{"id":27155,"date":"2012-09-27T19:16:35","date_gmt":"2012-09-27T19:16:35","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27155"},"modified":"2012-09-27T19:16:35","modified_gmt":"2012-09-27T19:16:35","slug":"empresarios-se-apropriaram-da-liberdade-de-imprensa-para-ter-liberdade-de-empresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27155","title":{"rendered":"&#8220;Empres\u00e1rios se apropriaram da liberdade de imprensa para ter liberdade de empresa&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>O debate sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, que era uma bandeira dos anos 80, voltou &agrave; tona na Am&eacute;rica Latina com a crise do modelo neoliberal e a conquista de governos progressistas em v&aacute;rios pa&iacute;ses. Em quase todo o continente est&aacute; sendo discutido, ou j&aacute; foi aprovado, um novo marco regulat&oacute;rio em busca de mais pluralidade e igualdade de acesso &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Este tema atravessou os debates entre mais de trezentos representantes de r&aacute;dios comunit&aacute;rias, pesquisadores, autoridades e estudantes que participaram do Encontro Latino-Americano de Comunica&ccedil;&atilde;o Popular e Bem Viver, de quarta a sexta-feira, em Quito, no Equador, para comemorar os quarenta anos da Associa&ccedil;&atilde;o Latino-Americana de Educa&ccedil;&atilde;o Radiof&ocirc;nica, a Aler. <\/p>\n<p>&quot;Doze anos atr&aacute;s no continente n&atilde;o est&aacute;vamos falando desse assunto, estava em nossas preocupa&ccedil;&otilde;es sempre, mas n&atilde;o havia essa possibilidade. Creio que se abriu uma brecha e que essa brecha j&aacute; n&atilde;o tem volta atr&aacute;s&quot;, diz a secretaria executiva da Aler, Nelsy Lizarazo. Na opini&atilde;o de Lizarazo, as condi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas s&atilde;o mais favor&aacute;veis agora, com o fortalecimento da democracia, apesar de algumas amea&ccedil;as, como os golpes de Estado em Honduras e no Paraguai, mais recentemente. &quot;Temos mais possibilidades de participar, de mobilizar e de entrar em di&aacute;logo. Tamb&eacute;m creio que os movimentos sociais e as organiza&ccedil;&otilde;es est&atilde;o vivendo um novo tempo, reinventando-se, adaptando-se ao momento e em dire&ccedil;&atilde;o ao futuro, ent&atilde;o creio que esse &eacute; um fator que tamb&eacute;m joga muito a favor de posicionar a comunica&ccedil;&atilde;o como um direito&quot;. <\/p>\n<p><strong>Argentina &#8211; &quot;nova lei traz avan&ccedil;o, mas n&atilde;o &eacute; suficiente para mudar a realidade&quot;<\/strong><\/p>\n<p>Bol&iacute;via e Equador j&aacute; aprovaram em suas Constitui&ccedil;&otilde;es que a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um direito de todo cidad&atilde;o e que a liberdade de express&atilde;o n&atilde;o &eacute; isenta de responsabilidades.<\/p>\n<p>Mas &eacute; a Argentina que t&ecirc;m a legisla&ccedil;&atilde;o mais avan&ccedil;ada do continente. A nova Lei de Meios Audiovisuais, aprovada em 2009, garante 33 por cento das freq&uuml;&ecirc;ncias de r&aacute;dio e televis&atilde;o para emissoras sem fins lucrativos. As comunidades ind&iacute;genas reconhecidas pelo governo tamb&eacute;m t&ecirc;m direito aos canais, fora desse percentual. A lei argentina determina ainda o fim do monop&oacute;lio e oligop&oacute;lio nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e da propriedade cruzada. A cobertura dos canais tem limite, n&atilde;o pode alcan&ccedil;ar mais de 35 por cento da popula&ccedil;&atilde;o. Um dos desafios &eacute; o financiamento e a sustentabilidade dos ve&iacute;culos n&atilde;o comerciais. O fundo que deveria garantir recursos para esses canais ainda n&atilde;o come&ccedil;ou a funcionar, embora haja algumas iniciativas pontuais para investimentos em capacita&ccedil;&atilde;o e compra de equipamentos, segundo o presidente do F&oacute;rum Argentino de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias (Farco), Nestor Busso. &quot;A lei &eacute; como uma porta que se abre. A lei prop&otilde;e um novo modelo, mas n&atilde;o muda a realidade&quot;. <\/p>\n<p>O maior entrave para fazer valer a lei s&atilde;o os grandes grupos privados, como o Clarin, que entrou na justi&ccedil;a e conseguiu uma medida cautelar suspendendo a aplica&ccedil;&atilde;o de alguns artigos. A Suprema Corte marcou como data final para julgar a a&ccedil;&atilde;o o dia sete de dezembro.<\/p>\n<p>Para Busso, &quot;cada vez mais os grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica Latina s&atilde;o a express&atilde;o do poder econ&ocirc;mico concentrado e, na medida em que os governos democr&aacute;ticos querem avan&ccedil;ar em direitos cidad&atilde;os e p&ocirc;r limites ao poder econ&ocirc;mico, ocorre um enfrentamento entre o poder medi&aacute;tico e o poder pol&iacute;tico&quot;. Esse confronto, afirma Busso, &eacute; mais evidente em alguns pa&iacute;ses como Venezuela, Equador e Bol&iacute;via, mas tamb&eacute;m se d&aacute; no Brasil e na Argentina. &quot;O poder econ&ocirc;mico e suas corpora&ccedil;&otilde;es s&atilde;o o principal partido de oposi&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; partidos com id&eacute;ias, com outro projeto pol&iacute;tico. Os que enfrentam as pol&iacute;ticas do governo nacional s&atilde;o as corpora&ccedil;&otilde;es medi&aacute;ticas&quot;. <\/p>\n<p>Por isso o tema &eacute; considerado chave para assegurar a governabilidade democr&aacute;tica. A vantagem na Argentina &eacute; que o assunto j&aacute; ganhou as ruas. &quot;Todo mundo opina sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o. E poucos ainda acreditam naquilo, bom saiu na televis&atilde;o &eacute; verdade, saiu no di&aacute;rio &eacute; verdade. Cresceu um sentido cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o&quot;. <\/p>\n<p>Busso acredita que n&atilde;o &eacute; possivel democratizar a sociedade se apenas poucas empresas definem os temas que devem ser debatidos ou n&atilde;o. &quot;E, de fato, amplos setores da nossa sociedade, particularmente os mais pobres, est&atilde;o invis&iacute;veis, est&atilde;o silenciados, ent&atilde;o h&aacute; necessidade de uma a&ccedil;&atilde;o dos estados para intervir em mat&eacute;ria de comunica&ccedil;&atilde;o e para que todos os setores possam expressar-se. &Eacute; um tema chave, tanto em n&iacute;vel nacional, como internacional&quot;. <\/p>\n<p>A proposta de Busso &eacute; levar o debate aos organismos de integra&ccedil;&atilde;o, como Mercosul, Unasul, Alba e Comunidade Andina. <\/p>\n<p><strong>Comunidade Andina pede nova ordem da comunica&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p>O Secret&aacute;rio da Comunidade Andina (CAN), que re&uacute;ne Peru, Col&ocirc;mbia, Equador e Bol&iacute;via, Adalid Contreras, diz que a entidade n&atilde;o est&aacute; encarregada desse assunto, mas se preocupa com a crescente confronta&ccedil;&atilde;o entre meios de empres&aacute;rios privados e poderes estatais. &quot;N&atilde;o &eacute; casual, porque as estruturas de poder est&atilde;o instaladas nesses meios privados. Muitos meios privados est&atilde;o passando do ponto, j&aacute; n&atilde;o h&aacute; mais &eacute;tica nos informativos&quot;. Para Contreras, est&aacute; instalado nesses meios &quot;o desprezo pelo popular&quot;. E os erros sempre ficam impunes. &quot;A auto-regula&ccedil;&atilde;o dos jornalistas n&atilde;o funciona. N&atilde;o se sanciona, n&atilde;o se castiga. Os empres&aacute;rios se apropriaram da liberdade de imprensa para ter liberdade de empresa&quot;. Neste sentido, o secret&aacute;rio opina que o discurso em nome da liberdade de express&atilde;o &quot;est&aacute; freando aspira&ccedil;&otilde;es de d&eacute;cadas quanto ao direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o&quot;, que seria muito mais amplo. &quot;Eu voltaria a p&ocirc;r como bandeira a necessidade de uma nova ordem mundial da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p><strong>Equador &#8211; Movimentos sociais se unem para tentar aprovar a Lei de Comunica&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p>Os movimentos sociais do Equador decidiram lan&ccedil;aram durante o encontro das r&aacute;dios comunit&aacute;rias uma nova estrat&eacute;gia para avan&ccedil;ar na democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. Eles acreditam que o primeiro passo &eacute; aprovar a Lei de Comunica&ccedil;&atilde;o, que est&aacute; em debate na Assembl&eacute;ia Nacional h&aacute; tr&ecirc;s anos. O texto s&oacute; depende de uma segunda e &uacute;ltima vota&ccedil;&atilde;o no plen&aacute;rio. A proposta divide o espectro radioel&eacute;trico em 33 por cento para canais privados, 33 por cento para p&uacute;blicos e 34 por cento para comunit&aacute;rios, que teriam financiamento e isen&ccedil;&atilde;o de impostos para se equipar. A lei tamb&eacute;m pro&iacute;be monop&oacute;lio e oligop&oacute;lio no setor, garante igualdade de acesso &agrave; publicidade oficial e cria o conselho de regula&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da comunica&ccedil;&atilde;o. O &oacute;rg&atilde;o seria composto por seis pessoas, entre representantes do governo, prov&iacute;ncias, conselhos de igualdade, universidades, comunidades ind&iacute;genas e afroequatorianas e outro dos movimentos sociais. Com func&atilde;o administrativa, o Conselho teria a palavra final sobre a concess&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncias e receberia den&uacute;ncias sobre viola&ccedil;&otilde;es de direitos estabelecidos pela lei. Os meios privados chamam o projeto de &#39;lei da morda&ccedil;a&#39;, o governo j&aacute; disse que ap&oacute;ia a proposta, mas n&atilde;o tem votos suficientes para a aprova&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>As r&aacute;dios comunit&aacute;rias e outros movimentos sociais equatorianos decidiram se unir para pressionar os parlamentares daqui pra frente e fazer oficinas nas comunidades onde atuam com o fim de conscientizar a popula&ccedil;&atilde;o sobre a import&acirc;ncia da mudan&ccedil;a de regras na comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Eduardo Guerreiro, diretor da r&aacute;dio Latacunga, avalia que &quot;esse tema foi conversado at&eacute; agora mais no interior das organiza&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o incidiu na sociedade como um todo. A sociedade civil n&atilde;o v&ecirc; ainda a import&acirc;ncia da lei de comunica&ccedil;&atilde;o. Os meios hegem&ocirc;nicos, os meios comerciais, que est&atilde;o unidos a determinados grupos de poder econ&ocirc;mico e tamb&eacute;m pol&iacute;tico, foram manejando a opini&atilde;o p&uacute;blica&quot;. O radialista diz que os meios comunit&aacute;rios pretendem p&ocirc;r o tema em debate &quot;e apresentar outra realidade, outro olhar sobre o que &eacute; a lei de comunica&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p><strong>Brasil na campanha pela liberdade de express&atilde;o de todos e de todas<\/strong><\/p>\n<p>Essa &eacute; a mesma preocupa&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC) no Brasil. A coordenadora do FNDC, Rosane Bertotti, diz que as pessoas ainda n&atilde;o consideram o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o igual ao de ter acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; sa&uacute;de, por isso n&atilde;o entram na luta por ele. &quot;A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; encarada como uma forma de levar uma informa&ccedil;&atilde;o, levar um entretenimento pra uma camada da sociedade e n&atilde;o como direito&quot;. <\/p>\n<p>Mudar essa vis&atilde;o &eacute; o desafio dos que querem transformar a estrutura de comunica&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. <\/p>\n<p>A legisla&ccedil;&atilde;o em vigor &eacute; de 1962, anterior &agrave; ditadura. A Constitui&ccedil;&atilde;o de 88 trouxe avan&ccedil;os, como a proibi&ccedil;&atilde;o do monop&oacute;lio e da concess&atilde;o de r&aacute;dio e televis&atilde;o para quem tem cargo p&uacute;blico, mas como n&atilde;o foi feita a regulamenta&ccedil;&atilde;o a regra n&atilde;o &eacute; cumprida. &quot;N&oacute;s sabemos que as concess&otilde;es no Brasil, em torno de 30 por cento, s&atilde;o ligadas a pol&iacute;ticos&quot;.<\/p>\n<p>O FNDC defende a necessidade de uma nova lei que garanta a liberdade de express&atilde;o num sentido amplo. A proposta deve garantir pluralidade, novas formas de concess&atilde;o, fortalecer o sistema p&uacute;blico, assim como os meios comunit&aacute;rios e educativos, al&eacute;m de considerar os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos. <\/p>\n<p>Para divulgar esses princ&iacute;pios, o F&oacute;rum lan&ccedil;ou a campanha &quot;Para expressar a liberdade, uma nova lei para um novo tempo&quot;- de converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica e de fortalecimento da democracia. <\/p>\n<p>&quot;O Brasil passou e continua passando por um processo diferente do &uacute;ltimo per&iacute;odo, o governo do presidente Lula avan&ccedil;ou em v&aacute;rios aspectos no que diz respeito &agrave; democracia, &agrave; economia, &agrave; participa&ccedil;&atilde;o&quot;. N&atilde;o faz sentido, na opini&atilde;o de Rosane, uma lei de comunica&ccedil;&atilde;o que ainda permite conte&uacute;dos machistas nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. &quot;A cada dia milhares de mulheres s&atilde;o assassinadas e violentadas e assistimos em televis&atilde;o aberta a programas que incitam a viol&ecirc;ncia contra as mulheres, contra as crian&ccedil;as. N&oacute;s n&atilde;o podemos mais nesse novo tempo de democracia ver programas que incitam &agrave; homofobia, ao racismo. N&oacute;s vivemos num pa&iacute;s plural e precisamos respeitar a diversidade de ra&ccedil;as, de g&ecirc;nero e tamb&eacute;m a diversidade sexual&quot;.<\/p>\n<p>Regular, explica Rosane, &eacute; bem diferente de censurar os meios de comunica&ccedil;&atilde;o. &quot;N&oacute;s defendemos a liberdade de imprensa. Mas n&atilde;o pode ser uma liberdade de imprensa que d&aacute; o direito a quem det&eacute;m o meio de falar o que quer, o que pensa, sem que isso nem sempre seja verdade. E voc&ecirc; n&atilde;o tem nem sequer o direito de resposta no Brasil. Quando voc&ecirc; garante a liberdade de express&atilde;o, voc&ecirc; est&aacute; garantindo a liberdade de imprensa e uma coisa mais ampla, que &eacute; o direito de todos se expressarem, dos homens, das mulheres, dos negros, dos &iacute;ndios, do setor empresarial, do setor do trabalho, dos movimentos sociais, de quem &eacute; governo, porque &eacute; assim que &eacute; a sociedade brasileira&quot;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O debate sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, que era uma bandeira dos anos 80, voltou &agrave; tona na Am&eacute;rica Latina com a crise do modelo neoliberal e a conquista de governos progressistas em v&aacute;rios pa&iacute;ses. 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