{"id":26968,"date":"2012-07-09T18:03:06","date_gmt":"2012-07-09T18:03:06","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26968"},"modified":"2012-07-09T18:03:06","modified_gmt":"2012-07-09T18:03:06","slug":"fenaj-maior-violencia-contra-jornalistas-e-cometida-por-politicos-e-policiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26968","title":{"rendered":"Fenaj: maior viol\u00eancia contra jornalistas \u00e9 cometida por pol\u00edticos e policiais"},"content":{"rendered":"<p>O n&uacute;mero de jornalistas que s&atilde;o mortos por causa do trabalho que realizam est&aacute; aumentando no Brasil. S&oacute; nos seis primeiros meses de 2012, seis jornalistas j&aacute; foram assassinados &#8211; n&uacute;mero que corresponde &agrave;s mortes de todo o ano de 2011. Em 2010, foi registrado um caso e, em 2009, dois casos. Desde 1995, 41 jornalistas foram assassinados no Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>A Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) destaca que a viol&ecirc;ncia contra a categoria n&atilde;o diz respeito s&oacute; a assassinatos, mas a agress&otilde;es f&iacute;sicas, ofensas verbais e amea&ccedil;as &#8211; que s&atilde;o costumeiras. Relat&oacute;rios anuais elaborados pela Fenaj apontam que a maior parte da viol&ecirc;ncia contra jornalistas &eacute; cometida por agentes p&uacute;blicos, em especial pol&iacute;ticos estaduais e municipais e policiais locais.<\/p>\n<p>Esses dados foram divulgados durante audi&ecirc;ncia realizada pela Comiss&atilde;o de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica e Combate ao Crime Organizado. No evento, foi discutida a seguran&ccedil;a dos jornalistas e a impunidade em rela&ccedil;&atilde;o aos crimes praticados contra eles.<\/p>\n<p><strong>Impunidade<br \/><\/strong><br \/>O representante da Fenaj, Jos&eacute; Carlos Torves, afirma que muitos crimes ocorrem porque os agressores t&ecirc;m a sensa&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o v&atilde;o ser punidos. Ele tamb&eacute;m afirma que, nas cidades do interior, existem v&aacute;rios casos de viol&ecirc;ncia contra jornalistas que n&atilde;o s&atilde;o investigados por press&atilde;o pol&iacute;tica ou coniv&ecirc;ncia da pol&iacute;cia e do judici&aacute;rio local.<\/p>\n<p>Por isso, Jos&eacute; Carlos Torves defende a aprova&ccedil;&atilde;o de um projeto que est&aacute; sendo analisado na C&acirc;mara que federaliza os crimes contra a atividade jornal&iacute;stica (<a href=\"http:\/\/www2.camara.gov.br\/agencia\/noticias\/DIREITO-E-JUSTICA\/197797-PROJETO-PERMITE-A-PF-INVESTIGAR-CRIMES-CONTRA-JORNALISTAS-NOS-ESTADOS-E-MUNICIPIOS.html\" target=\"_blank\">PL 1078\/11<\/a> ). A proposta permite que a Pol&iacute;cia Federal participe dos inqu&eacute;ritos sobre esses crimes quando houver &quot;omiss&atilde;o ou inefici&ecirc;ncia&quot; das pol&iacute;cias dos estados e munic&iacute;pios. Isso depois que as investiga&ccedil;&otilde;es locais tiverem completado 90 dias.<\/p>\n<p>Jos&eacute; Carlos Torves afirma que o projeto vai contribuir principalmente para evitar a impunidade em cidades menores: &quot;H&aacute; uma situa&ccedil;&atilde;o j&aacute; comprovada de que todos os crimes que ocorrem contra jornalistas no interior do Brasil acabam sendo engavetados. Por um conluio de v&aacute;rias autoridades pol&iacute;ticas e policiais, os crimes nunca s&atilde;o esclarecidos. Ent&atilde;o, com a federaliza&ccedil;&atilde;o, n&oacute;s acreditamos que vai sair desse controle paroquial e vai haver a apura&ccedil;&atilde;o do caso pela Pol&iacute;cia Federal.&quot;<\/p>\n<p><strong>Desinteresse da pol&iacute;cia<br \/><\/strong><br \/>Por outro lado, o deputado William Dib (PSDB-SP) questiona a efic&aacute;cia desse projeto. Ele teme que as pol&iacute;cias locais nem tentem apurar os crimes contra jornalistas, sabendo que a Pol&iacute;cia Federal pode entrar no caso. Al&eacute;m disso, o parlamentar destaca que a Pol&iacute;cia Federal pode n&atilde;o ter interesse ou recursos dispon&iacute;veis para as investiga&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>William Dib e o presidente da Comiss&atilde;o de Seguran&ccedil;a, Efraim Filho (DEM-PB), pediram a realiza&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia sobre a viol&ecirc;ncia contra os jornalistas. &quot;Proteger a imprensa livre &eacute; fun&ccedil;&atilde;o do Estado &#8211; maior do que todas as outras fun&ccedil;&otilde;es. Por qu&ecirc;? Porque &eacute; um jeito de proteger a democracia&rdquo;, afirmou William Dib.<\/p>\n<p>O parlamentar paulista ressaltou que n&atilde;o h&aacute; como imaginar um Estado que se diz democr&aacute;tico sem imprensa livre, articulada e que possa expressar suas opini&otilde;es. &ldquo;Se a imprensa for calada, pode ter certeza que o Estado Democr&aacute;tico de Direito est&aacute; suspenso. N&oacute;s n&atilde;o podemos imaginar um estado democr&aacute;tico com imprensa calada pelo poder econ&ocirc;mico, por amea&ccedil;as f&iacute;sicas ou, de fato, pelo delito, que &eacute; o crime.&quot;<\/p>\n<p><strong>Nova lei de imprensa<br \/><\/strong><br \/>William Dib e outros participantes da audi&ecirc;ncia tamb&eacute;m defenderam a aprova&ccedil;&atilde;o de uma nova Lei de Imprensa, j&aacute; que a antiga, de 1967, foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>&Iacute;ntegra da proposta:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www2.camara.gov.br\/agencia\/noticias\/DIREITO-E-JUSTICA\/197797-PROJETO-PERMITE-A-PF-INVESTIGAR-CRIMES-CONTRA-JORNALISTAS-NOS-ESTADOS-E-MUNICIPIOS.html\" target=\"_blank\">PL-1078\/2011<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n&uacute;mero de jornalistas que s&atilde;o mortos por causa do trabalho que realizam est&aacute; aumentando no Brasil. 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