{"id":27144,"date":"2012-09-21T18:09:12","date_gmt":"2012-09-21T18:09:12","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27144"},"modified":"2012-09-21T18:09:12","modified_gmt":"2012-09-21T18:09:12","slug":"neutralidade-emperra-votacao-do-marco-civil-da-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27144","title":{"rendered":"Neutralidade emperra vota\u00e7\u00e3o do Marco Civil da Internet"},"content":{"rendered":"<p>A neutralidade de rede emperrou, novamente, as chances de vota&ccedil;&atilde;o do projeto de lei sobre o Marco Civil da Internet. Apesar do movimento de apoio de entidades de defesa dos consumidores e provedores de conte&uacute;do n&atilde;o haver&aacute; a sess&atilde;o da C&acirc;mara prevista sobre o tema nesta quarta-feira, 19\/9. Al&eacute;m de n&atilde;o haver acordo, passou a existir o risco de a proposta ser desfigurada com altera&ccedil;&otilde;es substanciais no texto.<\/p>\n<p>A exemplo da tentativa anterior de levar o projeto a voto, a v&eacute;spera da reuni&atilde;o da comiss&atilde;o especial da C&acirc;mara que analisa a proposta foi repleta de reuni&otilde;es e articula&ccedil;&otilde;es. O governo, que nominalmente apoia a neutralidade de rede, fechou posi&ccedil;&atilde;o para que o conceito retornasse ao que se previa na vers&atilde;o original do projeto, elaborada pelo Poder Executivo.<\/p>\n<p>&ldquo;Defendemos o texto que enviamos. Se houver acordo, pode ter vota&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, nesta ter&ccedil;a. Ao mesmo tempo era realizada uma reuni&atilde;o na Subchefia de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Ali, o governo decidiu que levaria ao relator, Alessandro Molon (PT-RJ) a inten&ccedil;&atilde;o de mudar o projeto.<\/p>\n<p>N&atilde;o foi a primeira vez. Em julho, na expectativa de viabilizar a aprova&ccedil;&atilde;o, Molon j&aacute; aceitara modificar parcialmente o artigo relativo &agrave; neutralidade de rede, atendendo ao que, para todos os efeitos pr&aacute;ticos, s&oacute; pode ser considerado um capricho no teor da men&ccedil;&atilde;o &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es do Comit&ecirc; Gestor da Internet. Mesmo assim, como se viu, n&atilde;o houve vota&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O secret&aacute;rio executivo do Minicom, Cezar Alvarez, que participou da primeira reuni&atilde;o do dia na Presid&ecirc;ncia, explicou que a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; dar ao projeto uma defini&ccedil;&atilde;o menos r&iacute;gida de neutralidade, de forma que ela possa ser aprimorada posteriormente, em fase de regulamenta&ccedil;&atilde;o. A pasta j&aacute; expressou seu desejo de que tal regulamenta&ccedil;&atilde;o fique a cargo da Anatel.<\/p>\n<p>Nesse campo, portanto, o governo da presidenta Dilma Rousseff se mostra alinhado com as preocupa&ccedil;&otilde;es das operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es, detentoras das redes por onde trafegam os pacotes de dados. As teles tamb&eacute;m j&aacute; deixaram claro que se op&otilde;em ao conceito de neutralidade do Marco Civil, por entender que ele prejudica seus modelos de neg&oacute;cios &ndash; atuais e futuros.<\/p>\n<p>O texto original do projeto tem uma defini&ccedil;&atilde;o at&eacute; semelhante &agrave;quela do relat&oacute;rio final, mas &eacute; menos abrangente, e deixa claro que a defini&ccedil;&atilde;o da aplicabilidade do princ&iacute;pio depender&aacute; de regulamenta&ccedil;&atilde;o posterior, com previs&atilde;o de exce&ccedil;&otilde;es a serem estabelecidas tamb&eacute;m em outras leis. Mas, se ajudou, n&atilde;o foi esse o ponto que levou ao cancelamento da vota&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Paralelamente foram articuladas pelo menos tr&ecirc;s propostas de vota&ccedil;&atilde;o em separado &ndash; ou seja, vers&otilde;es diferentes do projeto &ndash; que seriam apresentadas durante a sess&atilde;o desta quarta-feira, pelos deputados Ricardo Izar (PSD-SP) e Eli Correa Filho (DEM-SP), al&eacute;m de uma costurada pelo PMDB. O alvo principal seria a neutralidade, mas havia outras surpresas.<\/p>\n<p>&ldquo;O relat&oacute;rio seria desfigurado com mudan&ccedil;as no conceito de neutralidade de rede e at&eacute; mesmo a inclus&atilde;o de quest&otilde;es relativas a direitos autorais. Seria extremamente arriscado, imprudente at&eacute;, prosseguir com a reuni&atilde;o. O pior dos mundos seria fazer a vota&ccedil;&atilde;o e aprovar um retrocesso&rdquo;, lamentou o relator do Marco Civil da Internet, Alessandro Molon (PT-RJ).<\/p>\n<p>O pr&oacute;prio Molon participou de uma segunda reuni&atilde;o com o governo, desta vez na C&acirc;mara, que s&oacute; terminou &agrave; noite &ndash; na qual o governo insistiu em mudan&ccedil;as no texto. Sem acordo por enquanto, o resultado mais palp&aacute;vel foi um aceno para que haja uma nova tentativa de vota&ccedil;&atilde;o do projeto em outubro, ap&oacute;s o primeiro turno das elei&ccedil;&otilde;es municipais.<\/p>\n<p>O relator defende que a lei traga uma indica&ccedil;&atilde;o clara do que &eacute; neutralidade de rede &ndash; tarefa n&atilde;o ser&aacute; simples. Mas parece haver alguma concord&acirc;ncia com o prazo, visto que o governo tamb&eacute;m prefere uma posi&ccedil;&atilde;o brasileira sobre o tema antes da realiza&ccedil;&atilde;o, em dezembro, da reuni&atilde;o promovida pela Uni&atilde;o Internacional das Telecomunica&ccedil;&otilde;es, em Dubai, para tratar de Internet.<\/p>\n<p>Se as articula&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias ao Marco Civil como est&aacute; tiveram mais sucesso, tamb&eacute;m houve movimentos de defesa do projeto. O Idec e provedores de conte&uacute;do &ndash; Google, Facebook e Mercado Livre &ndash; divulgaram cartas em apoio ao projeto de lei. Curiosamente, em nenhuma das cartas, apesar do apoio ao texto, &eacute; feita men&ccedil;&atilde;o ao ponto que paralisou todo processo: a neutralidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A neutralidade de rede emperrou, novamente, as chances de vota&ccedil;&atilde;o do projeto de lei sobre o Marco Civil da Internet. 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