{"id":27321,"date":"2013-01-10T15:46:09","date_gmt":"2013-01-10T15:46:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27321"},"modified":"2013-01-10T15:46:09","modified_gmt":"2013-01-10T15:46:09","slug":"entidades-e-militantes-fazem-balanco-da-comunicacao-em-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27321","title":{"rendered":"Entidades e militantes fazem balan\u00e7o da comunica\u00e7\u00e3o em 2012"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O ano de 2012 foi de expectativa e de muita a&ccedil;&atilde;o para entidades e militantes que lutam pelo direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, pela liberdade de express&atilde;o e pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. Na aus&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es mais contundentes por parte do Governo Federal, os atores empenhados em modificar o modelo de comunica&ccedil;&atilde;o vigente no pa&iacute;s se articularam e fortaleceram la&ccedil;os para exigir a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que garanta a efetiva&ccedil;&atilde;o de direitos.<\/p>\n<p><\/span><span class=\"padrao\">No dia 26 mar&ccedil;o, o F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC) cobrou do ministro das comunica&ccedil;&otilde;es Paulo Bernardo: &ldquo;quando sai a consulta p&uacute;blica sobre um novo marco regulat&oacute;rio para as comunica&ccedil;&otilde;es?&rdquo;. &ldquo;No primeiro semestre&rdquo;, respondeu ele, prorrogando uma promessa que j&aacute; vinha do ano anterior. O ano de 2012 terminou e nada foi feito.<\/p>\n<p>O fato acima resume, em alguma medida, a avalia&ccedil;&atilde;o feita pelas entidades sobre os acontecimentos no setor de comunica&ccedil;&atilde;o no ano que passou. De um lado, a cobran&ccedil;a e insist&ecirc;ncia cada vez mais incisiva dos movimentos sociais; de outro, as hesita&ccedil;&otilde;es, as evasivas e o descaso (com certo desd&eacute;m) do Governo Federal frente a essas demandas.<\/p>\n<p>Entidades consideram que o ano de 2012 foi um ano bom para a mobiliza&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o do setor. O destaque fica por conta do lan&ccedil;amento da campanha &ldquo;<a href=\"http:\/\/www.paraexpressaraliberdade.org.br\/\">Para expressar a liberdad<\/a><a href=\"http:\/\/www.paraexpressaraliberdade.org.br\/\">e<\/a> &rdquo;, que tem se empenhado em pautar a discuss&atilde;o de um novo marco regulat&oacute;rio para as comunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s<\/p>\n<p>Uma iniciativa fundamental de express&atilde;o e apoio &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o que vem se desenhando na sociedade civil tem sido a atua&ccedil;&atilde;o da Frente Parlamentar pela Liberdade de Express&atilde;o e o Direito a Comunica&ccedil;&atilde;o com Participa&ccedil;&atilde;o Popular (FRENTECOM).&nbsp; O grupo articula parlamentares de diversos partidos e organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil para pautar no Congresso Nacional as demandas dos movimentos sociais sobre o tema da comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Por outro lado, algumas entidades avaliam que o quadro foi negativo no que diz respeito &agrave;s a&ccedil;&otilde;es do Governo Federal, que demonstrou bastante imobilismo, n&atilde;o avan&ccedil;ando no sentido de cumprir as demandas da sociedade por avan&ccedil;os no modelo de comunica&ccedil;&atilde;o vigente. As exce&ccedil;&otilde;es s&atilde;o a entrada em vigor de partes importantes da Lei do Servi&ccedil;o de Acesso Condicionado (Lei 12.485\/2011), que regula a TV por assinatura, e o in&iacute;cio da exig&ecirc;ncia por parte da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) sobre as operadoras de telecomunica&ccedil;&atilde;o para que cumpram padr&otilde;es de qualidade nos servi&ccedil;os de banda larga fixa e m&oacute;vel.<\/p>\n<p><strong>Sociedade mobilizada e organizada<\/strong><\/p>\n<p>No dia 27 de agosto de 2012, anivers&aacute;rio de 50 anos do C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (lei que regulamenta o funcionamento das r&aacute;dios e televis&otilde;es no pa&iacute;s), a sociedade civil organizada lan&ccedil;ou a campanha &ldquo;<strong>Para expressar a liberdade<\/strong>&rdquo;. Coordenadas pelo F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), mais de trinta entidades, f&oacute;runs e grupos decidiram se articular pelo Brasil com o objetivo de lutar por uma nova legisla&ccedil;&atilde;o para o setor, definindo como estrat&eacute;gia a formula&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade para a implementa&ccedil;&atilde;o desta nova lei. O fato marca um novo momento de organiza&ccedil;&atilde;o capilarizada do movimento ap&oacute;s a I Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o que aconteceu em 2009.<\/p>\n<p>Para a coordenadora geral do FNDC, Rosane Bertotti, o ano de 2012 foi importante para &ldquo;deixar expl&iacute;cito que a <strong>liberdade de express&atilde;o <\/strong>&eacute; fundamental para garantir o direito das pessoas&rdquo;. &ldquo;A atua&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais&rdquo; e o lan&ccedil;amento da campanha &ldquo;Para expressar a liberdade&rdquo; t&ecirc;m conseguido promover essa discuss&atilde;o na sociedade, afirma. A visita do relator especial da ONU para a liberdade de express&atilde;o, Frank de La Rue, sua repercuss&atilde;o na m&iacute;dia e nas redes sociais, assim como os debates sobre a liberdade na internet e sobre a universaliza&ccedil;&atilde;o da banda larga podem ser considerado bons exemplos da publiciza&ccedil;&atilde;o que a pauta conseguiu obter em 2012, complementa a representante do F&oacute;rum.<\/p>\n<p>Outro grupo que tamb&eacute;m organizou mobiliza&ccedil;&otilde;es em 2012, ainda no interior do movimento de comunica&ccedil;&atilde;o, foram as <strong>r&aacute;dios comunit&aacute;rias<\/strong>. Exemplar dessa organiza&ccedil;&atilde;o foi o ciclo de debates realizado pela Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias (AMARC) no Brasil e encerrado no dia 21 de novembro.&nbsp; Segundo Jerry de Oliveira, coordenador da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das R&aacute;dios Comunit&aacute;rias (Abra&ccedil;o) em S&atilde;o Paulo, &ldquo;avan&ccedil;amos com a constru&ccedil;&atilde;o do Movimento Nacional de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias (MNRC), movimento este que definimos como essencial para a organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;,&nbsp; fortalecendo assim a atua&ccedil;&atilde;o dos radialistas e comunidades em seu papel de movimento social. O MNRC surge como proposta de &ldquo;oxigenar politicamente&rdquo; a Abra&ccedil;o e superar os limites da representa&ccedil;&atilde;o institucional e imprimindo caracter&iacute;sticas de mobiliza&ccedil;&atilde;o popular &agrave;s suas articula&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es, defende Jerry.<\/p>\n<p>Esse fortalecimento da mobiliza&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios comunit&aacute;rias fica expresso com a &ldquo;<a href=\"http:\/\/movimentonacionalderadioscomunitarias.blogspot.com.br\/2012_11_01_archive.html\"><strong>carta de princ&iacute;pios por um r&aacute;dio digital democr&aacute;tico<\/strong><\/a> &rdquo;,&nbsp; elaborada pelo movimento e na organiza&ccedil;&atilde;o de um ato p&uacute;blico em Bras&iacute;lia nos dias 6 e 7 de dezembro &ldquo;que colocou uma p&aacute; de cal na proposta da ABERT e do Governo no processo de digitaliza&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio&rdquo;, afirma o coordenador da Abra&ccedil;o-SP. Embora seja positiva a retomada das discuss&otilde;es sobre o r&aacute;dio digital, &ldquo;a proposta colocada anteriormente buscava uma decis&atilde;o r&aacute;pida, para que os movimentos fossem pegos de surpresa. Articulamos, ent&atilde;o, a carta, propomos a cria&ccedil;&atilde;o de uma frente para um r&aacute;dio digital democr&aacute;tico e conseguimos atropelar a proposta de digitaliza&ccedil;&atilde;o da ABERT, colocando no lugar a proposta de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas nos estados, que para n&oacute;s ser&aacute; um grande debate&rdquo;, relata. <\/p>\n<p>Outro marco importante da mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade civil em 2012 foi a realiza&ccedil;&atilde;o do <strong>II F&oacute;rum Mundial de M&iacute;dia Livre<\/strong> junto &agrave; C&uacute;pula dos Povos no Rio de Janeiro, que discutiu, entre outros temas, a constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para m&iacute;dias livres, a busca de uma rede social livre e o debate sobre as revolu&ccedil;&otilde;es &aacute;rabes.<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para sociedade civil houve avan&ccedil;os importantes na organiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o, mas poucos na implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que garantam o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1740],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27321"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27321"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27321\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27321"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27321"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27321"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}