{"id":27097,"date":"2012-09-06T17:03:33","date_gmt":"2012-09-06T17:03:33","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27097"},"modified":"2012-09-06T17:03:33","modified_gmt":"2012-09-06T17:03:33","slug":"economia-criativa-precisa-de-politicas-publicas-para-desenvolver-potencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27097","title":{"rendered":"Economia criativa precisa de pol\u00edticas p\u00fablicas para desenvolver potencial"},"content":{"rendered":"<p>O cen&aacute;rio &eacute; muito positivo para a economia criativa no Brasil. No entanto, para que o setor cres&ccedil;a, &eacute; preciso monitoramento para se mensurar tamanho e identificar gargalos visando &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, disse &agrave; Ag&ecirc;ncia Brasil a gerente de Desenvolvimento da Economia Criativa do Servi&ccedil;o de Apoio &agrave;s Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae\/RJ), Heliana Marinho da Silva.<\/p>\n<p>Heliana participou da mesa-redonda Tend&ecirc;ncias e Oportunidades da Economia Criativa, no primeiro dia de trabalhos do Rio Info, principal evento nacional de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o (TI), realizado h&aacute; dez anos na capital fluminense e h&aacute; tr&ecirc;s anos em Portugal.<\/p>\n<p>Segundo a gerente do Sebrae\/RJ, a economia criativa envolve setores que nunca foram estimulados do ponto de vista econ&ocirc;mico, como design e arquitetura. Esses setores n&atilde;o haviam sido considerados como foco de um neg&oacute;cio importante no mundo contempor&acirc;neo, explicou. O governo federal prepara o lan&ccedil;amento do Plano Brasil Criativo, iniciativa para estimular o desenvolvimento dessa &aacute;rea econ&ocirc;mica.<\/p>\n<p>Heliana Marinho sugeriu que haja uma defini&ccedil;&atilde;o clara de quais s&atilde;o os setores que integram a economia criativa e que se estabele&ccedil;am as condi&ccedil;&otilde;es de monitoramento e de pesquisa para a mensura&ccedil;&atilde;o do seu tamanho. Defendeu tamb&eacute;m que sejam identificados os gargalos da cadeia de produ&ccedil;&atilde;o e que se promova a integra&ccedil;&atilde;o desses setores, que &ldquo;se falam melhor de maneira articulada&rdquo;.<\/p>\n<p>Outros desafios s&atilde;o a identifica&ccedil;&atilde;o de formas de financiamento adequadas para os diversos setores e um ambiente de neg&oacute;cios, &ldquo;ou seja, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de incentivo, com tributa&ccedil;&atilde;o diferenciada. Enfim, todo um conjunto de fatores que podem estimular esse desenvolvimento&rdquo;.<\/p>\n<p>O Sebrae lan&ccedil;ou em julho desse ano a Cartilha do Empreendedor Individual na Economia Criativa, voltada para a participa&ccedil;&atilde;o do pequeno empres&aacute;rio nesse setor econ&ocirc;mico. O documento pode ser baixado de p&aacute;gina da institui&ccedil;&atilde;o sobre economia criativa.<\/p>\n<p>Segundo Heliana, h&aacute; a percep&ccedil;&atilde;o de que setores como m&uacute;sica, audiovisual e arquitetura, que misturam v&aacute;rias cadeias produtivas, s&atilde;o fortes no &acirc;mbito da economia criativa, mas precisam ser melhor mensurados, para que se possa identificar as necessidades e, tamb&eacute;m, as oportunidades.<\/p>\n<p>De acordo com Heliana, a tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o &eacute; um elemento funcional de transversalidade, presente em todos os diferentes setores econ&ocirc;micos. &ldquo;Hoje, n&atilde;o d&aacute; para pensar em projeto de arquitetura ou de audiovisual, por exemplo, sem TI&rdquo;, refor&ccedil;ou. &ldquo;A TI talvez seja o fator de integra&ccedil;&atilde;o entre todas as cadeias produtivas a&iacute; colocadas&rdquo;.<\/p>\n<p>Heliana observou, entretanto, que o cen&aacute;rio atual ainda &eacute; &ldquo;de muita experimenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Isso ocorre porque a economia criativa traz um novo olhar sobre diversos segmentos econ&ocirc;micos e os agrupa de forma tamb&eacute;m diferente. &ldquo;A partir da&iacute;, o impacto sobre os neg&oacute;cios, os empreendimentos e no pr&oacute;prio desenvolvimento se d&aacute; de uma maneira que nunca foi estimulada, nunca foi monitorada&rdquo;.<\/p>\n<p>Os setores criativos respondem por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. No Brasil, essa rela&ccedil;&atilde;o est&aacute; entre 7% e 8% do PIB, sendo que no estado do Rio de Janeiro, a estimativa &eacute; que em torno de 4% ou 5% do PIB est&atilde;o concentrados nesses setores, informou.<\/p>\n<p>A gerente do Sebrae\/RJ recordou que estudo recente da Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Com&eacute;rcio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em ingl&ecirc;s) aponta que o crescimento do ambiente criativo e das ind&uacute;strias criativas atingiu patamar de 14% em 2010. &ldquo;Isso mostra uma grande express&atilde;o desses segmentos&rdquo;.<\/p>\n<p>A import&acirc;ncia do profissional de TI nesse cen&aacute;rio se amplia na medida em que ele est&aacute; conectado aos demais setores da economia criativa, frisou Heliana. &ldquo;Nesse campo da economia criativa, nada se d&aacute; muito isolado&rdquo;. Esclareceu que o elemento cultural permite maior diferencia&ccedil;&atilde;o e muita informa&ccedil;&atilde;o para os novos conte&uacute;dos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen&aacute;rio &eacute; muito positivo para a economia criativa no Brasil. 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