{"id":27339,"date":"2013-01-18T18:01:03","date_gmt":"2013-01-18T18:01:03","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27339"},"modified":"2013-01-18T18:01:03","modified_gmt":"2013-01-18T18:01:03","slug":"a-historia-de-luta-pela-regulamentacao-da-tv-a-cabo-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27339","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de luta pela regulamenta\u00e7\u00e3o da TV a Cabo no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A luta pela regulamenta&ccedil;&atilde;o da TV a cabo no Brasil fundamentou-se na possibilidade de se oferecer &agrave; popula&ccedil;&atilde;o brasileira uma alternativa &agrave; TV aberta, oligopolizada por um n&uacute;mero reduzido de emissoras. O &aacute;pice desta batalha se deu no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 90, quando foi apresentado um projeto de lei na C&acirc;mara dos Deputados que, depois de muita negocia&ccedil;&atilde;o, foi aprovado no final de 1994 e converteu-se na Lei n&ordm; 8.977\/1995, sancionada em 6 de janeiro de 1995 (a Lei do Cabo). Com a lei, foi regulamentado o funcionamento de canais privados no sistema de televis&atilde;o por assinatura brasileiro e tamb&eacute;m dos canais b&aacute;sicos de utiliza&ccedil;&atilde;o gratuita (comunit&aacute;rios, legislativos, universit&aacute;rios e educativo-culturais).<\/p>\n<p>De acordo com o professor da Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), Murilo C&eacute;sar Ramos, que participou ativamente das negocia&ccedil;&otilde;es da Lei do Cabo como representante da Academia, ver a TV a Cabo como alternativa &agrave; TV aberta era um sonho, j&aacute; que as pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias de TV paga no mundo sempre mostraram que eram uma op&ccedil;&atilde;o elitizada, por conta do acesso restritivo. Mas foi este sonho que motivou o in&iacute;cio da luta pela regulamenta&ccedil;&atilde;o e o desenho dos primeiros esbo&ccedil;os desse modelo de televis&atilde;o no Brasil.<\/p>\n<p>Segundo relata o professor Murilo, a luta pela regulamenta&ccedil;&atilde;o da televis&atilde;o a cabo no Brasil come&ccedil;ou ainda na d&eacute;cada de 70, com a cria&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o para a Promo&ccedil;&atilde;o da Cultura (APC), em 1973, pelo ativista ga&uacute;cho Daniel Herz, que faleceu em 2006. &ldquo;Gra&ccedil;as a encontros entre Daniel Herz, representando a APC, e o professor Romero Simon, do departamento de Engenharia da Universidade do Rio Grande do Sul (URGS), em meados da d&eacute;cada de 70, foi elaborado um projeto-piloto de TV a cabo para o Rio Grande do Sul e entre o fim dos anos 70 e in&iacute;cio dos anos 80 o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es chegou a ser provocado para regulamentar a TV a cabo no Brasil&rdquo;, relembra Murilo Ramos.<\/p>\n<p>Se a press&atilde;o dos radiodifusores fez com que a discuss&atilde;o n&atilde;o prosperasse naquela &eacute;poca, no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 90 a discuss&atilde;o volta com for&ccedil;a total, e encontra uma sociedade mais organizada. Entre outros atores, existia na &eacute;poca o Movimento Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o, que atuou durante a Assembleia Constituinte&nbsp; pela inclus&atilde;o dos artigos referentes &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o Social na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e que agregava v&aacute;rias entidades do setor. Em 1992 o Movimento se transformou no F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), que assumiu o protagonismo desta luta. Al&eacute;m disso, Daniel Herz, fundador da APC e grande entusiasta da ideia, ocupava a presid&ecirc;ncia da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj), uma das entidades fortes do FNDC.<br \/>&nbsp;<br \/>Em 1991 foi realizada em Bras&iacute;lia uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica organizada pela Secretaria Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (SNC) &ndash; &oacute;rg&atilde;o equivalente ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es no governo Collor &ndash; sobre a consulta p&uacute;blica da portaria que criava o servi&ccedil;o de TV a Cabo no Brasil. &ldquo;Na v&eacute;spera da consulta, realizamos uma grande plen&aacute;ria na UnB e estavam presentes organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil envolvidas com o tema na &eacute;poca: Fenaj, Sindicato dos Jornalistas, Radialistas, o pessoal da pr&oacute;pria Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da UnB, entre outras, para decidir como ir&iacute;amos participar dessa audi&ecirc;ncia, como seria a interven&ccedil;&atilde;o. No dia da audi&ecirc;ncia, o audit&oacute;rio ficou tomado pelas organiza&ccedil;&otilde;es, que tamb&eacute;m fizeram faixas, e isso at&eacute; causou grande surpresa nos participantes da audi&ecirc;ncia&rdquo;, conta o professor.<br \/>&nbsp;<br \/>Nesse per&iacute;odo, a reivindica&ccedil;&atilde;o da sociedade civil era principalmente em rela&ccedil;&atilde;o ao instrumento jur&iacute;dico quer seria utilizado para regulamentar TV a Cabo no Brasil. &ldquo;Diz&iacute;amos que se tratava de assunto t&atilde;o importante, que uma mera portaria n&atilde;o poderia regulamentar. N&oacute;s quer&iacute;amos uma lei, aprovada no Congresso, para fortalecer a pol&iacute;tica e para que houvesse um debate amplo e democr&aacute;tico no Congresso. E tamb&eacute;m porque n&atilde;o quer&iacute;amos correr o risco de ver as outorgas entregues para as mesmas emissoras que j&aacute; monopolizavam a TV aberta&rdquo;, conta Murilo Ramos.<br \/>&nbsp;<br \/>&ldquo;N&oacute;s decidimos fazer um projeto de lei para parar a portaria. Um dia, fizemos uma reuni&atilde;o com Carlos Eduardo Zanata, assessor t&eacute;cnico para a comunica&ccedil;&atilde;o da bancada do PT na C&acirc;mara,&nbsp; e elaboramos uma proposta. Chamamos o Tilden Santiago, deputado federal pelo PT de Minas, jornalista ligado &agrave;s lutas hist&oacute;ricas pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e ele assinou o projeto. Estava pautada no Congresso a regulamenta&ccedil;&atilde;o da TV a cabo. Com o projeto tramitando, o Executivo ficou de m&atilde;os atadas. Ele n&atilde;o iria ter coragem de soltar a portaria se tinha um projeto em tramita&ccedil;&atilde;o sobre o mesmo assunto&rdquo;, explica o professor, referindo-se ao Projeto de Lei n&ordm; 2.120, que dispunha sobre o Servi&ccedil;o de &ldquo;Cabodifus&atilde;o&rdquo; no Brasil e foi apresentado na C&acirc;mara em novembro de 1991 pelo ent&atilde;o deputado federal Tilden Santiago.<br \/>&nbsp;<br \/>Um ano ap&oacute;s o projeto de lei ter sido apresentado na C&acirc;mara, aconteceu um fato in&eacute;dito e positivo para as entidades do movimento nacional pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o: a deputada federal Irma Passoni (PT-SP) assumiu a presid&ecirc;ncia da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) da C&acirc;mara dos Deputados, o que o professor Murilo Ramos qualifica de &ldquo;acidente legislativo positivo para o nosso campo&rdquo;, j&aacute; que normalmente a comiss&atilde;o ficava sob comando de setores mais conservadores da sociedade. &ldquo;Ela designou como relator do Projeto de Lei o deputado Koiyu Iha (PSDB-SP), num lance de mestre, porque n&atilde;o tinha como brigar com o PFL sem uma alian&ccedil;a maior na C&acirc;mara. N&oacute;s ajudamos a montar uma pauta para a comiss&atilde;o, que fazia reuni&otilde;es formais e informais, audi&ecirc;ncias. Ela passou a comandar dentro do Congresso a discuss&atilde;o, a partir da vis&atilde;o de que n&atilde;o era um problema do parlamento, mas de que a lei tinha que ser feita pela sociedade&rdquo;, rememora o professor Murilo.<br \/>&nbsp;<br \/>Para o radialista e diretor do Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal (SINRAD-DF) Chico Pereira, que na &eacute;poca era diretor do SINRAD-DF e integrante do Movimento Nacional de Radialistas &ndash; que mais tarde se transformaria na Federa&ccedil;&atilde;o Interestadual dos Trabalhadores em R&aacute;dio e TV (Fitert) &ndash;, a aprova&ccedil;&atilde;o da Lei do Cabo foi resultado de uma &ldquo;boa alian&ccedil;a entre movimentos sociais e alguns parlamentares&rdquo;, referindo-se ao espa&ccedil;o para o di&aacute;logo que se estabeleceu entre a sociedade e a CCTCI. &ldquo;Sem d&uacute;vida, a aprova&ccedil;&atilde;o desta lei esta foi uma conquista da sociedade civil organizada em parceria com legisladores s&eacute;rios, atuando conjuntamente por dentro da Comiss&atilde;o&rdquo;, relata o radialista. &ldquo;Nossa grande busca era garantir na Lei do Cabo um espa&ccedil;o aberto e patrocinado para as TVs comunit&aacute;rias, legislativas, universit&aacute;rias. Foi alcan&ccedil;ado n&atilde;o o quanto quer&iacute;amos, mas foi alguma coisa. Um dos pontos importantes, a meu ver, foi garantir que a TVs comunit&aacute;rias tivessem canais no cabo com o m&iacute;nimo de gasto poss&iacute;vel&rdquo;, conta Chico Pereira, que tamb&eacute;m comemora a garantia do espa&ccedil;o para os canais legislativos no cabo.<\/p>\n<p><strong>Diverg&ecirc;ncias na negocia&ccedil;&atilde;o<\/strong><br \/>&nbsp;<br \/>A CCTCI havia sinalizado que acataria as sugest&otilde;es que viessem da sociedade para fechar o texto da lei, mas a pr&oacute;pria sociedade estava com dificuldades de fechar um texto comum, devido &agrave; interven&ccedil;&atilde;o dos empres&aacute;rios nas negocia&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Ainda vigia o monop&oacute;lio estatal das telecomunica&ccedil;&otilde;es e a Telebr&aacute;s &ndash; e representantes da Federa&ccedil;&atilde;o Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Fittel), muitos deles trabalhadores da Telebr&aacute;s &ndash; diziam que s&oacute; ela poderia fazer e operar estas redes. J&aacute; as empresas privadas diziam que se tratava de um servi&ccedil;o privado e que n&atilde;o cabia o monop&oacute;lio, destinado apenas para servi&ccedil;o p&uacute;blico. E as for&ccedil;as hegem&ocirc;nicas do FNDC (representadas principalmente por Daniel Herz, presidente da Fenaj na &eacute;poca) defendiam que a rede podia ser privada, mas com estatuto p&uacute;blico, inclusive eu tamb&eacute;m defendia essa posi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, relata o professor Murilo Ramos.<br \/>&nbsp;<br \/>Ramos esclarece ainda que &ldquo;aquela foi uma discuss&atilde;o presidida pela quest&atilde;o tecnol&oacute;gica e o grande impasse era o controle da rede. Sabia-se j&aacute; naquela &eacute;poca que o futuro era a fibra &oacute;tica e a banda larga, as redes de alta velocidade e alta capacidade&rdquo;, diz o professor. Ainda segundo ele, depois de intensas negocia&ccedil;&otilde;es, a proposta apresentada pelas hegem&ocirc;nicas do FNDC foi acolhida pelo relator do projeto. &ldquo;A rede seria privada, mas o estatuto dela seria p&uacute;blico, como s&atilde;o as redes das concession&aacute;rias hoje&rdquo;, afirma o professor.<br \/>&nbsp;<br \/>As &uacute;ltimas negocia&ccedil;&otilde;es entre a sociedade para deliberar sobre a Lei do Cabo ocorreram em uma plen&aacute;ria do FNDC que ocorreu em Salvador, no segundo semestre de 1994. &ldquo;Era a plen&aacute;ria que fecharia o texto final da lei, claro, com as pr&eacute;-condi&ccedil;&otilde;es postas&rdquo;, conta o professor Murilo Ramos, que se lembra de outro ponto de discord&acirc;ncia surgido na plen&aacute;ria: a quest&atilde;o da exclusividade na explora&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. &ldquo;Os empres&aacute;rios conseguiram aprovar que haveria exclusividade para explora&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o e houve forte rea&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria da sociedade em rela&ccedil;&atilde;o a este ponto. Fizemos um acordo para que houvesse competi&ccedil;&atilde;o e, finalmente, o deputado Koiyu Iha recebeu o texto que foi aprovado na nossa plen&aacute;ria da deputada Irma Passoni. Depois disso, foi feito um acordo de lideran&ccedil;as e o texto foi aprovado sem mudan&ccedil;as na C&acirc;mara e no Senado. Passou em outubro de 1994 no Congresso e foi a primeira lei sancionada pelo FHC, em janeiro de 1995&rdquo;, finaliza o professor.<br \/>&nbsp;<br \/>O jornalista, diretor da TV Comunit&aacute;ria de Bras&iacute;lia e vice-presidente da Fenaj na &eacute;poca das negocia&ccedil;&otilde;es da Lei do Cabo, Beto Almeida, afirma que foi contra alguns elementos do acordo feito entre a sociedade civil organizada, parlamentares e empres&aacute;rios para a aprova&ccedil;&atilde;o da lei, mas foi voto vencido. &ldquo;N&oacute;s gostar&iacute;amos de ver inclu&iacute;da a limita&ccedil;&atilde;o &agrave; propriedade cruzada, para que n&atilde;o se reproduzisse no cabo o mesmo desequil&iacute;brio do controle de espa&ccedil;os midi&aacute;ticos por setores j&aacute; poderosos no espa&ccedil;o aberto&rdquo;, recorda Almeida.&nbsp; &ldquo;Outra quest&atilde;o que buscamos e fomos derrotados era a inclus&atilde;o de uma forma de sustentabilidade &agrave;s TVs comunit&aacute;rias, porque os canais das institui&ccedil;&otilde;es, como TV Senado, C&acirc;mara e TVs Assembleia t&ecirc;m sua forma de sustentabilidade, mas as TVs comunit&aacute;rias n&atilde;o. Ademais, h&aacute; uma proibi&ccedil;&atilde;o para que elas pratiquem a publicidade, ent&atilde;o, como vai viver uma televis&atilde;o comunit&aacute;ria? E tiveram outras propostas e projetos que tentamos incluir na negocia&ccedil;&atilde;o na &eacute;poca, mas que n&atilde;o fomos atendidos N&oacute;s quer&iacute;amos que a Lei do Cabo tivesse um grau de democracia e pluralidade um pouco mais amplo. Houve a conquista poss&iacute;vel&rdquo;, relata.<\/p>\n<p><strong>Mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade: conquista alcan&ccedil;ada e n&atilde;o continuidade<\/strong><br \/>&nbsp;<br \/>Para Murilo Ramos, esta foi, depois da Assembleia Nacional Constituinte, a mais importante mobiliza&ccedil;&atilde;o que reuniu sociedade civil, empresas e Congresso, para discutir um tema de comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Depois da Constituinte foi a maior mobiliza&ccedil;&atilde;o, fazendo-se uma ressalva apenas para a Confecom, que trouxe outros atores de fora do campo da comunica&ccedil;&atilde;o para discutir o tema, e essa foi uma grande contribui&ccedil;&atilde;o. As discuss&otilde;es da Constituinte e da Lei do Cabo ficaram no meio de especialistas&rdquo;, argumenta o professor, que acredita ainda que as discuss&otilde;es e mobiliza&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Lei do Cabo fizeram com que a sociedade civil se organizasse melhor e acumulasse muito politicamente.<br \/>&nbsp;<br \/>Entretanto, segundo o radialista Chico Pereira, a mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade, que neste caso da Lei do Cabo se deu de forma bastante ativa, esfriou. &ldquo;A julgar pela mobiliza&ccedil;&atilde;o e pela forma como as coisas vinham acontecendo, eu tinha a impress&atilde;o de que outras coisas, como a regulamenta&ccedil;&atilde;o dos artigos da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal relativos &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, viriam com o mesmo grau de interesse e constru&ccedil;&atilde;o de consenso&rdquo;, pontua. &ldquo;Acredito que isto n&atilde;o se deu porque o perfil do Congresso Nacional piorou muito, na medida em que houve um derrame de concess&otilde;es, inclusive de comunit&aacute;rias, para os parlamentares. Isso passou a ser um dos grandes entraves para a regulamenta&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil&rdquo;, constata o radialista.<br \/>&nbsp;<br \/>De qualquer forma, &eacute; consenso entre os representantes da sociedade civil que atuam no campo da comunica&ccedil;&atilde;o que, embora o texto aprovado n&atilde;o tenha sido o ideal, a garantia dos canais b&aacute;sicos de utiliza&ccedil;&atilde;o gratuita (comunit&aacute;rios, legislativos, universit&aacute;rios e educativo-culturais) no sistema de televis&atilde;o a cabo brasileiro foi muito importante. &ldquo;Marcou uma possibilidade, um potencial. E para mim, o grande legado s&atilde;o os canais legislativos, porque eles tinham recursos e conseguiram, progressivamente, montar seus canais no cabo, obter outorga e coloc&aacute;-los no sat&eacute;lite. O acesso ainda &eacute; restrito, mas o sucesso desses canais &eacute; do ponto de vista de conte&uacute;do, pelo fato de terem recursos e profissionais se dedicando a eles&rdquo;, reflete o professor Murilo Ramos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Observat&oacute;rio resgata o processo de luta que regulamentou a TV a Cabo no pa&iacute;s. Com a radiofus&atilde;o altamante concentrada, ativistas esperavam a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o com o novo servi&ccedil;o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1743],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27339"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27339"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27339\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27339"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27339"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27339"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}