{"id":26967,"date":"2012-07-09T17:57:26","date_gmt":"2012-07-09T17:57:26","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=26967"},"modified":"2012-07-09T17:57:26","modified_gmt":"2012-07-09T17:57:26","slug":"comissao-especial-votara-projeto-do-marco-civil-da-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=26967","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o especial votar\u00e1 projeto do Marco Civil da Internet"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Substitutivo ao projeto do governo torna mais expl&iacute;citos os direitos do internauta; relator tamb&eacute;m buscou refor&ccedil;ar o princ&iacute;pio da neutralidade da rede.<\/p>\n<p>A comiss&atilde;o especial criada para analisar o projeto do Marco Civil da Internet (PL 2126\/11) se reunir&aacute; nesta ter&ccedil;a-feira (10) para votar o substitutivo do relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que torna mais expl&iacute;citos os direitos do internauta j&aacute; estabelecidos na proposta original do governo. A reuni&atilde;o ser&aacute; realizada &agrave;s 14h30, no Plen&aacute;rio 8.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/edemocracia.camara.gov.br\/web\/marco-civil-da-internet\/andamento-do-projeto\">Clique aqui para ler o parecer<\/a> <\/p>\n<p>O substitutivo garante ao usu&aacute;rio de internet o direito &agrave; inviolabilidade da intimidade e da vida privada, tal qual consta na Constitui&ccedil;&atilde;o brasileira, assegurado o direito &agrave; sua prote&ccedil;&atilde;o e &agrave; indeniza&ccedil;&atilde;o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola&ccedil;&atilde;o. O projeto original garantia apenas o direito do usu&aacute;rio &agrave; inviolabilidade e ao sigilo das suas comunica&ccedil;&otilde;es pela internet.<\/p>\n<p>Outro direito do usu&aacute;rio de internet garantido pelo substitutivo &eacute; a &ldquo;manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade contratada da conex&atilde;o &agrave; internet&rdquo;. O texto original trazia alguns condicionantes para esse direito, que foram retirados do texto. &ldquo;A manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade contratada deve ser um direito inquestion&aacute;vel, cuja interpreta&ccedil;&atilde;o j&aacute; se encontra adequadamente constru&iacute;da na legisla&ccedil;&atilde;o de defesa do consumidor&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>A proposta tamb&eacute;m prev&ecirc;, como direitos dos usu&aacute;rios, a n&atilde;o suspens&atilde;o da conex&atilde;o &agrave; internet, salvo por d&eacute;bito decorrente de sua utiliza&ccedil;&atilde;o, e informa&ccedil;&otilde;es claras e completas nos contratos de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os. Esses direitos foram mantidos no substitutivo.<\/p>\n<p><strong>Neutralidade de rede<br \/><\/strong><br \/>A proposta garante que a internet no Brasil ter&aacute; como um dos princ&iacute;pios para seu uso a preserva&ccedil;&atilde;o e garantia da neutralidade de rede &ndash; o que significa que todo pacote de dados que trafega na Internet deve ser tratado de maneira equ&acirc;nime, sem discrimina&ccedil;&atilde;o quanto ao conte&uacute;do, origem, destino, terminal ou aplicativo. &ldquo;Um provedor de servi&ccedil;os de internet n&atilde;o poder&aacute; tratar diferentemente um servi&ccedil;o online de v&iacute;deo de uma empresa concorrente, em benef&iacute;cio de um servi&ccedil;o an&aacute;logo gerenciado por ele, por exemplo&rdquo;, esclarece Molon.<\/p>\n<p>No substitutivo, o relator retirou a remiss&atilde;o do princ&iacute;pio da neutralidade &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o posterior. Segundo o deputado, a retirada da express&atilde;o &ldquo;conforme regulamenta&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi demandada por diversas pessoas e entidades durante os debates promovidos pela comiss&atilde;o. &ldquo;Havia um temor dos debatedores de que a express&atilde;o abrisse espa&ccedil;o para que a regulamenta&ccedil;&atilde;o posterior restringisse a aplica&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio&rdquo;, destaca.<\/p>\n<p>No substitutivo s&atilde;o listadas, entretanto, hip&oacute;teses que n&atilde;o configurar&atilde;o viola&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da neutralidade. A primeira delas &eacute; a prioriza&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia. &ldquo;Em caso de ataques de seguran&ccedil;a, poder&aacute; haver tratamento diferenciado, de modo a propiciar uma frui&ccedil;&atilde;o adequada aos usu&aacute;rios&rdquo;, explica Molon. Tamb&eacute;m poder&aacute; haver discrimina&ccedil;&atilde;o ou degrada&ccedil;&atilde;o do tr&aacute;fego se esta decorrer de requisitos t&eacute;cnicos indispens&aacute;veis &agrave; frui&ccedil;&atilde;o adequada dos servi&ccedil;os e aplica&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Isso torna poss&iacute;vel que spams n&atilde;o sejam direcionados para a caixa de entrada do usu&aacute;rio&rdquo;, argumenta. Conforme o texto, o Comit&ecirc; Gestor da Interne t no Brasil (CGI.br), &oacute;rg&atilde;o que inclui representantes do governo, do setor empresarial, do terceiro setor e da comunidade cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica, vai elaborar recomenda&ccedil;&otilde;es para a adequada delimita&ccedil;&atilde;o das hip&oacute;teses permitidas de discrimina&ccedil;&atilde;o e degrada&ccedil;&atilde;o de tr&aacute;fego.<\/p>\n<p>Outros princ&iacute;pios previstos na proposta para uso da internet, que foram mantidos pelo relator, s&atilde;o a garantia da liberdade de express&atilde;o; a prote&ccedil;&atilde;o da privacidade; a prote&ccedil;&atilde;o dos dados pessoais; e a preserva&ccedil;&atilde;o da estabilidade, seguran&ccedil;a e funcionalidade da rede; responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos agentes de acordo com suas atividades; e preserva&ccedil;&atilde;o da natureza participativa da rede. Entre os fundamentos para o uso da internet, foi inclu&iacute;da a finalidade social da rede. &ldquo;A rede &eacute; um bem comum de todos&rdquo;, ressalta Molon.<\/p>\n<p><strong>Participa&ccedil;&atilde;o popular<br \/><\/strong><br \/>Segundo o relator, os temas neutralidade de rede e liberdade de express&atilde;o na internet foram os que mais geraram sugest&otilde;es durante o debate do marco civil. &ldquo;Buscamos garantir, no parecer, n&atilde;o s&oacute; a pluralidade e diversidade das informa&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m o total e irrestrito acesso a elas&rdquo;, disse Molon. Entre abril e junho, a comiss&atilde;o especial que discute o assunto promoveu sete audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas e semin&aacute;rios, em cinco capitais do Pa&iacute;s, para subsidiar a formula&ccedil;&atilde;o do parecer. Al&eacute;m disso, o relator recebeu sugest&otilde;es pelo site e-Democracia, pelos bate-papos virtuais em tempo real promovidos durante as audi&ecirc;ncias e semin&aacute;rios e at&eacute; pela rede social Twitter.<br \/>&Iacute;ntegra da proposta:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.camara.gov.br\/internet\/sileg\/Prop_Detalhe.asp?id=517255\">PL-2126\/2011<\/a> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Substitutivo ao projeto do governo torna mais expl&iacute;citos os direitos do internauta; relator tamb&eacute;m buscou refor&ccedil;ar o princ&iacute;pio da neutralidade da rede. 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