{"id":27124,"date":"2012-09-14T16:41:34","date_gmt":"2012-09-14T16:41:34","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27124"},"modified":"2012-09-14T16:41:34","modified_gmt":"2012-09-14T16:41:34","slug":"chegada-de-marta-suplicy-ao-minc-deve-restabelecer-relacoes-com-a-ancine","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27124","title":{"rendered":"Chegada de Marta Suplicy ao MinC deve restabelecer rela\u00e7\u00f5es com a Ancine"},"content":{"rendered":"<p>A mudan&ccedil;a no Minist&eacute;rio da Cultura, com a indica&ccedil;&atilde;o da senadora Marta Suplicy para o cargo ocupado por Ana de Hollanda, poder&aacute; ter algumas implica&ccedil;&otilde;es importantes para o setor audiovisual, segundo a an&aacute;lise preliminar de observadores do cen&aacute;rio pol&iacute;tico da cultura ouvidos por este notici&aacute;rio.<\/p>\n<p>A primeira delas, &eacute; que a rela&ccedil;&atilde;o entre Ancine e Minist&eacute;rio da Cultura deve ser reconstru&iacute;da em novas bases. N&atilde;o &eacute; segredo que o di&aacute;logo entre a ag&ecirc;ncia e o MinC desde o in&iacute;cio do governo Dilma n&atilde;o foi dos mais fluidos, passando por per&iacute;odos mais cr&iacute;ticos no ano passado e melhorando um pouco em 2012, mas ainda assim pouco afinado.<\/p>\n<p>A raz&atilde;o para esses ru&iacute;dos &eacute; o fato de que a Ancine, presidida por Manoel Rangel, guardava uma vis&atilde;o de pol&iacute;ticas e de estrutura de estado constru&iacute;das nas gest&otilde;es Gilberto Gil\/Juca Ferreira, no governo Lula. A gest&atilde;o Ana de Hollanda no MinC guardou poucas caracter&iacute;sticas desse passado, isso quando n&atilde;o entrou em oposi&ccedil;&atilde;o direta com projetos de seus antecessores.<\/p>\n<p>Mas o principal ponto de mudan&ccedil;a &eacute; que o minist&eacute;rio de Marta Suplicy deve ter algo que Ana de Hollanda nunca teve: de um lado, uma vis&atilde;o de composi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, j&aacute; que Marta &eacute; senadora e pertence a uma corrente forte dentro do PT paulista (e a um grupo que tem projetos eleitorais). De outro, Marta traz uma experi&ecirc;ncia administrativa de quem j&aacute; foi prefeita de S&atilde;o Paulo e ministra do Turismo, no governo Lula.<\/p>\n<p>Os nomes mais citados como interlocutores de Marta na &aacute;rea cultural s&atilde;o o ator e produtor teatral Celso Frateschi, ex-secret&aacute;rio municipal de cultura quando ela foi prefeita de S&atilde;o Paulo (2001-2004) e Glauber Piva, atual diretor da Ancine e por enquanto o nome mais cotado para assumir a presid&ecirc;ncia da ag&ecirc;ncia com o fim do mandato de Manoel Rangel, em 2013. Outro poss&iacute;vel interlocutor de Marta no setor cultural &eacute; Gustavo Vidigal, ex-secret&aacute;rio executivo adjunto de Juca Ferreira e que trabalhou diretamente com a senadora.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, considerando-se o fato de que Marta volta &agrave; Esplanada dos Minist&eacute;rios depois de um processo de recomposi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica com Fernando Haddad, atual candidato a prefeito de S&atilde;o Paulo, ningu&eacute;m aposta que o PT do Rio continuar&aacute; tendo a preponder&acirc;ncia nas decis&otilde;es do MinC que vinha tendo at&eacute; aqui. Soma-se a esse processo o estreitamento das rela&ccedil;&otilde;es entre o PC do B e o PT em S&atilde;o Paulo, o que deve ser verificado no decorrer da campanha de Haddad.<\/p>\n<p><strong>Pol&iacute;ticas<\/strong><\/p>\n<p>Do ponto de vista program&aacute;tico, o que se espera da gest&atilde;o Marta, sobretudo na &aacute;rea de direito autoral e cultura digital (onde Ana de Hollanda era mais criticada) &eacute; um meio termo entre a linha adotada pelo Minist&eacute;rio da Cultura no governo Dilma (rotulada no mercado de &quot;pr&oacute;-Ecad&quot;) e a linha pr&oacute;-creative-commons e pol&iacute;ticas de copy left das gest&otilde;es Gil\/Juca Ferreira. Refor&ccedil;a essa tese a nota do Pal&aacute;cio do Planalto que confirmou Marta no minist&eacute;rio. A nota fala em dar prosseguimento &agrave;s &quot;pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e projetos (&#8230;) nos &uacute;ltimos anos&quot;. Como o governo Dilma n&atilde;o completou dois anos, entende-se que essas pol&iacute;ticas incluem as do governo anterior.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m h&aacute; grande expectativa de um fortalecimento dos projetos de Pontos de Cultura, que d&atilde;o grande visibilidade local ao minist&eacute;rio, o que se alinha com o projeto pol&iacute;tico de Marta.<br \/>A grande inc&oacute;gnita &eacute; em rela&ccedil;&atilde;o ao papel da Secretaria do Audiovisual (SaV) e o alinhamento com a Ancine, mas &eacute; pouco prov&aacute;vel que a haja qualquer movimento de enfraquecimento ou redistribui&ccedil;&atilde;o dos poderes da ag&ecirc;ncia como vinha sendo cogitado entre apoiadores de Ana de Hollanda (alguns dos quais defendiam a transfer&ecirc;ncia do fomento para o Minist&eacute;rio do Desenvolvimento).<\/p>\n<p>A Ancine &eacute; hoje uma parte robusta da capacidade de a&ccedil;&atilde;o do MinC. Sobretudo em fun&ccedil;&atilde;o do forte poder regulador que a ag&ecirc;ncia ganhou ap&oacute;s a Lei 12.485\/2011 e, mais ainda, em fun&ccedil;&atilde;o do enorme poder fomentador decorrente da arrecada&ccedil;&atilde;o de quase R$ 900 milh&otilde;es ao ano em recursos que podem ser aplicados em projetos audiovisuais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mudan&ccedil;a no Minist&eacute;rio da Cultura, com a indica&ccedil;&atilde;o da senadora Marta Suplicy para o cargo ocupado por Ana de Hollanda, poder&aacute; ter algumas implica&ccedil;&otilde;es importantes para o setor audiovisual, segundo a an&aacute;lise preliminar de observadores do cen&aacute;rio pol&iacute;tico da cultura ouvidos por este notici&aacute;rio. 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