \/>O mau fundamento da justificativa, haja vista que anos pr&eacute;-eleitorais e eleitorais se alternam no Brasil, expressa a l&oacute;gica que se perpetua no projeto pol&iacute;tico do atual governo, que n&atilde;o rompe com a dos que o precederam: assegurar a pr&oacute;pria perman&ecirc;ncia nos altos postos do poder ao pre&ccedil;o de bloquear anseios de amplia&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os democr&aacute;ticos por parte da popula&ccedil;&atilde;o.<br \/>&nbsp;<br \/>A presidenta Dilma, o ministro Paulo Bernardo e o PT desconsideram, em nome de mais vit&oacute;rias eleitorais e de acordos t&aacute;citos com o capital da radiodifus&atilde;o, a urg&ecirc;ncia de uma atualiza&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s que leve em conta avan&ccedil;os democr&aacute;ticos, como a desconcentra&ccedil;&atilde;o da propriedade, a explora&ccedil;&atilde;o da radiodifus&atilde;o como verdadeira concess&atilde;o p&uacute;blica (e n&atilde;o como bem de uso privado para fins particulares) e a garantia do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o como um direito que efetiva outros direitos.<br \/>&nbsp;<br \/>O PT, ainda que se esforce para se apresentar como partido compromissado com o avan&ccedil;o da democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e que muitos de seus filiados realmente acreditem e lutem por essa bandeira, &eacute; desacreditado pelo governo Dilma, que prorroga a vig&ecirc;ncia de um quadro legal assentado em leis como a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, que j&aacute; comemora seus 50 anos e antecede o lan&ccedil;amento do primeiro sat&eacute;lite no espa&ccedil;o. O atual marco jur&iacute;dico tem beneficiado o desenvolvimento e manuten&ccedil;&atilde;o do oligop&oacute;lio nacional de empresas como Globo, Record, SBT e Band e da concentra&ccedil;&atilde;o de poder por parte de grandes grupos internacionais como Am&eacute;rica M&oacute;vil, Telef&ocirc;nica da Espanha e Portugal Telecom.<br \/>&nbsp;<br \/>A sociedade civil, por um lado, se organiza em torno de uma campanha nacional para exigir a garantia da liberdade de express&atilde;o e do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, materializados em uma lei ampla. O governo petista, por outro, faz vista grossa e se fecha ao di&aacute;logo com esse setor, tocando em frente um conjunto de pequenas reformas fragmentadas que remendam as leis de acordo com as reivindica&ccedil;&otilde;es mais imediatistas do capital do setor. Sinalizou e assumiu o compromisso com as entidades que lutam pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o de que em algum momento colocaria em consulta p&uacute;blica o tema, mas fez-se de rogado, e simplesmente n&atilde;o cumpriu com sua palavra sem maiores explica&ccedil;&otilde;es.<br \/>&nbsp;<br \/>Comunicadores populares, enquanto isso, sofrem a persegui&ccedil;&atilde;o da Anatel. Esta, sob press&atilde;o da burguesia radiodifusora dirigida pela Abert, fecha violentamente, com aux&iacute;lio da pol&iacute;cia federal, r&aacute;dios comunit&aacute;rias e garante a festa da radiodifus&atilde;o comercial, que n&atilde;o recebe a devida e necess&aacute;ria fiscaliza&ccedil;&atilde;o. Refor&ccedil;am-se, assim, as evid&ecirc;ncias de que o Governo Federal preferiu compor com os setores dominantes do que fazer avan&ccedil;ar o poder popular e as inst&acirc;ncias de efetiva&ccedil;&atilde;o da democracia.<br \/>&nbsp;<br \/>O setorial de comunica&ccedil;&atilde;o e cultura do PSOL repudia a postura do governo de se fechar ao di&aacute;logo com aqueles que lutam pela efetiva&ccedil;&atilde;o de direitos e por protelar o desencadeamento de um processo t&atilde;o urgente como a atualiza&ccedil;&atilde;o do marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es. Reafirmamos, assim, a necessidade de uma atualiza&ccedil;&atilde;o do quadro legal, com ampla discuss&atilde;o por parte da sociedade brasileira, que garanta a desconcentra&ccedil;&atilde;o do poder pol&iacute;tico-econ&ocirc;mico, a pluralidade e a diversidade, o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, a liberdade de express&atilde;o, o fim da persegui&ccedil;&atilde;o ao comunicadores populares, o apoio &agrave; radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria e a estrutura&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os permanentes e participativos de formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o e cultura.<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia &eacute; urgente e inadi&aacute;vel<\/strong><br \/><em>Resolu&ccedil;&atilde;o do Diret&oacute;rio Nacional do PT<\/em><\/p>\n<p>O Diret&oacute;rio Nacional do PT, reunido em Fortaleza nos dias 1 e 2\/3\/2013, levando em considera&ccedil;&atilde;o:<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1. A decis&atilde;o do governo federal de adiar a implanta&ccedil;&atilde;o de um novo marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es, anunciada em 20 de fevereiro pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es;<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2. A isen&ccedil;&atilde;o fiscal, no montante de R$ 60 bilh&otilde;es, concedida &agrave;s empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es, no contexto do novo Plano Nacional de Banda Larga;<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp; 3. A necessidade de que as delibera&ccedil;&otilde;es democraticamente aprovadas pela Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom), convocada e organizada pelo governo federal e realizada em Bras&iacute;lia em 2009 &mdash; em especial aquelas que determinam a reforma do marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es, mudan&ccedil;as no regime de concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV,adequa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de conte&uacute;dos &agrave;s normas da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, e anistia &agrave;s r&aacute;dios comunit&aacute;rias &mdash; sejam implementadas pela Uni&atilde;o;<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4. Por fim, mas n&atilde;o menos importante, que o oligop&oacute;lio que controla o sistema de m&iacute;dia no Brasil &eacute; um dos mais fortes obst&aacute;culos, nos dias de hoje, &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o da realidade do nosso pa&iacute;s.<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp; RESOLVE:<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp; I. Conclamar o governo Dilma a reconsiderar a atitude do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, dando in&iacute;cio &agrave; reforma do marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es, bem como a abrir di&aacute;logo com os movimentos sociais e grupos da sociedade civil que lutam para democratizar as m&iacute;dias no pa&iacute;s;<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp; II. No mesmo sentido, conclamar o governo a rever o pacote de isen&ccedil;&otilde;es concedido &agrave;s empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es; a reiniciar o processo de recupera&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s; e a manter a neutralidade da Internet (igualdade de acesso, amea&ccedil;ada por grandes interesses comerciais);<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp; III. Apoiar a iniciativa de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es, proposto pelo F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), pela CUT e outras entidades, conclamando a milit&acirc;ncia do Partido dos Trabalhadores a se juntar decididamente a essa campanha;<br \/>&nbsp;<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp; IV. Convocar a Confer&ecirc;ncia Nacional Extraordin&aacute;ria de Comunica&ccedil;&atilde;o do PT, a ser realizada ainda em 2013, com o tema &ldquo;Democratizar a M&iacute;dia e ampliar a liberdade de express&atilde;o, para Democratizar o Brasil&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara&ccedil;&atilde;o de representante do MiniCom suscitou declara&ccedil;&otilde;es de partidos em defesa da urg&ecirc;ncia da regulamenta&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[90],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27389"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27389\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}