{"id":27004,"date":"2012-07-24T15:16:38","date_gmt":"2012-07-24T15:16:38","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27004"},"modified":"2012-07-24T15:16:38","modified_gmt":"2012-07-24T15:16:38","slug":"em-guaranhuns-pe-liberdade-de-expressao-e-comunicacao-publica-sao-temas-de-debate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27004","title":{"rendered":"Em Guaranhuns (PE), liberdade de express\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica s\u00e3o temas de debate"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es teve seu espa&ccedil;o dentro da diversidade de temas do Festival de Inverno de Garanhuns (PE). O F&oacute;rum Pernambucano de Comunica&ccedil;&atilde;o (Fopecom), TV Pernambuco e Funda&ccedil;&atilde;o do Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico de Pernambuco (Fundarpe) organizaram dois debates na cidade do interior pernambucano sobre a liberdade de express&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica nos dias 19 e 20 de julho. <\/p>\n<p>No primeiro encontro, o representante do Intervozes Paulo Victor Melo avaliou que &ldquo;o Governo Federal tem adotado uma postura de aproxima&ccedil;&atilde;o com o empresariado do setor e optado em n&atilde;o promover uma mudan&ccedil;a estrutural que avance na democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia&rdquo;. Para Paulo as &uacute;ltimas declara&ccedil;&otilde;es do Ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es privilegia os setor empresarial e n&atilde;o mostra a inten&ccedil;&atilde;o do governo em debate p&uacute;blico uma nova legisla&ccedil;&atilde;o para o setor.<\/p>\n<p>O membro do Intervozes apontou que a cada dia a pauta da comunica&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo incorporada por mais segmentos da sociedade, principalmente, &ldquo;por estes grupos n&atilde;o se identificarem com o que &eacute; veiculado pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Paulo Victou afirmou que &ldquo;&eacute; preciso ampliar a pauta, sensibilizar mais pessoas, dialogar com as pessoas que gostam de novela, com as pessoas que ouvem r&aacute;dio, mas que ainda n&atilde;o v&ecirc;em a comunica&ccedil;&atilde;o como um direito&rdquo;.<\/p>\n<p>Para Renata Mielli, secret&aacute;ria geral do Bar&atilde;o de Itarar&eacute; e membro da coordena&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; fundamental a sociedade compreender a comunica&ccedil;&atilde;o como um direito. &ldquo;Da mesma forma que a sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o ou moradia, a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um direito, mesmo que ainda n&atilde;o seja percebida como tal. Em grande parte, a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; vista como um servi&ccedil;o porque os grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o sempre a trataram dessa forma&rdquo;.<\/p>\n<p>Por esses fatores &eacute; que, de acordo com Mielli, no dia 27 de agosto, o FNDC, em conjunto com diversas entidades da sociedade civil, lan&ccedil;ar&aacute; a Campanha Nacional pela Liberdade de Express&atilde;o. A data marca os 50 anos do C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, legisla&ccedil;&atilde;o que regulamenta o servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&ldquo;A escolha desta data &eacute; para marcar simbolicamente que precisamos enterrar o CBT e construir um novo marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil. Uma nova legisla&ccedil;&atilde;o que garanta a diversidade e a pluralidade de vozes existentes na sociedade, uma legisla&ccedil;&atilde;o que garanta a liberdade de express&atilde;o para todos e n&atilde;o somente para alguns grupos&rdquo;, disse Mielli.<\/p>\n<p><strong>Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social<\/strong><\/p>\n<p>A reativa&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira, durante a &uacute;ltima sess&atilde;o do Congresso Nacional antes do recesso, foi criticada durante o evento. Paulo Victor Melo frisou que o processo de reativa&ccedil;&atilde;o do Conselho e a indica&ccedil;&atilde;o dos membros se deu sem qualquer di&aacute;logo com a sociedade. &ldquo;Esse Conselho, desativado em 2006 por ordem da Presid&ecirc;ncia do Senado, j&aacute; volta com diversos problemas. Dentre os treze membros titulares n&atilde;o h&aacute; uma mulher, a quest&atilde;o racial tamb&eacute;m foi esquecida. Al&eacute;m disso, o Congresso n&atilde;o ouviu a sociedade, que &eacute; mais interessada no &oacute;rg&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Renata Mielli, do Bar&atilde;o de Itarar&eacute; e do FNDC, concordou e disse que a indica&ccedil;&atilde;o &ldquo;foi retr&oacute;grada e antidemocr&aacute;tica, j&aacute; que n&atilde;o reflete a diversidade do povo brasileiro nem dos segmentos que defendem uma comunica&ccedil;&atilde;o plural. Por isso, o FNDC se manifestou criticando o Conselho e propondo que os parlamentares revejam a sua posi&ccedil;&atilde;o e retomem o di&aacute;logo com o movimento social&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica<\/strong><\/p>\n<p>Guilherme Strozy, representante dos funcion&aacute;rios no Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC), apontou as dificuldade em se fazer uma m&iacute;dia p&uacute;blica no Brasil.&nbsp; &ldquo;A EBC tem avan&ccedil;ado para se consolidar como uma empresa p&uacute;blica de comunica&ccedil;&atilde;o. Temos enormes desafios, principalmente por termos um hist&oacute;rico de comunica&ccedil;&atilde;o privada, mas a expans&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica t&ecirc;m contribu&iacute;do para uma nova cultura de comunica&ccedil;&atilde;o que atenda aos interesses reais da popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;, destacou.<\/p>\n<p>Para Strozy, a sociedade deve entender a EBC como um bem p&uacute;blico e cobrar dos conselheiros. De acordo com ele, &ldquo;o principal espa&ccedil;o de representa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os &eacute; o Conselho Curador, que conta com 22 membros, por isso qualquer pessoa que tiver algo a dizer sobre a EBC deve se reportar aos conselheiros, que devem ser a sua voz dentro da empresa&rdquo;.<\/p>\n<p>Ivan Moraes Filho, representante do F&oacute;rum Pernambucano de Comunica&ccedil;&atilde;o, ressaltou a necessidade de ampliar e popularizar o debate sobre a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Se referindo &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, que, no artigo 223 determina que as emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o devem observar o princ&iacute;pio da complementaridade entre os sistemas privado, p&uacute;blico e estatal, Ivan resumiu a diferen&ccedil;a entre os sistemas a partir de tr&ecirc;s premissas: quem faz, quem manda e quem paga.<\/p>\n<p>&ldquo;Na comunica&ccedil;&atilde;o privada quem faz s&atilde;o profissionais contratados, quem manda &eacute; o patr&atilde;o e quem paga &eacute;, essencialmente, a publicidade. Na estatal, quem faz s&atilde;o funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, quem manda &eacute; o Estado e quem paga &eacute; a popula&ccedil;&atilde;o, principalmente, atrav&eacute;s de impostos. J&aacute; na comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, quem faz &eacute; o povo, quem manda &eacute; o povo e quem paga &eacute; o povo&rdquo;, disse Ivan Moraes.<\/p>\n<p>O integrante do Fopecom cobrou tamb&eacute;m a necessidade do Governo do Estado criar a Empresa Pernambuco de Comunica&ccedil;&atilde;o (EPC), cujo processo foi iniciado por um Grupo de Trabalho formado por entidades da sociedade civil e &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, mas que ainda n&atilde;o foi finalizado. De acordo com Ivan Morares, &ldquo;&eacute; consenso n&atilde;o s&oacute; no Fopecom, mas em diversas organiza&ccedil;&otilde;es que discutem comunica&ccedil;&atilde;o no estado, a import&acirc;ncia da consolida&ccedil;&atilde;o da EPC, que pode se tornar um paradigma em termos de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em todo o pa&iacute;s&rdquo;.<\/p>\n<p>J&aacute; no dia 20, a Ouvidora-Geral da EBC, Regina Lima, destacou o papel de inst&acirc;ncias de di&aacute;logo entre os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e a popula&ccedil;&atilde;o em geral. &ldquo;&Eacute; a sociedade quem deve avaliar se as m&iacute;dias p&uacute;blicas est&atilde;o cumprindo o seu objetivo e os seus princ&iacute;pios. Ainda para Regina Lima, &ldquo;Pernambuco est&aacute; fazendo um &oacute;timo trabalho com a cria&ccedil;&atilde;o da EPC. Uma televis&atilde;o p&uacute;blica e transparente com o di&aacute;logo aberto com a sociedade &eacute; o modelo ideal de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>O Gerente-Geral da TV Pernambuco, Roger de Renor, ressaltou que &ldquo;a presen&ccedil;a de membros da TV Brasil e de entidades que defendem uma comunica&ccedil;&atilde;o plural foi uma oportunidade para a apresenta&ccedil;&atilde;o das demandas da sociedade pernambucana que busca uma verdadeira comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, al&eacute;m de ser um espa&ccedil;o de presta&ccedil;&atilde;o de contas &agrave; sociedade&rdquo;.<\/p>\n<p>Ao final do debate foi encaminhado que as entidades do movimento social de Pernambuco se organizar&atilde;o para participar da Audi&ecirc;ncia P&uacute;blica promovida pela EBC, em Recife, na pr&oacute;xima quarta-feira (25) e, na oportunidade, ser&aacute; entregue um documento solicitando apoio na luta pela cria&ccedil;&atilde;o da Empresa Pernambuco de Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Durante o Festival de Inverno de Guaranhuns, entidades da sociedade civil e representantes do governo de Pernambuco organizam debates sobre a necessidade de regula&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia e o sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[830],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27004"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27004"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27004\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}