{"id":27064,"date":"2012-08-24T17:26:23","date_gmt":"2012-08-24T17:26:23","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27064"},"modified":"2012-08-24T17:26:23","modified_gmt":"2012-08-24T17:26:23","slug":"uniao-teve-oportunidade-de-baratear-a-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27064","title":{"rendered":"Uni\u00e3o teve oportunidade de baratear a banda larga"},"content":{"rendered":"<p>Brasil tem a internet e a telefonia m&oacute;vel mais caras do mundo, a despeito da baixa qualidade dos servi&ccedil;os oferecidos. Para se ter uma ideia, a internet sul-coreana &eacute;, aproximadamente, seiscentas vezes mais r&aacute;pida do que a brasileira, o que permite &agrave; Coreia do Sul engendrar um modelo de educa&ccedil;&atilde;o baseado em intera&ccedil;&atilde;o professor e aluno, com computadores e tablets em sala de aula e resultados que se tornaram refer&ecirc;ncia mundial. Um pa&iacute;s &eacute; medido pela qualidade de educa&ccedil;&atilde;o oferecida ao seu povo.<\/p>\n<p>Vive-se, h&aacute; pelo menos duas d&eacute;cadas, um grande debate dogm&aacute;tico e pol&iacute;tico acerca da privatiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, positivada pelo instituto da concess&atilde;o de servi&ccedil;o p&uacute;blico. N&atilde;o obstante, nos &uacute;ltimos 10 anos est&aacute; em voga a consagra&ccedil;&atilde;o da infraestrutura brasileira em duas grandes frentes, os meios de transporte e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Efetivamente remam a favor do Brasil a Copa do Mundo de 2014 e a Olimp&iacute;ada de 2016, que atraem investimentos internos e externos e obrigam o pa&iacute;s a adequar os meios pelos quais dar&atilde;o vaz&atilde;o ao seu Produto Interno Bruto (PIB). Por isso, n&atilde;o h&aacute; mais como negar, infraestrutura, com qualidade e baixo custo, deve ser o norte buscado doravante pela Rep&uacute;blica, para que, finalmente, consiga atingir seus objetivos constitucionais. A adequa&ccedil;&atilde;o dos meios de produ&ccedil;&atilde;o e escoamento significa redu&ccedil;&atilde;o do alto custo Brasil.<\/p>\n<p>Foi dada a oportunidade de exigir combina&ccedil;&atilde;o de menor tarifa e melhor t&eacute;cnica nos leil&otilde;es de 4G, mas n&atilde;o se fez<\/p>\n<p>Como bom exemplo desta nova concep&ccedil;&atilde;o de Estado, embora o governo tenha se queixado da n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o de sociedades empresariais de renome, muitos se surpreenderam com o valor atingido na licita&ccedil;&atilde;o para concess&atilde;o de administra&ccedil;&atilde;o dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Bras&iacute;lia, quase cinco vezes superior ao esperado pela Uni&atilde;o. Entretanto, utilizou-se, pura e simplesmente, crit&eacute;rio de maior oferta de pagamento ao poder concedente pela respectiva outorga de concess&atilde;o. H&aacute; quem defenda, nesse diapas&atilde;o, a extens&atilde;o de privatiza&ccedil;&atilde;o para todos os aeroportos das capitais das Unidades da Federa&ccedil;&atilde;o, como grande atrativo ao particular capaz de render aos cofres federais quantias bilion&aacute;rias.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, aquele Estado que visa garantir infraestrutura n&atilde;o deve apenas e simplesmente proceder &agrave; cara venda do servi&ccedil;o p&uacute;blico; para n&atilde;o macular o interesse p&uacute;blico prim&aacute;rio que consubstancia a concess&atilde;o, como alertado, deve fazer garantir a presta&ccedil;&atilde;o de excelente servi&ccedil;o, com tarifa proporcional, ainda que, para tanto, tenha que abrir m&atilde;o da proposta simples de maior arrecada&ccedil;&atilde;o pela concess&atilde;o, fazendo-se mister, como crit&eacute;rio de julgamento de licita&ccedil;&atilde;o, as combina&ccedil;&otilde;es previstas no artigo 15 da Lei 8.978\/95, com a reda&ccedil;&atilde;o que lhe emprestou a Lei 9.648\/98.<\/p>\n<p>Teve o pa&iacute;s a grande oportunidade, em meados de junho deste ano, para, aproveitadas as li&ccedil;&otilde;es &#8211; e o sucesso relativo (alto valor arrecadado x pouca qualidade) &#8211; do leil&atilde;o de concess&atilde;o dos aeroportos, enfim, tornar a internet de banda larga acess&iacute;vel. Ainda engatinhando na tecnologia de 3&ordf; gera&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o sem fio, a chamada 3G, superada em pa&iacute;ses desenvolvidos h&aacute; pelo menos tr&ecirc;s anos, como Coreia do Sul e Jap&atilde;o, foi realizado o leil&atilde;o de tecnologia de 4&ordf; gera&ccedil;&atilde;o para concess&atilde;o das faixas de radiofrequ&ecirc;ncia de 451 mega-hertz (MHz) a 458 Mhz (rural); de 461 MHz a 468 MHz; e de 2,5 giga-hertz (GHz) a 2,69 GHz (internet de alta velocidade).<\/p>\n<p>Por aquele certame, no total foram arrecadados R$ 2,93 bilh&otilde;es (&aacute;gio de 31,27%), com a concess&atilde;o de 54 lotes a seis gru<\/p>\n<p>pos de empresas. As operadoras que se sagraram vencedoras devem iniciar a oferta da banda larga 4G no pa&iacute;s a partir de abril de 2013 e ainda garantir a oferta de internet e telefonia em &aacute;reas rurais, na frequ&ecirc;ncia de 451 megahertz (MHz). Por ordem expressa da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, todas as cidades sede da Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es devem estar cobertas pelo servi&ccedil;o de 4G at&eacute; fim de abril de 2013. Quer o governo, ademais, que at&eacute; o final de 2013 todas as cidades sede da Copa do Mundo estejam prontas com o 4G. At&eacute; o fim de 2017, o servi&ccedil;o deve estar dispon&iacute;vel em todo o territ&oacute;rio brasileiro, com pelos menos 70% de tecnologia nacional.<\/p>\n<p>Tudo isso ter&aacute; seu pre&ccedil;o, ali&aacute;s, caro. As seis teles que participaram e venceram o leil&atilde;o n&atilde;o esconderam que o servi&ccedil;o ser&aacute; oferecido em tarifa nada m&oacute;dica, ao contr&aacute;rio do determinado pela lei. Para compensar o grande investimento, as concession&aacute;rias afirmaram ser necess&aacute;ria a transfer&ecirc;ncia desses valores para pagamento pelo consumidor final. Embora prometido pelo governo a desonera&ccedil;&atilde;o de insumos e tributos, defend&iacute;amos ao tempo da licita&ccedil;&atilde;o que a Uni&atilde;o abrisse m&atilde;o do crit&eacute;rio de maior pre&ccedil;o pela outorga da faixa de frequ&ecirc;ncia (arrecadou quase 40% a mais do esperado em raz&atilde;o da disputa permitida pelo leil&atilde;o), com a finalidade de que, resguardado o interesse p&uacute;blico prim&aacute;rio assaz visado pelo poder p&uacute;blico, qual seja, infraestrutura dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, fossem os servi&ccedil;os com qualidade, logo no primeiro momento, oferecidos por tarifas apenas proporcionais.<\/p>\n<p>Em v&atilde;o. Ao Brasil foi dada a grande oportunidade de exigir, forte na vincula&ccedil;&atilde;o ao edital, a combina&ccedil;&atilde;o de menor tarifa e melhor t&eacute;cnica. N&atilde;o o fez e, agora, j&aacute; informado o alto pre&ccedil;o do servi&ccedil;o, n&atilde;o atende ao princ&iacute;pio da universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o p&uacute;blico. Condenada, uma vez mais, a infraestrutura.<\/p>\n<p>Ainda h&aacute; tempo? O &aacute;gio de quase 40% alcan&ccedil;ado pelo governo ser&aacute; repassado a t&iacute;tulo de investimento, como determina o figurino? S&atilde;o questionamentos cujas respostas far&atilde;o com que o Brasil d&ecirc; um passo importante &agrave; conquista de pa&iacute;s promotor de bem estar e infraestrutura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil tem a internet e a telefonia m&oacute;vel mais caras do mundo, a despeito da baixa qualidade dos servi&ccedil;os oferecidos. 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