{"id":27306,"date":"2013-01-09T16:58:50","date_gmt":"2013-01-09T16:58:50","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27306"},"modified":"2013-01-09T16:58:50","modified_gmt":"2013-01-09T16:58:50","slug":"cota-de-conteudo-nacional-estimula-producao-para-tv-e-cria-pequena-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27306","title":{"rendered":"Cota de conte\u00fado nacional estimula produ\u00e7\u00e3o para TV e cria &#8216;pequena revolu\u00e7\u00e3o&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Uma &quot;explos&atilde;o&quot;, at&eacute; uma &quot;revolu&ccedil;&atilde;o&quot;. Descrita assim por governo e produtoras, a lei 12.485 entrou em vigor h&aacute; quatro meses &#8211;e agora os canais pagos devem passar duas horas e 20 minutos de programas nacionais no hor&aacute;rio nobre, por semana.<\/p>\n<p>&Eacute; pouco, relativamente. Na m&eacute;dia, os canais pagos apresentam 160 horas de programa&ccedil;&atilde;o por semana. E a defini&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rio nobre foi dilatada pela lei: vai das 18h &agrave;s 24h, para canais adultos.<\/p>\n<p>Mas a &quot;explos&atilde;o de demanda&quot; ou a &quot;pequena revolu&ccedil;&atilde;o&quot; j&aacute; havia come&ccedil;ado antes mesmo da vig&ecirc;ncia, a partir do momento em que a lei foi aprovada no Congresso e sancionada, no final de 2011.<\/p>\n<p>&quot;Ela conferiu &agrave; produ&ccedil;&atilde;o independente um valor dentro do mercado&quot;, diz Marco Altberg, presidente da associa&ccedil;&atilde;o das produtoras (ABPI-TV). Ele credita &agrave; lei o salto de 170 para 265 no n&uacute;mero de associadas, em 2012.<\/p>\n<p>&quot;Tem produtora nova e produtora que antes trabalhava mais com publicidade e cinema e voltou a sua aten&ccedil;&atilde;o ao conte&uacute;do de televis&atilde;o&quot;, diz Altberg, que dirige a Indiana Produ&ccedil;&otilde;es, do Rio.<\/p>\n<p>Para Roberto T. Oliveira, diretor da TX, de S&atilde;o Paulo, &quot;&eacute; n&iacute;tido&quot; o aumento da demanda por conte&uacute;do nacional. &quot;Os canais se prepararam para cobrir a cota&quot;, diz.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m as produtoras. &quot;A gente j&aacute; sabia que a lei chegaria. Foi anunciada com bastante anteced&ecirc;ncia e muitas se prepararam, at&eacute; com investimentos em roteiro, nessa lacuna e j&aacute; est&atilde;o colhendo frutos&quot;, diz Oliveira.<\/p>\n<p><strong>Classe C<\/strong><\/p>\n<p>O est&iacute;mulo da nova lei de TV paga &agrave; produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se restringe &agrave; cota nacional. Luiz Noronha, diretor-executivo de TV da Conspira&ccedil;&atilde;o, destaca que ela abriu caminho para as operadoras investirem no pr&oacute;prio servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>&quot;Depois da lei, as telef&ocirc;nicas se sentiram mais &agrave; vontade para investir e oferecer pacotes mais baratos&quot;, diz. &quot;O n&uacute;mero de assinantes aumentou exponencialmente, muito r&aacute;pido. Muito mais gente entrou na TV fechada.&quot;<\/p>\n<p>No dado mais recente divulgado pela Anatel (Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es), para novembro, o n&uacute;mero de domic&iacute;lios com TV paga alcan&ccedil;ou 15,9 milh&otilde;es, alta de 28,3% em um ano.<\/p>\n<p>Os novos assinantes v&ecirc;m principalmente da classe C. A TV paga cresceu, sustenta Noronha, tamb&eacute;m pelo simples fato de &quot;o brasileiro ter mais dinheiro, por causa da situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica mesmo&quot;.<\/p>\n<p>Esse p&uacute;blico, que j&aacute; levara canais pagos &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o dublada nos &uacute;ltimos anos, busca programas locais. &quot;Ele recebe muito bem o conte&uacute;do nacional&quot;, diz o produtor Roberto Muylaert.<\/p>\n<p>Ex-presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Padre Anchieta, que administra a TV Cultura, Muylaert diz que a prefer&ecirc;ncia por programa&ccedil;&atilde;o local tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; novidade na TV paga.<\/p>\n<p>&quot;A grande conquista da Globosat foi lan&ccedil;ar o canal Globo News&quot;, diz Muylaert. &quot;Algu&eacute;m duvida que interessa mais a n&oacute;s do que a CNN?&quot;<\/p>\n<p><strong>Fundo<\/strong><\/p>\n<p>Mas a implanta&ccedil;&atilde;o da lei 12.485 enfrenta obst&aacute;culos. Segundo a ABPI-TV, o m&iacute;nimo de duas horas e 20 minutos de conte&uacute;do nacional foi adiado por tr&ecirc;s meses at&eacute; come&ccedil;ar a vigorar em dezembro, sem rigor na fiscaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ao menos uma programadora, a Buena Vista, dos canais Disney, pediu dispensa da cota em 2012, argumentando dificuldade em encontrar programas infantis prontos para licenciamento.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m cresceu na virada do ano a press&atilde;o de produtoras e programadoras de TV paga pela libera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual.<\/p>\n<p>&quot;O fundo vai ser o grande centro de aten&ccedil;&otilde;es agora&quot;, diz Altberg. &quot;O produtor apresenta um projeto, junto com um contrato com um canal de TV paga, e eles a&iacute; obt&ecirc;m recursos para produzir as s&eacute;ries e outros produtos.&quot;<\/p>\n<p><strong>Pondera&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Principal executivo da Globo por tr&ecirc;s d&eacute;cadas, Jos&eacute; Bonif&aacute;cio de Oliveira Sobrinho, o Boni, n&atilde;o confia nos efeitos da lei 12.485.<\/p>\n<p>&quot;Sou inteiramente a favor da produ&ccedil;&atilde;o nacional, mas, em princ&iacute;pio, as coisas devem ser resolvidas pelo mercado. Incentivos ajudam, mas n&atilde;o resolvem.&quot;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma &quot;explos&atilde;o&quot;, at&eacute; uma &quot;revolu&ccedil;&atilde;o&quot;. Descrita assim por governo e produtoras, a lei 12.485 entrou em vigor h&aacute; quatro meses &#8211;e agora os canais pagos devem passar duas horas e 20 minutos de programas nacionais no hor&aacute;rio nobre, por semana. &Eacute; pouco, relativamente. 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