{"id":27001,"date":"2012-07-20T17:30:02","date_gmt":"2012-07-20T17:30:02","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=27001"},"modified":"2012-07-20T17:30:02","modified_gmt":"2012-07-20T17:30:02","slug":"reativacao-do-conselho-de-comunicacao-do-congresso-pega-de-surpresa-ate-nomeados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=27001","title":{"rendered":"Reativa\u00e7\u00e3o do Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o do Congresso pega de surpresa at\u00e9 nomeados"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Aprovada no &uacute;ltimo dia do semestre legislativo, a nova composi&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social surpreendeu at&eacute; mesmo os novos integrantes e incluiu o ex-porta-voz do presidente da Casa, Jos&eacute; Sarney (PMDB-AP), e representante das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o em vagas que caberiam &agrave; sociedade civil. O processo de elei&ccedil;&atilde;o foi questionado por entidades que militam no setor.<\/p>\n<p>Criado em 1991 (governo Fernando Collor) pela Lei 8.389, instalado pela primeira vez em 2002 e desativado desde 2004, o colegiado, com 13 integrantes, deve formular estudos e pareceres, entre outros, sobre a liberdade de manifesta&ccedil;&atilde;o e de pensamento, a propaganda comercial e o monop&oacute;lio ou o oligop&oacute;lio nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. A reativa&ccedil;&atilde;o era um antigo anseio de setores da sociedade que pedem um debate sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o do setor, mas a aprova&ccedil;&atilde;o, feita de surpresa na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira (17), n&atilde;o foi exatamente agrad&aacute;vel para militantes e deputados que queriam opinar sobre a nomea&ccedil;&atilde;o dos integrantes. Por lei, cabe &agrave; Mesa Diretora do Senado, comandada por Sarney, empres&aacute;rio de comunica&ccedil;&atilde;o no Norte e no Nordeste, a defini&ccedil;&atilde;o dos membros do colegiado. <\/p>\n<p>Indicado como representante dos radialistas, o presidente do sindicato da categoria em Minas Gerais, Jos&eacute; Catarino do Nascimento Silva, disse ter sido surpreendido. &ldquo;At&eacute; agora (hoje, 19), nem comunicado fui&rdquo;, afirmou. Ele disse, inclusive, concordar com a ressalva feita pelo F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC) sobre a indica&ccedil;&atilde;o dos radialistas ter sido feita &ldquo;sem di&aacute;logo com a atual gest&atilde;o da Fitert (federa&ccedil;&atilde;o nacional)&rdquo;. Segundo Nascimento, a entidade deveria ter sido consultada. &ldquo;A primeira coisa que vou fazer &eacute; ter contato com a Erundina e com os companheiros do FNDC.&rdquo; A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) &eacute; coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Express&atilde;o, e Nascimento quer consult&aacute;-la para saber, inclusive, se deve ou n&atilde;o se manter como titular do colegiado.<\/p>\n<p>Na quarta-feira (18), a deputada federal Luiza Erundina, que preside a Frente Parlamentar pela Liberdade de Express&atilde;o, afirmou haver recebido com &ldquo;estranheza e perplexidade&rdquo; a informa&ccedil;&atilde;o de que havia sido aprovada a nova composi&ccedil;&atilde;o do conselho. &ldquo;A vota&ccedil;&atilde;o dessa mat&eacute;ria se deu numa sess&atilde;o do Congresso convocada com um &uacute;nico ponto de pauta, ou seja, o Projeto de Lei de Diretrizes Or&ccedil;ament&aacute;rias, &agrave;s v&eacute;speras do recesso parlamentar. O item sobre o CCS deve ter sido inclu&iacute;do como extra-pauta, sem discuss&atilde;o e &agrave; revelia da maioria dos parlamentares, provavelmente com o conhecimento apenas dos l&iacute;deres de bancada presentes &agrave; referida sess&atilde;o&rdquo;, diz comunicado emitido em nome de toda a frente. <\/p>\n<p>Segundo a nota, o grupo de deputados e senadores encaminhou a Sarney em fevereiro deste ano uma lista com sugest&otilde;es de nomes da sociedade civil. &ldquo;Manifestamos nosso veemente rep&uacute;dio pela forma desrespeitosa e antidemocr&aacute;tica como o Presidente do Senado tratou, neste caso, os parlamentares e representantes de mais de cem entidades da sociedade civil que integram a Frentecom.&rdquo;<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato Interestadual dos Trabalhadores na Ind&uacute;stria Cinematogr&aacute;fica e do Audiovisual (que abrange Norte, Nordeste e Sudeste, com exce&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo), Luiz Gerace, o Chacra, contou que o seu nome foi indicado quatro anos atr&aacute;s. Depois, n&atilde;o ouviu mais falar do assunto. &ldquo;Hoje (19) recebi um telefonema de uma pessoa do Senado, para confirmar o endere&ccedil;o.&rdquo; <\/p>\n<p>No ano passado, Chacra chegou a receber um telefonema do vice-presidente da TV Globo, Evandro Guimar&atilde;es, que estaria preocupado com a possibilidade da entrada de grupos estrangeiros no mercado brasileiro. &ldquo;A gente defende o amplo direito de express&atilde;o audiovisual. Sem-terra pode produzir, o &iacute;ndio pode, os perif&eacute;ricos&rdquo;, diz o sindicalista, que chama a aten&ccedil;&atilde;o para a &ldquo;precariza&ccedil;&atilde;o violenta&rdquo; do profissional do setor, sem direitos como carteira assinada, piso salarial, jornada ou 13&ordm;.<\/p>\n<p>Um dos conselheiros que tomar&aacute; posse em 9 de agosto &eacute; Fernando Cesar Mesquita, porta-voz de Sarney no per&iacute;odo em que o senador foi presidente da Rep&uacute;blica (1985-1990). Mesquita, hoje diretor de Comunica&ccedil;&atilde;o do Senado, &eacute; um dos cinco representantes da sociedade civil nomeados pelo parlamentar. Questionado sobre o porqu&ecirc; de preencher a vaga no colegiado, ele classifica como &ldquo;bobagens&rdquo; as cr&iacute;ticas feitas pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Express&atilde;o e diz que foram escolhidos os nomes &ldquo;mais representativos&rdquo;. &ldquo;Tenho uma hist&oacute;ria, sou jornalista a vida toda. Tenho experi&ecirc;ncia muito grande na &aacute;rea p&uacute;blica. Fui diretor de O Estado de S. Paulo, do Jornal do Brasil. Represento porque contribuo como cidad&atilde;o&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>Mesquita diz n&atilde;o querer emitir opini&otilde;es precipitadas e n&atilde;o antecipa quais temas pretende abordar nos debates. Mas, quando perguntado sobre qual opini&atilde;o pretende levar ao conselho sobre o controle de canais de r&aacute;dio e de televis&atilde;o por pol&iacute;ticos, pr&aacute;tica vedada pela Constitui&ccedil;&atilde;o, mas que na pr&aacute;tica &eacute; comum, ele se sai com a afirma&ccedil;&atilde;o de que a legisla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permite a pr&aacute;tica: &ldquo;Hoje os pol&iacute;ticos n&atilde;o podem mais ser propriet&aacute;rios. H&aacute; parentes que s&atilde;o, mas eles n&atilde;o s&atilde;o.&rdquo; Parentes, no popular, s&atilde;o os &ldquo;laranjas&rdquo; que permitem a burla &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Outro que entrou na cota de representantes da sociedade civil foi um empres&aacute;rio de comunica&ccedil;&atilde;o, setor que j&aacute; tem assento reservado no conselho. Jo&atilde;o Monteiro de Barros Filho &eacute; dono da RedeVida de Televis&atilde;o, sediada em S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto, no interior paulista, e com retransmissoras de conte&uacute;do religioso espalhadas pelo pa&iacute;s. Segundo a p&aacute;gina da emissora, Filho e o presidente do Congresso s&atilde;o velhos conhecidos: &ldquo;A ideia de formar a RedeVida de Televis&atilde;o nasceu durante o governo do presidente Jos&eacute; Sarney. Na &eacute;poca, a disputa pelo canal 11 de S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto foi grande e o jornalista barretense representava o segmento mais fraco, mas tinha a promessa do presidente e uma f&eacute; imensa.&rdquo;<\/p>\n<p>Por telefone, Barros Filho preferiu n&atilde;o opinar sobre sua nomea&ccedil;&atilde;o para o conselho: <\/p>\n<p>&ndash; &ldquo;Fala com meu filho, Barros Neto, que ele est&aacute; acompanhando melhor essas reuni&otilde;es.&rdquo;<br \/>&ndash; &ldquo;Mas o nome que consta como conselheiro &eacute; o seu, Jo&atilde;o Monteiro de Barros Filho&rdquo;, responde o rep&oacute;rter.<br \/>&ndash; &ldquo;Ele &eacute; Jo&atilde;o Monteiro tamb&eacute;m.&rdquo;<\/p>\n<p>Com a palavra, o filho de Filho: &ldquo;Penso que ele est&aacute; convidado como representante da sociedade civil. E neste sentido ele se enquadra completamente&rdquo;, diz, negando que a nomea&ccedil;&atilde;o de seu pai fosse mais adequada na cadeira de representante dos empres&aacute;rios. &ldquo;A grande virtude do meu pai participar desse conselho, como membro da sociedade civil, &eacute; por causa das caracter&iacute;sticas pessoais. &Eacute; um jornalista que come&ccedil;ou a trabalhar em 1955, que atua no r&aacute;dio, no jornal e tamb&eacute;m atuou fundando uma rede de televis&atilde;o. Com valores e princ&iacute;pios morais, &eacute;ticos, c&iacute;vicos.&rdquo;<\/p>\n<p>Uma das quest&otilde;es que podem ser debatidas pelo conselho &eacute; a regula&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, abordando mecanismos para desconcentrar as concess&otilde;es de r&aacute;dio e televis&atilde;o e a distribui&ccedil;&atilde;o das verbas de publicidade. A respeito do assunto, Barros Neto informa que Barros Filho considera que o setor j&aacute; est&aacute; regulamentado, mas existe necessidade constante de debater aperfei&ccedil;oamentos para acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e da sociedade. Ele afirma ainda que seu pai est&aacute; disposto a debater a possibilidade de restri&ccedil;&otilde;es na veicula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do religioso utilizando emissoras: &ldquo;Tudo pode ser discutido. N&atilde;o tem nada que n&atilde;o deva ser discutido&rdquo;.<\/p>\n<p>Em nota, o F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC) classificou como &ldquo;antidemocr&aacute;tica e preconceituosa&rdquo; a escolha dos integrantes, que poderiam ajudar a impulsionar o debate sobre democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. A entidade lamentou o fato de a dire&ccedil;&atilde;o da Fitert n&atilde;o haver sido consultada sobre a vaga para a qual seu ex-presidente foi nomeado e a exclus&atilde;o das mulheres, que n&atilde;o ocupam nenhum dos 13 assentos permanentes. <\/p>\n<p>&ldquo;Um Conselho que deveria servir para auxiliar o Parlamento, e que re&uacute;ne entre suas fun&ccedil;&otilde;es avaliar quest&otilde;es ligadas &agrave; liberdade de manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento, da cria&ccedil;&atilde;o, da express&atilde;o e da informa&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de emitir pareceres e recomenda&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e programa&ccedil;&atilde;o de emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o, n&atilde;o deve &#8211; e n&atilde;o pode jamais &#8211; prescindir da participa&ccedil;&atilde;o de uma representa&ccedil;&atilde;o coerente da sociedade civil &agrave; altura de t&atilde;o complexas e estrat&eacute;gicas responsabilidades&rdquo;, diz o comunicado.<\/p>\n<p>Os outros tr&ecirc;s representantes da sociedade civil no Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social s&atilde;o Miguel &Acirc;ngelo Sampaio Can&ccedil;ado, tesoureiro do Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e presidente da se&ccedil;&atilde;o de Goi&aacute;s da entidade;&nbsp; dom Orani Jo&atilde;o Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro; e o professor de Direito Ronaldo Lemos, da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV. <\/p>\n<p>O representante das empresas de televis&atilde;o &eacute; Gilberto Carlos Leifert, diretor da Central Globo de Rela&ccedil;&otilde;es com o Mercado. Ele tamb&eacute;m &eacute; presidente do Conselho de Autorregulamenta&ccedil;&atilde;o Publicit&aacute;ria (Conar), cargo para o qual foi reeleito recentemente. O conglomerado est&aacute; representado ainda por Alexandre Kruel Jobim, vice-presidente jur&iacute;dico da RBS, &ldquo;mais antiga e maior afiliada da Rede Globo&rdquo;, como informa a empresa em seu site. Filho do ex-ministro Nelson Jobim, o executivo representa as empresas de imprensa escrita (veja a rela&ccedil;&atilde;o completa dos titulares no quadro). &nbsp;<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato dos Artistas (Sated) do Rio de Janeiro, Jorge Coutinho, tamb&eacute;m foi surpreendido pela not&iacute;cia. &ldquo;Houve uma conversa um bom tempo atr&aacute;s em rela&ccedil;&atilde;o a isso, no ano passado.&rdquo; Segundo ele, &ldquo;uma pessoa do Senado&rdquo; o convidou para o cargo. &ldquo;Para mim, isso nem existia a mais.&rdquo; A indica&ccedil;&atilde;o do Sated tamb&eacute;m foi criticada pelo FNDC &ndash; para a entidade, isso representou um &ldquo;privil&eacute;gio&rdquo; a um sindicato do setor. &ldquo;N&atilde;o sei se outros foram convidados&rdquo;, diz Coutinho, acrescentando ter boa rela&ccedil;&atilde;o com o sindicato da categoria em S&atilde;o Paulo. &ldquo;Acho que &eacute; da maior import&acirc;ncia discutir os caminhos da comunica&ccedil;&atilde;o. No momento, estamos &oacute;rf&atilde;os culturalmente. A vitrine da cultura n&atilde;o pode ser a TV Globo ou a TV Record. Cada estado deve ter a sua vitrine.&rdquo;<\/p>\n<p>O tesoureiro da OAB, Miguel Can&ccedil;ado, soube da elei&ccedil;&atilde;o pela reportagem. &ldquo;Acho que nem a OAB foi comunicada&rdquo;, comentou. Segundo ele, sua indica&ccedil;&atilde;o foi feita h&aacute; mais de um ano. Sobre as atividades do &oacute;rg&atilde;o, o advogado disse que preferia se informar mais sobre o processo antes de falar a respeito. &ldquo;O conselho tem uma fun&ccedil;&atilde;o importante na estrutura de comunica&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s.&rdquo;<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprovada no &uacute;ltimo dia do semestre legislativo, a nova composi&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social surpreendeu at&eacute; mesmo os novos integrantes e incluiu o ex-porta-voz do presidente da Casa, Jos&eacute; Sarney (PMDB-AP), e representante das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o em vagas que caberiam &agrave; sociedade civil. 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