{"id":27378,"date":"2013-02-22T17:51:23","date_gmt":"2013-02-22T17:51:23","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27378"},"modified":"2013-02-22T17:51:23","modified_gmt":"2013-02-22T17:51:23","slug":"brasil-quer-mostrar-a-sua-cara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27378","title":{"rendered":"Brasil quer mostrar a sua cara"},"content":{"rendered":"<p>Na primeira Audi&ecirc;ncia P&uacute;blica convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a Lei 12.485\/2011, que regula a TV por assinatura no pa&iacute;s, ficou claro que quem atenta contra a liberdade de express&atilde;o n&atilde;o &eacute; a lei, mas os que insistem em amorda&ccedil;ar o povo brasileiro.<br \/>&nbsp;<br \/>A Audi&ecirc;ncia, realizada na segunda-feira, dia 18, em Bras&iacute;lia, teve como objetivo fornecer subs&iacute;dios ao julgamento das A&ccedil;&otilde;es Diretas de Inconstitucionalidade patrocinadas pelo DEM, a Neo-TV e a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifusores (Abra). Reuniu representantes de entidades da sociedade civil, dentre elas <br \/>o Instituto Telecom, o Intervozes, o Centro de Estudos da M&iacute;dia Alternativa Bar&atilde;o de Itarar&eacute;, o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), e das empresas de TV por assinatura.<\/p>\n<p>Em sua exposi&ccedil;&atilde;o, o representante do Instituto Telecom, Marcello Miranda, lembrou que a Lei &eacute; produto de uma grande concerta&ccedil;&atilde;o nacional, resultado de um processo rico e pol&ecirc;mico no qual a sociedade e o mercado foram chamados a apresentar suas propostas. Ao final de quatro anos e meio de tramita&ccedil;&atilde;o no Congresso Nacional &ndash; primeiro na C&acirc;mara, como PL 29 e, depois, no Senado, como PLC 116 &ndash; os diferentes atores cederam ou foram convencidos da import&acirc;ncia da Lei.<\/p>\n<p>Ao contr&aacute;rio do que afirmaram os programadores internacionais e a Abra na Audi&ecirc;ncia, a lei est&aacute;, sim, amparada na Constitui&ccedil;&atilde;o que em seu Cap&iacute;tulo II, artigo 3&ordm; estabelece os princ&iacute;pios fundamentais da comunica&ccedil;&atilde;o audiovisual de acesso condicionado, dentre eles &ldquo;liberdade de express&atilde;o e de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o; promo&ccedil;&atilde;o da diversidade cultural e das fontes de informa&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e programa&ccedil;&atilde;o; est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o independente e regional&rdquo;.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; verdade que a Ancine (Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema) ganhar&aacute; poderes absolutos. &Agrave; Ag&ecirc;ncia caber&aacute; basicamente fiscalizar se as cotas est&atilde;o sendo cumpridas, sem qualquer interfer&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o aos conte&uacute;dos. As cotas para canais nacionais e para conte&uacute;dos nacionais s&atilde;o, ali&aacute;s, um dos pontos mais atacados pelas empresas e seu porta-voz, o DEM, que bradem repetidamente a ladainha de um suposto controle do mercado. Mas o que &eacute; o mercado atual da TV por assinatura no Brasil?<\/p>\n<p>Como demonstrou o representante do Intervozes na Audi&ecirc;ncia, trata-se de um espa&ccedil;o cativo de grandes conglomerados estrangeiros, especialmente norte-americanos. Dos 80 canais estrangeiros veiculados na TV por assinatura no Brasil, 78 s&atilde;o dos Estados Unidos e apenas dois europeus. Um mercado verticalizado e concentrado nas m&atilde;os de apenas seis grandes empresas, uma das quais lucrou, sozinha, 40 bilh&otilde;es de d&oacute;lares\/ano enquanto todo o mercado audiovisual brasileiro faturou, em 2010, 15 bilh&otilde;es de reais.<\/p>\n<p>Ao estabelecer as cotas para a produ&ccedil;&atilde;o nacional, a Lei traz est&iacute;mulo n&atilde;o s&oacute; para o mercado audiovisual brasileiro, mas para toda a economia. Cerca de 1 bilh&atilde;o de reais anuais servir&atilde;o de fomento para estimular a produ&ccedil;&atilde;o de obras brasileiras. Com a obrigatoriedade de que todos os canais de filmes, s&eacute;ries, document&aacute;rios, anima&ccedil;&otilde;es comprem produ&ccedil;&atilde;o nacional, toda a nossa cadeia audiovisual ser&aacute; fortalecida com a cria&ccedil;&atilde;o de novos postos de trabalho. Al&eacute;m de diminuir o custo da assinatura do servi&ccedil;o, democratizar o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e aumentar o n&uacute;mero de assinantes.<\/p>\n<p>A Lei vai permitir que o brasileiro se reconhe&ccedil;a na programa&ccedil;&atilde;o veiculada. Vai proporcionar a que produtoras regionais mostrem a cara do Brasil real, o Brasil dos sert&otilde;es nordestinos, do cerrado, das &aacute;guas do Pantanal, da Floresta Amaz&ocirc;nica. Um Brasil que pouco se v&ecirc; e que pouco se ouve. Esta, por sinal, &eacute; uma das principais conquistas da Lei &ndash; a diversidade, a pluralidade de opini&otilde;es, o fortalecimento do patrim&ocirc;nio nacional, o fortalecimento da democracia.<\/p>\n<p>No dia 25 haver&aacute; a segunda audi&ecirc;ncia. Para o Instituto Telecom, a iniciativa do STF de ouvir a sociedade civil &eacute; louv&aacute;vel, &agrave; medida que amplia a discuss&atilde;o, rompendo os limites jur&iacute;dicos.<\/p>\n<p>O Instituto Telecom considera que a aprova&ccedil;&atilde;o da Lei 12.485 &eacute; um avan&ccedil;o e a demonstra&ccedil;&atilde;o de que a sociedade est&aacute; madura para fazer o pr&oacute;ximo debate: o marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es. Vamos a este novo debate.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao estabelecer as cotas para a produ&ccedil;&atilde;o nacional, a Lei traz est&iacute;mulo  n&atilde;o s&oacute; para o mercado audiovisual brasileiro, mas para toda a economia.  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