{"id":27205,"date":"2012-11-01T15:32:00","date_gmt":"2012-11-01T15:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27205"},"modified":"2012-11-01T15:32:00","modified_gmt":"2012-11-01T15:32:00","slug":"anatel-busca-ponto-de-equilibrio-para-competicao-entre-teles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27205","title":{"rendered":"Anatel busca ponto de equil\u00edbrio para competi\u00e7\u00e3o entre teles"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Apesar de ocupar a maior e mais confort&aacute;vel poltrona no centro do palco, o presidente da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), Jo&atilde;o Rezende, aparentava certo desconforto. Sentado, ontem, entre dirigentes de operadoras com servi&ccedil;os de telefonia fixa e m&oacute;vel para consumidores dom&eacute;sticos, ou restritos ao mercado empresarial, o titular da ag&ecirc;ncia tentou mostrar que procura um ponto de equil&iacute;brio para que as pequenas operadoras encontrem espa&ccedil;o para crescer entre os tit&atilde;s do setor. &Agrave;s v&eacute;speras da vota&ccedil;&atilde;o do Plano Geral de Metas de Competi&ccedil;&atilde;o (PGMC), marcado para amanh&atilde; durante a reuni&atilde;o do conselho da Anatel, esse projeto pode redesenhar o cen&aacute;rio competitivo.<\/p>\n<p>As teles dominantes esperam prote&ccedil;&atilde;o e garantias para os investimentos em suas redes. As menores lutam por melhores condi&ccedil;&otilde;es para competir e at&eacute; sobreviver. Durante o V Semin&aacute;rio TelComp sobre competi&ccedil;&atilde;o e mercados, realizado, ontem, em S&atilde;o Paulo, o p&uacute;blico, formado por empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es, esperava respostas a v&aacute;rios desafios.<\/p>\n<p>Como manter a competi&ccedil;&atilde;o, os investimentos, a qualidade do servi&ccedil;o, a redu&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os e a arrecada&ccedil;&atilde;o fiscal, sem tecnologia madura, menor demanda e condi&ccedil;&atilde;o macroecon&ocirc;mica desfavor&aacute;vel? A pergunta, do vice-presidente de assuntos regulat&oacute;rios da TIM, Mario Girasole, provocou uma rea&ccedil;&atilde;o de Rezende: &quot;Voc&ecirc; [Girasole] n&atilde;o quer dizer que &eacute; uma escolha entre qualidade e pre&ccedil;o, n&atilde;o &eacute;?&quot; Se era, o executivo n&atilde;o respondeu, e o presidente da Anatel retomou o discurso sobre a necessidade de se encontrar um equil&iacute;brio.<\/p>\n<p>Mas isso n&atilde;o parece f&aacute;cil para quem vive na &quot;corda-bamba&quot; do mercado. H&aacute; mais de meio s&eacute;culo em opera&ccedil;&atilde;o, a mineira Algar Telecom, antes CTBC, vive o conflito de ser uma concession&aacute;ria, mas, ao mesmo tempo, n&atilde;o ter o poder das concorrentes que enfrenta nas 87 cidades onde atua &#8211; MG, SP, GO e MS.<\/p>\n<p>O dilema do presidente da companhia, Divino Sebasti&atilde;o de Souza, &eacute; garantir o futuro da empresa. A publica&ccedil;&atilde;o do PGMC, disse ele, &eacute; quase uma quest&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia para uma operadora de menor porte como a Algar, que tem o espa&ccedil;o para crescer em servi&ccedil;os como voz e dados bastante restrito. De acordo com o executivo, &eacute; preciso deixar a competi&ccedil;&atilde;o mais sim&eacute;trica. &quot;N&atilde;o vai ficar uma imagem boa para o pa&iacute;s se uma empresa de capital 100% nacional tiver que ser vendida por n&atilde;o ter condi&ccedil;&otilde;es de competir&quot;, disse. A medida tamb&eacute;m &eacute; aguardada por empresas especializadas em servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es para empresas e outras operadoras, que n&atilde;o t&ecirc;m rede pr&oacute;pria no pa&iacute;s, como a brit&acirc;nia Level 3. &quot;Acreditamos que a medida vai ajudar na concorr&ecirc;ncia e ajudar no investimento nas redes&quot;, disse Gabriel Holgado, vice-presidente de vendas para a Am&eacute;rica Latina da companhia<\/p>\n<p>No meio da arena, Rezende tentava mostrar que muitas das quest&otilde;es ser&atilde;o tratadas amanh&atilde;. Mas, adiantou que nem tudo ser&aacute; resolvido de imediato. H&aacute; temas que dependem do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, como o projeto de lei que pretende unificar cerca de 250 legisla&ccedil;&otilde;es municipais sobre instala&ccedil;&atilde;o de antenas; ou as regras sobre uso de postes, dutos, antenas e outros meios que pertencem a concession&aacute;rias de energia ou de estradas, fora, portanto, da compet&ecirc;ncia da Anatel. S&atilde;o diversos pontos pol&ecirc;micos.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o do &quot;feriado regulat&oacute;rio&quot;, por exemplo, para incentivar investimentos em redes de fibras &oacute;pticas, n&atilde;o &eacute; consenso no setor. O assunto, antecipado ontem pelo Valor, prev&ecirc; que a operadora que investir em rede de fibra &oacute;ptica ter&aacute; uma exclusividade de at&eacute; nove anos para explorar o servi&ccedil;o na malha implantada, sem compartilhar com concorrentes. Mas o conselheiro da Anatel, Rodrigo Zerbone, disse que ser&atilde;o feitos estudos de mercado a cada quatro anos para avaliar o prazo e decidir se dever&aacute; ser reduzido ou ampliado. N&atilde;o fica claro, por enquanto, o que acontecer&aacute; com as empresas que n&atilde;o t&ecirc;m rede pr&oacute;pria e dependem do aluguel da infraestrutura de terceiros, nesse novo cen&aacute;rio de &quot;reserva de mercado&quot;.<\/p>\n<p>De acordo com um executivo, que preferiu n&atilde;o se identificar, a cria&ccedil;&atilde;o desse prazo de exclusividade ir&aacute; incentivar novos investimentos por parte das teles. &quot;Isso poder&aacute; tornar nossa opera&ccedil;&atilde;o menos desafiadora e contribuir para uma melhora de resultados&quot;, disse. Por&eacute;m, contr&aacute;rio a uma poss&iacute;vel redu&ccedil;&atilde;o do prazo durante uma futura revis&atilde;o da proposta, o executivo afirma que a quest&atilde;o deve ser avaliada com cuidado pela ag&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>A cautela com a ado&ccedil;&atilde;o da medida tamb&eacute;m foi ponto comum para executivos da British Telecom e da Nextel que participaram do debate com Rezende. S&eacute;rgio Paulo Galindo, diretor geral da British Telecom no Brasil, ressaltou que, dependendo de como for aplicada, a medida pode at&eacute; levar grandes operadoras a fazerem investimentos com o intuito de bloquear o crescimento de concorrentes. &quot;&Eacute; preciso fazer tudo levando em conta o bom senso&quot;, disse Alfredo Ferrari, vice-presidente de novos neg&oacute;cios e assuntos corporativos da Nextel.<\/p>\n<p>O fato de a proposta de &quot;feriado regulat&oacute;rio&quot; levar em conta apenas os investimentos na rede fixa tamb&eacute;m foi motivo de discord&acirc;ncia. Para Girasole, da TIM, &eacute; preciso incluir tamb&eacute;m o servi&ccedil;o m&oacute;vel. &quot;Essa proposta cria assimetria para as operadoras que assinaram os contratos de 4G h&aacute; 15 dias e ter&atilde;o de fazer grandes investimentos nos pr&oacute;ximos anos&quot;, disse. De acordo com o executivo, Vivo, TIM, Claro e Oi enviaram uma carta conjunta &agrave; Anatel se posicionando sobre a necessidade de incluir 4G na discuss&atilde;o. Segundo o executivo, o &quot;feriado regulat&oacute;rio&quot; n&atilde;o deveria ser colocado agora, e sim daqui h&aacute; um ou dois anos. &quot;L&aacute; na frente, ser&aacute; poss&iacute;vel ver se algum pequeno competidor foi prejudicado. N&atilde;o agora, com grandes investimentos a caminho&quot;, disse.<\/p>\n<p>Procurada pelo Valor, a Telef&ocirc;nica\/Vivo respondeu, por meio de nota, que considera positivos todos os tipos de incentivos relacionados &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de redes de fibra &oacute;ptica, tendo em vista que exigem altos investimentos e t&ecirc;m prazos de retorno muito longos, superiores a dez anos.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de ocupar a maior e mais confort&aacute;vel poltrona no centro do palco, o presidente da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), Jo&atilde;o Rezende, aparentava certo desconforto. 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