{"id":27140,"date":"2012-09-21T17:44:11","date_gmt":"2012-09-21T17:44:11","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27140"},"modified":"2012-09-21T17:44:11","modified_gmt":"2012-09-21T17:44:11","slug":"molon-estuda-possibilidade-de-retirar-mencao-ao-cgi-do-marco-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27140","title":{"rendered":"Molon estuda possibilidade de retirar men\u00e7\u00e3o ao CGI do Marco Civil"},"content":{"rendered":"<p>Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia C&acirc;mara, deputado afirma que estudar&aacute; a proposta do Executivo de retornar ao texto original que trata do princ&iacute;pio de neutralidade de rede.<\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia C&acirc;mara o relator do Marco Civil da Internet, deputado Alessandro Molon (PT\/RJ) afirmou ter partido dele a iniciativa de suspender a vota&ccedil;&atilde;o do PL, prevista para ocorrer na &uacute;ltima quarta-feira, 19\/09. Na noite da ter&ccedil;a-feira, 18\/9 Molon se reuniu com representantes da Secretaria de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) para discutir a vota&ccedil;&atilde;o da proposta. E afirmou que estudar&aacute; a sugest&atilde;o do Executivo de retornar &agrave; reda&ccedil;&atilde;o original do artigo que trata da neutralidade de rede, que n&atilde;o faz nenhuma men&ccedil;&atilde;o &agrave; atribui&ccedil;&otilde;es do Comit&ecirc; Gestor da Internet.<\/p>\n<p>O relator preferiu adiar a discuss&atilde;o, depois de receber a not&iacute;cia de que pelo menos dois votos em separado seriam apresentados, o que poderia significar a apresenta&ccedil;&atilde;o e a vota&ccedil;&atilde;o de um texto diferente daquele proposto pelo relator. &ldquo;Consideramos mais prudente fazer a vota&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es, quando tivermos a certeza de um qu&oacute;rum que garanta a aprova&ccedil;&atilde;o do meu relat&oacute;rio&rdquo;, afirmou &agrave; Ag&ecirc;ncia C&acirc;mara.<\/p>\n<p>Conforme Molon, a principal resist&ecirc;ncia a seu substitutivo, apresentado em julho, diz respeito &agrave; garantia da chamada neutralidade de rede. &ldquo;Os votos em separado, ao que tudo indica, retirariam justamente essa garantia&rdquo;, disse. Esse princ&iacute;pio, contido no marco civil, estabelece que todo pacote de dados que trafega na internet dever&aacute; ser tratado de maneira ison&ocirc;mica, sem discrimina&ccedil;&atilde;o quanto ao conte&uacute;do, origem, destino, terminal ou aplicativo.<\/p>\n<p>De acordo com o substitutivo, o princ&iacute;pio dever&aacute; ser regulamentado por decreto, ouvido o Comit&ecirc; Gestor da Internet do Brasil (CGI.br) &#8211; &oacute;rg&atilde;o que inclui representantes do governo, do setor empresarial, do terceiro setor e da comunidade cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica.<\/p>\n<p>&ldquo;O governo &eacute; a favor do meu substitutivo e da neutralidade de rede&rdquo;, assegurou o relator. &ldquo;O Executivo discute, por&eacute;m, se a reda&ccedil;&atilde;o original do artigo que trata da neutralidade de rede n&atilde;o &eacute; melhor do que o proposto no meu texto&rdquo;, disse o deputado.<\/p>\n<p>&ldquo;Se n&atilde;o houver neutralidade da rede, o conte&uacute;do que vai chegar mais rapidamente ao usu&aacute;rio ser&aacute; aquele da empresa que eventualmente tenha celebrado acordo comercial com o provedor de conex&atilde;o&rdquo;, argumentou Molon. &ldquo;Na pr&aacute;tica, o provedor estaria escolhendo pelo usu&aacute;rio o conte&uacute;do que ele vai acessar mais rapidamente, e &eacute; isso que queremos proibir para proteger o direito de escolha do internauta&rdquo;, complementou. Os provedores de conex&atilde;o, ligados &agrave;s grandes empresas de telefonia, seriam os principais opositores da proposta.<\/p>\n<p>A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Telebrasil), na Carta de Bras&iacute;lia 2012 &ndash; documento que re&uacute;ne as sugest&otilde;es de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas das principais operadoras de telefonia do Brasil &ndash;, defende que o marco civil permita a &ldquo;oferta diversificada de servi&ccedil;os para diferentes perfis de usu&aacute;rios&rdquo;. De acordo com a carta, &ldquo;n&atilde;o se pode tratar como igual aquilo que &eacute; por natureza desigual, j&aacute; que colocar todos no mesmo patamar pode significar preju&iacute;zo de muitos em fun&ccedil;&atilde;o do privil&eacute;gio de alguns&rdquo;.<\/p>\n<p>Molon considera a neutralidade de rede um dos pilares da proposta e descarta a possibilidade de vota&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria sem a previs&atilde;o dessa garantia. Os outros pontos mais importantes seriam a prote&ccedil;&atilde;o aos dados pessoais do usu&aacute;rio e a garantia da liberdade de express&atilde;o.<\/p>\n<p>O Marco Civil &eacute; uma esp&eacute;cie de Constitui&ccedil;&atilde;o da internet, com princ&iacute;pios que devem nortear o uso da rede, direitos dos usu&aacute;rios, obriga&ccedil;&otilde;es dos provedores do servi&ccedil;o e responsabilidades do Poder P&uacute;blico.<\/p>\n<p>Na ter&ccedil;a-feira (18\/9), as empresas de internet Google, Facebook e MercadoLivre emitiram uma nota conjunta, em forma de &ldquo;carta aberta&rdquo;, em apoio ao projeto de marco civil da internet.<\/p>\n<p>O documento diz que &quot;o Google, o Facebook e o MercadoLivre apoiam o marco civil da internet, resultado de um riqu&iacute;ssimo debate que resultou em um projeto de lei moderno, com texto composto de princ&iacute;pios reconhecidos globalmente como s&oacute;lido arcabou&ccedil;o para fomentar uma internet livre e equilibrada, preocupada tanto com a inova&ccedil;&atilde;o quanto com direitos fundamentais&quot;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia C&acirc;mara, deputado afirma que estudar&aacute; a proposta do Executivo de retornar ao texto original que trata do princ&iacute;pio de neutralidade de rede. 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