{"id":27150,"date":"2012-09-21T18:29:35","date_gmt":"2012-09-21T18:29:35","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27150"},"modified":"2012-09-21T18:29:35","modified_gmt":"2012-09-21T18:29:35","slug":"a-hora-de-reduzir-as-tarifas-de-telecomunicacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27150","title":{"rendered":"A hora de reduzir as tarifas de telecomunica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O governo Dilma acertou quando reduziu as tarifas de energia el&eacute;trica. A medida, que ter&aacute; vig&ecirc;ncia a partir de fevereiro de 2013, trar&aacute; benef&iacute;cios para toda sociedade, para o desenvolvimento do pa&iacute;s e para o fomento de toda a economia. Processo semelhante deveria ocorrer com as tarifas de telecomunica&ccedil;&otilde;es que, todos sabemos, est&atilde;o em patamares muito altos.<\/p>\n<p>Isso ocorreu porque, quando o governo FHC decidiu privatizar o setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es, definiu tamb&eacute;m um processo agressivo de reajuste tarif&aacute;rio. Em 1995, ano da quebra do monop&oacute;lio das telecomunica&ccedil;&otilde;es, a assinatura residencial da telefonia fixa era de 61 centavos, menos de 1 real. Em 1999, primeiro ano da privatiza&ccedil;&atilde;o, j&aacute; estava em R$ 16,26. Um reajuste acumulado de 2600% em apenas quatro anos!!!<\/p>\n<p>Os contratos de concess&atilde;o assinados com as operadoras traziam uma cl&aacute;usula de reajuste muito favor&aacute;vel &agrave;s concession&aacute;rias. O reajuste era feito pelo IGP-DI, vinculado ao d&oacute;lar que alcan&ccedil;ou patamares alt&iacute;ssimos nesse per&iacute;odo. As operadoras podiam escolher um item dos servi&ccedil;os prestados que, al&eacute;m do IGP-DI, receberia um reajuste de 9%. As operadoras escolheram o mais f&aacute;cil: a assinatura residencial. E, como se n&atilde;o bastasse, de 1998 a 2005 toda a produtividade do setor (ganho advindo da utiliza&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias e novas metodologias de produ&ccedil;&atilde;o na telefonia fixa) ficou com elas.<\/p>\n<p>A partir de 2006, como resultado da revis&atilde;o dos contratos de concess&atilde;o, o governo Lula mudou o indicador de reajuste para o &Iacute;ndice de Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (IST). Aplicado aos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es em geral, o IST &eacute; composto por uma cesta de outros &iacute;ndices p&uacute;blicos da economia brasileira. O governo Lula tamb&eacute;m dividiu a produtividade do setor entre as operadoras e a sociedade. Entretanto, como o patamar tarif&aacute;rio j&aacute; era alto, apesar dos reajustes menores a partir daquele momento, as tarifas continuaram muito altas.<\/p>\n<p>Na nova revis&atilde;o dos contratos em 2010, que s&oacute; terminou em 2011, o governo Dilma perdeu a oportunidade de rediscutir as tarifas com as concession&aacute;rias e preferiu apostar no Aice (Acesso Individual Classe Especial) como a solu&ccedil;&atilde;o de acesso para as camadas populares.<\/p>\n<p>O Instituto Telecom considera que h&aacute; espa&ccedil;o para uma negocia&ccedil;&atilde;o que leve &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das tarifas de telecomunica&ccedil;&otilde;es tanto na telefonia fixa, como nos celulares e na banda larga. Para isso, &eacute; necess&aacute;rio trazer ao debate a carga tribut&aacute;ria que incide sobre as tarifas de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Em alguns estados, os tributos alcan&ccedil;am cerca de 60% do valor da assinatura residencial uma vez que s&oacute; o ICMS (Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias), que tem maior incid&ecirc;ncia, chega a 35%.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante s&atilde;o os fundos de telecomunica&ccedil;&otilde;es &#8211; Fust (universaliza&ccedil;&atilde;o), Fistel (fiscaliza&ccedil;&atilde;o) e Funttel (tecnol&oacute;gico), contingenciados pelo governo federal para garantir o super&aacute;vit prim&aacute;rio. Vale ressaltar que, apesar da neglig&ecirc;ncia do governo com o real aproveitamento destes fundos para o desenvolvimento das telecomunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s, a presidente Dilma Rousseff parece preocupar-se com este setor.<\/p>\n<p>Recentemente, ao anunciar a sua pol&iacute;tica de desonera&ccedil;&atilde;o geral de impostos para a redu&ccedil;&atilde;o do custo da ind&uacute;stria e reaquecimento da economia em &aacute;reas como a energia el&eacute;trica, a presidente comparou a nova medida &agrave;s que est&atilde;o sendo tomadas nas telecom. &quot;Vamos ser ainda mais rigorosos e cobrar mais qualidade dos servi&ccedil;os prestados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. A Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) est&aacute; aprimorando os &iacute;ndices de qualidade, que ser&atilde;o exigidos das empresas que fornecem energia, assim como n&oacute;s estamos fazendo com o servi&ccedil;o de telefone, internet&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p>O Instituto Telecom considera este debate complexo, mas necess&aacute;rio. Telecomunica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o um insumo fundamental para a economia do pa&iacute;s e a redu&ccedil;&atilde;o tarif&aacute;ria, se discutida democraticamente, trar&aacute; benef&iacute;cios para toda a sociedade. Mas a&nbsp; redu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser uma tratativa apenas do governo com as empresas. A sociedade civil tem que ser ouvida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Telecom considera que h&aacute; espa&ccedil;o para uma negocia&ccedil;&atilde;o que leve  &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das tarifas de telecomunica&ccedil;&otilde;es tanto na telefonia fixa, como  nos celulares e na banda larga.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[456],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27150"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27150"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27150\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}