{"id":27366,"date":"2013-02-15T09:48:12","date_gmt":"2013-02-15T09:48:12","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27366"},"modified":"2013-02-15T09:48:12","modified_gmt":"2013-02-15T09:48:12","slug":"mensagem-ao-congresso-marco-legal-fora-dos-planos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27366","title":{"rendered":"Mensagem ao Congresso: marco legal fora dos planos"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Se depender do governo Dilma, o ano de 2013 ser&aacute; como os anteriores para a regula&ccedil;&atilde;o da radiodifus&atilde;o brasileira. Ou seja, passar&aacute; em branco. Vejam o porqu&ecirc; do pessimismo. Em sua terceira Mensagem ao Congresso Nacional &#8211; em que o(a) chefe da Rep&uacute;blica faz um balan&ccedil;o acerca das a&ccedil;&otilde;es implementadas pela gest&atilde;o no ano anterior e prev&ecirc; outras para o ano que se inicia &#8211; o Governo Federal deixou de lado o setor de radiodifus&atilde;o (r&aacute;dio e TV) no que tange &agrave; possibilidade de um novo marco regulat&oacute;rio.<\/p>\n<p>Na Mensagem ao Congresso, &eacute; not&oacute;ria a indiferen&ccedil;a do Governo frente &agrave; necessidade de um novo aparato normativo que reorganize o modelo de comunica&ccedil;&otilde;es vigente. Esse comportamento aparece tanto na presta&ccedil;&atilde;o de contas sobre a &aacute;rea no ano de 2012 quanto &agrave;s perspectivas para o novo ano. Ou melhor, o documento praticamente n&atilde;o faz qualquer proje&ccedil;&atilde;o para o setor de r&aacute;dio e TV aberta em 2013, ficando restrito a altera&ccedil;&otilde;es pontuais.<\/p>\n<p>No item sobre Radiodifus&atilde;o, a Mensagem come&ccedil;a destacando algumas mudan&ccedil;as de &acirc;mbito meramente administrativo, que, segundo o Executivo, resultaram em mais celeridade aos processos de concess&atilde;o e autoriza&ccedil;&atilde;o de outorgas, bem como a redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de processos pendentes: &quot;A redu&ccedil;&atilde;o do estoque de processos de radiodifus&atilde;o &eacute; um dos objetivos do Governo. Nesse sentido, foram desenvolvidas melhorias de gest&atilde;o, como a realiza&ccedil;&atilde;o de mapeamento de processos, projeto de desenvolvimento de sistema para automa&ccedil;&atilde;o dos processos de radiodifus&atilde;o e da parceria firmada com a Anatel para an&aacute;lise de processos t&eacute;cnicos de engenharia referentes &agrave; fase de p&oacute;s-outorga dos servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o e seus ancilares e auxiliares&quot;. <\/p>\n<p>O documento enviado ao Congresso no in&iacute;cio do m&ecirc;s de fevereiro ainda sublinha aquela que pode ter sido uma das mais importantes realiza&ccedil;&otilde;es no intuito de fortalecer a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e comunit&aacute;ria no pa&iacute;s: a cria&ccedil;&atilde;o do Canal da Cidadania, por meio da Portaria n&ordm; 489, de dezembro de 2012.&nbsp; Segundo a Mensagem, o objetivo desse Canal &#8211; que vai operar com multiprograma&ccedil;&atilde;o, em sinal digital, e ter&aacute; reserva de duas faixas a serem exploradas por associa&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias &#8211; &eacute; &quot;estimular a diversidade, a pluralidade e a competi&ccedil;&atilde;o entre meios e agentes da &aacute;rea das comunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Feitas as devidas ressalvas em rela&ccedil;&atilde;o a determinados pontos da Portaria, este, talvez, pode ter sido o maior feito da gest&atilde;o Dilma, desde quando tomou posse, no sentido de iniciar um processo efetivo de democratiza&ccedil;&atilde;o do sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o social e diminuir, assim, a gigantesca assimetria existente entre os sistemas comercial, estatal e p&uacute;blico. Mas vale lembrar que o Canal da Cidadania j&aacute; estava previsto no decreto n&ordm; 5.820, de 2006, que estabelece as diretrizes da TV Digital.<\/p>\n<p><strong>Radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria e a&ccedil;&atilde;o fiscalizat&oacute;ria<\/strong><br \/>Dando sequ&ecirc;ncia &agrave;s a&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de radiodifus&atilde;o no ano passado, a Mensagem presidencial chega ao segmento comunit&aacute;rio. Sobre ele, o conte&uacute;do n&atilde;o difere muito do anterior. O documento cita iniciativas que supostamente conferiram maior agilidade &agrave;s autoriza&ccedil;&otilde;es de outorgas de r&aacute;dios comunit&aacute;rias, como a divulga&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Outorgas (PNO 2012-2013): &quot;Em 2012, foram outorgadas cerca de 100 novas autoriza&ccedil;&otilde;es para a execu&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria, com redu&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 500 processos de outorga no estoque. Com a divulga&ccedil;&atilde;o do novo Plano Nacional de Outorgas (PNO 2012-2013) para o servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria, pretende-se levar o servi&ccedil;o para todos os Munic&iacute;pios ao final do bi&ecirc;nio, num avan&ccedil;o &agrave; pol&iacute;tica de universaliza&ccedil;&atilde;o com o atendimento de 1.425 Munic&iacute;pios, sendo 822 ainda n&atilde;o cobertos pelo servi&ccedil;o&quot;.<\/p>\n<p>No entanto, n&atilde;o h&aacute; qualquer men&ccedil;&atilde;o a respeito da repress&atilde;o implac&aacute;vel dos &oacute;rg&atilde;os de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do Governo Federal sobre as emissoras comunit&aacute;rias. Segundo o documento, foram aplicadas, em 2012, 622 multas e 129 suspens&otilde;es a emissoras de radiodifus&atilde;o e retransmissoras de TV no que se refere a infra&ccedil;&otilde;es de conte&uacute;do e jur&iacute;dicas, mas sem considerar as infra&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, de compet&ecirc;ncia da Anatel. <\/p>\n<p>Mas o aumento da a&ccedil;&atilde;o fiscalizat&oacute;ria do poder concedente, conforme mat&eacute;ria divulgada por este Observat&oacute;rio, teve como principal alvo as r&aacute;dios comunit&aacute;rias. Foram 377 emissoras desse tipo de servi&ccedil;o punidas no ano passado, o que representa mais de 50% das san&ccedil;&otilde;es aplicadas pelo MiniCom. Um dos principais motivos para as multas foi a veicula&ccedil;&atilde;o de publicidade comercial na programa&ccedil;&atilde;o das emissoras, pr&aacute;tica proibida pela lei n&ordm; 9.612, de 1998. Para este ano, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es j&aacute; preparou o Plano Anual de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o (PAF), que vai adotar o procedimento de sorteio para definir os munic&iacute;pios nos quais as entidades que exploram o servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o ser&atilde;o fiscalizadas, a exemplo do que foi feito em 2012. <\/p>\n<p>Para 2013, o Governo prev&ecirc; a implanta&ccedil;&atilde;o da Norma de San&ccedil;&otilde;es Administrativas, &quot;que regulamentar&aacute; todos os procedimentos relativos &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es administrativas &agrave;s entidades exploradoras dos servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o, seus ancilares e auxiliares, no que se refere a infra&ccedil;&otilde;es relativas ao conte&uacute;do da programa&ccedil;&atilde;o veiculada e aspectos legais, contratuais e societ&aacute;rios&quot;, o que apenas ser&aacute; feito ap&oacute;s as contribui&ccedil;&otilde;es da consulta p&uacute;blica realizada no ano passado serem analisadas.<\/p>\n<p>No &acirc;mbito das outorgas de emissoras educativas de r&aacute;dio e TV, a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica tamb&eacute;m destacou as altera&ccedil;&otilde;es de cunho administrativo empreendidas pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, como a cria&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Outorgas, que funciona como uma esp&eacute;cie de calend&aacute;rio dos Avisos de Habilita&ccedil;&atilde;o a serem publicados ao longo de dois anos consecutivos, al&eacute;m de trazer alguns n&uacute;meros: &quot;De acordo com dados do Plano Nacional de Outorgas 2011-2012, 64 localidades foram atendidas, o que aumenta para 387 Munic&iacute;pios (7% do total) com pelo menos uma r&aacute;dio educativa e para 169 (3% do total) com pelo menos uma geradora de televis&atilde;o&quot;, pontuou a Mensagem. <\/p>\n<p><strong>TV Digital e universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso<\/strong><br \/>Embora o Governo Federal afirme que &quot;66% das emissoras e quase 40% das retransmissoras anal&oacute;gicas j&aacute; foram consignadas a operar, simultaneamente, com tecnologia digital, e 2% delas j&aacute; foram licenciadas na nova tecnologia&quot;, ele reconhece a necessidade de universalizar o acesso &agrave; tecnologia para boa parte da popula&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Segundo a Mensagem, as a&ccedil;&otilde;es para que a implementa&ccedil;&atilde;o da TV Digital tenha &ecirc;xito &quot;n&atilde;o se resumem ao esfor&ccedil;o do aumento da cobertura. A baixa penetra&ccedil;&atilde;o de receptores &eacute; tamb&eacute;m indicativo da necessidade do estabelecimento de uma pol&iacute;tica espec&iacute;fica para evitar que a popula&ccedil;&atilde;o em geral, em especial a de baixa renda, n&atilde;o fique sem acesso ao servi&ccedil;o de TV aberta e gratuita&quot;. No entanto, o Governo n&atilde;o deu pistas sobre quais medidas concretas ir&aacute; tomar para evitar a exclus&atilde;o de segmentos mais pobres da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; TV Digital.<\/p>\n<p>Aparecem na Mensagem ao Congresso apenas a&ccedil;&otilde;es para incrementar o uso do Ginga, middleware de interatividade, nos receptores de televis&atilde;o produzidos no Brasil. &quot;A partir de janeiro de 2013, 75% das TVs de LED e Plasma fabricadas dever&atilde;o incluir o Ginga. At&eacute; 2014, o n&uacute;mero de TVs fabricadas com Ginga dever&aacute; ser de 90%&quot;, prev&ecirc; o documento. Outra iniciativa para a TV Digital mencionada foi a cria&ccedil;&atilde;o do Programa de Est&iacute;mulo ao Desenvolvimento do Padr&atilde;o Nacional de Interatividade da Televis&atilde;o Digital Brasileira (Ginga Brasil), forjado para dar &quot;condi&ccedil;&otilde;es e capacitar equipes de emissoras p&uacute;blicas para a inser&ccedil;&atilde;o de recursos de interatividade na programa&ccedil;&atilde;o&quot;, entre outras atribui&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p><strong>Padr&atilde;o digital do r&aacute;dio: decis&atilde;o em 2013?<\/strong><br \/>&Eacute; a pergunta que ficou no ar desde o fim dos testes realizados no ano passado com os dois sistemas de r&aacute;dio digital em disputa: o Digital RadioMondiale &ndash; DRM (europeu) e o sistema In-Band-On-Channel &ndash;IBOC (norte-americano). <\/p>\n<p>Ficar&aacute; a cargo do Conselho Consultivo do R&aacute;dio Digital, implantado em 2012 e composto por representantes de setor de radiodifus&atilde;o, governo e ind&uacute;stria, avaliar os resultados dos testes j&aacute; realizados e, segundo a Mensagem presidencial, decidir &quot;tecnicamente&quot; qual modelo funciona melhor, entre outras atribui&ccedil;&otilde;es. Sobre quando a decis&atilde;o ser&aacute; tomada, o documento n&atilde;o traz qualquer previs&atilde;o. Ou seja, o tema r&aacute;dio digital foi outro que n&atilde;o passou de um simples balan&ccedil;o governamental. <\/p>\n<p><strong>Telecomunica&ccedil;&otilde;es e banda larga em evid&ecirc;ncia<\/strong><br \/>Ao contr&aacute;rio da falta de ousadia do Governo quanto ao setor de radiodifus&atilde;o, a &aacute;rea de telecomunica&ccedil;&otilde;es foi o carro-chefe do cap&iacute;tulo de Comunica&ccedil;&otilde;es da Mensagem da Presid&ecirc;ncia ao Congresso Nacional. Na verdade, esse foi o campo das comunica&ccedil;&otilde;es que mais aten&ccedil;&atilde;o recebeu do Estado brasileiro, considerando, obviamente, suas limita&ccedil;&otilde;es legais.<\/p>\n<p>Destaque para o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), a &quot;menina dos olhos&quot; do Governo Dilma na tentativa de tirar o Brasil do atraso no que tange ao acesso da popula&ccedil;&atilde;o &agrave; rede mundial de computadores, bem como &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de uma infraestrutura de rede que massifique a banda larga por meio de parcerias com grandes operadoras de telefonia e de a&ccedil;&otilde;es diretamente estatais via Telebras e isen&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias. O Governo Federal comemora o crescimento do n&uacute;mero de acessos, os quais, segundo a Mensagem, alcan&ccedil;aram 86 milh&otilde;es. Mas o Programa imp&otilde;e barreiras ao usu&aacute;rio, como limites de download mensais e redu&ccedil;&atilde;o da velocidade de 1 Mega caso eles sejam ultrapassados; baixa velocidade de upload (128 kbps) e possibilidade de venda casada na contrata&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o; pontos n&atilde;o mencionados na Mensagem presidencial.<\/p>\n<p>Medidas regulat&oacute;rias a fim de proporcionar um pouco mais de equil&iacute;brio na rela&ccedil;&atilde;o extremamente desigual entre usu&aacute;rios e empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m mereceram relevo no documento enviado ao Congresso Nacional. Segundo ele, a Anatel publicou 19 resolu&ccedil;&otilde;es &quot;com grande impacto sobre os direitos dos usu&aacute;rios e a qualidade dos servi&ccedil;os prestados&quot;. <\/p>\n<p>A licita&ccedil;&atilde;o das faixas de 450 MHz e de 2,5 GHz, as quais, respectivamente, levam os servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es &agrave; &aacute;rea rural e inauguram a modalidade 4G na banda larga m&oacute;vel; a aprova&ccedil;&atilde;o do Regulamento do Servi&ccedil;o de Acesso Condicionado (SeAC) que implementa dispositivos da Lei n&ordm; 12.485 (a nova lei da TV por Assinatura); medida cautelar da Anatel que suspendeu a venda do Servi&ccedil;o M&oacute;vel Pessoal de prestadoras com o pior desempenho em cada estado, juntamente &agrave; exig&ecirc;ncia que as operadoras apresentassem um Plano Nacional de melhorias quanto &agrave; qualidade do servi&ccedil;o e das redes de telecomunica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o entre as iniciativas que tiveram, ou ainda ter&atilde;o, um relevante impacto nesse setor estrat&eacute;gico para o pa&iacute;s, por&eacute;m dominado por conglomerados privados. &nbsp;<\/p>\n<p>Para 2013, outros regulamentos est&atilde;o previstos para serem conclu&iacute;dos e postos em pr&aacute;tica pela Anatel, como as revis&otilde;es dos regulamentos do Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia (SCM), do Servi&ccedil;o M&oacute;vel Pessoal, do Plano Geral de Autoriza&ccedil;&otilde;es do Servi&ccedil;o M&oacute;vel Pessoal e do Regulamento do STFC, sobre o qual se prop&otilde;e alterar regras de publicidade, &quot;tornando mais acess&iacute;veis e objetivas as informa&ccedil;&otilde;es sobre servi&ccedil;o aos usu&aacute;rios&quot;. Outra revis&atilde;o citada na Mensagem &eacute; a do Regulamento de Conselhos de Usu&aacute;rios, &quot;que amplia a atua&ccedil;&atilde;o de tais Conselhos, bem como o seu fortalecimento&quot;, afirma o documento. <br \/><strong><br \/>Radiodifus&atilde;o n&atilde;o &eacute; prioridade<\/strong><br \/>Como tem sido em sucessivos governos desde a cria&ccedil;&atilde;o do C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (CBT), em 1962, e curiosamente desde a redemocratiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, em 1988, o setor de radiodifus&atilde;o tamb&eacute;m n&atilde;o parece estar nos planos do governo Dilma Rousseff. A n&atilde;o ser se for para deixar tudo como est&aacute;, para o al&iacute;vio do empresariado de r&aacute;dio e TV. <\/p>\n<p>&Agrave; exce&ccedil;&atilde;o de medidas fiscalizat&oacute;rias que vem sendo adotadas, somadas &agrave; relativa transpar&ecirc;ncia no trato das informa&ccedil;&otilde;es a respeito dessas a&ccedil;&otilde;es e do controle societ&aacute;rio das concess&otilde;es &#8211; tarefas estas das mais b&aacute;sicas a serem cumpridas por Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e Anatel &#8211; o setor de radiodifus&atilde;o continua desprovido de um olhar democr&aacute;tico tanto por parte do Poder Executivo quanto do Legislativo, e, de quebra, sem quaisquer perspectivas acerca de um marco legal que reorganize de forma democr&aacute;tica o setor.<\/p>\n<p>Ou algu&eacute;m acredita que na Mensagem ao Congresso Nacional de 2014 (ano eleitoral) pelo menos a consulta p&uacute;blica sobre o novo marco regulat&oacute;rio da radiodifus&atilde;o vai figurar no balan&ccedil;o do ano que passou!?<\/p>\n<p><em>Vilson Vieira Jr. &eacute; jornalista, associado ao Coletivo Intervozes e mestrando em Ci&ecirc;ncias Sociais na Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo (UFES)<\/em><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo Federal n&atilde;o manifesta interesse em atualizar marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es que j&aacute; completa 50 anos. O poder dos oligop&oacute;lios privados vigora em um ambiente sem regulamenta&ccedil;&atilde;o apropriada.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[363],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27366"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27366"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27366\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}