{"id":27023,"date":"2012-07-31T17:27:54","date_gmt":"2012-07-31T17:27:54","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27023"},"modified":"2012-07-31T17:27:54","modified_gmt":"2012-07-31T17:27:54","slug":"rafael-correa-quer-suspender-publicidade-oficial-na-grande-midia-equatoriana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27023","title":{"rendered":"Rafael Correa quer suspender publicidade oficial na grande m\u00eddia equatoriana"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">No que depender do presidente equatoriano, Rafael Correa, os grandes jornais, revistas e canais de r&aacute;dio e televis&atilde;o do pa&iacute;s j&aacute; n&atilde;o poder&atilde;o contar com as receitas da publicidade oficial para financiar sua programa&ccedil;&atilde;o. No &uacute;ltimo s&aacute;bado (28), o mandat&aacute;rio anunciou que deixar&aacute; de contratar an&uacute;ncios pagos nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o comerciais.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o temos porqu&ecirc;, com o dinheiro dos equatorianos, beneficiar o neg&oacute;cio de seis fam&iacute;lias do pa&iacute;s&rdquo;, constatou o presidente, recomendando ao secret&aacute;rio de Comunica&ccedil;&atilde;o, Fernando Alvarado, que retirasse imediatamente a grande m&iacute;dia equatoriana da carta publicit&aacute;ria das empresas e institui&ccedil;&otilde;es governamentais. &ldquo;Daqui pra frente, zero publicidade oficial aos meios mercantilistas, para ver se fazem comunica&ccedil;&atilde;o por voca&ccedil;&atilde;o ou por neg&oacute;cio.&rdquo;<\/p>\n<p>A not&iacute;cia veio durante a 282&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do programa Enlace Ciudadano, uma esp&eacute;cie de presta&ccedil;&atilde;o de contas misturada com propaganda institucional que Rafael Correa realiza semanalmente em algum lugar do pa&iacute;s &ndash; desta vez, o evento ocorreu em Ibarra, ao norte da capital, Quito. O presidente lembrou que seis semanas antes havia sugerido aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o privados que renunciassem &agrave; publicidade oficial, uma vez que criticam tanto o governo por n&atilde;o respeitar a liberdade de express&atilde;o.<\/p>\n<p>De acordo com o mandat&aacute;rio, nenhum meio abriu m&atilde;o da verba publicit&aacute;ria. Pelo contr&aacute;rio, o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Equatoriana de Editores de Jornais (AEDEP, na sigla em castelhano), Diego Cornejo, afirmou em uma emissora de r&aacute;dio que nenhuma empresa de comunica&ccedil;&atilde;o do Equador deixaria de veicular as rent&aacute;veis propagandas oficiais. Faz&ecirc;-lo, argumentou, seria contrariar a l&oacute;gica do neg&oacute;cio. &ldquo;Maravilhoso que seja honesto&rdquo;, exaltou Correa. &ldquo;Reconhece que &eacute; um neg&oacute;cio, que sua l&oacute;gica &eacute; fazer dinheiro.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Batalha<\/strong><\/p>\n<p>A suspens&atilde;o da publicidade oficial &eacute; apenas mais um cap&iacute;tulo da batalha pol&iacute;tica entre o governo e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o equatorianos. O &uacute;ltimo passo de Rafael Correa em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; grande m&iacute;dia do pa&iacute;s havia sido desferido em junho, quando o presidente proibiu seus ministros de concederem entrevistas exclusivas aos ve&iacute;culos comerciais. Em contrapartida, os editoriais e artigos de opini&atilde;o atacam constantemente a administra&ccedil;&atilde;o correista por n&atilde;o respeitar a liberdade de imprensa.<\/p>\n<p>A mais recente decis&atilde;o do presidente ganha peso devido &agrave; Lei de Comunica&ccedil;&atilde;o, que tramita h&aacute; dois anos na Assembleia Nacional do Equador. Depois de muita discuss&atilde;o, o projeto est&aacute; pronto para ser votado em plen&aacute;rio. O problema &eacute; que nem governo nem oposi&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m maioria para aprov&aacute;-la ou recha&ccedil;&aacute;-la. Esperava-se que a lei fosse apreciada pelos deputados na semana passada, mas o presidente da Assembleia, Fernando Cordero, suspendeu a vota&ccedil;&atilde;o alegando falta de qu&oacute;rum.<\/p>\n<p>Entre seus 120 artigos, a Lei de Comunica&ccedil;&atilde;o pretende dividir as frequ&ecirc;ncias de r&aacute;dio e televis&atilde;o entre meios de comunica&ccedil;&atilde;o privados, p&uacute;blicos e comunit&aacute;rios. A propor&ccedil;&atilde;o seria 33%, 33% e 34%. Os canais de r&aacute;dio e televis&atilde;o que acabam de perder a verba publicit&aacute;ria oficial se op&otilde;em ferrenhamente ao projeto. O governo &eacute; seu maior entusiasta.<\/p>\n<p>&ldquo;O texto determina expressamente que o governo deve distribuir a receita publicit&aacute;ria entre os meios privados, p&uacute;blicos e comunit&aacute;rios &ndash; e tamb&eacute;m entre os meios rurais e urbanos&rdquo;, assegura Romel Jurado, assessor do deputado Mauro Andino, presidente da comiss&atilde;o que escreveu a Lei de Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No que depender do presidente equatoriano, Rafael Correa, os grandes jornais, revistas e canais de r&aacute;dio e televis&atilde;o do pa&iacute;s j&aacute; n&atilde;o poder&atilde;o contar com as receitas da publicidade oficial para financiar sua programa&ccedil;&atilde;o. 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