{"id":26979,"date":"2012-07-11T16:50:27","date_gmt":"2012-07-11T16:50:27","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26979"},"modified":"2012-07-11T16:50:27","modified_gmt":"2012-07-11T16:50:27","slug":"votacao-do-marco-civil-da-internet-e-cancelada-e-relatorio-final-e-divulgado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26979","title":{"rendered":"Vota\u00e7\u00e3o do marco civil da internet \u00e9 cancelada e relat\u00f3rio final \u00e9 divulgado"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Foi cancelada, por falta de qu&oacute;rum, a reuni&atilde;o da comiss&atilde;o especial para vota&ccedil;&atilde;o da proposta do marco civil da internet <a href=\"http:\/\/www2.camara.gov.br\/agencia\/noticias\/COMUNICACAO\/201709-MARCO-CIVIL-DA-INTERNET-ESTABELECE-DIREITOS-DOS-USUARIOS.html\" target=\"_blank\">(PL 2126\/11<\/a> ). A proposta &eacute; uma esp&eacute;cie de Constitui&ccedil;&atilde;o da internet, com princ&iacute;pios que devem nortear o uso da rede no Brasil, direitos dos usu&aacute;rios, obriga&ccedil;&otilde;es dos provedores do servi&ccedil;o e responsabilidades do Poder P&uacute;blico.<\/p>\n<p>O relator, deputado Alessandro Molon (PT), divulgou nesta quarta-feira (11) a vers&atilde;o final do substitutivo &agrave; proposta. O relat&oacute;rio preliminar ficou disponibilizado para consulta p&uacute;blica no site e-Democracia entre os dias 4 e 6 de julho. Neste per&iacute;odo, o relat&oacute;rio recebeu 109 contribui&ccedil;&otilde;es e teve mais de 14 mil visualiza&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/edemocracia.camara.gov.br\/web\/marco-civil-da-internet\/andamento-do-projeto\">Clique aqui para ler o parecer.<\/a> <\/p>\n<p><strong>Remo&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos<br \/><\/strong><br \/>Na vers&atilde;o final da proposta, Molon manteve a previs&atilde;o do projeto original de n&atilde;o responsabiliza&ccedil;&atilde;o do provedor de internet por danos decorrentes de conte&uacute;do postado por terceiros. O provedor de conte&uacute;do somente poder&aacute; ser responsabilizado civilmente em caso de descumprimento de ordem judicial espec&iacute;fica de retirada de conte&uacute;do considerado infrator.<\/p>\n<p>A vers&atilde;o preliminar do substitutivo, divulgada na semana passada, trazia tamb&eacute;m a possibilidade de o provedor remover voluntariamente conte&uacute;dos que julgasse indevidos, de acordo com termos de uso ou por solicita&ccedil;&atilde;o de terceiros. Por&eacute;m, segundo o relator, esse texto n&atilde;o foi bem recebido por diversos atores relacionados &agrave; internet, inclusive entidades de prote&ccedil;&atilde;o ao consumidor, que entenderam que a possibilidade de remo&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria de conte&uacute;dos pelos sites poderia trazer inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica ao usu&aacute;rio. Por isso, ele retornou ao texto original do governo.<\/p>\n<p><strong>Neutralidade de rede<br \/><\/strong><br \/>Outra mudan&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao relat&oacute;rio preliminar foi a inclus&atilde;o de previs&atilde;o de decreto presidencial para regulamentar as exce&ccedil;&otilde;es &agrave; chamada neutralidade de rede. Esse princ&iacute;pio, contido no marco civil, estabelece que todo pacote de dados que trafega na internet dever&aacute; ser tratado de maneira equ&acirc;nime, sem discrimina&ccedil;&atilde;o quanto ao conte&uacute;do, origem, destino, terminal ou aplicativo.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, a proposta prev&ecirc; situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas em que poder&aacute; haver discrimina&ccedil;&atilde;o ou degrada&ccedil;&atilde;o do tr&aacute;fego. A primeira delas &eacute; a prioriza&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia. &ldquo;Em caso de ataques de seguran&ccedil;a, poder&aacute; haver tratamento diferenciado, de modo a propiciar uma frui&ccedil;&atilde;o adequada aos usu&aacute;rios&rdquo;, explica Molon.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m poder&aacute; haver discrimina&ccedil;&atilde;o ou degrada&ccedil;&atilde;o do tr&aacute;fego se esta decorrer de requisitos t&eacute;cnicos indispens&aacute;veis &agrave; frui&ccedil;&atilde;o adequada dos servi&ccedil;os e aplica&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Isso torna poss&iacute;vel que spams n&atilde;o sejam direcionados para a caixa de entrada do usu&aacute;rio&rdquo;, argumenta.<\/p>\n<p>De acordo com o substitutivo final, essas duas hip&oacute;teses dever&atilde;o ser regulamentadas por decreto, ouvido o Comit&ecirc; Gestor da Internet do Brasil (CGI.br) &#8211; &oacute;rg&atilde;o que inclui representantes do governo, do setor empresarial, do terceiro setor e da comunidade cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica.<\/p>\n<p><strong>Dados pessoais<br \/><\/strong><br \/>O relator salienta que a principal altera&ccedil;&atilde;o feita no projeto original foi a inclus&atilde;o de medidas claras para proteger os dados pessoais do internauta. Essa inclus&atilde;o foi feita no relat&oacute;rio preliminar e mantida no texto final. Conforme o substitutivo, o usu&aacute;rio tem o direito a informa&ccedil;&otilde;es claras e completas sobre os dados pessoais que ser&atilde;o guardados pelos sites e servi&ccedil;os, sobre a finalidade dessa guarda, a forma com que esses dados ser&atilde;o utilizados e as condi&ccedil;&otilde;es de sua eventual comunica&ccedil;&atilde;o a terceiros.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, o internauta dever&aacute; ter o controle sobre suas informa&ccedil;&otilde;es, podendo solicitar a exclus&atilde;o definitiva de seus dados dos registros dos sites ou servi&ccedil;os, caso entenda conveniente.<\/p>\n<p>Mantendo o texto original, o substitutivo estabelece que o provedor de servi&ccedil;os ter&aacute; a obriga&ccedil;&atilde;o de guardar apenas os registros de conex&atilde;o do usu&aacute;rio (data, hora e dura&ccedil;&atilde;o da conex&atilde;o e endere&ccedil;o IP do terminal) e de acesso a aplica&ccedil;&otilde;es (data e hora em que um determinado site ou servi&ccedil;o foi acessado) pelo prazo de um ano, em ambiente controlado e de seguran&ccedil;a.<\/p>\n<p>A autoridade policial ou administrativa poder&aacute; requerer cautelarmente a guarda desses dados por prazo superior ao previsto. O acesso a esses dados ser&aacute; fornecido pelo provedor apenas mediante ordem judicial.<\/p>\n<p>De acordo com o substitutivo, o provedor somente poder&aacute; fornecer a terceiros os registros de conex&atilde;o do usu&aacute;rio e os registros de acesso a aplica&ccedil;&otilde;es de internet mediante &ldquo;consentimento expresso e por iniciativa do usu&aacute;rio&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Direitos do usu&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p>O substitutivo tamb&eacute;m garante ao usu&aacute;rio de internet o direito &agrave; inviolabilidade da intimidade e da vida privada, tal qual consta na Constitui&ccedil;&atilde;o brasileira, assegurado o direito &agrave; sua prote&ccedil;&atilde;o e &agrave; indeniza&ccedil;&atilde;o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, o texto garante ao internauta o direito &agrave; inviolabilidade e ao sigilo de suas comunica&ccedil;&otilde;es pela internet, salvo por ordem judicial, para fins de investiga&ccedil;&atilde;o criminal ou instru&ccedil;&atilde;o processual penal. Garante o direito ainda &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade contratada da conex&atilde;o &agrave; internet, a n&atilde;o suspens&atilde;o da conex&atilde;o &agrave; internet, salvo por d&eacute;bito decorrente de sua utiliza&ccedil;&atilde;o, e a informa&ccedil;&otilde;es claras e completas nos contratos de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www2.camara.gov.br\/agencia\/noticias\/COMUNICACAO\/201709-MARCO-CIVIL-DA-INTERNET-ESTABELECE-DIREITOS-DOS-USUARIOS.html\" target=\"_blank\">&Iacute;ntegra da proposta: PL-2126\/2011<\/a> <\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto do marco civil da internet, apresentou nesta quarta a vers&atilde;o final do relat&oacute;rio para vota&ccedil;&atilde;o. 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