{"id":27214,"date":"2012-11-12T18:19:09","date_gmt":"2012-11-12T18:19:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27214"},"modified":"2012-11-12T18:19:09","modified_gmt":"2012-11-12T18:19:09","slug":"regras-entram-em-vigor-mas-medicao-das-conexoes-segue-capenga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27214","title":{"rendered":"Regras entram em vigor, mas medi\u00e7\u00e3o das conex\u00f5es segue capenga"},"content":{"rendered":"<p>Ao menos em tese, os brasileiros que acessam a Internet devem come&ccedil;ar a perceber melhorias nas conex&otilde;es. Entrou em vigor nesta quinta-feira, 01\/11, o regulamento da Anatel que determina que a velocidade de acesso n&atilde;o pode ser inferior, em m&eacute;dia, a 60% da que foi contratada.<\/p>\n<p>Mas h&aacute; problemas. No momento em que esse texto &eacute; escrito, no entanto, as operadoras n&atilde;o cumprem um dos princ&iacute;pios da regra &#8211; os percentuais valem tanto para as velocidades de download quanto upload. Testes com o programa escolhido como oficial (Speedtest) mostram que o upload continua na casa dos 10% do prometido.<\/p>\n<p>Esse, no entanto, &eacute; apenas um dos problemas com o sistema de medi&ccedil;&atilde;o desenvolvido em conjunto pela Anatel e as operadoras. Ou melhor, com a &ldquo;tropicaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; da metodologia desenvolvida pela empresa inglesa SamKnows, escolhida como bra&ccedil;o t&eacute;cnico da chamada Entidade Aferidora da Qualidade (o bra&ccedil;o executivo &eacute; da consultoria, tamb&eacute;m brit&acirc;nica, PwC).<\/p>\n<p>A resolu&ccedil;&atilde;o 574 da ag&ecirc;ncia, de 28\/10\/2011, prev&ecirc; que os consumidores poder&atilde;o medir por si mesmos as velocidades com base no software escolhido. Anatel, teles e EAQ preferiram utilizar um programa j&aacute; existente, o americano Speedtest. Mas a medi&ccedil;&atilde;o oficial, ou seja, aquela que servir&aacute; como base de potenciais a&ccedil;&otilde;es da ag&ecirc;ncia, deve ser feita de forma remota.<\/p>\n<p>&Eacute; a&iacute; que entra a &ldquo;tropicaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; do sistema. Contratada pelas teles, a SamKnows trouxe para o Brasil o modelo que adotou na Inglaterra e nos Estados Unidos. Nesses pa&iacute;ses, no entanto, n&atilde;o existe regulamento que trate de par&acirc;metros m&iacute;nimos de rede &ndash; as medi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o meros balizadores para dar transpar&ecirc;ncia &agrave;s ofertas do mercado.<\/p>\n<p>Assim como nos outros pa&iacute;ses onde foi adotada, esse sistema &eacute; feito com base em uma amostragem &ndash; foram 3 mil equipamentos na Inglaterra, 10 mil nos Estados Unidos. No caso brasileiro, optou-se por uma distribui&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica de equipamentos de medi&ccedil;&atilde;o, como forma de representar fielmente o cen&aacute;rio das conex&otilde;es brasileiras, por regi&atilde;o, perfil de velocidades, etc.<\/p>\n<p>Foi por isso, segundo explicaram Anatel e EAQ, que se chegou ao n&uacute;mero de 12.091 equipamentos a serem instalados nas resid&ecirc;ncias dos clientes. Esse n&uacute;mero, no entanto, n&atilde;o vale mais. Como explicou o superintendente de Servi&ccedil;os Privados da ag&ecirc;ncia, Bruno Ramos, para as medi&ccedil;&otilde;es das conex&otilde;es m&oacute;veis os equipamentos que v&atilde;o verificar os acessos 3G foram descontados do total de fixos.<\/p>\n<p>Nem a Anatel, nem a EAQ souberam dizer, nesta quinta-feira, 1o\/11, quantos equipamentos de medi&ccedil;&atilde;o foram distribu&iacute;dos aos volunt&aacute;rios que se inscreveram no programa de medi&ccedil;&atilde;o da qualidade. &Eacute; certo, por&eacute;m, que apesar do prazo ter vencido ontem, h&aacute; volunt&aacute;rios que ainda n&atilde;o receberam as caixinhas, batizadas de &ldquo;whitebox&rdquo; pela SamKnows.<\/p>\n<p>As pend&ecirc;ncias para medir as conex&otilde;es fixas, no entanto, nem se comparam aos problemas da medi&ccedil;&atilde;o dos acessos m&oacute;veis. Embora ambas devessem come&ccedil;ar juntas, a Anatel reconhece que ainda est&aacute; sendo desenvolvido um sistema para verificar as condi&ccedil;&otilde;es de acessos com mobilidade. Um modelo est&aacute; sendo testado com 137 medidores no estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A ideia, segundo a ag&ecirc;ncia, &eacute; espalhar 3,8 mil equipamentos at&eacute; junho de 2013. Mas, ressalte-se, s&atilde;o equipamentos fixos que simulam o uso de conex&otilde;es sem fio. A Anatel tamb&eacute;m promete que at&eacute; o fim deste m&ecirc;s, os usu&aacute;rios de banda larga m&oacute;vel poder&atilde;o medir a qualidade do servi&ccedil;o em seus computadores ou smartphones a partir de um programa, similar ao Speedtest, a ser disponibilizado.<\/p>\n<p>Um ano, portanto, n&atilde;o foi suficiente para que o sistema de medi&ccedil;&atilde;o da qualidade estivesse pronto. Curiosamente, o NIC.br &ndash; bra&ccedil;o operacional do Comit&ecirc; Gestor da Internet brasileira &ndash; que foi descartado pela Anatel e pelas teles como respons&aacute;vel pelas medi&ccedil;&otilde;es, tem programas de medi&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis prontos desde maio (para iOs) e julho (Android) deste ano.<\/p>\n<p>O NIC.br, por sinal, contestou a escolha dos brit&acirc;nicos para serem os aferidores da qualidade. Mas apesar de ter apresentado um recurso &agrave; Anatel em abril, o tempo passou, o prazo da medi&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou e at&eacute; agora n&atilde;o existe uma posi&ccedil;&atilde;o formal do regulador sobre o processo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao menos em tese, os brasileiros que acessam a Internet devem come&ccedil;ar a perceber melhorias nas conex&otilde;es. 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